História Guillotine - Capítulo 4


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Acxa, Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Lotor, Matt, Pidge Gunderson, Sendak, Takashi "Shiro" Shirogane, Zarkon
Tags Circo, Dividindo A Cama, Fluffy, Klance, Langst, Sharing A Bed, Slow Burn
Visualizações 199
Palavras 1.177
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Serio, melhor falar la em baixo *suspira*
HE IS HOMOSEXUAL E NADA MUDA ISSO. - LE Lance, voltron. 2018.

Capítulo 4 - Dia um: Reencontro


Quando Keith parou a moto do outro lado da rua que ficava em frente ao estacionamento do circo, não se surpreendeu ao ver Lance mexendo no telefone, apoiado no poste de luz. O garoto de pele escura parecia distraído, olhando algo no telefone que estava fazendo sorrir de forma boba.

Ele havia crescido um pouco mais naquele ano que estiveram separados, seu cabelo estava mais curto – apesar de Keith poder ver pouco pelo boné que ele usava – e o rapaz tinha certeza que ele tinha ganhado alguns músculos – os braços não deixavam um vão na manga da camisa como da última vez que se viram, quando ele ainda parecia um esqueleto.

Keith sorriu ainda de capacete para aquilo e desligou a moto. Faziam um ano inteiro que não o via pessoalmente. Mesmo com as mensagens diárias, as vídeos chamadas e visto de longe durante a apresentação, era diferente de o ver agora. Parecia ser mais real.

Seu coração batia alegre quando colocou o capacete no guidom e um sorriso não deixava seus lábios quando andou mais um pouco na rua escura, até ter passado de onde Lance estava e atravessou. Seus passos eram lentos e cuidadosos para não fazer barulho, suas mãos ficaram nos bolsos, para se controlar. Poderia dar um susto em Lance, o cutucando na cintura, ou fingir ser um assalto e o fazer gritar, mas estava curioso sobre o que ele via no telefone que o fazia sorrir daquela forma. 

Quando chegou perto o bastante, se ergueu um pouco nos pés, fazendo uma careta para aquilo, afinal, quando Lance havia crescido mais que ele? Mas isso era uma briga para outra hora, que ele sabia que Lance não deixaria passar despercebido. Por cima do ombro de Lance, Keith olhou para a tela do telefone, vendo o cubano passar uma, duas, três fotos suas que havia postado no Instagram – aplicativo que usava porque todos pediam ou mandavam – e as reconheceu sendo até antigas. Um sorriso debochado se abriu em seu rosto.

— O que está vendo aí? — Questionou.

A reação não poderia ser melhor, Lance pulou pelo menos vinte centímetros do chão, se atrapalhando com o telefone e o deixando cair, mas Keith o pegou antes de atingir o chão e olhou as fotos distraído enquanto o outro colocava a mão no peito para controlar o coração.

— Isso! Me mata no primeiro dia! — Reclamou Lance respirando fundo e Keith riu lhe entregando o telefone.

— O que foi? Ficou com medo de não me reconhecer? Não mudei tanto assim. — Provocou e Lance se ergueu colocando o telefone no bolso.

— Realmente não. — Disse sorrindo o olhando propositalmente de cima e erguendo ainda mais o queixo por isso. — Nem um centímetro!

— Ah, ótimo. — Bufou Keith revirando os olhos e Lance se colocou ao seu lado, medindo os ombros.

O garoto de traços coreanos cruzou os braços com uma expressão irritada enquanto Lance fazia uma reta com a mão, que partia de seu ombro e batia no pescoço de Keith.

— Onw, tá bravinho? Tem que tomar leite para crescer! — Provocou e Keith soltou os braços começando a andar em direção a moto. — Espera! — Chamou Lance o seguindo ainda rindo e fazendo Keith revirar os olhos. — Moto maneira, playboy. — Disse Lance passando a mão pelo banco e assoviando.

— Presente de dezoito anos do Shiro. — Gabou-se o rapaz e Lance assoviou de novo.

— Se eu ganhasse algo assim de qualquer irmão meu de aniversário... — o garoto ajeitou a própria postura se escorando na moto. — E já que tocou no assunto, Shiro é um cara realmente bacana. Sabia disso pelo que me dizia antes, mas agora é muito mais fácil de acreditar.

— Você não acreditava em mim antes? — Questionou Keith cruzando os braços, se escorando na moto também, ao lado de Lance.

— Você sabe, aquela coisa de irmão caçula pagar pau para o mais velho...

— Serio que você me vê pagando pau para alguém? — Questionou Keith chocado e Lance o olhou sem entender.

— Pra alguém? Não. Para seu irmão ou pai, certeza. E mesmo conhecendo Shiro e vendo que ele é incrível, ainda tem muita coisa que eu acho que você vê apenas por o admirar muito por ser seu irmão mais velho.

— Despertei o seu lado psicólogo? — Questionou o rapaz e Lance riu.

— Talvez, eu meio que sou um pouco no circo. — Disse olhando para as luzes dos trailers no estacionamento e Keith seguiu seu olhar.

Haviam chegado no dia anterior e ainda não haviam montado o circo. Os artistas estavam se ajeitando, fazendo antes a limpeza do local e dos próprios trailers, para só então começarem a erguer a lona e montar o picadeiro, que deveria levar mais dois dias. Keith olhou para Lance, que pareia distante encarando as luzes. Agradecia poder ter mais algum tempo com ele, afinal, como uma das estrelas ele não precisava mais ajudar na montagem, mas quando abrissem para público seu tempo sozinho com Lance seria bem menor.

— Se seu irmão ver alguém em perigo... — começou Lance, ainda distante. — Ele simplesmente se joga pronto para luta com o bandido para salvar a pessoa?

— Ele está mais para o tipo que se joga para ficar no lugar da pessoa que está sendo ferida. — Respondeu Keith ainda o olhando e Lance o olhou também. — Segunda vez que fala dele. — Apontou Keith sorrindo, mas incomodado. — Assim vou achar que se apaixonou, cinderela.

— Cinderela perde o sapato, não ganha uma pedrada. — Reclamou Lance fazendo uma careta.

— Falando em pedrada... — Disse Keith se afastou da moto, girando para se colocar a de frente a Lance.

Suas mãos se moveram sem qualquer problema ou timidez para os cabelos do cubano, os empurrando para o lado e vendo os pontos, ainda sujos de laranja do remédio que evitava que infeccionasse. O rapaz soltou a respiração aliviado por não ser grave e, ao olhar para baixo, viu que Lance erguia as duas mãos, paralelas ao seu quadril, mas as abaixou e apertou o tecido da própria calça entre os dedos, soltando uma risada fraca.

— Aí cara...— murmurou Lance erguendo o olhar para Keith que o encarou confuso, afastando as mãos.

— O que? — Questionou e Lance negou com a cabeça, ajeitando o próprio boné.

— Nada não. — Disse sorrindo e afastando Keith, espalmando a mão delicadamente em seu peito e o empurrando. — Espero que o capacete não zoe meu cabelo, Mullet...

— Mais do que ele já é zuado? Meu capacete não faz milagre. Se zoar, talvez melhore. — Rebateu puxando um Lance chocado pelo braço para sair de perto da moto e abrindo o banco para tirar o segundo capacete.

— Alguém aprendeu a dar má resposta! Ok, essa noite vai ser bem longa! — Disse virando o boné para trás e colocando o capacete por cima.

— A intenção é essa. — Disse Keith colocando os eu próprio e subindo na moto.

Lance não esperou um convite, pulou na garupa e colocou as mãos na cintura de Keith. O rapaz iria questionar, mas ele mesmo odiava agarrar aqueles metais que ficavam nas laterais para que o passageiro tivesse equilíbrio, então apenas ligou a moto e acelerou em direção ao anfiteatro. 


Notas Finais


Ok, geral ja viu a S7? Se não, para de ler aqui e segue a vida, vou dar spoiler!
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Então, não vou entrar em detalhes, passei por todas as fazes da perda em 24 horas. Primeiro a revolta, depois a compreensão, a aceitação e então... LI TEORIAS NO TUMBLR E VOLTEI COMO UM ZUMBI DOS MORTOS PARA O LADO KLANCE DA FORÇA! SIM, EU NÃO DESISTI DO SHIPP. Essa temporada foi um tiro. Foi. Eu ainda sangro, MAS! teve muitos detalhes que se vc ver, vai ficar feliz e esperançosa sobre nosso shipp. então força gente, Klance não morreu e o keith (amem igreja) NÃO É HETERO!


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