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História Arco e flecha - Ártemis e Sísifo - Capítulo 38


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Capítulo 38 - Lembranças


Fanfic / Fanfiction Arco e flecha - Ártemis e Sísifo - Capítulo 38 - Lembranças

Sísifos

“Ártemis” - lembro que foi a última palavra que falei. Senti meu cosmo com o resto da minha vida se esvaindo.

Senti uma intensa dor no meu corpo, certa agonia, sentia como se algo tentasse me acordar, mas não acho que estava dormindo. Escutava um coração bater e não parecia o meu, mas aquele coração parecia chamar o meu e aos poucos a dor sumia e eu sentia meu coração bater.

Acho que adormeci... Agora tudo parece tão confuso...

Algumas cenas se passavam por mim, eu podia vivê–las novamente, algumas felizes, outras não, mas em todas ela estava... e como ela era linda.

Acho que de alguma forma meu espírito vagava, Ilias sempre falava sobre o poder, os mistérios da natureza, do espírito como sempre meu querido irmão estava certo.

 

Lembranças...

 

O céu estava tão bonito! No meio da floresta com apenas uma fogueira que mal iluminava, o céu parecia um tapete de estrelas contrastando com a escuridão da floresta, o cheiro que o vento soprava me encantava, pensei que nenhuma rosa tinha aquele cheiro tão envolvente e refrescante, ali eu não sabia que aquele era o cheiro dela. Ela... ela estava ali o tempo todo!

Estava deitado olhando pro céu, Manigold estava na barraca dormindo e o céu me acalmava. Desde menino adorava olhar para o céu a noite, o silencio da madrugada, a luz da lua sempre me atraíam. Será que mesmo antes de conhece – la eu já a buscava?

Uma brisa suave soprou e aquele cheiro me envolveu, mas não foi apenas o cheiro que fez aqueles segundos parecerem séculos, foram os olhos mais escuros e intensos que já vi. Passei a sonhar com eles e quando a vi com sua forma verdadeira, percebi que aqueles olhos eram reais, a partir daquele momento passei a sonhar acordado com eles. Eu não sabia que isso era possível até conhecê-la! – sorria, se lembrar dela, do que viveram na maior parte do tempo o fazia feliz.

 

....

O cenário mudou e estamos caminhando numa estrada proxima a floresta, o caminho é repleto por flores muitas eu não conhecia e ela pacientemente me explicava. Ela era tão delicada em seus gestos, em suas palavras. Mesmo tentando esconder seu rosto atrás da capa, eu ainda podia vê- la sorrir. Estava muito quente e peguei um pouco de água do rio pra ela, ela amava os rios parecia uma criança quando os via. Eu não aguentei e delicadamente retirei a capa que cobria o rosto dela, não havia o que esconder ali ela já era perfeita pra mim.

Caminhávamos e ela explicava historia antiga para o Dégel que estava interessado fazendo várias perguntas, eu apenas ficava calado tentando absorver cada segundo, aquela voz parecia angelical.

Escureceu e estávamos perto da fogueira, apenas nós e conversávamos e ela raramente sorria, mas quando ela sorria, eu me sentia tão feliz. O som da risada dela, o jeito que os olhos brilhavam... percebia que ela ficava sem graça porque eu parava de sorrir e ficava admirando-a como um bobo, mas aquele sorriso tão perfeito precisava ser contemplado em seus menores detalhes.

Ali eu já a amava! Queria...

 

......

E tudo mudou...

Lembro-me desse dia, foi a primeira vez que descobri que o sentia por ela podia me causar um certo “desconforto”.

E lá eu estava... do alto da varanda da casa de sagitário observava a movimentação na casa abaixo.

Ártemis depois de horas saia de lá e subia as longas escadas com um belo sorriso que encantou e ao mesmo tempo me irritou. Seus sorrisos costumavam ser para mim, mas nesses últimos meses ela mudou, assumiu sua forma verdadeira e seu posto de deusa guardiã do santuário. Era lindo vê-la comandar, liderar, tão forte e tão sábia. Uma sabedoria que só uma alma antiga teria, ela era tão além de mim, um ser limitado pelo tempo.

Confesso que pedi a Sage missões extras, eu fui covarde confesso, mas eu simplesmente não conseguia ficar perto dela. Meu corpo clamava por ela era difícil ter tão perto e não poder tocá–la.

Quando ela entrou na minha casa com a velocidade da luz fingi que acabava de chegar ao corredor.

A: “Boa noite, cavaleiro!” – fazia tempo que eu virei “cavaleiro”, saudade de escutar aquela boca linda falando meu nome.

Desde que voltei da ultima missão e ela me curou, percebi que ela também havia mudado comigo. Estava mais distante, se afastava. Acho que finalmente percebeu a nossa enorme distancia. Queria está feliz com isso, pois assim evitaríamos mais sofrimento, mas a dor só parecia aumentar.

S: “Boa noite, deusa Ártemis.” – destaquei o ‘deusa’ pra provocar, não fazia parte da minha personalidade, mas ela me descontrolava.

Ela retomou a sua caminhada, estava tão linda naquele vestido verde escuro, seus cabelos estavam numa bela e longa trança que caia no seu ombro direito, deixava sua pálida pele mais atraente e realçava aqueles olhos intensos, devoradores... me deixava louco em sentidos que eu não conhecia.

Ela já estava saindo da minha casa quando não suportei e deixei sair o que tanto me incomodava, ela era assim meu descontrole.

S: “Acho que não fica bem pra senhorita passar tantas horas na casa de escorpião!” – me senti estúpido por falar algo mais estúpido.

Ela parou assim que escutou a minha voz, mas continuava de costas, imaginei que viraria com uma tempestade demonstrando aquele gênio forte, trazendo seus ventos e fazendo meu corpo ansiar por ela ainda mais, mas ela virou com seus olhos escuros fixos em mim.

A: “Estava me vigiando?” – seus olhos me interrogavam – “Devia parar com esses achismos! Ciúme não combina com você, Sísifos!” – sorriu com certa malicia no olhar. Nunca tinha a visto sorrir assim. Aquilo fez meu corpo tremer e minha boca secar. E aquela boca acabava de falar meu nome... foi demais pra mim, pro meu controle.

Percebi que ela falou “ciúme”, sim, eu chamei de desconforto, mas era ciúme e me senti ridículo por questionar algo que não tinha direito, mas de algum jeito sabia que ela era minha assim como eu era dela.

Não percebi, mas meu corpo, coração me levaram pra perto dela, eu estava muito perto de seu corpo, seu cheiro me envolvia e aquela boca acabava de falar meu nome, chamar por mim. Eu não pensava apenas queria sentir aquela boca e faria...

“Artemis” – Kardia gritou, entrando na casa de sagitário.

K: “Permissão pra passar, animado sagitário.”

Respirei fundo e me afastei, estava tão perto dela, tão perto de... perder o controle.

S: “Permissão concedida, Kardia! E não é Ártemis!”

K: “Ok! Então bela deusa Ártemis! Esqueceu seu xale na minha casa” – deu a peça pra ela – “Sabe que não gosto quando esquece suas roupas lá!”

Kardia não tinha modos com ela, não entendia sua posição perante ela. Aquelas brincadeiras maliciosas e de mau gosto não eram pra ser feitas a uma mulher e muito menos a uma deusa que era extremamente séria em relação a sua pureza e moralidade. Ia falar algo, quando vi que ela sorriu da tosca piada dele. Os dois subiram juntos, mas antes Kardia olhou pra mim e piscou enquanto segurava o braço dela, pelos deuses como era difícil me conter. Às vezes pensava que o escorpião fazia mais aquilo por pirraça, pra me provocar! Confesso que me incomodava o som das risadas deles voltando dos passeios noturnos, ela gostava de passear com ele, de sorrir com ele. Fiquei sabendo da bebedeira e duelos de bêbados que ela participou na minha ausência ao lado dele, mas depois daquela noite ela nunca mais voltou carregada como falaram e também soube do homem que partiu o coração dela e ela se referiu a ele como um grande imbecil fiquei feliz por ser lembrado de alguma forma.

Ela realmente estava perfeita naquele vestido...

 

 

....

Essa foi à noite mais linda da minha vida.

Estava nervoso na casa de sagitário, eu precisava falar o que ela significava pra mim, o que eu sentia por ela que eu me apaixonei a primeira vez que vi aqueles olhos. Que demorei pra perceber o que sentia e que tive medo porque amor parece uma palavra tão simples pra algo tão inexplicável que habitava no meu peito, na minha alma.

Sabia que ela estaria na floresta, próxima ao rio e a lua parecia querer iluminar meus passos até ela.

Ela estava linda com um vestido branco e uma coroa de rosas brancas do Albafica em seus escuros cabelos. Parecia o ser celestial que realmente era e eu paralisei diante de tamanha perfeição.

Ela caminhou até a mim, seu vestido branco se arrastava no chão.

Eu precisava falar, mas não sabia se as palavras descreveriam o que eu sentia e se seriam corretas, então ela colocou a mão nos  meus lábios, como se soubesse a confusão que havia em mim, olhou pra mim e ali não calava apenas a minha boca e sim todos os meus sentidos. Um simples toque dela e meu corpo reagia intensamente.

Minha mente e meu coração se acalmaram, pareciam brasas que encontravam a tranquilidade da água.

Quando ela falava era como se eu escutasse a mais bela canção.

Os olhos dela me sugavam e me transportavam pra um lugar único, nosso.

Quando senti a aproximação do corpo dela no meu, meus sentidos se aguçaram e enquanto os olhos dela me hipnotizavam, eu escutei o som do tecido do belo vestido escorregando por sua delicada pele quando ele caiu no chão o pequeno vento que fez parecia criar um tornado em mim. Não aguentei, não pensei, ali só éramos nós. A boca dela era doce, sedutora, era minha. Naqueles braços encontrei toda a calma, o amor, a paz que nunca pensei que pudessem existir.

Procurei me controlar e toca-la como algo puro, divino na primeira vez que fizemos amor e ela me entregava sua pureza. Mas ela fazia meu corpo queimar cada vez mais e quando vi como o corpo dela reagia ao meu, fiquei louco de desejo, nossos corpos ficaram mais intensos e quando vi estávamos pegando fogo, a coloquei em meu colo e a levei para o rio, entramos na fresca água que contrastava com o suor de nossos corpos, não havia limites, pudores, apenas um homem e uma mulher que se amavam.

Senti cada gosto e toquei em casa pedaço tentando guardar pra mim. Ela era perfeita, suas curvas, seu gemidos... eu a amei por várias horas. Precisava dela, precisava esta nela. Está dentro dela foi a melhor sensação de toda a minha vida, eu me sentia completo, me sentia amando e sendo amado.

Acho que os deuses podiam me deixar aqui e reviver pra sempre esse momento que ela estava em meus braços...

 



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