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História Aqueles Outros - Interativa. - Capítulo 37


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Notas do Autor


Olá pessoas, tudo bom?
Bem, vim continuar está saga.
No capitulo anterior, vocês conheceram a dinâmica do dia a dia que os mutantes terão daqui para frente. E continuaram tendo por um tempo. Muitas coisas irão acontecer nessa rotina de treinamento.
Boa leitura.

Capítulo 37 - Incentivos.


Fanfic / Fanfiction Aqueles Outros - Interativa. - Capítulo 37 - Incentivos.

Zero, Axel e Bia perambulavam pela a instalação, indo em cada prédio e em cada setor; curiosos ainda com o que a base tinha a oferecer. A base não dormia, na superfície, que era onde eles estavam, ainda existia um fluxo frenético de pessoas atarefadas.

 - Essa base é tão grande, quanto um shopping de cinco andares. - Diz Bia admirada.

 - Shopping? Tá mais para um condomínio de luxo, com essas quatro torres, que cada uma tem a sua especialidade. - Fala Zero.

 - E sem esse mapa aqui, seria fácil fácil a gente se perder. - Diz Axel com o tablet nas mãos.

 - Vamos no prédio de desenvolvimento? - Pede Bia. - Quero muito ver o que eles produzem lá.

 - Não, vamos no prédio de pesquisa, é lá que as coisas são criadas. E eu acho melhor, pra gente se dar uma atualizada. - Diz Zero.

 - Bem, eu queria ir no prédio de treinamento. - Fala Axel.

 - Mas, a gente passou o dia lá. - Responde Bia.

 - Só que não vimos o prédio todo, ora. - Justifica o moreno. - Porém, o Zero tem razão, vamos no prédio de pesquisa mesmo. - Ele pisca para o loiro que sorri. 

Os dois tinham se tornado ótimos amigos, Axel gostava do jeito sincero do rapaz e confiava nele.

 - Isso não é justo. - Protesta Bia.

 - Eu estou com o mapa, então eu decido. - Afirma Axel rindo.

    Eles adentraram em alguns corredores compridos, até chegarem no prédio de pesquisa. Logo no salão principal havia uma placa que indicava o que era feito em cada andar.

 - Nossa, uma biblioteca e laboratórios tecnológicos! - Exclama Zero.

 - Não só isso, há salas de treinamento, reuniões e vários laboratórios de pesquisa e aprimoramento. - Fala Axel lendo.

 - Vamos no laboratório de tecnologia? - Pede Zero.

 - Por que eu não estou surpreso. - Diz Axel balançando a cabeça, Zero não entende e o moreno volta a falar. - Você tem a maior cara de nerd, hehe. - Ele ri.

    O trio sobe para o quarto andar, pelo elevador, e adentram em um setor repleto de vários laboratórios, as paredes daquela área eram transparentes, porém, o recinto possuía uma tonalidade azul que trazia um relaxamento natural para os indivíduos que ali transitavam. Havia várias salas cheias de computadores, contudo, havia uma maior que as outras. Era uma gigantesca sala, cheia de computadores de última geração e que devia ser  a sala social de informática. Zero foi o primeiro a correr, a entrar na sala e a sentar em frente a um dos computadores; chamando atenção de outras pessoas que havia por perto.

    Longe dali, Cassandra também tinha voltado para superfície. Andou por alguns setores da instalação; passou pelo hangar de pouso e decolagem, havia poucos jatos agora. Ela precisava respirar um pouco de ar natural e ver o céu. A noite estava fria e o céu cheio de nuvens negras, não se podia ver a lua, ou as estrelas. Não ficou muito tempo ali e logo decidiu voltar para o interior base. Adentra em um corredor e, de súbito, sente uma vibração. Era uma vibração boa e natural, a jovem percorre o fim da passagem a passos rápidos e se depara com uma estufa escura cheia de plantas e vegetais. Seriam ali que cultivavam os alimentos que ela tinha comido, pensa a loira; ela arregala os olhos e dá um pulo de felicidade, não conseguia enxergar muito bem, mas, sentia que havia muitas plantas no local. Podia sentir a vida no meio da escuridão e o cheiro forte de terra úmida. A estufa tinha um teto transparente e se o céu não estivesse nublado poderia ver alguma coisa agora. Cassandra entra na estufa e percorre-a, no escuro mesmo, tocando nas plantas e se reconectando com a natureza.

    A quilômetros abaixo da terra, de volta ao dormitório, Chris e Peta finalmente terminam a organização e a limpeza; estavam suados, cansados e com muita fome.

 - Até que enfim… - Falou o telepata sentando-se no pé da cama. 

 - O bom, é que é só uma vez por semana, amanhã será outra dupla. - Fala Pietta, limpando seus óculos suados.

 - Uhum. - Concorda o rapaz ofegante.

 - Hehe, mas é bom, não é? Essa sensação de dever cumprido, hehe. - Perguntou a jovem e Chris franziu a testa. - Só falta levar aquelas nossas roupas antigas para o depósito. A Maddie pediu para levar.

 - Ok, eu levo. - Diz o detetive levantando-se e pegando um saco preto.

 - Eu vou tomar um banho agora e quando você voltar a gente vai comer, ok? - Pergunta Peta e ele assente.

    Quando ele sai, Alex e Nate voltam ao dormitório e sentam em suas camas.

 - Já voltaram? - Pergunta Peta e os dois amigos olham para ela surpresos; ainda não tinham se acostumado com a visão telepática da jovem.

 - Sim Peta e o jantar estava ótimo. - Afirma Alex.

 - Mas, quando vocês forem ainda vai estar aberta a cantina? - Pergunta Nate.

 - Sim, é vinte e quatro horas. - Diz a cega. - Vou tomar um banho agora.

    Ela vai para o banheiro e os dois ficam a sós.

 - O que foi Nate? - Pergunta Alex, ele estava perdido em pensamentos. - Está assim pelo que a Eliseo falou? Ela não entende, o pessoal do circo é desconfiado e só queriam nos proteger.

 - Eu sei, mas, não é por isso que eu estou preocupado… Estou preocupado com o que está acontecendo no nosso país. - Responde ele cabisbaixo.

 - Eu entendo, mas estamos aqui para fazer alguma coisa, não é mesmo? E esse treinamento é eficaz, você viu.- Afirma a ruiva.

 - Mas o tempo é o nosso inimigo, até lá... Será que vai restar alguma coisa? - Se pergunta o jovem.

 - Temos que ter esperança cara, sei que a situação é bastante complicada, mas, temos que ter fé. - Ela senta ao lado dele e aperta o seu ombro.

 - Vamos conseguir… Não vamos? - Pergunta ele.

 - Vamos sim. - Ela o abraça e ele a aperta.

    Longe dali, na sala X, Eliseo brincava com o seu irmão; Rose, Lari e Charlie conheciam melhor o pequeno e brincavam também. Depois, enquanto elas brincavam, Eliseo conversava melhor com a enfermeira, sobre o procedimento que o irmão estava sendo submetido.

 - Sua irmã é muito especial Luan e muito querida. - Diz Rose baixo para o rapaz.

 - Eu sei, Elize é a melhor irmã do mundo. - Fala o menino.

 - Sim, é, e você é um homenzinho muito esperto e vai ficar bom logo. - Diz Charlie. - Do que você gostaria de brincar?

 - De pega pega, sempre quis, hehe. - Responde o garoto abraçando Rose.

 - Quando você ficar bom, vamos todos. - Responde a ruiva.

 - Você tem um cabelo de algodão doce, é muito bonito. - Fala Luan para Larissa, que sorri.

 - Bobinho, você é muito fofo. - Diz Lari tentando apertar as bochechas do menino, mas, ele desvia rindo.

 - Não, eu não gosto. - Responde, indo para debaixo das cobertas.

    Distante dali, em um dos corredores, Chris levava o saco preto para o depósito de lixo, as roupas seriam destruídas, ele não sabia o porquê. Ele chegou, entregou o saco, ao rapaz da recepção e voltou, mas, de repente, percebeu um olhar fixo de um cadete, que o encarava de longe, encostado numa parede e com as mãos nos bolsos. O detetive para e levanta uma sobrancelha sem entender. O cadete era branco, alto, másculo, usava um uniforme igual ao dele e possuía um cabelo ralo e escuro. Ele faz um sinal com a cabeça para Chris que continua sem entender, então, o telepata resolve continuar andando e quando passa perto do estranho ele o aborda.

 - Você é novato por aqui, não é? - Pergunta o homem.

 - Sim… - Responde Chris.

    O homem abre um sorriso e fica sem graça, parecia que estava com receio de falar alguma coisa. Então Chris sem paciência lê a mente do homem e entende tudo, abrindo um sorriso malicioso, pois, o estranho o imaginava sem roupa.

 - Tava reparando em você e pensando se podia mostrar o lugar. - Fala o rapaz e Chris ri por dentro, o estranho queria transar com ele, em um almoxarifado; pensou em não dizer nada e ir embora, mas, ele queria, queria muito já que estava tanto tempo na seca.

 - Claro, pode me mostrar o que você quiser. - Responde Chris.

    O rapaz lambe os lábios e os dois saem dali e vão para um almoxarifado. Entram e o cadete logo fecha a porta e começa a beijar o telepata, que avançou na boca do homem com muita sede. Ambos queriam fazer muitas loucuras ali; o rapaz começou a despir Chris, beijou o seu pescoço, mordeu as suas orelhas e foi descendo.

 - As... Pessoas fazem muito isso aqui? - Pergunta Chris.

 - Claro, a pegação rola solta, hehe. - Responde.

 - Mas, você tem camisinha aí? - Pergunta Chris e ele assente.

    Chris levanta o rapaz, o segura forte e começa a beijá-lo; logo eles não estavam mais vestidos e só queriam sentir um dentro do outro. Algum tempo depois do sexo, Chris tinha um sorriso no rosto, estava se sentindo relaxado, precisava daquilo e sentia-se revigorado, parecia outra pessoa; já que tinha passado tantas semanas no limite.

 - Foi demais cara. - Fala o cadete vestindo-se e beijando Chris.

 - Hehe, foi sim. - Responde o detetive. - Agora, eu tenho que ir.

 - Vamos nós ver de novo, novato. - Pede o rapaz.

 - Claro, a gente se esbarra por aí. - Diz Chris.

 - A propósito, meu nome é Mark. - Fala o rapaz.

 - Eu sou o Chris.

    Eles beijam-se mais uma vez. Chris é o primeiro que sai do almoxarifado, era nítido na sua expressão a animação; fazia muito tempo que ele não ficava com ninguém, dessa forma, tão casual.

 - Ah, pode ser muito bom, esse treinamento aqui. - Diz ele voltando ao dormitório, precisava de um banho.

    Quando o detetive chegou, a maioria dos mutantes já havia voltado, só faltando Lily, Cassie e Lunnah. Taylor e Laas também tinham voltado e já tomado outro banho, eles ficaram evitando olhares um do outro, envergonhados, com medo de denunciar alguma coisa.

 - Onde é que você estava Chris, eu estou morrendo de fome. - Fala Peta o parando.

 - Foi mal, eu me perdi, hehe. - Diz ele vermelho. - Por que você não foi comer?

 - A gente é parceiro hoje, ora. - Responde ela.

 - Tá bom, vou tomar um banho rápido. - Diz o rapaz indo para o banheiro.

 - Gostei muito do serviço, serviçal! - Fala Charlie em escárnio. - O dormitório tá um brinco. - Diz e ela e Larissa riem.

 - É amiga, ele é prendado, hahaha! - Debocha Lari.

- Isso, riam a vontade, hoje vocês podem rir, mas, um dia eu estarei no mesmo lugar de vocês, rindo. - Fala Chris indo para o banheiro.

 - Ai, deixem ele. - Diz Alex. - Que coisa chata...

 - Ixé, filha, tá incomodada é? - Pergunta Lari. - Deita na br. - Diz e Charlie ri.

 - É o que? - Pergunta a ruiva. - Só acho chato vocês ficarem provocando ele o tempo todo. - Afirma Alex.

 - A gente? Você não conhece a peça. - Diz Charlie.

 - Hoje vocês estão venenosas, eu em. - Observa Axel.

    Nesse momento Lilyth chega.

 - Olha quem voltou, traidora! Hehe. - Debocha Charlotte.

 - O que? Não, eu só estava conversando e nem o vi o tempo passar. - Diz Lily.

 - Me conta amiga, fez novas amizades? - Pergunta Rose.

 - Sim, nós temos interesses em comum… - Fala Lily, contando sobre o grupo de meninas, entretanto, vê Eliseo sentada na cama e vai até ela. - Eliseo, posso falar com você? - Ela assentiu, olhando por cima do tablet que segurava. - Eh… Sobre hoje mais cedo, sobre o que falei… Eu de forma alguma quis te ofender, ou fazer um comentário racista, eu não pensei direito e me expressei mal, desculpa.

 - Tudo bem Lily, eu entendo, não precisa se desculpar. - Diz a negra.

 - Então… Amigas? - Ela estende a mão para Eliseo.

 - Claro que sim. - Responde a líder apertando, mas Lilyth acaba roubando um abraço e Eliseo nem teve a chance de se esquivar. Rose vê o contato das duas e franze a testa. 

    Quinze minutos depois Chris volta limpo e com o uniforme.

 - Podemos ir Pietta.

 - Já não era sem tempo. - Fala ela e os dois vão para o refeitório.

    No dia seguinte os mutantes levantaram cedo, organizaram as camas, vestiram o uniforme esportivo e quando o general Silver chegou, já estavam prontos e foram se aquecer; e após repetiram a corrida de antes. Subiram as escadas e correram em torno da base. Em seguida houve um lanche e eles começaram a sessão de treinamento físico, aprendendo mais movimentos de luta. Bia começou a tomar gosto pela coisa e pegava os golpes cada vez mais rápido. Depois todos começaram a se enfrentar. Chris teve sua revanche contra Charlie e desta vez, acabou ganhando; Axel quis enfrentá-lo e acabou perdendo, assim como Taylor, Nathan, Zero e Alex, todos foram derrotados pelo telepata, ele parecia outra pessoa. Eliseo percebeu que Chris estava animado e queria saber qual o motivo disso. Após o treino, todos voltaram para o dormitório, sozinhos agora, PRO-MAD tinha outros afazeres. Eles tomaram banho, naquela mesma confusão de sempre, riam, cantavam, conversavam e as meninas sempre discutiam na fila para usar o vaso. O grupo não demorou muito para se aprontar e logo foram almoçar no refeitório, a maioria sentia-se bem mais animado, só Lunnah que permanecia indiferente.

 - O que há com você Chris? - Pergunta Rose. - Está diferente…

 - Bom, acho que o treinamento me deixou animado, hehe. - Diz ele sorrindo.

 - Sei. - Diz Charlie.

 - É, arrastar no chão a cara dos meus inimigos é gratificante. - Diz ele rindo e os demais o encaram.

 - Amanhã tem mais, não fique tão confiante. - Diz Axel.

 - Você não me enfrentou. - Observou Laas.

 - Porque, você não é a minha rival. - Fala o telepata e ela levanta uma sobrancelha.

 - Você parece que tirou um peso dos ombros cara. - Diz Hale.

 - Tecnicamente. - Responde.

 - O que te preocupava rapaz. - Pergunta Peta.

 - Muitas coisas… - Diz o telepata rindo. - Vêm cá descobrir. - Provoca.

 - Não obrigada. - Fala ela.

    Após o almoço o grupo se dispersou, tinham uma hora descanso, antes da aula com a oficial Lourdes. Eliseo foi ficar um pouco com o seu irmão, Rose e Lily foram com ela. Cassie subiu até a estufa, para conhecê-la de dia e ficou ainda mais surpresa com a sua grandeza e pela variedade de plantas que eram cultivadas. Havia muitas pessoas cuidando dos vegetais. A loira vai até uma das mulheres, que borrifava um espécie de inseticida em pés de alface.

 - Com licença… - Fala Cassie. - Nossa, essa estufa é incrível, como eu faço para ajudar também?

 - Toda ajuda é bem vinda. - Diz a mulher. - Estamos com pouco pessoal aqui e a horta é essencial para a base.

- Eu tenho uma paixão por hortas. - Fala Cassie. - E um certo conhecimento também.

 - Impressionante, você tão jovem. Jovens como você não se interessam por essas coisas e nem sequer sabem de onde vem a comida que comem. Fale com o oficial Messias, ele está ali na guarita logo a frente. - Indicar a mulher.

 - Tudo bem.

    Afirma Cassandra indo até o oficial e ele dá um trabalho para ela, que explica os seus horários e ele concorda que ela poderia cuidar das plantas à noite; ninguém ficava nesse horário.

    Já Chris, ia para o dormitório, deitar um pouco, porém, acabou encontrando Mark, em um dos corredores; ele estava com outro cara e eles estavam indo há um lugar mais reservado. Antes que o cadete pudesse vê-lo, ele usa a sua telepatia e faz com que o rapaz não o veja, apagando sua imagem da frente dele e ainda pode ler que os dois estavam indo até o almoxarifado fazer “algo” e o detetive ri.

 - Nossa, então é assim que as coisas acontecem aqui. Esse Mark é um rodado. - Sussurra ele cruzando os braços.

    Algumas horas depois o grupo já estava na sala com a professora Lourdes. Ela ensinava sobre o básico, sobre o uso das armas de fogo e sobre as variedades que eles poderiam usar. A oficial falava sobre os diversos tipos de armas, enquanto passava os slides no projetor. Chris, que já tinha tido aulas desse tipo antes, na academia policial, não prestava atenção na aula e perdido em pensamentos fazia o que mais gostava de fazer, que era bisbilhotar a cabeça das pessoas. Ele lia a mente de quem passava do lado de fora da sala, queria ver se alguém mais estava se pegando escondido pela base. Até que olha para Hale de relance; ele estava na primeira cadeira, ao lado de Acalântis, e fazia tempo que ele não sabia o que se passava no mente do rapaz de cabelos brancos, que de onde estava, embaixo da luz do projetor, pareciam que brilhava. Ele entra na cabeça do arquiteto e descobre o que ele e Acalântis tinham feito, e do nada o sorriso no rosto de Chris desaparece; ele balança a cabeça tentando se conformar. Era normal ora, eles estavam juntos, tem algo mais normal que sexo e ele tinha feito ontem também e com um estranho. O telepata suspira desgostoso e resolve sair da aula chata, para dar um volta pelo prédio. Ele então entra na mente da oficial, alterando suas percepções, para que ela apenas o visse sentado, prestando atenção na aula, então se levanta e vai até a porta, sem dizer nada. Mas Charlie o percebe e o denuncia.

 - Professora o Chris está saindo.

    Lourdes olha para o rapaz sentado e franze a testa e Chris fecha os olhos suspirando, pois os demais olham para ele quase que ao mesmo tempo e sua ilusão mental se desfaz e Lourdes entende tudo.

 - Que atrevimento! - Diz Lourdes.

 - Não tá gostando da aula não, é? - Pergunta Charlotte.

 - Me deixa garota! - Fala Chris se voltando para a ruiva, que ri sarcástica.

 - Típico de você não é, enganar a professora mexendo na mente dela. - Diz Laas.

 - Explique-se. - Ordena a oficial.

 - É sim, essa aula tá chata mesmo, tudo o que você está falando aí, eu já aprendi na academia. - Diz o telepata.

 - Arrogante… - Murmura Eliseo. - Se não tá gostando, sai, seu palhaço. - Rebate a líder e Chris entreabre os olhos.

 - Qual o seu problema comigo garota? - Pergunta o telepata.

 - Tenho nojo de tipinhos como você. - Responde a negra.

 - Tô contigo Elize. - Fala Charlie.

 - A conversa ainda não chegou no galinheiro! - Grita o detetive.

 - Eita! Deixava não. - Debocha Lari e Charlie se levanta em fúria.

 - Pessoal calma aì. - Pede Taylor.

 - Será que podemos ser um pouco mais maduros. - Diz Cassie. - Sei, que para alguns é difícil, mas…

 - Não precisamos discutir gente, cada um tem sua opinião, o Chris tem a dele. - Fala Peta. - Mas, precisamos respeitar a professora rapaz.

 - Já chega! - Grita Lourdes batendo na sua mesa e assustando todos. - Não quero essa confusão na minha aula. E Chris, se você se acha tão auto suficiente, tem tamanha ciência que já aprendeu tudo, pode sair; há pessoas interessadas aqui, humildes, que sempre sabem que podem aprender uma coisa nova a cada dia.

 - Ai, eu tô adorando a aula, aprender a usar essas armas é muito foda. - Diz Rose.

 - Eu também, minha família não gosta de armas de fogo, mas, hoje em dia é necessário ter esse conhecimento. - Fala Hale olhando para os demais.

 - Pois, eu não suporto, armas só incitam a guerra. - Falou Alex.

 - Talvez Alex, mas aqui estamos aprendendo que é uma carta na manga, para autodefesa. - Afirma Zero.

    O assunto muda e a professora volta a dar a aula e encabulado, Chris volta ao seu lugar e todos voltam suas atenções para os slides, exceto Rose que sussurra para Lily e Peta que estavam ao seu lado.

 - A Elize ta muito estressada ultimamente, vocês perceberam?

 - Me pergunto qual é a causa disso. - Falou Peta e Lily assentiu.

    Assim que a aula terminou o grupo se dirigiu para a sala de treinamento dinâmica e logo vestiram seus trajes especiais; entraram na sala onde Carla já os esperava com o seu grupo de assistentes. Os mutantes se separaram indo cada um para um aparelho de aprimoramento. Nathan logo assumiu sua forma primata e como macaco humanoide treinava sua força nos aparelhos de musculação, assim como Axel na sua forma reptiliana, eles competiam e os aparelhos tinham sido modificados para aumentar o peso gradativamente, de acordo com o uso. Alex e Rose treinavam tentando controlar chamas que acendiam-se em um mecanismo geométrico aleatoriamente; as chamas surgiam rapidamente e elas tinham que controla-las e mantê-las acesas, desviando de alguns obstáculos. Chris treinava com um dos supercomputadores; ele tentava procurar uma mente viva ali e desvendar os seus segredos e algo parecido com memórias da máquina inteligente.

Pietta escalou as paredes, guiando-se pela sua visão periférica. Zero testava seus limites, descarregando sua eletricidade em um gerador. Larissa treinava sua pontaria, tentando disparar rajadas negras, sem muito sucesso, ela fazia uma massa de plasma negra envolver suas mãos, mas, não conseguia dispara-la. Já Charlie treinava a resistência do seu escudo de sombras, na câmara aquática; envolta numa bolha negra, submersa na água, que atingia a barreira com fortes correntezas. Nos computadores Lunnah decifrava linguagens antigas, surpreendendo Carla. Na câmara verde, Cassie controlava todos os tipos de plantas, às fazendo crescer e até mudar de forma; Já Bia, na mesma câmara, tentava congelar os vegetais, contudo, só o que conseguia fazer era um fina e frágil camada de gelo surgir nas folhas. Taylor também treinava sua pontaria, disparando bolas de neve, jatos de água e cacos de gelo, em alvos suspensos e em movimento; e Lilyth, diante de uma grande mesa, tentava mudar formas de objetos, sem nenhum sucesso. A estilista olhava para os cientistas que apenas balançavam a cabeça e anotavam, deixando-lhe mais frustrada e nervosa. Até que Carla percebe os seus fracassos e a chama.

As duas se dirigem para uma porta no fim da sala e entram. Era um pequeno escritório, bem bagunçado, que Carla às vezes repousava e criava teorias; era cheia de estantes repletas de livros e computadores. Lily engole seco, já esperando uma bronca, mas, Carla apenas aponta para uma pequena mesa redonda, feita de aço, onde no centro dela havia um pote cheio de pirulitos vermelhos. Ambas sentam-se, uma de frente para outra e Lily logo encara o pote, com a boca cheia d'água.

 - Quer um pirulito Lily? - Pergunta a cientista e a ruiva assentiu, pegando um e já se pondo a chupar e Carla volta a perguntar. - Qual é o problema criança?

 - Eu não sei, eu não consigo fazer nada… - Choraminga a ruiva.

 - Eu acho que sei o problema. - Diz Carla e ela a encara surpresa.

 - O que?! Qual?! Me diga, por favor! 

 - Calma querida. - Pede a mulher. - Com base nos dados que adquiri e com o seu relato das missões, concluí que o seu poder, para dar certo, tem que ser muito preciso. - Fala Carla.

 - Como assim? - Pergunta a ruiva confusa.

 - Seu poder, pode ser infinito, mas é necessário conhecimento… - Explica a cientista.

 - Ainda não estou entendendo. - Fala Lily coçando a cabeça.

 - Tá bom, nas suas missões, as únicas coisas que você conseguiu criar foi o que você sabia a composição exata; roupas, fios, cabos, folhas de papel, maquiagem, tudo você sabia como era feito.

 - Sim, maquiagem, sim, eu sou muito atenta, não passo qualquer coisa no meu rosto, a maioria que são vendidas no mercado, são cheias de chumbo e de muitos elementos cancerígenos, e além disso eu só uso papel reciclado. Temos que saber o que estamos usando, não é verdade. - Explica a ruiva.

 - Exatamente, hehe, o grande empecilho do seu poder Lilyth, é que você precisa saber a composição do que quer criar. - Afirma a cientista. - Vamos fazer uma experiência. Pegue esse pirulito e o transforme em uma caneta.

    A jovem pega outro.

 - Tá, eu vou tentar… - Ela segura o objeto, se concentra e o modifica, o tornando uma caneta. A ruiva avalia o que tinha criado e entrega a Carla, que aperta objeto e ele acaba se desfazendo como areia. - Ai! Não consegui! - Grita Lilyth batendo em sua cabeça. Mas Carla assente, pega uma caneta e um bloquinho de papel; faz uma busca no tablet, anota no papel algo e passa para a ruiva, que não entende. - Uma receita? - Pergunta Lily.

 - Tecnicamente, a caneta que está na minha mão é composta por estes materiais, na medida certa. - A cientista explica o que era cada item e como era o processo industrial de transformação. - Você entendeu?

 - Sim…

 - Agora, tente de novo.

    Lily pega outro pirulito e o transforma, pensando nas suas composições e nos materiais, ela fecha os olhos e o pirulito se transforma em uma caneta.

 - E então? - Pergunta a cientista.

    Lily avalia o objeto, o aperta, era sólido e idêntico a caneta na mão de Carla. Então a ruiva a usa e escreve o seu nome no bloco. Ao ver que tinha dado certo grita e pula de felicidade, abraçando a professora e a deixando surpresa.

 - Eu não acredito, consegui, consegui!!! - Exclama Lily.

 - Agora tome. - Ela lhe entrega um dispositivo pequeno, guardado em uma capa protetora preta; parecia um celular, contudo, era um versão dos comunicadores que Oliveira tinha dado aos mutantes no jato. - Ele vai ser o seu melhor amigo, sua grande arma, você poderá pesquisar o que quiser com ele, é um dispositivo especial. Lily depende de você estudar e aperfeiçoar o seu dom.

 - Muito obrigada professora! - Lily lhe dá outro abraço, pega uma folha de papel e desenhar uma echarpe lilás para Carla; ela transforma o papel em tecido e presenteia a cientista.

 - É lindo Lilyth, obrigada… - Diz ela.

 - É bem versátil e a sua cara, você pode usar com tudo, hehe. - Afirma a jovem.

    As duas voltam para a sala dinâmica. Carla voltou a avaliar os outros e Lily começou a usar o dispositivo, pesquisando as composições, aprendendo sobre os objetos que ia criar e quando pôs em prática, conseguiu modificar exatamente tudo e a cada sucesso gritava de felicidade.

 


Notas Finais


Meu Deus Chris, mas o que é isso, que revolta, que delicia hehe.
Percebam que os mutantes estão melhorando aos poucos o controle dos poderes.
E essas rixas, vão dar o que falar em, é sempre bom um competição sadia.
E finalmente o grande mistérios do poder de Lily foi desvendado, agora ela vai conseguir se dar bem, e espero que os outros também consigam... Possam entender e usar bem os poderes...
Então amigos, até o próximo capitulo.
Beijos e abraços.


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