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História Arcano (Jeon Jungkook - BTS) - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Oioi, amores! ♥️♥️
Eu já vou pedindo desculpas, pois o capítulo não ficou bom! Eu fiquei meio gripada esses dias por conta da mudança do clima e tive um pouco de dificuldade de escrever. Mas eu não queria deixar vocês sem capítulo então resolvi postar mesmo assim hehe. Prometo compensar nos próximos!
Boa leitura ♥️🥰

Capítulo 8 - "Não quero um ombro amigo, quero um colo amigo"


Jeon Jungkook

Cruzei os braços e escorei o corpo na minha moto que estava estacionada em frente ao colégio. Eu havia ficado um tempo após o final das aulas para resolver algumas pendências da minha matrícula, e ainda tinha esperanças de encontrar ela no campus. 

Não tive oportunidade de conversar com _____ após aquela noite, apesar de pensar nela a maior parte do meu tempo. Confesso que eu tive um pouco de medo quando eu a vi com o Taehyung no corredor mais cedo, temia que ela fosse o perdoar depois de tudo. Mas como sempre ela me surpreendeu, dei uma risada ao lembrar do ocorrido. 

Quanto mais eu convivia com _____, mais eu ficava fascinado com ela.

— Fala, meu bom! — Thomas disse após se aproximar de mim, com um sorriso enorme no rosto. Me limitei apenas a cumprimenta-lo com um aceno de cabeça — Então, cara, eu estou precisando de mais. Aquela parada é boa mesmo! Quero o dobro dessa vez — ele falou, animado — Sabe como é, os meus pais vão dar uma festa nesse final de semana, aquelas festas chatas cheias de pessoas velhas e nenhum pouco interessantes e eu preciso de um estimulo para não surtar. 

— Não, eu não sei como é — respondi desinteressado — E eu não tenho nada aqui agora, te disse que quando você quisesse era para me avisar com antecedência. Não posso andar com drogas na porra da minha mochila todos os dias — ele lentamente desfez a sua expressão animada — Mas amanhã eu posso trazer se você já estiver com o dinheiro em mãos.

Thomas riu.

— Ah, meu amigo, você sabe que dinheiro não é um problema — ele se gabou me fazendo  revirar os olhos — Então está combinado, o dobro amanhã! Não se esqueça.

Thomas piscou e se virou para ir em direção ao seu carro, mas o impedi ao segurar pela mochila.

— Por acaso você tem o número da _____? 

Ele estreitou as sobrancelhas.

— Hum, e por que você quer o numero dela? — Thomas sorriu malicioso — A ______ mal virou a ex-primeira dama e você já está querendo traçar ela? — apertei os meus punhos com força — Que feio, cara... e o Taehyung ainda diz que você é amigo dele —  ele deu uma risada — Mas eu te entendo, também sempre quis provar um pouco daquela carne latina. Deve ser deliciosa.

Essa foi a gota d'água. Travei o meu maxilar e agarrei a gola da camisa do idiota, que me olhou assustado, com seus olhos arregalados.

— Acho bom você ter cuidado com as palavras, seu playboyzinho de merda — disse entredentes. Apertei mais minhas mãos no seu colarinho e puxei para cima, fazendo com que Thomas ficasse quase na ponta dos pés — Ou eu arranco a sua língua fora, entendeu?

— C-calma, mano foi só uma brincadeira — ele colocou as mãos sobre as minhas e eu diminui o aperto, o soltando gradativamente — Não precisa ficar nervosinho, eu hein.

— Cai fora daqui —  disse nervoso — Antes que eu acabe com a sua raça.

— Maluco sensível do caralho — ele murmurou.

Thomas saiu e eu bufei irritado. Se eu não precisasse tanto de clientes como ele eu já teria dado uma surra naquele playboy idiota. 

Peguei o meu celular e deduzi que pela hora a _____ já havia ido para casa. Por costume, abri o Instagram e a primeira postagem que apareceu foi dela, era uma selfie que havia sido postada naquele momento, onde _____ estava fazendo pose com Hoseok, Meredith e Yeri em um lugar com luzes de diversas cores. Na parte superior, estava o endereço do local, o único Karaokê coreano que tinha na cidade e que por coincidência era de um cliente meu e amigo.

Guardei o celular no bolso e coloquei o capacete, subindo na moto em seguida. Eu já sabia o caminho de cor por ter de ir ido aquele estabelecimento várias vezes, então não foi um problema. Ao chegar na porta do Karaokê, estacionei a minha moto e entrei no lugar.

— Jungkook! Que bom ver você aqui — Jackson disse assim que me viu passando pela porta. Ele saiu de trás do balcão e me abraçou, dando tapas fortes nas minhas costas — Eu não lembro de ter combinado nada com você hoje, cara!

Jackson era um chinês muito excêntrico, eu o conheci quando ele fez uma viagem a Rússia a um ano atrás. Ele estava totalmente deslocado nas ruas da minha cidade e bêbado como um gambá, nem sabia como havia chegado lá, já que ele tinha vindo de Moscou. Foi assim que nos tornamos bons amigos.

— Pois é, eu vim atrás de um...

— Jungkook? —  escutei uma voz feminina me chamar e me virei encontrando Yeri —  O que está fazendo aqui, cara? — ela se aproximou.

— Ah, bem... eu resolvi passar aqui para ver o meu amigo — olhei para Jackson e pisquei para, logo ele entendeu e concordou com a cabeça — Que coincidência te encontrar aqui, está sozinha? — perguntei mesmo sabendo a resposta.

— Não! Estou com a _____, o Hoseok e a Meredith — ela disse animada — Você pode se juntar a nós se quiser, estamos dando um show naquela sala.

— Se eu não for atrapalhar — sorri.

Antes de seguir Yeri pelo corredor estreio e cheio de portas, dei um sorriso para Jackson que sussurrou algo do tipo "depois quero saber de tudo". Entramos na única porta que estava entreaberta, um som salto saia de lá junto com várias luzes coloridas.

Dentro daquela sala privada era bem parecido com as salas de karaokê coreanas. Apesar de ter anos que eu não ia visitar o país natal do meu pai, eu me lembrava bem de alguns detalhes. _____ estava lá com o microfone em mãos e duetando uma musica com Meredith. Ambas cantando extremamente desafinadas, porém pareciam estar se divertindo muito.

"They said all teenagers scare the living shit out of me. They could care less as long as someone'll bleed! So darken your clothes or strike a violent pose, maybe they'll leave you alone, but not me!" — _____ pulava animada enquanto cantava Teenagers do My Chemical Romance e fazia poses estranhas com Meredith.

Sorri e me sentei no sofá com o estofado de couro sintético que tinha ali, mas sem tirar os meus olhos dela. _____ parecia tão feliz e confortável, balançando seus cabelos de um lado para o outro e dando risadas no microfone quando errava a letra da musica. 

— E ai, cara! — Hoseok me cumprimentou e eu finalmente percebi que tinha me sentado ao seu lado — Aceita uma? — ele me estendeu uma garrafa de uma bebida alcoólica coreana chamada Soju.

— Valeu! — agradeci e peguei a garrafa da sua mão, levando a mesma até os lábios. 

— Me tire uma duvida — Hoseok me fez desviar os olhos de _____, que até agora não parecia ter notado a minha presença — Você como uma pessoa de dupla nacionalidade prefere a vodca russa ou o soju coreano? — ele perguntou, me fazendo dar uma risada.

— Nenhum dois dois — Hoseok abriu a boca em espanto e me olhou como se eu tivesse falado a coisa mais absurda do mundo — Eu prefiro muito mais uma tequila mexicana. 

Respondi sorrindo e voltei os meus olhos para ela. Yeri havia se juntado e as três agora cantavam juntas o final da música.

— "All together now!"  — elas cantaram juntas e apontaram para nós dois.

— "Teenagers scare the living shit out of me, they could care less as long as someone will bleed!" — Hoseok começou a cantar junto com elas ao meu lado e subiu em cima da mesa. Eu comecei a rir, me rendendo e cantando também, porém ainda sentado — "So darken your clothes, and strike a violent pose, maybe they'll leave you alone, but not me!" .

 A sala se tornou um coral de vozes cantando My Chemical Romance o mais alto que conseguíamos até a música finalizar, fazendo todo mundo explodir em risadas sem um motivo aparente. 

— Obrigada a todos os nossos dois fãs! — _____ disse dramaticamente no microfone — Não seriamos nada sem vocês.

— Nós estamos dando autógrafos também, cada um no valor de um rim no mercado negro — Meredith pegou o microfone da mão de _____ para falar.

Me levantei do sofá quando ______ veio sorridente em minha direção e parou bem próxima de mim, dava para sentir um leve cheio de álcool misturado com perfume adocicado que vinha dela.

— Você está aqui mesmo — ela deu uma risada e colocou as mãos sobre os meus braços, começando a me apalpar, como se quisesse ter certeza que eu estava lá — Achei que eu estava bêbada o bastante para imaginar coisas —ela ponderou lateralizando a sua cabeça — Mas você é bem real.

— Até onde eu sei, sou sim — dei um sorriso.

— Caramba, o que você está fazendo aqui? — ela perguntou e nos sentamos no sofá.

— Achei que você precisava de mais um ombro amigo ou desabafar, não sei — dei de ombros.

_____ analisou o meu rosto por alguns segundos, me deixando levemente sem graça com o seu olhar tão intenso e sorriu.

— Nossa... obrigada! Eu realmente não imaginava que você apareceria por aqui, foi uma surpresa.

— E eu não imaginava que você fosse uma garota que curte My Chemical Romance — disse vendo a _____ rir — Não parece ser muito o seu estilo.

— Ah, todos nós já passamos pela fase emo — a garota pegou uma garrafa de soju ainda fechada na mesa e a abriu— Menos você, a sua fase emo foi tardia — ela desceu os olhos até as minhas pernas e parou nos meus sapatos, com uma cara debochada.

— Não sou emo, prefiro me identificar como gótico suave — brinquei vendo _____ dar uma risada contagiante que me fez rir também.

Ela deu um longo gole no soju e fez uma careta engraçada por conta do gosto forte do destilado.

— Quer cantar uma música comigo, gótico suave? — _____ perguntou.

— Por enquanto prefiro só assistir! É divertido te ver cantar — levei a minha garrafa até os lábios e pisquei para ela.

— Tudo bem então — a garota se levantou do sofá e deixou a sua bebida em cima da mesa antes de ir até Yeri que já estava com um microfone em mãos.

(...)

Algumas horas se passaram e nós ainda estávamos naquele karaokê. Todos ali já estavam completamente bêbados, exceto eu que tinha bebido apenas uma garrafa de soju, o que para mim era a mesma coisa que nada.

Dava para ver claramente que _____ estava mais bêbada do que todos. Hoseok havia comentado comigo como ela tem pouca resistência ao álcool e só tinha bebido duas garrafas, enquanto os outros eu já havia perdido a conta. Estava preocupado com ela, eu sabia que _____ queria beber até "esquecer" o que tinha acontecido com ela. E esse não era o melhor método recomentado para esquecer alguém, já que era passageiro e provavelmente no dia seguinte ela se arrependeria.

— Você está bem? — peguntei logo depois de segurar _____, que quase caiu para atrás após se desequilibrar dos seus saltos. Ela assentiu com um sorriso bobo nos lábios e eu a coloquei sentada no sofá — Toma isso aqui — entreguei a ela uma garrafa de água mineral — Acho que já está na hora de você parar de beber.

— Tem razão — ela murmurou e deu uma risada — Estou me sentindo meio tonta... pode me levar até o banheiro?

— Claro! — concordei prontamente.

Nos levantamos do sofá e eu fui acompanhando _____ andando atrás dela, temendo que ela se desequilibrasse novamente, o que não chegou a acontecer.

— Eu vou te esperar aqui fora, qualquer problema me ch... 

Fui interrompido quando _____ puxou o meu corpo para dentro do banheiro, me pegando totalmente desprevenido. Quando eu já estava lá dentro, ela trancou a porta e me empurrou até eu bater as costas na parede gelada do lugar. A olhei assustado, com os olhos arregalados e ela sorriu, se aproximando o bastante para colar o seu corpo no meu. 

— _____, o que você está faze... — ela me interrompeu novamente, colocando o seu dedo indicador por cima dos meus lábios entreabertos.

—Jungkook... você disse que veio aqui para ser um ombro amigo, mas eu já tenho vários  — ela fez um bico com os lábios e pousou uma das mãos nos meus ombros — E agora eu não quero um ombro amigo, quero um colo amigo — ela começou a descer a mão passando pelo meu peitoral, raspando as unhas levemente por cima da minha blusa e chegando na minha barriga, até parar no cós da minha calça social de uniforme — De preferência um colo que tenha coxas fortes assim, iguais as suas.

 ____ desceu dois dedos delimitando a minha virilha e eu apertei os olhos com força, engolindo a seco. Ela deu uma risada baixinha e desceu a mão para a minha coxa, passando os dedos na parte interna. A esse ponto eu provavelmente havia me esquecido de como se fazia para respirar normalmente.

Ela ficou na ponta dos pés, até se aproximar o bastante do meu ouvido e sussurrou com uma voz manhosa:

 — Quero sentar em você, Jungkook. Você deixa?

Mordi os meus lábios forte, tão forte que eu pude sentir o gosto metálico do sangue. Neguei com a cabeça várias vezes, ainda com os olhos bem fechados para não olhar aqueles olhinhos brilhantes e perversos e cair em tentação. 

Deus me ajude e me dê alto controle, amém.

— Você está bêbada, _____ — minha voz estava praticamente inaudível e rouca — Pare com isso... — retirei delicadamente suas mãos da minha coxa e as segurei.

Abri os olhos e me deparei com a expressão entristecida de _____. Ela se afastou bruscamente de mim, indo para o outro lado do banheiro e encostando as costas na parede oposta.

— Você não me quer? — ela juntou as sobrancelhas fazendo um bico e uma carinha de choro — Eu entendo, eu devo ser horrível já que o Taehyung me chifrou — _____ secou os olhos que se enchiam d'água e desviou o olhar.

— O que? — franzi a testa e fui até ela, segurando o seu belo rosto delicadamente com as duas mãos, fazendo com que ______ olhasse diretamente para mim — Nunca mais diga isso, _____ — acariciei a sua bochecha com o dedão e ela fungou o nariz — Você está frágil após o termino e também bêbada. Eu nunca tiraria proveito dessa situação para tentar algo... mesmo você me atraindo pra caralho — suspirei — Posso não ser o cara mais correto do mundo, mas eu te respeito. E muito.

Após eu terminar de falar, ela começou a chorar e se escorou no meu peito, como tinha feito aquela noite na boate. Fiquei calado apenas a confortando, passando as mãos por seus cabelos  e aos poucos ela foi se acalmando até parar de chorar.

— Você tem certeza que não tem nada de errado comigo? — ela perguntou e eu ri anasalado.

— Digo com toda certeza do mundo que você é inteiramente perfeita. Em todos os aspectos — passei a língua pelas lábios e sorri — Exceto pelo canto... você canta como um ganço engasgado pegando fogo.

_____ começou a rir e escorou a testa no meu peito.

— Estou um pouco estranha — ela disse arrastado — Acho que... — antes de terminar a frase ela  foi correndo até a privada e se debruçou na mesma, começando a vomitar na mesma hora.

Me ajoelhei ao seu lado e segurei seus cabelos com uma das mãos, fazendo um rabo de cavalo improvisado e impedindo que os fios se sujassem. 

— Eu vou morrer — ela choramingou e se sentou completamente no chão do banheiro, próximo ao vaso após terminar de vomitar.

— Deixa de drama, gatinha — peguei um pedaço do papel higiênico e passei nos cantos da sua boca. Ela acompanhou o meu ato com seus olhos atentos — Você só não está acostumada a beber tanto assim. Mas não se preocupe, amanhã vai ser bem pior.

— Ah.. — ela choramingou e olhou para a sua camisa de uniforme, começando a rir logo em seguida — Olha só, eu tô toda vomitada. Só ladeira a baixo.

— É, acontece — dei uma risada — Se sente melhor agora?

— Sim... — ela concordou escorando a cabeça na parede — Mas agora estou com um pouquinho de sono — _____ bocejou e fechou os olhos — Vou só descansar os olhos rapidinho aqui.

— Não durma aí, _____ — apoiei seu rosto em minhas mãos, ela abriu os olhos sonolentos e sorriu — Temos aula amanhã, esqueceu?

— Esqueci — ela murmurou fazendo bico — Não quero ir.

— Vem cá.

Me levantei do chão e com facilidade, a levantei também. Ela estava bem mole por conta da bebida, eu flexionei um pouco os joelhos e tomei impulso para carrega-la, colocando suas pernas em volta da minha cintura. _____ não protestou, apenas acomodou a cabeça nos meus ombros e colocou os braços ao redor do meu pescoço. Sentia sua respiração suave contra o meu pescoço, o que causava algumas cócegas.

— Onde vamos, hein? — ela murmurou sonolenta.

— Vou te levar para casa, bebê coala — dei uma risadinha e a segurei com mais jeito, por ela estar com a saia do uniforme, foi um pouco difícil acomoda-la no meu colo sem que outras pessoas pudessem ver por baixo do tecido xadrez grosso.

— Quero dormir aqui... no seu colo — senti os lábios umedecidos de ______ tocarem o meu pescoço. Ela rodeou a boca e chupou a pele ali me fazendo estremecer imediatamente.

— Caralho, _____... não chupa o meu pescoço — falei sentindo a minha pele se arrepiar debaixo dos seus lábios.

— Você tem um cheiro tão gostoso, Jungkookie — ela falou toda manhosa e deixou um beijinho no mesmo lugar que havia chupado — Tá todo arrepiado.

— Jungkookie — dei um sorriso de lado — Gostei.

Saí do banheiro com certa dificuldade e encontrei a sala de karaokê, a mesma continuava bem barulhenta. Meredith e Hoseok estavam juntos dividindo um microfone só enquanto cantavam Livin' On a Prayer do Bon Jovi. Agora eles pareciam estar tão bêbados quanto _____, porém bem mais acordados.

— Yeri — chamei a loira que dançava enquanto os outros cantavam — Vou levar a _____ para casa, ela precisa descansar.

— Ah, meu Deus — Yeri disse colocando as mãos na testa dela — Você está bem?

— Estou adorável — _____ respondeu arrastado e as duas começaram a rir, me fazendo revirar os olhos.

— Pegue a bolsa dela pra mim e coloque aqui no meu ombro — a loira rapidamente fez que eu disse — Juízo vocês aí.

Disse para os três. Meredith e Hoseok estavam tão loucos que nem escutaram, apenas continuavam a cantar como se nada tivesse acontecido.

— Acho que você encontrou quem procurava — Jackson riu ao me ver saindo da sala — É a sua garota?

Ponderei por um segundo.

— Não. Ainda não —  sorri —  Te vejo depois, Jack!

Saímos do Karaokê e tive sorte, um táxi passou na mesma hora e eu corri para  alcança-lo tendo um pouco de dificuldade com ______ no meu colo. Coloquei a garota no chão logo que o táxi parou e abri a porta para que ela entrasse, me sentando ao seu lado em seguida.

— Para onde o casal vai? — o senhor de idade perguntou ajustando o retrovisor para nos olhar.

— Ah, droga. Eu não me lembro onde você mora... pode passar o endereço para o taxista? — perguntei para ______ que se embolava no cinto de segurança — Por favor — disse paciente vendo o motorista nos olhar com os olhos serrados.

— Moço — ela disse alto e se apoiou no banco do motorista, quase jogando todo o corpo contra o pobre homem, se não fosse pelas minhas mãos segurando a sua cintura — Você segue para a estação Kings Cross láaa em Londres, depois passa pela...pela parede mágica lá, sabe? Com tijolos, etc e tal — ela gesticulou — Aí quando passar por essa parede você chega na minha casa... sou da Sonserina — ela deu um sorriso inocente e eu respirei fundo.

Resolvi passar o meu endereço para o taxista, já que ______ não estava em condições de dizer nem onde morava e então seguimos para a minha casa. O caminho foi tranquilo, apesar de não ser muito longe, ela cochilou no meu ombro e só acordou quando o motorista colocou uma música, a qual ela começou a cantar como se ainda estivesse no karaokê.

Quando finalmente chegamos no nosso destino, eu paguei o taxista e me desculpei por qualquer inconveniente. Saímos do táxi e eu a peguei novamente no colo, estava com pena de faze-la andar naquela situação, já que ela estava tão molinha. Por sorte eu morava no segundo andar do prédio, e não tive dificuldade para subir as escadas com ela. Abri a porta do meu apartamento e acendi as luzes, caminhando com ela direto para o único quarto que tinha ali no meu pequeno apartamento e a colocando na cama de casal. Eu morava só, então não tinha problema em levar ela para dormir comigo. 

Quer dizer, dormir na minha casa.

Ela ficou estirada na cama, olhando para o teto e resmungando coisas que eu não conseguia entender, exceto pelo "Taehyung, seu cuzão", que me fez soltar uma risada.

Fui até o meu armário e abri uma gaveta pegando um conjunto quentinho de moletom cinza meu e coloquei em cima da cama, ao lado dela.

— Tire o seu uniforme e coloque essa roupa, vai ficar bem grande mas é melhor que dormir com a roupa suja.

— Não quero — ela resmungou manhosa e se apoiou nos braços para me olhar — Só se você tirar pra mim.

Engoli seco e ela sorriu, mordendo o lábio inferior.

— Se você não tirar eu vou dormir assim! — ela disse alto.

— Argh, _______ me ajude a te ajudar! — disse bravo vendo ela sorrir vitoriosa.

Ela escorregou para beirada da cama e cruzou os braços olhando para mim. Bufei e fui até a o interruptor, desligando a luz do quarto e deixando tudo em um completo breu. Seria mais confortável para ela assim, já que eu imaginei que ______ poderia se sentir constrangida ao lembrar disso no dia seguinte. Constrangida da mesma forma de quanto eu a flagrei com Taehyung no vestiário masculino. 

Respirei fundo e fiquei de joelhos na sua frente, tirei primeiro o blazer do uniforme e logo comecei a desabotoar botão por botão a sua camiseta. ______ permanecia parada e não dificultava o meu trabalho, algo que eu agradeci mentalmente.

Não resisti e acabei suspirando quando, ao descer a sua saia, relei meus dedos na lateral da sua calcinha que eu deduzi ser um tipo de renda por conta do material. A pele das suas belas coxas estava gelada e senti como se ela estivesse se arrepiando por baixo dos meus dedos. Tenho certeza que se fosse em outra situação, eu não teria o auto controle que tinha naquele momento.

— Vai tirar a minha calcinha também? — escutei a sua voz perguntar de um jeito tão sexy que eu tive que fechar os olhos e tentar pensar em qualquer outra coisa para não ficar duro. Ou melhor, mais duro.

— Fique caladinha, ______ — ela deu uma risada nasal e eu desci para suas canelas retirando sua meia e sapatos — É melhor para nós dois.

Rapidamente, vesti o conjunto de moletom nela que de fato havia ficado bem grande, porém era melhor que o uniforme que ela usava antes. Após estar totalmente vestida, _______ rastejou pelo colchão até os travesseiros e quando eu menos esperava, escutei sua respiração calma mostrando que ela já havia dormido. Ou desmaiado, não sei.

Dei uma risada nasal e coloquei um cobertor em cima do seu corpo, já que o tempo estava bem frio e o meu aquecedor havia estragado. Coloquei a bolsa dentro do meu armário e conferi a hora no meu relógio. Ainda eram 19:00 da noite, mas provavelmente ela dormiria até o dia seguinte.

— Merda, a minha moto! — arregalei os olhos e logo comecei a rir — Só você para me fazer esquecer da minha moto, sua pestinha — disse olhando para a garota que continuava a dormir feito um anjo — Vou precisar te deixar sozinha por um tempinho.

Me aproxime dela e acariciei a sua bochecha.

— Prometo que não demoro.

Sai do quarto, deixando a porta entreaberta e pedi um uber, colocando o endereço do karaokê. Precisava buscar a minha moto e claro, comprar alguns remédios de ressaca para a linda bebum que dormia na minha cama.

 


Notas Finais


Espero que não desistam de mim depois desse capítulo KKKK 👉🏼👈🏼
Pra quem não conhece o hino dos emo gótico suave que elas cantaram no karaokê: https://www.youtube.com/watch?v=k6EQAOmJrbw
Até o próximo, meus amores ♥️♥️


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