História Aquele Olhar - Capítulo 29


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Categorias Diego Alves, Diego Ribas da Cunha, Everton Cardoso da Silva, Paolo Guerrero
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Palavras 1.306
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 29 - Capítulo 28 - A resposta


Vinham sendo longos dias. Felizes, em sua maioria, mas intermináveis. 

 

E olha que só se passaram três.

 

Desde a visita do Ribas, eu vinha me debatendo sobre um ponto muito importante pra minha consciência: contar a verdade. 

 

Alves merecia saber. Eu precisava contar. 

 

Mas onde isso ia parar? Eu conhecia Diego bem o suficiente pra saber que ele não ia ter uma reação calma e contida como Ribas teve. O que eu não sabia era qual seria a sua reação.

 

Esperei Nicole ir embora. Eu amava minha amiga, mas nos últimos dias tudo o que eu conseguia fazer era contar os segundos pra ela ir embora e me deixar um tempo de qualidade a sós com Alves, pra eu tentar dizer tudo pra ele de uma maneira mais tranquila.

 

Quando ele finalmente chegou do treino, eu estava sentada no sofá. 

 

Esperando.

 

- Bella? - ele se aproximou, com um vinco na sobrancelha, e me beijou rapidamente. Eu tentei devolver com tranquilidade... sem sucesso. - Que foi?

 

Diego se sentou no outro sofá, de frente pra mim, e esperou.

 

- Preciso te contar uma coisa.

 

Ele estreitou os olhos, mantendo-se focados em mim. Eu odiava isso nele, o maldito jogo psicológico. Suspirei fundo, tentando me concentrar no que eu tinha pra dizer, e ele se preparou no sofá.

 

- Quando eu terminei com você, eu tava... hmm.. confusa. Na verdade, eu tinha conhecido outra pessoa. - Alves tensionou os ombros na hora, as mãos espalmadas nas coxas se apertaram num reflexo; apesar disso, achei que ele estava lidando bem com o assunto. 

 

Pra um começo.

 

- O pai do seu filho. 

 

Alves não esboçou reação quando eu assenti. - Sim. Mas era complicado, sabe? Eu não deixei de gostar de você. Meio que tinha me apaixonado pelos dois. - eu dei uma risada nasal, pensando no quanto a história era bem mais complicada que isso. 

 

- E você escolheu ele. - Com o peso do mundo saindo pouco a pouco dos meus ombros, assisti Diego apoiar os cotovelos nos joelhos e suspirar fundo, sem olhar nos meus olhos. Como se já tivesse, sei lá, aceitado isso. 

 

- Não! - quase pulei do meu lugar. - Não, eu não escolhi ninguém! Nem poderia. Mas veja, as coisas com ele eram mais... simples

 

Diego estava confuso e eu sabia que precisava falar a verdade completa pra nunca poder dizer que eu não fiz tudo que pude. 

 

- Ele é casado. - minha vergonha me fez abaixar a cabeça, cortando o contato com os seus olhos amendoados. - Não tinha compromisso, entende? É claro que existia a hipótese de ele se separar, mas isso só aconteceria se nós dois tivéssemos muita certeza de que queríamos ficar juntos. 

 

Alguma coisa se quebrou dentro dele na mesma hora. Aos poucos, a imagem da menina alegre e ingênua por quem ele se apaixonou estava ruindo. Mas Diego era muito bom no jogo psicológico, e em esconder coisas - seria impossível perceber a fração de dor no seu olhar se eu não o conhecesse tão bem.

 

Alves soltou uma risada nasal; sua pele bronzeada tinha perdido um pouco a cor até um estranho tom pálido, doente. - Onde eu entro nessa história, Isabella? 

 

A voz cansada entregava o quanto de dor ele estava escondendo. Era exatamente o que eu tinha tentando evitar desde o início e, obviamente, eu tinha fracassado.

 

- Você é perfeito, Diego. E tão meu... Era muito óbvio que seu coração era completamente meu. - eu sorri, me lembrando de como ele olhava orgulhoso pra mim, do jeito que uma criança olha pro presente de Natal que ela esperou o ano inteiro. - Por mais que eu te amasse, e no fundo eu sabia que amava muito mais, como eu podia ficar com você se eu não era completamente sua também?

 

- Não podia ficar comigo gostando um pouco de outro, mas ficar com um homem casado tudo bem?! - ele cuspiu as palavras quando se levantou bruscamente do sofá, fazendo ele bater na parede com um estrondo. Depois de um segundo, Alves virou pra trás, os olhos apertados de raiva e desconfiança enquanto ele me encarava. - Espera... Era por isso que você não queria me contar quem era. É porque eu conheço!

 

Assenti com a cabeça e ele riu sem humor, irônico. Diego socou a porta de vidro da varanda, atrás de si, e depois se voltou pra mim, pronto pro ataque. Dava até pra ouvir as batidas do meu coração de tanto que eu estava ansiosa pelas próximas palavras que eu sabia que ele diria.

 

- Isabella. - ele respirou fundo, sem nunca tirar os olhos dos meus. - Quem é esse cara?

 

Eu levei uns bons segundos pra responder. 

 

- Ribas. 

 

Os momentos de silêncio seguintes pareceram durar uma eternidade, e eu não suportei o peso do olhar dele. Depois, ele explodiu.

 

- Claro! É claro que tinha que ser esse filho da puta! Por isso que ele sempre olhava torto pra mim, por isso que do nada ele... Aquele desgraçado! 

 

Com a cabeça baixa, praticamente sussurrei as próximas palavras. - Ele me pediu em casamento. Três dias atrás.

 

Alves não emitiu nem um som, e eu não tive coragem de olhar pra ver sua reação.

 

- Disse que se eu dissesse sim, ele saia de casa naquela hora mesmo. 

 

Dessa vez eu não resisti olhar, e vi que Diego tinha os olhos fechados, lábios pressionados numa linha fina e a respiração lenta e profunda - e eu não tinha a menor ideia do que isso queria dizer. 

 

De repente, Alves quebrou o silêncio com uma risada nasal. - Você tá o quê, pedindo minha <permissão pra aceitar? - ele se virou de costas, me impedindo de ver a sua expressão.

 

- Não, eu tô te pedindo em casamento.

 

Apesar de levantar a cabeça, ele não se virou pra mim. Seus olhos encaravam o nada, eu pude ver pelo reflexo. Essa era a minha chance - agora é tudo ou nada.

 

Me aproximei, parando a menos de um palmo de distância dele, meu nariz quase tocando suas costas. - Eu amo o Ribas, não vou negar isso. - suspirei, pensando em como continuar. - Mas se eu tinha alguma dúvida do que eu sentia, depois desses meses com você ela não existe mais.

 

A pausa foi preenchida pelo silêncio e as respirações silenciosas de nós dois.

 

- Era você desde o início, Alves. Sempre foi, no fundo eu sabia disso. Só que eu quis viver a aventura... 

 

Eu suspirei, deixando minha testa repousar nas suas costas. 

 

- E quer saber, eu não me arrependo. - senti sua musculatura travar e me apressei pra completar. - É impossível ter mais certeza de que é você do que eu tenho agora.

 

Minhas mãos finalmente o tocaram, deslizaram pelo tecido macio da sua camiseta até pousarem nos ombros fortes, firmes, e eu os apertei numa tentativa de transmitir a intensidade dos meus sentimentos a ele.

 

- Te amo tanto que chega a doer, Diego. Eu precisava ficar com outra pessoa e você precisava saber da história toda pra entender isso. Eu sou sua de corpo, alma e coração. Se você ainda me quiser, claro.

 

Demorou um total de três segundos até a raiva dele explodir de novo.

 

- Se eu ainda te quiser, Isabella? - ele quase me empurrou, mal parando pra desviar das coisas no processo de ir parar no lugar mais longe de mim que ele conseguisse. - Quero é que vocês dois se fodam! Nao acredito que vocês me colocaram chifre bem debaixo do meu nariz! 

 

Diego saiu correndo, com ódio, de uma maneira que eu nunca tinha visto antes.

 

Sem força pra reagir, eu apenas me deixei escorregar pela parede e sentir as lágrimas cortarem o meu rosto. 

 

É, parece que eu tinha a minha resposta.


Notas Finais


#deuruim

E agora, vai ser #teamalves ou #teamribas? Quem será que vai ficar com a Bella no final?


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