História Aquele Olhar - Capítulo 28


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Categorias Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
Visualizações 144
Palavras 1.588
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Aaaaaa, ta acabando :////
Me contem nos comentários o que vcs acharam. A fic ta acabando mas ainda tem umas coisinhas pra acontecer rçrç

Capítulo 28 - Capítulo 27 - O certo


A campainha tocou no segundo que eu tirei a massa de dentro do forno. 

 

Ninguém acreditava que eu era uma puta cozinheira, e eu ia mudar isso hoje. Alves estava vindo com Nicole e uns amigos dele do clube me ajudar a levar as últimas coisas pra casa que ele comprou. Diego queria sair daquele ambiente por causa da história da gravidez; além disso, gostava de espaço, e queria um lugar onde os filhos dele se sentissem confortáveis pra passar um tempo com a gente quando quisessem.

 

Só de saber que a primeira vez ia ser dali a pouco tempo, na semana do nosso casamento, eu já me arrepiava da cabeça aos pés, com medo de eles não gostarem de mim.

 

- É claro que eles vão gostar de você. - ele me puxou pela cintura e beijou minha testa, como sempre, da última vez que tocamos no assunto. - Me diz alguém que não goste?

 

"A sua ex-mulher. Ou a sua mãe.", eu pensei, embora tenha achado melhor guardar o comentário pra mim. A minha sogra não tinha ficado exatamente 'feliz' com a notícia de que o filho ia se casar comigo. Não que ela fosse aquelas megeras das séries de TV, mas não dava pra dizer que ela se esforçava pra gostar de mim.

 

Eu não podia culpá-la. Além do óbvio, se Diego tivesse dito metade do que eu fiz pra qualquer pessoa, ela já tinha 80% de chance de não ir muito com a minha cara.

 

A campainha tocou mais umas três vezes enquanto eu tirava o bolo do forno e desligava a panela da calda, e eu gritei 'já vaaaaaaai' pra que ele parasse de me perturbar. Diego podia ser bem irritante quando queria.

 

Eu abri a porta com um sorriso, na esperança de que o cheirinho tivesse chegando na sala e ele fosse obrigado a fazer um comentário de apreciação. No entanto, quando abri a porta, o que eu vi não era o meu futuro marido.

 

Era Diego. O outro Diego.

 

- Ribas? - meu queixo caiu. Como ele teve a audácia de vir aqui no apartamento do Alves? - Que que você tá fazendo aqui?

 

Ele suspirou, olhando em volta com um certo desprezo no olhar, e depois me encarou nos olhos.

 

- Nós precisamos conversar, Bella.

 

- Claro que não. - eu bufei. - Estou noiva. Do seu colega de time. Qual parte tá difícil de entender?

 

Ribas franziu o cenho pra minha rispidez, e deu um passo pra trás de maneira involuntária. - Ei! Que que deu em você?

 

- O que você acha? Talvez o fato de que você ficou sabendo o que houve com o bebê e não me mandou nem um maldito SMS? - percebi o olhar dele cair pro chão, enquanto a minha raiva subia incontrolavelmente. - Ou por que você tentou acabar com a minha vida no dia da final, ficando de cara feia pra todo mundo quando Alves me beijou?

 

Ribas rebateu meu olhar acusador. - O filho que você não deixou eu assumir? 

 

- Ele deixou de ser seu filho? - nós nos encaramos por um bom tempo antes de eu dar uma risada irônica. - É. Foi o que eu pensei. 

 

Ele bufou. 

 

- Desculpa, Bella. Eu sou um babaca, um idiota, mas eu não sabia o que fazer! Essa é uma situação no mínimo absurda, você não acha? - ele me olhou com aqueles olhinhos de cachorrinho abandonado, como sempre, e eu senti meu coração amolecer. - Por favor. Me ouve.

 

Mesmo que a razão dissesse o contrário, eu não podia negar isso a ele. Eu o amava. Mesmo que não devesse.

 

Dei passagem pra ele, sem olhar nos seus olhos, e me custou uma ligação de vinte segundos pra cancelar a tarde que tinha sido combinada. Eu disse pra Alves que tinha muita coisa pra arrumar ainda.

 

- Eu te amo, Bella. - ele disse, como se tivesse adivinhado a conversa que  eu enfrentar. - Volta logo pra casa, ok?

 

Fechei meus olhos, sentindo o aperto rotineiro no meu coração. Se eu pudesse voltar atrás... - Claro, claro. Eu tambem te amo, querido. Muito.

 

Ribas olhou pra mim como se eu tivesse dito que gostava de cozinhar cachorrinhos vivos, depois fez uma careta e se virou. Por um segundo, eu me senti mal pelo que eu disse. Desliguei a ligação e me preparei pro que vinha a seguir.

 

Foram apenas alguns minutos, mas pareceu uma eternidade.

 

Ribas ficou lá, me dizendo tudo o que eu tinha sonhado que ele dissesse por quase um ano inteiro.  

 

Que ele me amava. Que tinha sido um filho da mãe comigo e com a esposa, mas que eu era a mulher da vida dele e nós merecíamos uma chance de sermos felizes juntos. 

 

- Eu sei que eu disse muita coisa que eu não cumpri. Te deixei esperando por muito tempo. Mas acabou, eu juro. - ele sorriu pra mim, se aproximando, e colocou as duas mãos dos lados do meu rosto, como fazia desde o início. As lembranças invadiram minha mente... uma lágrima teimosa escorreu pelo meu rosto. Depois, várias se seguiram. - Eu estou me separando. Eu saio de casa agora mesmo, se você quiser. Não vou perder você de novo, Bella. 

 

Com essas palavras, Ribas me puxou pra um beijo apaixonado, doce, e nossos lábios se encaixarem perfeitamente, como sempre fizeram.

 

Meu coração chorou, também. Lembrei de cada momento que tivemos desde aquele encontro furtivo no restaurante. Nossos beijos, nossas noites, a estranha liberdade implicita no ato de fazer tudo escondido... eu o beijei com mais força, com mais desejo. Eu já podia imagina onde isso ia terminar.

 

Ele terminou o beijo de repente, como se tivesse se lembrado de algo mais importante. 

 

- Casa comigo. 

 

Ele juntou nossas testas, nossas respirações frenéticas se acalmando aos poucos, e eu não precisei de três segundos pra pensar.

 

Ribas estava me oferecendo tudo o que eu tinha sonhado nos últimos meses. Um compromisso. Uma casa nossa, um relacionamento que eu não precisava esconder de ninguém. Uma família. 

 

E ainda assim eu não conseguia aceitar sua proposta tão fácil quanto eu tinha aceito passar a minha vida inteira do lado de Alves.

 

Não.

 

Ele me largou de repente, se afastando, como se tivesse levado um choque elétrico.

 

- Como assim?

 

Eu levei minhas mãos pro rosto, tentando organizar os meus pensamentos de uma forma coerente. Muitos sentimentos, muitas verdades pra considerar.

 

- É claro que eu amo você, e sei que você me ama também. Sei que eu te faço feliz; parece que eu tenho esse dom. - eu disse com um sarcasmo doce, me lembrando de como ele é Alves me diziam isso com frequência.

 

Ele sorriu também, embora não tenha perdido a expressão consternado.

 

 - Mas você ainda não se separou da Bruna simplesmente porque você não quer. Porque ela é mais importante, porque você a ama mais. Você pode ser menos feliz sem mim, mas não sabe nem viver sem ela. - eu suspirei, cortando o contato visual. Quando voltei a olhar, ele parecia estar vivendo um dejà-vu. - E eu não acredito que vou dizer isso, mas tudo bem.

 

Diego travou no lugar. Ele era um misto de indignação e raiva. - Como "tudo bem"? Ficou louca, Isabella?

 

- Tudo bem, porque eu também tenho alguém que eu amo mais. E você sabe. - ele abaixou a cabeça nessa hora, sem tentar revidar pela primeira vez. - Eu não sou capaz de fazer com ele o que você fez com a Bruna. De ser tão egoísta. Eu o amo tanto que preferi ficar sem ele do que enganá-lo. Porque ele merecia mais de mim do que uma garota que se dividia entre dois amores. Preferi sofrer do que fazer ele sofrer. Eu só não tinha percebido isso ainda... Sempre foi ele, Diego.

 

- E não, eu não queria abrir mão de você, mas ele me convenceu de que precisa de mim pra ser feliz e eu descobri que faria qualquer coisa por ele também. - eu sorri mesmo sem intenção, lembrando da nossa conversa logo que a confusão da gravidez começou.  - Eu vou sentir sua falta, Ribas. Nunca imaginei que eu ia me separar de você por vontade própria. Mas parece que muita coisa é exatamente o contrário do que eu imaginei.

 

Depois de tanto tempo em silêncio, quando eu esperava que ele fosse insistir, sair porta afora ou pelo menos gritar, Diego simplesmente me puxou pela cintura e me abraçou.

 

- Eu sei. - ele disse finalmente. 

 

Foi minha vez de travar.

 

- Sabe?

 

Ele assentiu. - Eu andei pensando nisso. Exatamente nisso. Eu amo a Bruna demais pra deixar ela... Mas eu não consigo abrir mão de você, Bella. Eu tô tão perdido, tão desesperado. - Ribas me apertou mais. - Como eu vou fazer sem você? Eu não sou mais o mesmo, meu amor.

 

Eu sorri, finalmente devolvendo o abraço.

 

- Eu também não. Só que eu quero descobrir, Diego. Eu quero aprender a viver sem você. Eu te amo, mas eu amo Alves muito mais, e ele merece isso. A Bruna também, pelo visto. - eu sorri, me soltando dele devagarinho só pra perceber o choro fraco e dolorido que tinha se apossado dele. Eu limpei as lágrimas das suas bochechas com beijos, como ele tinha feito comigo tantas vezes antes. - Pela primeira vez desde que a gente se conheceu, o certo e o que a gente deseja fazer são a mesma coisa.



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