História Arcadia - Capítulo 6


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Categorias Ashley Benson, Carlson Young, Chris Hemsworth, Christian Bale, Daniel Sharman, Justin Bieber, Nathaniel Buzolic, Ryan Butler, Selena Gomez
Personagens Ashley Benson, Carlson Young, Christian Bale, Jaxon Bieber, Justin Bieber, Personagens Originais, Selena Gomez
Tags Drama, Jelena, Justin Bieber, Mulheres, Romance, Selena Gomez, Violencia
Visualizações 222
Palavras 3.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Romance e Novela, Survival, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Alô!

Capítulo 6 - Tudo fica mais fácil quando se tem algo pelo qual lutar.


Fanfic / Fanfiction Arcadia - Capítulo 6 - Tudo fica mais fácil quando se tem algo pelo qual lutar.

Chicago, Illinois.

Selena Gomez POV.

Justin se afasta de mim, demonstrando total hesitação com o que fazer em seguida que isso torna o ambiente mais calmo. Eu me sinto tão nervosa quanto ele. Não sabia que as coisas chegariam à esse ponto. Quando aconteceu o beijo perto da Estação, o meu único intuito era fazê-lo respirar e então a gente repetiu de novo.

E de novo.

— Err… — ele faz uma carranca, rindo internamente. — Já vai escurecer, acho melhor irmos agora.

— Você já está melhor? — questiono por via das dúvidas e me levanto ao mesmo tempo que ele.

— O suficiente pra voltar pra casa.

Ele decide, simplesmente, não falar sobre aquilo que acabou de acontecer. Mas acho que as pessoas não conversam sobre isso, não é? Soa estranho, se pensar bem. Tento seguir o seu ritmo e então andamos em direção a porta. É uma passagem escondida, onde é preciso levantar uma tábua e uma lona para sair.

As casas em Mônaco são deploráveis. É difícil de acreditar que ainda há moradores nesta província, mesmo que ela foi devastada pelos ataques e as guerras sofridas no passado e até hoje. Justin e eu andamos na rua escura, com poucos postes de qualidade. Ainda que seja um pouco mais de sete horas, o céu não está totalmente escuro, o que facilita.

O metrô só funciona a partir de Narcos, o que significava que iríamos andar até estar na província. Por sorte, não demorava muito, o que foi bom para mim que precisei carregá-lo até aqui.

Justin estava atento. Ele olha pra trás hora ou outra e se aproxima ainda mais de mim. A sua primeira experiência mais cedo o assombrou de verdade. Mesmo atento, Justin ainda parecia tonto, como eu esperava que fosse acontecer. Ele ficou desacordado por um tempo quando eu o deitei, já na província que estávamos.

— Justin, não é melhor você comer alguma coisa? Está pálido. — passo o dedo indicador na sua linha do maxilar.

Encolho a mão depois, entendendo o que eu fiz.

— Eu estou bem. — sua voz fraqueja. Nem ele acredita nisso.

— Escute, vamos pegar o metrô até Suna e depois andamos até Warvely. E saiba que pra ir para Quebec você vai ter que pedir algum serviço de carro ou pegar metrô outra vez. Minha província é a maior de Illinois, você com certeza não irá ter forças de atravessar ela e ainda andar até a sua, não nesse estado. — minha voz embola com a velocidade das palavras e a facilidade que elas saem da minha boca. Minhas bochechas esquentam de vergonha. Justin ri.

— Sim, senhora.

Retiro o meu cartão do metrô de dentro da sacola com as minhas roupas. É difícil acreditar que saí de casa e dei uma volta pela cidade. Alexia deve estar preocupada e uma fera. Eu estou disposta a escutar tudo, já que vivendo dessa forma nós sempre tememos uma pela outra.

— Duas, por favor.

O homem passa o cartão no leitor, creditando as passagens. Respiro fundo e ando em direção ao subterrâneo, uma escada de metal dourado ligava a escada dos trilhos. Justin vem atrás, calado, e não saberia andar por aqui se não fosse por mim. Quando se tem um carro como aquele, o metrô é uma possibilidade distante demais e com razão.

Bieber respira fundo. Sua mão parece tremer. Ele fecha os olhos e eu entendo tudo. A lembrança da morte da mulher veio à sua mente e agora isso o enlouquece.

Talvez eu tenha ficado louca demais, mas agarro a sua mão. Está muito gelada e ele realmente está tremendo como alguém que acaba de ter tomado chuva. Eu não o olho, mas espero o metrô chegar. Eu não largo a sua mão nem quando entramos e ele ao menos reclama. Na verdade, sua respiração começa a entrar em equilíbrio. Dá para sentir pelo pulso.

Justin não se senta. Ele está muito calado na verdade e isso me incomoda. Muito, muito mesmo.

— Desculpe não estar falando nada. — ele diz, desviando o olhar dos meus. — Meu coração está apertado, entende? Eu queria ter feito mais por ela. Se eu não tivesse tremido na hora, talvez ela ainda estivesse viva.

— Não, não se culpe. Você não pode querer ser algo que não é. Aquele agente estava pronto para matá-la. Ele teve sede de ver sangue. Você não iria conseguir mudar isso.

— Mas poderia. — ele insiste e solta um suspiro, apertando a minha mão sem nem perceber.

— Mulheres morrem assim o tempo todo, Justin. Eu sei que é doloroso, mas nem todo mundo pode ser salvo.

Ele abre a boca para falar algo, mas nada que pudesse rebater. Justin respira fundo, apoiando a testa em uma das bases que tinha dentro do metrô. Eu as usava para ficar escorada e evitar qualquer abuso dentro dele.

Ele para na estação de Suna. O metrô saindo da Arcadia pode ir para todos os lugares, mas dependendo de onde é o ponto de saída, a chance de passar em alguns pontos é quase que nula.

Puxo Justin até fora da estação. Suna tinha muitos restaurantes. Talvez fosse a província com mais lugares para comer após Lion. Meu estômago praticamente ronca por dentro da barriga.

— Eu admito agora, estou faminto. — Justin engole em seco, decidindo largar a minha mão para cruzar os braços.

— Suna desperta nossos maiores desejos com comida, meu caro.

Justin decide entrar na primeira hamburgueria que vê pela frente. O acompanho dessa vez e me sento na mesa onde ele decide ficar.

— Você prefere comer aqui? — ele levanta o cardápio.

— Minha mãe já deve estar maluca, é melhor irmos pra casa. — respondo arrastada, batucando as unhas curtas na mesa de acrílico.

— Você não tem telefone? — ele me olha esquisito.

— Meu pai não nos deixa ter celular, bem que eu queria. Eles são tão incríveis. Você coloca ele na testa e o simples pensamento acessa qualquer coisa que você quiser. — o tom é de puro fascínio.

— É bem legal mesmo. — Justin ri, acompanhando minha diversão notória. — É por minha conta, tá? Por ter me ajudado hoje.

— Não precisa, Justin. É sério.

— Relaxa, peça qualquer coisa. Vamos levar pra viagem.

Aparece um dispositivo na mesa, onde há a pergunta de “boa noite, o que irá querer?”, para cada lado do banco. No meu, peço um combo barato e que eu dê conta de comer. Justin passa um tempo digitando.

— Então, você estava saindo do hospital quando me encontrou hoje? — Justin apoia os cotovelos na mesa, coçando os olhos.

— Sim, eu fiquei uns dias de repouso e estava indo pra casa. Mas tudo bem, pelo menos evitei ficar por lá.

— Você também prefere ficar o menor tempo possível em casa? — ele bufa e parece compartilhar o mesmo sentimento que eu.

— Eu tento manter as coisas boas que sinto pelo meu pai, mas ele é tão… Não é possível descrever. Odeio que mexam com os meus irmãos e quando ele ia bater no Aspen de novo… Eu perdi a cabeça. Prefiro mil vezes que ele me bata do que mexer com eles. — desabafo, relembrando o dia que ele surtou por um buquê de margaridas.

— Eu imagino o quão ruim deve ser pra você. E sua mãe? Como ela lida com isso? — ele parece instigado e transmite segurança, o que torna mais fácil de falar.

— Alexia tenta amá-lo e aceitar as coisas por causa da casa. Ela trabalha como enfermeira mas o seu salário é horrível. O meu pai era um soldado importante e só parou por causa das pernas, logo mesmo sem trabalhar ele recebe o bastante para manter a casa de pé. Eu já quis que fôssemos embora, mas ela o teme. — solto um suspiro e sinto um peso dentro de mim. — Dentro dela eu sei que há aquela mãe que queria manter os filhos de qualquer perigo. Mas ela apanha tanto que acabou esquecendo a mulher que era antes. Esse é um dos meus maiores medos, sabe? Me casar com um homem e me esquecer de quem eu sou.

Justin me traz um olhar de “sim, eu também te entendo”. Ele coloca suas mãos por cima das minhas e aperta.

— Você é muito forte, Selena. — meus olhos se arregalam um pouco com a declaração. — Eu não gostaria que ninguém no mundo tocasse em você. Não seria capaz de ficar olhando. E eu tenho certeza que independente de qualquer coisa, você confiará na sua identidade.

Não sinto mais o ar passar pela boca. Fico estática, ao mesmo tempo que muito feliz. Sorrio sem mostrar os dentes e ele entende que o gesto é o maior ato de gratidão que consigo fazer agora.

Comer no caminho é o mais seguro de se fazer, pelo menos pra mim. Seguro o hambúrguer com guardanapo e sinto o paraíso logo depois. Justin come tão rápido que ele parece ficar tonto.

— Imagina se tivesse ido para Quebec sem ter comido nada. — reviro os olhos e sugo o refrigerante do canudo de vidro.

— Você parece me conhecer mesmo, Sabidinha.

— Eu gosto desse apelido, mas não sei se consigo fazer jus à ele. Só respondi uma charada que estava óbvia demais. — dou de ombros.

— Vou pensar em outra pra você. Gosto de criar charadas.

— Resolvo-as pra você, então.

Minha província chega. Justin teria que ir pela esquerda de qualquer jeito que ele escolhesse ir pra casa. A minha, contudo, era pra direita.

— Vamos ter que nos despedir aqui. — jogo o pacote com todo o lixo na lixeira e ele faz o mesmo, limpando os dedos.

— É, eu… Estou sem telefone. Vou discar o número de algum táxi no telefone público. — Justin aponta pra trás com o polegar e eu balanço a cabeça. — Obrigado pela ajuda, Selena. Você não tinha obrigação alguma de fazer isso.

— Acho que tento ser uma boa pessoa.

Ou algo bem próximo disso.

— Eu… Posso, é… — Justin gagueja e estala a língua no céu da boca. — Beijar você?

Com gosto de refrigerante na boca e batata frita? Não tinha melhor jeito.

— Você pode.

Ele sorri antes de grudar os lábios nos meus. Seria muito estranho querer que isso acontecesse com frequência? Sem nem pedir autorização? Era algo que eu ia gostar de me acostumar.

Vou embora com o corpo bem mais leve. Atenta até demais depois do que aconteceu mais cedo. Porém, contra a lei eu não estava, pois o horário de recolher era após às nove horas da noite. E de acordo com o relógio central, um monumento atrás do edifício da sede, ainda eram oito e trinta. Empurro minha porta com facilidade. As luzes estão apagadas, mas se acendem, revelando a minha mãe.

— Selena, graças a Deus. — ela me puxa pelos ombros e me abraça. — Onde esteve?

Penso bem antes de responder. Eu não podia esclarecer tudo o que aconteceu, nem mesmo falar sobre a experiência que tive hoje de novo. Alexia não pôde me buscar e não quero que ela entenda isso como algo ruim, afinal ela se sentiu chateada por isso.

— Me desculpe, tive que fazer alguns exames dentro da sede e o metrô estava congestionado. — engulo em seco. Ela deixa passar, sem aprofundar no assunto.

— Da próxima vez, arrume um jeito de me contatar. Com sorte seu pai dormiu com o remédio e acha que você chegou há duas horas atrás. — ainda assim, ela sussurra. — O jantar está frio, mas posso esquentar para você.

— Não estou com fome.

— A comida do hospital é horrível, você tem certeza? — ela eleva a voz, uma vez que ultrapasso seu corpo para ir até o meu quarto.

— Absoluta.

Meu quarto raramente fica fechado. Eu não tenho nada a esconder e ninguém entra nele sem a minha permissão, mas dessa vez Aretha está na minha cama e faz carinho no gato dela que acabou sendo nosso. Sergio o detesta, mas nunca a mandou tirá-lo de casa. Talvez fora o primeiro gesto gentil dele.

— Você demorou. — boceja, sem mover os olhos até a minha direção.

— Estava ocupada. Ter dezoito anos traz isso. — explico e fecho a porta do quarto. Em seguida, retiro o uniforme.

— Você desceu a rua com um agente. Deu para ver daqui. — ela aponta para a janela. — Ele feriu você?

A pergunta é quase que retórica. Ela também não parecia surpresa, o que pra mim sim era estranho. Aretha é positiva e encara tudo com entusiasmo. Mas acho que aquela morte mudou muita coisa e eu não fui capaz de perceber.

— Não. — me enfio na minha camisola e me sento ao seu lado. O gato continua a dormir. — É difícil entender as vezes, mas… Existem agentes que são bons. Eu só encontrei um, mas não é impossível.

— Parece bem raro. — ela joga a mecha do seu cabelo enorme para trás. — É errado estar odiando a realidade que eu amava há dois meses atrás?

— Não, Aretha. — me aproximo dela. Logo, minha irmã deita no meu colo e passa a chorar. — Isso significa que você está entendendo.

Aretha sempre foi positiva e cabeça firme. Vê-la chorar é quase que raro, mas ela diz que é o seu método para extravasar raiva. Isso talvez ela tenha puxado da irmã mais velha.

[...]

Minha irmã acena para mim e entra dentro do grande colégio que abriga todas as garotas de Illinois. Me espreguiço e faço o caminho de volta, em direção à Maputo. A província de Ashley era bem moderna e bonita, eu me sentia minúscula dentro da sua casa. Era como um palácio.

Dobro a rua e reconheço o rosto familiar. Ele segura uma fotografia em mãos e dá uma volta na rua, parecendo voltar de onde estava, decepcionado.

— Justin? — ele se vira e muda a feição. — Está fazendo ronda?

O uniforme era nítido. Não consigo deixar de pensar o quão bonito ele fica com ele. Afasto tais pensamentos e respiro fundo.

— Estou procurando uma garota. — o meu coração acelera e eu me sinto decepcionada.

Mas aí, vejo a loira que é a minha amiga mais próxima. É impossível não notá-la. Ashley tem cabelos loiros lindos e olhos azuis claros. O corpo de modelo seria uma meta incansável para mim se eu tivesse tempo para me preocupar com isso. Mas em comparação à ela? Não há destaque algum e com razão.

— Entendo.

— Não é isso que você está pensando. — ele fala bem rápido, segurando meu pulso.

— Não precisa me explicar nada. — forço um sorriso de canto. — Preciso ir.

— Selena, eu não estou interessado nela. — Justin se embola pra falar.

Mas o que eu estou fazendo? Ou melhor, sentindo? Eu não tenho nada a ver com o que ele faz ou não. E no entanto, não consigo não sentir irritação.

— Meu amigo hospitalizado quer saber como ela está. Você se lembra dele, não é? — assinto. Ele falou dele no dia em que eu fiz a cirurgia. — Não diga a ela nada sobre isso. Ryan só quer saber como ela está. Como ele não sai do hospital nunca, eu tento fazer algo que o anime.

Entendo tudo agora. Fecho os olhos por um segundo e solto um suspiro pelos lábios. É alívio a sensação?

— Não vejo a Ashley tem quase dois meses. — coço a nuca, um pouco nervosa. — Mas ela se tornou doadora, seus testes são bons e ela está sempre com o humor elevado.

— Ela está solteira?

— Tenho quase certeza que sim. — não me chateio com a pergunta, demoro até um pouco pra responder, me recuperando da vergonha que passei. — Ashley é filha única, mas tenta agradar os pais ao máximo. Acho que ela é muito perfeccionista nesse quesito. Mas não, de todo modo, Ashley não se envolve em relacionamentos. Diga ao seu amigo para dar um “oi” à ela quando sair do hospital. Se ele se preocupa tanto com ela, tenho certeza que ela vai gostar de falar com ele.

Justin solta um suspiro e encosta no muro. O acompanho, usando o ombro como ele fez. Ele parecia turbulento, cheio de pensamentos dentro de si que não conseguia pôr pra fora.

— Você está! bem mesmo? 

— Eu tô. — Justin sorri e boceja. — Eu vou ir no hospital ver ele. Você… Quer ir?

— Acho que é inconveniência demais. É melhor não.

— Não acho. O Ryan está muito entediado, talvez alguém novo o deixe mais animado. Ele fará novos exames amanhã e dependendo deles, poderá ficar o final de semana fora.

Meu coração começa a palpitar dentro do peito. Essa sensação se tornou frequente quando falo com ele e pondero sobre uma oportunidade nova. Ashley poderia não estar em casa, como não avisei e então eu poderia deixá-la ciente sobre a visita se deixasse para amanhã.

— Tudo bem.

Coloco as mãos dentro do bolso do vestido amarelo. Justin abre um sorriso enorme e ele coloca a palma da mão para cima, indicando que eu deveria passar primeiro. Mordo o lábio inferior e sigo em frente. Justin abre a porta do carro pra mim e entra nele.

Coloco as mãos no colo e fico calada. Não há assuntos e nem algo para trocar ideia, portanto mexo os dedos e o ouço dizer:

— Quem faz isso, não precisa disso. Quem compra, não tem utilidade para isso. Quem usa isso não pode ver nem sentir. O que é isso?

Lambo os lábios, sorrindo com tamanha ambição que se apossa de mim. Justin sorri, porque, de toda forma, parece ser o nosso novo hobbie. Bobo, talvez, mas nosso.

— O caixão. Espero que você traga um desafio da próxima. — zombo.

— Você é difícil de surpreender, Sabidinha.

E eu estava ansiosa para saber como ele mudaria isso. Porque eu sei, nesse exato momento, que Justin não deixaria barato.

[...]

A enfermeira que nos acompanha vai na frente junto ao Justin. Posso jurar que a vi empinar o nariz e me olhar feio. Parece desconfortável. Ela troca algumas palavras com Justin, que é seco com a ruiva. Ela é muito bonita, no fim das contas, e parece bem curiosa em saber se estou acompanhando o Justin ou ansiosa para ver o Ryan.

— E aí, cara? — não o vejo, mas sei que ele faz algum gesto. — Como você está?

— Incrivelmente na merda. E você?

— Bem, eu trouxe uma pessoa hoje. Ei, Selena, vem aqui.

Eu sou tímida com pessoas desconhecidas, mas me permito dizer que posso ser mais solta com quem pego intimidade. Portanto, entro dentro da sala. Os olhos azuis de Ryan, não mais claros que o de Ashley, me analisam de pé a cabeça com curiosidade. Seu cabelo curto é um loiro bem claro e ele tem uma barba recém feita, mas nada aparente, eram apenas alguns pelos em volta do maxilar e das bochechas.

— Oi. — tento sorrir. Ele leva as mãos para trás do pescoço e olha para Justin.

— Essa é a Selena. Ela é amiga da Ashley. — ele sussurra a última parte, mas sou capaz de ouvir. Ryan tem as bochechas coradas e olha irritado para o Bieber.

— Não acredito que abriu a boca pra ela.

— Eu não irei dizer nada. — disparo, interferindo. — Disse ao Justin tudo o que queria saber e não precisa temer nada. Eu sou ótima em guardar segredos. — cruzo os dedos e em seguida faço um zíper sendo fechado na boca.

Ryan estende a mão e então eu rio. Coloco a chave invisível dentro da sua mão e ele fecha o punho, um pouco mais confortável. Desde quando me tornei tão convincente?

— Você não disse que tinha uma garota na parada, Bieber. — Ryan sorri malandro e eu entendo rapidamente sua intenção de constranger o Justin, esse que cora rápido. — Sabe, Selena, Justin nunca saiu com mulher alguma. Ele trocou alguns beijos em umas festas que íamos, mas nada além disso. Pensei até que era gay. Cara, você sabe que eu vou te apoiar, então se está forçando isso…

— Ryan! — ele bate a mão na testa e é inevitável rir.

— O que foi? Só estou puxando assunto com a Selena. Então, lindinha, sente aqui.

Não costumo confiar em homens, mas Justin falou tão bem do seu companheiro que faço o que ele pede. Ryan se acomoda melhor e se senta direito na cama do hospital.

— Quando conheceu a Ashley?

— Nós tínhamos dez anos de idade. Éramos do mesmo colégio e eu a conheci porque ela era da minha turma. Ashley tinha uma dificuldade enorme de se aproximar porque eu era muito mais tímida, mas ela não desistiu e viramos amigas. Desde que completamos a maioridade, contudo, fica difícil de vê-la. — Ryan tem os olhos atentos e muito curiosos. — Por que não tenta falar com ela? Ashley é muito acessível e tem um coração enorme.

— Não vai acontecer. — ele desvia o olhar e fica amargo de repente. — Eu posso sair algumas vezes mas vou ficar aqui pra sempre. Nunca vou poder dar à ela o que ela realmente merece.

Isso parte o meu coração em milhões de pedaços. Engulo em seco e sinto um vazio com a sua resposta. Justin e eu nos olhamos na mesma hora. Ele abaixa a cabeça, angustiado.

— Ashley fica feliz com muito pouco. Eu não posso dizer muito, mas… Sei que ela sofre com muitas coisas. Se ela souber que há alguém que se preocupa tanto com ela, pode ter certeza que as coisas vão dar certo. — Ryan decide me encarar e Justin também. Respiro fundo e coloco a mão por cima da dele. O loiro morde o canto da boca e uma lágrima cai do seu olho. — Tudo fica mais fácil quando você tem algo pelo qual lutar.

Porque quando, quando o fogo está em meus pés de novo. E os abutres começam a rodear. Eles estão sussurrando: Seu tempo acabou. Mas ainda assim eu me erguerei. Isso não é um erro, nem um acidente. Quando você achar que suas garras me pegaram, pense de novo. Não se surpreenda, eu ainda me erguerei.

Rise


Notas Finais


Oi meus anjos, tudo bom? Voltei!
Vocês devem estar se perguntando porque apaguei o capítulo anterior. Eu acho que postei em uma hora ruim e acabei apagando ele. Acabei fazendo pequenas alterações nele, então seria bom se quem leu relesse e comentasse de novo, amém?
Não sei o quão depressa tô indo com Arcadia, mas nunca foi do meu feitio atrasar coisas atoas. Meu plano é muita coisa passar a acontecer após o capítulo dez, já que eu preciso encaixar tudo o que eu pensei desde o início e sem chance de fazer uma segunda temporada, logo é preciso adiantar algumas coisas, mas sem forçar nada.
Vou responder vocês no capítulo anterior o mais rápido possível, beleza? Espero vê-las aí embaixo e tentarei não demorar a atualizar o próximo capítulo. Um beijo!
Twitter: www.twitter.com.br/feattebayo.
Trailer de Arcadia: https://youtu.be/ycuRsNGjTeE


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