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História Aquilo que nos une - Capítulo 8


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Notas do Autor


Esse é mais pequeno pq to sem criatividade

Capítulo 8 - Capítulo 7


Fanfic / Fanfiction Aquilo que nos une - Capítulo 8 - Capítulo 7

O que está acontecendo comigo? Muitos sentimentos estão vindo de uma vez, tristeza, culpa,  desespero, dor, ansiedade, o que sentimos quando perdemos uma pessoa? O que pessoas normais sentem quando perdem uma pessoa? Sinto lágrimas se juntando em meus olhos e eu os enxugo rápido antes que esse policial venha com mais lições de vida para mim. Sinto uma mãe em meu ombro neste instante e me assusto, viro e vejo um homem barbudo me encarando, ele tem alguns traços parecidos com o do meu pai, seu nariz, o tamanho do maxilar.

– Oi, você está bem? – pergunta o homem, o qual suspeito ser algum irmão de meu pai.

– Perder pessoas faz parte da vida, não é? Isso não significa que preciso aceitar isso assim de repente.

– Não se preocupe, ele vai melhorar eu tenho certeza, e eu estou cuidando do funeral de sua mãe, cuidando para que você não se preocupe tanto assim, eu sou o primo do seu pai, você não me conhece na verdade não é? – fiquei surpreso com tamanha semelhança entre os dois e não serem ao menos irmãos.

– Não.

Ele ainda está com a mão em meu ombro, como se quisesse dizer que ele não sairia dali até dizer que estou bem e que vou me recuperar.

– Eu vou ficar bem, não se preocupe – acrescento no fim.

– Eu sei que vai, sua mãe e seu pai são muito fortes, você deve ter herdado isso deles dois.

Agora tudo sobre mim será restringido sobre a minha semelhança com meu pai e minha mãe, mas eu não sou parecido com eles, não mesmo, e não quero ser. O homem me encarou por alguns segundo e depois se sentou em um banco ao lado da porta na qual estava indo de encontro. Ao sair do quarto vejo a movimentação que está no hospital, neste momento parece que tenho super poderes. Sinto tudo a minha volta, consigo ouvir alguns sons que não percebemos quando estamos em um dia típico de correria. Sinto a dor das pessoas que estão sofrendo pelos seus entes doentes, o seu desespero, ouço pessoas chorando do outro lado do corredor, outras só lendo um jornal. Enfermeiros e médicos estão sempre circulando pelos corredores, de um quarto a outro. O telefone toca algumas vezes e toda vez que é atendido há uma certa tensão de que mais alguma pessoa, de algum lugar da cidade está mal, doente ou se acidentou.

Aquele lugar é muito tenso e esquisito, cheio de gente sem esperança o que torna o lugar que era para ser de recuperação um lixão de descarte de pessoas que não servem para trabalhar, onde você entra sem esperanças de sair e vez ou outra alguns saem com vida, aqui em “especial” só atende emergências, tem uma UTI grande, mas lotada. Nós nos gabamos de lindo edifícios, lugares incríveis criados pelo ser humano, mas vemos um espaço público tão carente, onde todos necessitam, assim... largado, a maioria das mortes em hospitais públicos se deram por falta de estrutura, imagina se... houvesse um surto de mortes?! Nossos hospitais iriam lotar, sejam eles públicos ou privados, íamos gastar milhões com mais aparelhos hospitalares e no fim o país estará quebrado, tudo porque não ligamos antes, tudo porque pensamos que só precisamos de dinheiro para sobreviver, estão errados, totalmente errados!

Depois de me perder em meus pensamentos volto para meu corpo totalmente atordoado, sinto minha cabeça doer um pouco. Ao me virar vejo que há uma enfermeira cuidando do rosto de meu pai, ela troca alguns curativos, talvez ele esteja despertando. 


Notas Finais


Até o próximo ^^


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