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História Arco Íris de Sangue - Capítulo 1


Escrita por: Gabee-chan

Notas do Autor


Oi!

Essa estória me veio a mente quando eu estava estudando química, então ela vai ter um quê de ficção científica.

Mas ela é fantasia, e eu decidi escrevê-la MESMO quando tava lendo os livros da série de Acotar.

Em algum momento ela vai ser passada pro wattpad por motivos pessoais, mas até lá, eu vou atualizando vcs.

O começo eh BEEEM lento, mas PROMETO que melhora.

Betado por: @Eleannor

BEIJOSSS e comentem por favor 💖

Vou postar três capítulos hoje pq ela tá beeem adiantada

Capítulo 1 - Capítulo 1: O início do fim


Se eu pudesse descrever Arco Violeta, diria que é um lugar belo, formoso, esplêndido. Da janela redonda do quarto onde eu vivia quando era criança, eu podia observar girassóis de cor violeta, assim como o gramado ao lado das flores, minha vestimenta e minha cama. Pois tudo que víamos era violeta. O céu, o ar, as pessoas, as roupas, os olhos, cabelo… Tudo era dessa cor. Por que? Porque no Arco-íris cada uma das sete cores têm totalidade, ou seja, em "Arco Verde" tudo era verde, no Azul, tudo era azul, e assim sucessivamente. 

Na verdade, as coisas que eram negras e brancas podiam ser vistas por nós, afinal, preto é a ausência de qualquer cor e o branco é o resultado de todas as sete cores do arco-íris em conjunto. 

Como eu não acho possível descrever com fidelidade a beleza de tudo isso, prefiro chamar de casa. Onde eu fui criada, pelo menos… Não sei onde nasci. 

As crianças dali diziam que eu havia sido feita num caldeirão do fogo do Inferno, e fabricada para ser uma espécie de Jezabel em Arco Vermelho, o arco onde viviam os bruxos da lua. 

Por que elas diziam isso? Porque de todas as pessoas, flores, animais, casas, tecidos, materiais…. a única coisa que não era violeta era meu olho esquerdo. Ele é vermelho, e não só isso, ele pode fazer muitas coisas que não são comuns, coisas que não poderia pôr em palavras agora. Seu nome é "Sharingan", e somente os bruxos da lua tinham a oportunidade de tê-lo. Seria fácil dizer que eu de fato era só uma bruxa da lua perdida por ali caso eu tivesse os dois olhos com sharingans, mas ter só um deles me colocava numa posição pior, uma onde metade da população de Arco Violeta me apoiava e a outra metade fingia me apoiar pois era obrigada a fazer isso. 

Mas nem sempre foi assim. Eu já tive os dois olhos violetas uma vez, antes de um certo evento que me dá náuseas recordar. 

Respirei fundo e tentei me aliviar com lembranças boas. Já estava nervosa o suficiente com o que eu estava indo fazer ali. 

Respirei fundo e forcei minha mente a projetar alguma coisa que me fazia feliz. 

"Esse olho é uma maldição? Eu sou uma má pessoa?" Sempre me lastimava para a senhora Tsunade, e ela sempre me respondia "Não, nada disso. Você é você e ponto final!" e eu chorava. Até gritar que preferia morrer e ela mandar eu me calar senão ela mesma me matava. Deixei escapar um sorriso sem querer com as lembranças. Grande mulher ela é, sempre como uma mãe para mim. 

A senhora Tsunade era a Dama de Arco Violeta, sendo neta do Mestre-cavaleiro, Hashirama. Ela não tinha pais e nem ninguém além de seu irmão mais novo, Nawaki e o avô. Também não podia ter filhos, contara-me numa noite. 

Me achar perto de uma cachoeira, debaixo de uma árvore banhada pela lua e enrolada num manto foi a melhor coisa que já havia acontecido em sua vida, ela não cansava de dizer. Eu sorria e agradecia. 

Todos esses acontecimentos de minha vida repassavam em minha mente enquanto eu andava rápido pelos corredores do calabouço, um capuz negro cobrindo todo meu escalpo e uma máscara vermelha tapando parte de minha face. Minhas botas ecoavam forte contra o chão, e vários guardas ao redor me acompanhavam com os olhos na medida em que meus passos se apressavam. 

Mas eles não me reconheceriam. Estar por muito tempo ao lado de um Uchiha te faz se portar como um. 

Postura ereta, cabeça para frente, queixo erguido, nariz empinado, roupas negras, andar gracioso, ar rude… 

Lá estava eu, Sakura Haruno, fingindo ser uma Uchiha. Nada me pararia, ninguém iria desconfiar. Eu fazia meu trabalho bem, muito bem. 

E só eu poderia fazê-lo. Só eu poderia trazer Sasuke de volta. Até porque ele se foi porque eu o fiz ir. 

— Psiu. — Um chamado junto a um assobio se fez presente do meu lado direito, e eu tive dois segundos para decidir se continuava minha caminhada até meu objetivo ou viraria para encarar quem quer que tenha me pego em flagrante. 

Eu já estava arrumando a postura para começar a andar novamente e ignorar qualquer coisa por ali, mas um "Sakura, hein" me fez perceber que na verdade eu havia sido pega no flagra pelo meu objetivo. 

O olhar, escuro e superior, exatamente como o de um Uchiha deveria ser, exatamente como o dele era, me encarava conforme eu me aproximava da cela. Uma cela pequena, escura e com um homem seminu e sujo deitado nela. 

Engoli em seco pensando no que eu falaria, pois tinha que ser rápido e direto, exatamente como me fora instruído. 

— V-você é Obito Uchiha? — Planejei uma voz autoritária, mas saiu um grunhido tímido. Acho que nunca me acostumar ia totalmente com um Uchiha. 

— Costumava ser — ele respondeu com uma voz rouca e longínqua, já que estava numa parte distante e com mais breu de onde eu me encontrava. Suspirou meio cansado ao chegar mais perto de mim, e aí eu pude ver mais dele. Não só os olhos eram parecidos, mas o cabelo preto, curto e um pouco espetado, lembrava os rebeldes de Sasuke. As feições perfeitas, exceto pelas marcas cicatrizadas e espiraladas ao redor do olho esquerdo. Não parecia velho, só desarrumado. 

Então era ele, o profeta dos bruxos da lua. 

Ficamos em silêncio. Eu sei que ele tinha algo para falar, e eu sei que eu também tinha. Mas tudo estava tão desconfortável que acho que nos perdemos. 

Respirei fundo e criei coragem. 

— Fui enviada até Obito Uchiha. Pode me dizer onde ele se encontra? 

— Se encontra traído, caído num abismo sem fim de escuridão e deprimido. No que este velho homem poderia ajudá-la? Ah, não diga, já sei! Vai querer que ele use os poderes temporais dele em prol de alguma coisa "grandiosa". 

Minha boca estava aberta em espanto, e minhas bochechas vermelhas de vergonha, pois era exatamente por isso que eu estava ali. Pobre homem, só se lembram dele para isso. Este era o problema de se ter poder único e grandioso, todos iriam usá-lo, afinal, quem não gostaria de mexer com o passado ou o futuro? Ou entre dimensões? 

Fiquei um tempo pensando no que falaria, não queria magoá-lo. 

Infelizmente, era a única saída… 

—Olha, eu sinto muito por isso. Pelo senhor estar trancado aqui e pelo o que eu vim fazer… 

—O pirralho do Sasuke, hein… Estive te esperando, Sakura Haruno. Não sou "O Profeta" à toa, sei o futuro de cada ser vivo em Arco-íris, em cada um dos arcos. E ainda assim, fiquei estupefato quando percebi que meu próprio sangue havia me traído e me prendido num calabouço só porque temiam minha gentileza e poder. Não fique com pena de um mero lixo como eu, vá atrás dele...— Ele mesmo se interrompeu quando tossiu. Um líquido gelatinoso saiu de sua boca, e eu não poderia dizer se era só qualquer líquido ou se era sangue, porque eu não fui acostumada a ver vermelho. 

— Está tudo bem? 

— Água. Dê-me água. — Ele sabia que eu não podia pegar água com ninguém ou desconfiariam de mim, mas Obito Uchiha também sabia que tipo de bruxa eu era. Foi por isso que ele sorriu quando me viu formando água na palma da mão esquerda, somente tendo como base uma gota do vazamento de água do telhado de sua cela. 

Não tinha copo, então o fiz beber de minha própria mão. 

—Então, onde está Sasuke? 

— Um país chamado Nyven. Cidade de Konoha. 

— E como eu saio do Arco-íris? Como posso atravessar até o mundo dos humanos? — Curiosa, cheguei mais perto das grades da cela. 

— O que há no final do Arco-íris, minha querida? — Ele parecia determinado ao me perguntar isso, mas eu não fazia ideia da resposta ou o que tal questão tinha a ver com minha pergunta. 

—Duendes e potes de ouro? 

Obito gargalhou, e eu só o esperava dizer o que tinha de errado. 

— Você não sabe o que tem no final do Arco-íris porque nunca foi lá. Para saber o que tem lá, você precisa ir até o lugar. Faça uma boa viagem, Sakura Haruno. Traga o menino Sasuke. Ele pode ajudar na guerra. — Eu o encarei com o cenho franzido em estranheza pois o "ele pode ajudar na guerra" não fazia sentido com a profecia, Sasuke é a chave para a guerra terminar. Era para isso que eu estava me arriscando tanto. 

E sobre o fim do Arco-íris, é claro! Os humanos nunca chegavam a ver o final do arco-íris após a chuva—em nossas raras aparições por lá—, e nós também nunca fomos ensinados a chegar até lá porque nunca pareceu necessário. É só no final do Arco-íris que nosso mundo se encaixava em visibilidade e as energias se fundiam em harmonia. 

A energia de um lugar onde tudo era separado e a de um outro onde tudo era junto. Lá o céu era azul, os olhos eram verdes, negros ou caramelos, uma peça de roupa num corpo poderia ser amarela e outra no mesmo corpo, rosa… E os mundanos viam dessa forma. Tudo junto e misturado. Não enxergavam como se vivessem em um estúpido arco de uma cor só. 

Me preparei para sair de perto da cela. Dei uma última olhada em Obito, e ele deu uma piscadela antes de se enfiar para o escuro novamente. 

Eu precisava estar no fim do Arco-íris para me despedir daqui e ir ao encontro de Sasuke no mundo humano.

Só ele podia pará-la. 

A recém iniciada "Revolução dos Pérfidos Caóticos". 




Notas Finais


Até daqui a pouquinho 💖


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