História ARCANS - Livro Um: Formação - Capítulo 5


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Categorias Originais
Tags Arcanos-, Arcans, Julio, Original, Tarô
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa Noite, linduxos! Voltei com mais um capítulo novinho para vocês!

Capítulo 5 - Blu


28 de setembro de 29XX – 16:30 – Mother Base.

 

A base estava agitada nos últimos dias. Com todos os Arcanos reunidos tinha muitas coisas para fazer, primeiro foi o Malcolm, o Marcos e a Hope. Já fazia dois dias que eles tinham saído em missão. Claro que eles mandaram relatórios de que estavam tudo bem, mas já tinha se passado quarenta e oito horas sem nenhum tipo de contato, não que eu estava preocupado, mas achava aquilo estranho. Não pude evitar a ansiedade e preocupação, não saber nada sobre as condições dos Arcanos me deixava com péssimos pressentimentos. Ou é só o Malcolm? O nome dele passou voando pela minha cabeça, sacudi negativamente para afastar a ideia, não poderia pensar nele.

Todos na Base tinham alguma função. Solaris, Clay e Greta saíram para uma missão de suporte as nossas forças em campo. Sabrina, Isaac e Fang ficaram responsáveis pela Torre Médica e eles vivem lá cuidando dos feridos e doentes. Harry é o tipo de correios do ARCANS, só é visto correndo para lá e para cá, levando e trazendo coisas. Já o Daniel raramente é visto, mas eu já senti a sua presença no Limbo, apesar de nunca conseguir contata-lo, o que era estranho. Zack, Lana e a Cara estão ocupados administrando a Mother Base. No fim só sobrou os gêmeos, Gilbert e Giulia, Drake e eu. Os três preferem ficar treinando juntos na ilha, o que não faz muito o meu tipo de atividade.

E com isso, decidi viver trancado nas bibliotecas espalhadas pela Mother Base. Haviam uma quantidade enorme de livros, arquivos, diários, relatórios, papiros, todos me chamaram atenção. Hoje estava na biblioteca da Torre Deposito, lendo sobre meus antepassados Arcanos. Zack tinha razão quando disse sobre o Clã Fuuta e o ARCANS, todos os Enforcados estão presentes na arvore genealógica e muitos dos arquivos e livros foram escritos por eles.

- Blu! – Drake emergiu da porta da biblioteca com tudo. Assim que me viu ele parou para tomar folego.

- Você não veio correndo da ilha até aqui correndo, né?

Ele assentiu com a cabeça. Mesmo morando com o Drake a pouco tempo, tive que me acostumar com o jeito expansivo e infantil dele, era como um irmão mais novo, só que mais velho. Ele e o Malcolm eram muitos parecidos nesses aspectos.

- O que foi que aconteceu? – Guardei o livro que estava lendo. Um diário escrito por Gael Fuuta, ele viveu de 1900 até 1935. Mas a primeira data é de 30 de julho de 1915, no começo da Primeira Guerra Mundial, e como relatado os Arcanos daquela época estavam entre os Aliados. Gael acreditava que a influência do ARCANS ajudou no resultado da guerra e que a Ofensa dos Cem Dias só durou esse tempo por que certas divindades decidiram ficar no lado oposto. O escritor era rico em detalhes e bem incisivos em alguns aspectos. Foi uma pena ter morrido de tuberculose.

- Eles chegaram. – Ele se aproximou. – Mas não estão em boas condições.

Aquilo foi um choque. O Malcolm, tinha acontecido alguma coisa, sabia que aquele tempo sem mandar nada tinha de ser alguma coisa. Fui até o Drake, o medo não me deixou pensar direito.

- Aonde eles estão?

- Na Torre Médica.

Não pensei duas vezes, agarrei o Drake pela camisa e o puxei pelo Limbo. Não podia esperar mais por nada, tinha que ver o Malcolm. Logo chegamos na Torre Médica. Drake me levou até o quarto que colocara eles.

Quando entrei não acreditei, Malcolm e o Marcos estavam inconsciente nos seus leitos. Tinham vários tubos que se conectavam em várias partes dos seus corpos, me aproximei lentamente. As maquinas faziam um leve som de respiração e alguns bips, o que era de certa forma bom. Pelo menos estão vivos, pensei. Sabrina e a Lana circulavam os pacientes recitando algumas palavras e passando as mãos pelos seus corpos, umas letras estranhas voavam sobre eles. O poder de cura das garotas os mantinha vivos, se não fosse grave não teria que recorrer a isso.

Drake me chamou a atenção tocando com o cotovelo para as minhas costelas, me virei e vi a Hope do lado oposto, acordada e consciente, deve ter recebido menos dano. Só que havia algo diferente, ela estava sentada e abraçando as pernas.

- Hope? – Me aproximei, ela olhou para mim, seus olhos estavam inchados.

- Blu? Oh meu deus, me perdoe... – Ela disse tão baixo que quase não ouvi.

- Pelo o que? Você não tem culpa.

- Eu não pude protegê-los, deixei tudo nas mãos do Malcolm e isso aconteceu. – Ela levantou a cabeça em direção aos meninos.

- Hope, você está enganada. Se não fosse pelo seu conhecimento nunca saberíamos o que os SETE estariam planejando. – Lana foi até o seu lado e sentou no leito da Hope. – Os garotos estão fora do perigo. Fique tranquila minha estrela.

Hope assentiu com a cabeça, devagar voltou a se deitar.

- Blu, precisamos que você, o Rodin e a Cara vão em uma missão de resgate. – Lana se levantou e veio até mim.

- Torre da Inteligência?

Ela assentiu solenemente. Desde o dia que a conhecia fiquei impressionado pela graciosidade e calma da Lana, ela ponderava sobre tudo. Dizem que ela é a mais velha de todos os Arcanos e que os seus poderes são desconhecidos, se isso for verdade não aparenta. Além da inteligência, graça, força, a Lana era muito bonita para uma senhora de idade. Ela deveria ter uns vinte anos de idade, talvez fosse exageros dos outros.

A levei para a Torre da Inteligência, fomos a até a sua sala de reuniões, Rodin e a Cara já estavam nos esperando.

- Olha, tem certeza que tenho que ir com o Rodin? – Cara se levantou assim que viu a Lana. – Podíamos levar o Solaris.

- Meu amor, é uma missão. Não uma lua-de-mel. – Rodin revirou os olhos e pôs os pés em cima da mesa.

- Ninguém está pedindo a sua opinião, seu idiota.

- Vocês não acham que estão meio grandinhos para essas birras? – Lana se sentou na ponta mesa.

- Eu estou visando o sucesso da missão. – Cara estufou o peito, quase confiante de que conseguiria o que queria.

- Hum, sei. Você está visando o que o Solaris tem... – Rodin riu, mas aquilo não foi bem visto pela garota e rapidamente foi derrubado por ela antes de terminar a frase.

- Cala boca, senão eu te mato.

- Antes que faça isso, precisam saber qual vai ser a missão de vocês. Então espero que se comportem. – Lana ligou o monitor.

Os dois se ajeitaram rapidamente e olharam para a tela.

- Recebemos um serviço, é do tipo resgate. Precisamos salvar um grupo de cientistas americanos que foram raptados durante uma retirada. Os inimigos são soldados terroristas, eles provavelmente são aliados dos SETE. Durante essa semana interceptamos alguns fornecimentos de armas químicas e de fogo com a marca deles. Então não esperem encontrar obstáculos comum. O objetivo é tirar todos eles com vida, receberemos um bônus caso isso aconteça.

- Isso vai acontecer. – Rodin acrescentou.

Lana olhou rapidamente para ele e voltou a atenção para o monitor, A Arcana puxou a imagem do monitor para uma projeção holográfica na mesa.

- Voltando. O local é no Afeganistão, por isso vocês foram escolhidos, queremos uma invasão limpa e rápida. – Ela mostrou o mapa da região, dados dos reféns e cálculos de gastos e valores;

- Quando partiremos? – Cara interrompeu.

- Assim que estiverem prontos, peguem o que precisarem e nos encontramos na Torre de Combate.

Rodin bufou com desdém, como sempre faz.

- Eu já nasci pronto.

18:50 – Campo Aéreo do ARCANS

Duas horas depois já estávamos no ar. Pegamos tudo o que precisaríamos para uma missão, camuflagem, mantimentos, munição e armas com silenciadores. Segundo o piloto a viagem iria durar cinco horas, Rodin estava obstinado a passar esse tempo dormindo, era o que ele fazia quando não estava sendo sarcástico, irônico ou infernizando alguém. Eu e a Cara decidimos os detalhes.

- Olha, segundo os arquivos a região do cativeiro fica em uma área montanhosa e desolada. O ponto de pouso mais próximo fica a quatro quilômetros, o seu papel Blu é o transporte, como você pode viajar pelo Lombo...

- Limbo.

- Foi isso que eu quis dizer, não me atrapalhe.

- Foi mal.

- Como estava dizendo. Você será o nosso transporte, o Rodin pode abater o terreno e analisar os inimigos. Eu vou ficar com a cobertura, hoje a lua está quarto-minguante, então a minha visão fica bem aguçada. – Ela pegou o tablet e ligou no mapa da região. – Por isso trouxe a Artêmis.

- Artêmis?

- É a merda da sniper dela. – Rodin disse enquanto dormia e se virou para o outro lado.

- Chame de merda de novo e você vai ver aonde vou guardar ela. – Ela expirou fundo. – Voltando, vou usar a Ártemis para abater os inimigos enquanto você e o imbecil ali invadem o recinto. Alguma dúvida?

- Não. – Rezei para que a visão dela esteja realmente aguçada.

- Então coma e descanse. Vamos precisar de toda a força. – Cara encostou na lataria do helicóptero.

...

22:55 - 30 de setembro de 29XX – Região de Warwaal, Paquistão.

- Blu, acorda, chegamos. – Acabei sendo acordado pela Cara. Sem querer caí em um sono profundo, mas pelo menos estava descansado.

Vestimos as roupas de camuflagem e aguardamos o helicóptero chegar perto do chão. A noite era quente e seca, o que dificultava a respiração, o terreno não possuía uma vegetação densa ou verde, a maioria das arvores não possuíam folhas, só um monte de galhos retorcidos que roçavam um no outro quando o vento batia. Pulamos do veículo e andamos alguns metros para frente até um arbusto.

- Bravo, fique por perto. Proteja o veículo. – Cara ditou o comando pelo interfone.

Em seguida o helicóptero se afastou até sumir da nossa vista.

- Meninos, sabem qual é a regra?

- Priorizar a nossa identidade, nunca usar os nossos nomes em missões e blá blá blá. – Rodin também tinha voltado ao seu estado normal, o que era estranho era o fato de ele ficar levitando ali. Na Base parecia alguma mania idiota, mas era visível que ia muito além disso.

- É, espero que siga essa ordem. Julgamento.

A região era montanhosa, pouca vegetação, alguns animais nativos passavam sem interferir. Andamos até ter uma clara visão da parte de baixo do vale, um pequeno rio cortava o seu interior.

 Hope observou com binóculos toda a extensão.

- Achei o acampamento, fica alguns quilômetros à frente. Eles montaram encostado desse lado do vale. Blu, eu achei uma depressão que você precisa nos levar.

Ela guardou o binoculo e fez um gesto, em seguida uma sniper emergiu do nada em um relampejo de luz. Ártemis não era uma sniper comum, não parecia feito de metal, tinha uma coloração leitosa da pedra da lua. Cara ajustou o tripé no chão e a pousou.

- Enforcado, vou usar a mira da Ártemis para marcar o local. – E o laser da mira apontou para onde a Cara queria. – Consegue ver?

A distância de um vale para o outro era bem grande, tive que forçar bem a visão para ver aonde estava o pontinho vermelho.

- Sim.

Ofereci as mãos para eles, Hope a segurou sem pensar, mas não saiu da sua posição. Olhamos para o Rodin, o Arcano não pareceu notar os olhares por alguns minutos, quando viu a minha mão estendia, fez uma cara de repudio.

- Eu odeio contato humano, leva a Luazinha. Eu acompanho vocês.

Não ia discutir com ele. Levei a Hope pelo Limbo até o local. A visão nos mostrava o acampamento inimigo, uma pequena casa abandonada que tinha sido rapidamente renovada para suportar os seus moradores, em volta tinha algumas cabanas de lona. Rodin surgiu logo em seguida ao meu lado.

- Espera aí, você pode se telestransportar também? – Perguntei me virando para ele.

- Sim, mas não pelo seu método. Eu odiaria ser o burro de carga de vocês.

- Como se alguém se importasse com o que você falasse. – Cara disse ainda focada no acampamento inimigo.

- Ah é? E se eu falasse que não iria? Vocês vão fazer o que? Sem mim essa missão não é nada.

Cara deu uma leve e breve risada soltando ar pelo nariz.

- Mas quem disse que você não vai participar? – Ela se levantou e encarou o Arcano que flutuava na sua frente.

- EU estou dizendo que não. Por que, vai me obrigar? Luazinha. – Ele se aproximou suficiente do rosto da Cara, como fossem se beijar.

Esperei que ela socasse a cara do Rodin, mas rapidamente agarrou o uniforme dele com força. Nem eu, nem o Rodin poderia prever uma manobra tão rápida e bruta como aquela. Com um impulso bem dado Cara arremessou o Rodin lá para baixo, ele foi como um míssil até o fundo do vale.

- Já falei que posso levemente controlar a gravidade? – Ela se virou para mim com um doce sorriso de menina nos lábios.

- Não. – Respondi prontamente.

- Pois bem, controlo e tenho um pouco de força também. Você sabe o que tem o que fazer.

Confirmei com a cabeça. Toquei na testa da Cara, usei o meu poder para nos conectarmos. Pulei pelo Limbo até o fundo do vale, logo encontrei Rodin sacudindo a terra e folhas que ficaram presos na sua roupa.

- Odeio quando ela faz isso. – Ele disse quando me aproximei.

- Há cinco cientistas presos, sete soldados. Três de guarda, dois nas torres e mais dois olhando os reféns. – Uma voz de um espirito sussurrou no meu ouvido, já era esperado que houvesse mortes no local, o cheiro era forte.

- Okay, obrigado. – Disse para o espirito. Sempre deve se manter a calma com eles, espíritos irritados tendem se intrometer na vida, repeti uma lição antiga que aprendi no Aokigahara.

- Pelo o que? – Rodin como sempre interrompendo tudo.

- Não é com você. – Passei por ele indo em direção ao rio. – Quem te agradeceria por alguma coisa? Você não faz nada para ninguém.

- Ei!

O rio não era fundo, aparentava estar calmo, não seria problema atravessa-lo. De perto a visão do acampamento era melhor, o espirito estava certo. Havia duas torres e nelas guardas, dos que estavam rondas só conseguir ver dois, ainda faltava um.

- Cara. Estou vendo só dois em pé e dois na torre.

- Afirmativo, também vejo. Tem algo em mente? – A voz ecoou pela minha mente.

- Sim, o Rodin pode criar uma distração. Você cuida dos guardas da torre, eu fico em cargo dos reféns e o Rodin se livra dos guardas em pé.

- Para mim tudo bem. Artêmis está pronta.

- Quando eu der o sinal.

- Que sinal?

- Você vai saber.

Puxei o Rodin para perto. Ele me deixava desconfortável, mas querendo ou não precisaríamos dele.

- Rodin, precisamos que faça uma nevoa muito densa.

- Ah! Agora precisa de mim? Engraçado você mencionar isso. – Ele cruzou os braços.

- Rodin, não é uma rodem. Estou pedindo, por favor.

Ele me fitou nos olhos, percebi que a sua córnea era negra e a íris de um branco profundo, mas havia lago diferente, o seu rosto tomou um leve tom corado. O Julgamento me encarava como um juiz impiedoso julga um réu, no fim ele bufou como sempre fez e deu de ombros.

- Tá bom! Mas se perguntarem, direi que você implorou de joelhos. – Rodin estalou os dedos.

O som ecoou pelo vale, temi que chamasse a atenção dos guardas. Uma brisa leve beijou o meu rosto, olhei para a extensão do vale. A brisa trouxe aos poucos uma nevoa acinzentada e em questão de segundos tudo estava coberto. Só as torres ficariam expostas para a Cara.

- Vamos, você cuida dos guardas. – Fiz um gesto para que avançasse.

- Por que eu? – Ele flutuou ao meu lado.

É aquilo era outra coisa que me deixava desconfortável. A morte, nunca fui capaz de tirar a vida de alguém, sendo pessoa ou animal. Todos do clã me julgavam por não conseguir matar os alvos.

- Eu não consigo... não sou forte o suficiente. – Parei na beira do rio.

- Para o que? Matar alguém?

Assenti com a cabeça.

- Olha, eu faço isso. O resgate dos cientistas é o objetivo, você já fez o bastante. – Ele pôs a mão no meu ombro.

- Obrigado.

Ele me fitou com uma expressão de surpresa.

- Você está falando com espíritos de novo? – Rodin olhou em volta.

- Não. Agora é com você mesmo. – Sem esperar por uma resposta entrei no rio.

Logo chegamos ao outro lado, andei até a primeira tenda, com um canivete fiz um rasgo na lona e olhei para dentro. Nada. Rodin já havia desaparecido, provavelmente pegando os guardas que estavam na ronda. Andei até a casa, aonde deveria ter uma porta havia uma abertura feita por uma explosão, não havia nada no recinto. Subi a escada, ouvi o som de dois disparos sendo efetuando, Cara entendeu o sinal. Os guardas se viraram para as janelas ao invés de cuidar dos reféns.

Fui até eles, tinha que confiar a minha vida ao Rodin. Assim que me ouviram os dois apontaram os fuzis para mim, gritavam coisas em sua língua nativa. Dei um passo à frente, eles engatilharam e antes de puxarem o gatilho o Julgamento apareceu atrás dele e os derrubou com um golpe rápido nas têmporas.

- Bom, cuidei dos três lá fora. – Rodin flutuou perto dos reféns.

Fui até eles, os soltei e tirei as amordaças.

- Ah, graças aos deuses. Vocês vieram. – Um deles pulou em cima de mim dando um abraço forte.

- Calma, calma. Precisamos sair daqui primeiro, vai demorar um pouco, só consigo levar dois comigo. O resto, esperem aqui. – Peguei na mão de dois deles, eles acenaram concordando.

- Não precisa, eu levo os outros três. – Rodin desceu para o chão. Os quatro formaram um círculo.

Aquilo sim era uma surpresa, Rodin fazendo contato com as pessoas. Não ousei falar nada temendo que fizesse ele mudar de ideia. Levei os dois até o topo do vale aonde estávamos quando chegamos, em seguida puxei a Cara pelo Limbo.

- Avise quando for fazer isso. – Ela me olhou furiosa.

- Foi mal.

- Bem, cadê o Rodin? – Cara pôs as mãos na cintura olhando em volta.

- Aqui. – Ele emergiu com três cientistas.

- Okay, muito bem garotos. Missão cumprida! – Ela levantou o polegar. – Vamos para casa.

...

05:15 - 02 de outubro de 29XX

- Pessoal, o Zack convocou todos. Agora! – Drake quem nos recepcionou, a sua expressão era de puro desespero. Bem diferente da qual ele apareceu na Biblioteca.

- O que foi? Por que esse alvoroço? – Cara agarrou o Imperador pelos braços, ela era bem menor que ele, mas de alguma forma conseguiu fazer isso.

- A Imperatriz... ela voltou.


Notas Finais




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