História Aquela Sensação - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Amor, Dia A Dia, Faculdade, Lesbicas, Romance, Yuri
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Palavras 1.317
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Ecchi, Literatura Feminina, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 2 - Acerca de Seola


 

                Seola Dawson, a legítima Rainha do departamento de Economia. Uma menina que tem fan-service gravado em seu corpo, sua presença era longe de ser comum desde o primeiro dia. Uma garota que foi admitida na universidade através de uma bolsa de estudos, tornou-se conhecida cedo por sua inteligência superior, como demonstrado em seu histórico acadêmico impecável.

                — Você não sabe? É bastante popular esses dias.

                — Ela é modelo?

                — Ela é!

                — Wow. Mais de um 1,70 de altura? Não é à toa...

                E para não mencionar a sua indiscutível beleza. Com curvas nos lugares certos, “beleza e cérebro” seria a descrição perfeita para ela.

                — Ela é Seola Dawson de Administração?

                — Sim, há muitos rumores sobre ela.

                Seu nome se espalhou por todos os outros departamentos também. Embora haja um numero surpreendentemente pequeno de garotas ao redor dela, há muitos rapazes que a segue por todas as partes. Para as mulheres, ela é inimigo público. Para os homens ela é uma fantasia.

                — O Jon se confessou para a Seola!!!

                — O representante de Economia e a Seola estão saindo!!

                — Ela não estava saindo com o Bradley...? Tanto faz, que irritante.

                — Eu devia ter feito mais lances... Agora é tarde.

                — Ela vai sair com cada cara solteiro do nosso departamento um dia.

                Sempre estão ocupados falando dela, alguns falando mal e inventando os piores boatos e outros, apenas criando esperança, ansiando por um momento ou uma oportunidade para ter algo com ela. Todo mundo tem sua própria opinião sobre Seola Dawson. Onde quer que fosse, ela sempre se destacou e as pessoas tem o hábito de não deixar os notáveis sozinhos.

— Longo ato de pensamentos da Nore —

 

                “E assim, para falar por mim mesma... Eu sou o que você chamaria de em cima do muro, Seola Dawson e sua popularidade eram história de outra dimensão pra mim. Como uma espécie de princesa Andrômeda. Nós duas somos do mesmo ano, mas eu não me lembro de já ter falado com ela entretanto. Como óleo e água, nossos componentes são fundamentalmente diferentes. Com maquiagem espessa, ela pode parecer um pouco assustadora. Ela parece com uma daquelas antagonistas malignas em dramas.

                — Eu vou tirar tudo o que você tem vadia, até o John! — ‘imagina Seola pagando de vilã maligna de novela dramática.’

                Mas quem porra é John?

                Como uma espécie feroz de mulher que está cega por suas ambições e homens. Que atormenta a amável e agradável protagonista... De qualquer forma, voltando ao assunto, ela é muito, muito diferente de mim. Tão diferente que nem um pouquinho de curiosidade surge. Há um monte de boatos sobre ela, como o que ela é uma louca e terrível namoradeira. Mas nenhum desses boatos parece realista ao todo, ao menos não pra mim. Como um observador distante, minha impressão sobre ela não era nada mais do que: Será que ela vale esse rosto bonito?

                Nada mais, nada menos.

                Eu esqueceria facilmente quaisquer rumores sobre ela, mas o fato de ela ter dado uma pausa na faculdade após o segundo ano era novidade para mim. Nós pegamos licença de ausência ao mesmo tempo e por incrível que pareça voltamos para a universidade ao mesmo tempo e, pra finalizar, essa menina, Seola Dawson, está morando em um apartamento a frente do meu. ”

— Fim do ato —

 

                As mãos pequenas calmamente juntaram todos os papeis de ofício em cima da mesa os juntando em um bloco, os ergueu logo em seguida e bateu com uma das extremidades seguidas vezes contra a mesa para que todos os papeis se alinhassem de forma correta. Fazia isso de forma realmente distraída quando sentiu alguns toques em seu ombro, parou repentinamente o que fazia para olhar por cima do ombro direito procurando a origem do toque.

                — Ah! — desde que conhecera Seola de fato, havia começado a falar demais aquelas simples palavras. E falando nela, lá estava à belíssima morena, com aquele impecável sorriso simpático estampado nos lábios bem desenhados. A mão de dedos longos ajeitava os cabelos negros colocando algumas mechas por trás de sua orelha.

                — Você vai à festa de boas vindas esta noite? — Seola perguntou, aquele tom sempre calmo e uma expressão tão serena que chegava a ser reconfortante olhar para o rosto daquela morena por muito tempo.

                — Hm? Ah sim... — semicerrou um pouco os olhos ao recordar-se da tal festa de boas vindas dada pelos próprios alunos todo início de semestre. “Embora seja irritante...” — Eu devo ir sim. — “Ouvi dizer que haverá multa por não ir.”

                A pequena risada de Seola pode ser ouvida e o sorriso no rosto dela agora mostrava alguns dentes. “Parece que ela não quer ir.” E era esse o motivo da risada da morena, perceber o contragosto de Nore por ter que ir a tal festa.

                — Tudo bem então, eu vejo você lá! — confirmou também a sua presença enquanto se afastava um pouco da mesa e começava a se afastar, acenou para Nore de forma entusiasmada ao despedir-se. — Tchau! — e como sempre impecável em seu short curto que mostrava perfeitamente bem aquelas pernas longas e a camisa de linho sem mangas, Seola saiu atraindo olhares.

                — Você... A conhece? — e novamente, a mesma colega de mesa do dia anterior estava lá, a inseparável amiga de Nore tinha um semblante surpreso em seu rosto.

                — Você que disse que ninguém na nossa escola não saberia dela... — usou as próprias palavras da amiga contra ela.

                — Não, não é isso! Quer dizer... Desde quando as duas confirmam presença da outra na festa de boas vindas? — o cenho da morena de cabelos curtinhos ainda estava franzido, estranhava completamente aquela nova amizade e isso estava mais do que claro em seu semblante.

                — Ah, eu não disse a você não é? — indagou Nore enquanto coçava o próprio rosto e dava uma pequena risada com sua péssima memória. — Acontece que ela mora no prédio pra onde eu me mudei recentemente, sendo mais específica, ela mora no apartamento da frente.

                — Sério? Que mundo pequeno. — “Como é que ela é tão gentil?”.

                — De qualquer forma, eu não quero ir a essa festa. — “Tudo o que fazemos é beber, Isso não é nada divertido...” a expressão sempre divertida de Nore mudou para uma completamente amuada, com ambos os cotovelos apoiados na mesa e o rosto apoiado nas palmas das mãos, olhava para a madeira da mesa de forma distraída.

                — Lá vem você de novo com essa atitude. — resmungou sua colega de mesa enquanto tinha sua mochila no colo e calmamente ia recolhendo suas coisas e as guardando para poder ir embora. — Vamos apenas ir e comer um monte de frango frito. — falou como se isso fosse a coisa mais óbvia e divertida daquele mundo.

 

©

 

Aeroporto – 18:47h

                — Sim, amigo, sou eu. Eu não sabia que meu celular estava desligado. — a voz grave soava extremamente serena. O jovem elegante estava confortavelmente sentado em uma das cadeiras da sala de espera do aeroporto, os cabelos negros e lisos bem penteados, a camisa de linho azul muito bem passada e sem um sequer amassado estava com as mangas perfeitamente dobradas até o antebraço. A calça social preta em conjunto dava um charme para o jovem rapaz de aparência nova. O celular estava pressionado contra a orelha enquanto conversava pacientemente com alguém do outro lado da linha. — Ah, isso mesmo. Você disse que a festa de boas vindas é esta noite, certo? Eu vou chegar tarde. — as pernas estavam cruzadas para lhe dar ainda mais conforto naquela cadeira. — Não, não tão tarde. Talvez uma hora por ai...? Sim, claro... Eu vejo você na festa então. — finalizou a chamada enquanto respirava fundo para logo em seguida soltar um suspiro deveras pesado. — Tão irritante... 

                — Perdão? — um homem de terno surgiu atrás dele enquanto arqueava uma sobrancelha.

                — Ah. — o rapaz ergueu-se da cadeira sem muita pressa enquanto ia passando as mãos em suas roupas para tirar qualquer amasso que ficar sentado por certo tempo pudesse ter feito. — Eu estava falando comigo mesmo. Não devemos ir agora?



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