História Are Not We Crazy? - Diabolik Lovers - Capítulo 7


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Azusa Mukami, Beatrix, Carla Tsukinami, Christa, Cordelia, Kanato Sakamaki, Kou Mukami, Laito Sakamaki, Personagens Originais, Reiji Sakamaki, Richter, Ruki Mukami, Seiji Komori, Shin Tsukinami, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori, Yuma Mukami
Tags Diabolik Lovers, Doente Mental, Duas Irmãs Estranhas, Fodonas, Fria Com Sentimentos, Sakamakis, Vampiros
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Palavras 4.561
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Harem, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Musical (Songfic), Poesias, Policial, Romance e Novela, Saga, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Shounen, Slash, Sobrenatural, Survival, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Finalmente voltamos com um capítulo aqui!!!!!

Gente, me desculpe por ter demorado mais de 1 mês para postar um novo capítulo, mas eu tive problemas familiares e escolares e com isso, eu acabei perdendo a minha privacidade aos poucos. Até agora eu tô com esses problemas, mas não irei parar com as fanfics. Espero que tenham uma boa leitura e já aviso que esse é uma versão cortada do capítulo original

Eu fiz isso por causa que eu queria deixar um mistério a vocês e para facilitar eu terminar com esse capítulo. Espero que gostem da leitura

Capítulo 7 - 1.5: Não tenho passado (Versão cortada)


Fanfic / Fanfiction Are Not We Crazy? - Diabolik Lovers - Capítulo 7 - 1.5: Não tenho passado (Versão cortada)

Sofia °On°

 

 Depois de voltar da escola, vou direto ao meu quarto, caçando o que fazer, como todos os dias da minha vida. Decido deitar na minha cama e ver o que tinha na TV, e assim faço

 

 --Nada...nada… --Falo enquanto passava os canais, e não acho algo interessante

 

 Engraçado...a Kyoka não deveria estar aqui lendo no seu canto como sempre? É bem estranho, mas acho que ela pode está andando por essa merda de mansão feita especialmente para os “filhotes de capeta” (Sakamakis).

 

 Olho envolta do quarto e acho algo interessante no chão. Um diário! É dela? Me levanto e vou até o diário, certeza que é o diário dela. Ele era azul-marinho com um rosário no meio, que estava aberto e caído no chão. Eu deveria ler ele? O pego no chão e começo a ler o diário

 

“Pare de me perturbar. Por que o passado fica tanto me fazer rever os momentos de negligência?! O que eu vou admitir aqui é tão infantil… Estou com inveja da minha Angel onee-chan… [...]”

 

 O que? Inveja de mim? Continuo a ler

 

“Já não bastava ser ignorada e ser tratada como se não me quisesse como filha, e ainda ter essa simples inveja infantil dessas. Se pelo menos, eu soubesse do motivo disso, ficaria mais aliviada e relaxada… [...]”

 

 --Eu não estou entendendo...Ai!--Sinto uma pontada na minha cabeça e logo coloco a mão nela


 

 Tá doendo muito! De novo isso tá acontecendo! Por que dessa dor?! Só porque eu li essa página do diário da Kyoka e minha cabeça parece que vai explodir! NADA FAZ SENTIDO AGORA! É muitas informações! Acho que vou desmaiar… Sinto uma tontura muito forte e logo largo o diário no chão. Preciso descansar um pouco… quando caio no chão, sinto alguém me pegando e me segurando

 

 --Shii...Você leu, não é Angel onee-chan?--Kyoka pergunta

 

 --Ah…

 

 Eu estava vendo quase nada.... estava prestes a desmaiar

 

 --É muitas informações para a sua cabeça… --Fala a garota de cabelos brancos--Apenas durma tranquilamente

 

 Sonho °On°

 Em um sonho, vejo uma pequena garotinha extremamente igual a mim, e estava chorando. Ela aparecia e desaparecia muitas vezes e bem rápido, até ela ficar amostra totalmente. Essa garotinha foi correndo até uma luz e eu decido a seguir.

 

 Flashback °On°

 

 Eu entro num lugar que olhando melhor, era bem familiar… Era a minha casa?

 

 --Isso está cada vez mais estranho--Vou para mais frente, até entrar dentro da casa

 

 Vejo uma menina de cabelos brancos totalmente soltos, correndo com seu vestido preto… Vendo melhor, não é…

 

 --Kyoka?

 

 A menina para e me olha surpresa. Eu estava certa, aquele olhar, com os olhos vermelhos-sangue… reconheço de longe. Mas por que ela tá em sua forma criança?

 

 --Onee-chan…O que foi?--Kyoka pergunta

 

 Olhando melhor, vejo minhas mãos e elas estavam pequenas e até que fofinhas. Eu também estou em minha forma pequena?

 

 --Ah? Por que você está como criança?--Pergunto a olhando com dúvida

 

 --Você está bem?--Ela realmente tinha me respondido com outra pergunta

 

 É claro que eu tô bem, não é? Eu realmente parecia estar criança, até um homem alto de cabelos brancos e olhos bem azuis...PAPAI?!

 

 --Pa-..pai?

 

 --Minha pequena. Que bom te ver--Papai Enzo me pega no colo e dá um sorriso doce para mim

 

 --...--Kyoka permanecia calada, presenciando aquela cena. Era bem estranho

 

 --Oh pai, como conseguiu me pegar no colo desse jeito?--Pergunto mesmo sabendo o motivo

 

 --De que jeito?--E mais uma vez me respondem com outra pergunta, mas desta vez, foi o meu pai Enzo--Você só está com dor de cabeça

 

 “Dor de cabeça”? Que dor de cabeça o que. Será que isso é um flashback de minha infância? Mas…

 

 --Você deve estar exausta minha pequena. Vou te levar para a sua cama, ok?--Fala já indo para dentro lentamente

 

 ...Eu não me lembro de nada

 

 --Pa-... --Diz Kyoka, sem terminar de falar. Eu reparo nela e a vejo com a expressão triste, e estava chorando, sem chamar a atenção do papai Enzo. Silenciosamente

 

 --Kyoka, o que houve?--Falo saindo dos braços do meu pai e indo até ela, mas ela foge deixando um caderno cair no chão, ainda chorando

 

 --Um desenho dela?--Pego o caderno

 

 O desenho era de uma mulher parecida com ela com o meu pai, eu e ela juntos, olhando para o pôr-do-sol. Ela tinha desenhando ele tão bem… Tinha uma frase escrita: “Queria que um dia fosse assim… uma família mais juntas do que hoje. Feito por Kyoka Gasai”.

 

 --Eu nunca me esqueci que.. ela só conhece de verdade eu, nosso pai e a mãe dela. Ela nunca viu a minha mãe e a nossa irmã mais velha, e muito menos nunca soube o verdadeiro motivo de nosso pai não tá mais com a mãe dela, e muito menos de eu nascer antes dela e ainda ser filha da mãe da primeira filha de Enzo…

 

 Dei mais uma folheada e desta vez, vejo um desenho mais negro e “vazio”. Tinha o rosto de Kyoka chorando e com as mãos dizendo algo como “não vá! Não me deixe aqui” ou outra coisa. Mas tinha algum significado aquele desenho? E mais, será que esse desenho ainda existia esse desenho, fora do sonho ou flashback? Rapidamente solto o caderno

 

 --Pequena branquinha, está tudo bem?--Pergunta o meu pai Enzo, indo rapidamente a mim e se abaixando até a minha altura

 

 --Sim, eu tô bem papai. Mas pode ver o que é isso que tá doendo na minha cabeça?--Tiro o meu cabelo até mostrar a parte que doía na minha cabeça, que era na verdade uma cicatriz que estava naquele local

 

 --...--Ele não me responde, mas também, vejo tudo em volta e lá estava branco

 

 Flashback °Off°

 

 Olho em volta e não tinha mais ninguém, mas eu estava enganada. Um ser, que tinha uma semelhança feminina, pula em mim e me ataca. Era tudo um sonho. Eu acordo visivelmente assustada.

   

  Sonho °Off°

 

  Kyoka me encarava com sua fria expressão de sempre, indiferente. Preciso seriamente tirar satisfações com ela!

 

 --Kyoka--A chamo--O que você quis dizer com aquilo no seu diário?

 

 --Ah… você leu o meu diário… é o que me deixa sem o peso na consciência sobre o passado, que me perturba às vezes--A mulher de cabelo branco responde

 

 --... que passado?

 

 --Vamos dizer que uma menininha de cabelo branco era ignorada e negligenciada pelo seu pai, sem saber o motivo…--Kyoka responde mais uma vez

 --Você era negligenciada?--Pergunto mais uma vez, e cada vez mais confusa

 

 --Sim, era. Mas era pouco percebido. Como você pode ver no seu sonho--Responde, ainda indiferente

 

 Como assim era “pouco percebido”? Isso não tá fazendo nenhum sentido

 

 --Eu não tô te entendo

 

 Kyoka levanta sua mão e tira uma faixa de sua mão, mostrando um corte que ainda sangrava

 

 --Que merda é essa?--Pergunto levantando a sua mão devagar

 

 --Foi por causa de uma queda que ocorreu no laboratório do Reiji (capítulo 1.4)--Ela me conta o que tinha acontecido

 

 --Depois eu que sou a louca--Rio e passo o meu dedo no sangue que escorria da mão dela, colocando ele na minha bochecha

 

 --Para que isso?--Pergunta colocando a faixa de volta na mão de novo

 

 --Queria me lembrar a sensação de ter sangue de outras pessoas no meu rosto--Faço um sorriso fofo e meigo para ela, me levantando

 

 Ela volta a ler na sua cama e eu me levanto, mas logo a Kyoka volta a falar

 

 --Você irá recuperar a sua memória, mesmo que diga que se lembra de tudo…

 

 --... … …É verdade...Eu não me lembro de nada da minha infância, além de que eu era mais próxima da nossa irmã mais velha…--Falo com um tom meio triste

 

 --Sim, mas eu não quero saber dela

 

 --Por isso eu não falei o nome dela

 

 O rosto da Kyoka estava com uma expressão fechada e seu olhar direcionado a janela

 

 --Para mim, a vida é tão escura--Sua expressão não muda nada. Ela é bem vazia, parece

 

 --O que tanto conversam bitch-chans?--E lá aparece do nada um dos encapetados. Mais especificamente o Laito

 

 --Ah não, tu de novo não--Fala Kyoka, já vendo que a paz foi lá para a puta que pariu

 

 --Sobre tu que não é--Respondo a pergunta bosta daquele cidadão

 

 --Óbvio que não seria sobre ele. Seria uma perda de tempo, não é Teddy?--E aparece um outro encapetado que pergunta para seu urso portador de um demônio

 

 --Se brotarem de novo sem avisar, tiro vocês daqui aos chutes!--Exclama Kyoka quase assustada completamente

 

--E eu só tô me segurando para não usar o meu novinho batom de choque--Falo para mim mesma, que estava segurando realmente um batom de choque vermelho

 

 Vou até o espelho do quarto e limpo um pouco o sangue que estava em meu rosto. Kanato vai para o meu lado e lambe o resto do sangue que tinha sobrado na minha bochecha, eu não gosto da sensação de ter algum indivíduo lambendo meu rosto a não ser minha cachorrinha linda que infelizmente ficou lá no méxico, saudades dela

 

 --Opa, opa! Sai pra lá!--Empurro ele para longe

 

 Volto a me olhar no espelho e tiro uma parte do meu cabelo para ver melhor a cicatriz que eu tinha na cabeça. Sinto um livro cair com força bem aonde estava a cicatriz, e agora essa merda tá doendo muito!

 

 --Oh droga Laito!Eu tava lendo o livro!--Diz Kyoka revoltada com o moreno de chapéu

 

 --Mas o livro é mais importante do que eu?--Pergunta Laito, que perguntinha mais bosta eim--Assim me magoooa… E não era para acertar na cabeça da Sofia bitch-chan

 

 --BEM NESSA PORRA! PODIA ATÉ SER EM OUTRO LUGAR MAS NÃO AQUI!--Dava para ver a minha raiva por tá doendo na cicatriz

 

 Kanato passa a mão na minha cicatriz, fazendo parar de doer um pouco e aliviando mais a dor que eu sentia naquela hora

 

 --O que foi isso?--Ele pergunta

 

 --É melhor nem saber, por enquanto…--Escondo a cicatriz com o cabelo novamente

 

 --Ok. Minha garganta tá seca…--Fala o arroxado. Já até sei que sede é essa

 

 --E eu tô de saída--Pego uma corda que tinha no quarto e a amarro na minha cintura, prendendo ela na sacada e descendo até a parte de baixo, ou até o jardim. Me solto da corda--NEM TÔ AÍ, ENTÃO TÁ TUDO DE BOA!--Grito para o povo lá de cima

 

 --Hahaha… Ela quer jogar então?--Fala Kanato, olhando para mim lá de cima

 

 --Isso não é jogos mortais!

 

 Ele aparece atrás de mim. Com certeza usou o seu teletransporte para isso. Já não tô gostando desse maluco

 

 --Pode não ser, mas eu queria te mostrar um lugar--Diz com o seu querido demônio nos braços

 

 --Só espero que não tenha corpos em decomposição neste local, ou órgãos--Falo olhando para ele

 

 --Venha

 

 --Ok

 

 Ele vai na frente e eu o acompanho, atrás do mesmo. Alguns poucos minutos se passam e chegamos em um lugar onde tinha um monte de estátuas de cera de mulheres produzidas como noivas

 

 --Elas são tão bonitas… --Digo com toda a minha sinceridade

 

 --Você gostou delas? Eu costumo vir aqui com o Teddy--Fala Kanato, ainda na minha frente, mas logo se virando para mim

 

 --Deixe eu adivinhar: As pessoas te acham um psicopata assustador?--Dou um palpite

 

 --Sim--Confirma--Para mim, os humanos são um bando de imprestáveis… Me refiro aqueles que julgam os outros pela aparência, do nada

 

 --Então como você me julga?--Pergunto

 

 --Normal, para mim. Que nem a mim…--Uau… isso é novo

 

 --Você pode ser o único a pensar assim, já que os outros me julgam como “meiga, inocente e inofensiva”

 

 --Até a sua irmã Kyoka-san?--Pergunta me olhando um pouco estranho

 

 --Não, ela já sabe das coisas… Mas não de tudo--Respondo normalmente

 

 --O Teddy gostou de você… Sabe, ele quer uma nova amiga

 

 --E como ele quer que seja essa “amiga?”

 

 --Você já pensou em se juntar a elas?--Pergunta Kanato se aproximando de mim--Você ficaria tão linda vestida de noiva… Será que, você escolha uma cor para eu trocar seus olhos por olhos de vidro?... Então, todos saem ganhando, não acha? O que me diz?--Ele segura com força o meu ombro, sorrindo para mim. O que ele não esperava, é que eu sorriria de volta para ele

 

 --Eu já pensei em me juntar a estátuas de cera… Se você trocasse meus olhos por olhos de vidro, teriam que ser da cor mais brilhante que você tiver. E sim, eu acho que eu ficaria assustadoramente linda de estátua de cera, tanto para dar pesadelos as pessoas e as matar em seus próprios sonhos--Respondo firmemente a pergunta dele

 

--Você está me surpreendendo--Diz Kanato, parando de me olhar estranho--Diferente de outras noivas, você não implora ou grita e sim, responde firme. Eu até que respeito isso

 

Um flash rápido passa em minha mente. Era aonde eu chamava a Kyoka e ela me respondia friamente sem olhar para mim “estou ocupada,não quero interrupções” e depois eu saio do quarto dela triste… O que? Minha cabeça começa a doer e então, me afasto do Kanato com a mão na cabeça

 

 --Você é bem bonita… imagina como seria se fosse uma boneca de cera? Mais ainda--Ele fala passando sua mão no meu rosto

 

 Minha cabeça para de doer e eu volto ao normal

 

 --Eu posso sim ou não concordar com isso

 

 --O seu cheiro é tão doce… --Kanato fala me cheirando

 

 --Deve ser o efeito do creme--Falo só para fazer graça mesmo

 

 Kanato me pega pelo ombro e me prende na parede, ainda segurando o seu precioso ursinho Teddy. Eu levanto uma sobrancelha para ele, com um ar de dúvida

 

 --Não precisa se fazer como se não soubesse o que eu vou fazer

 

 --Está certo. Eu sei mesmo o que você irá fazer comigo e por isso, terei que fazer isso--Consigo fazer com que ele me solte e dou uma meia volta no seu corpo, ficando de frente para ele

 

 --Cheia de surpresas, não é?--Kanato me pergunta, deixando o seu Teddy em um canto e se virando para mim

 

 --Nem é o começo--Respondo

 

 Kanato me pega pelo pulso com força e me prende novamente na parede, me mordendo sem nenhuma dó. Ah, filho da puta. Me seguro ao máximo e não me controlo, colocando uma de minhas mãos na pele da sua mão que me prendia e arrancando sangue de tanto apertar com as minhas unhas

 

 --Você sabe que isso não dói… --Para de sugar o meu sangue só para falar isso, depois volta ao serviço de merda que ele ainda tá fazendo

 

 --Isso não é para te causar dor e sim para eu me segurar. Se fosse para te causar dor, eu iria te assassinar por escafismo--Falo meio que o corrigindo

 

 --Te achei bem interessante. E seu sangue é bem familiar… Hahaha! Por que será?!--Ele solta uma risada antes de voltar a tomar o meu sangue

 

 --T-talvez seja porque eu sou um parente seu reencarnado…--Falo brincando, mas ainda segurando a dor

 

 --Você gaguejou… Está doendo? Haha, gosto disso--Por que ele ligou tanto de eu gaguejar e concluiu uma coisa óbvia? Meu filho, eu não tenho a síndrome de Riley-Day não!

 

 --Não! Imagina! Fazendo cócegas!--Falo com ironia

 

 O arroxado passa a mão aonde tinha me mordido, como se estivesse alisando. Falando nisso, ele dá uma lambida no meu pescoço. Já não bastava meu sangue está saindo dos dois buracos, e agora eu tenho que aturar essa lambidas filhas da mãe. DEU VONTADE DE ESGANAR ESSE ARROXADO! Fico arrepiada só dele passar a sua língua no meu pescoço

 

 --Sua expressão me agrada tanto! Hahaha! Faça mais dela para mim… --VOCÊ TÁ DE GOZAÇÃO COM A MINHA CARA KANATO!

 

 --Só por causa disso, não vou fazer mais não--Fico normal

 

 --Isso é só uma pose, mas na verdade, você está se contorcendo de dor, não é mesmo? Hahahaha--Ele solta uma risada meio psicopata depois de ter falado aquilo… ESSE GAROTO JÁ GANHOU MEU RESPEITO!!

 

 --Na verdade não. A dor já passou--E realmente tinha passado

 

 --Pode até passar, mas ela se repete, sempre. Agora, só mais um pouco… --Ele quase me morde novamente, até que ouço uma voz. Era a voz do encapetado do cabelo de menstruação seca

 

 --Roubando o que é meu Kanato?--Pergunta Ayato, um pouco distante de nós dois

 

 --E por acaso está escrito na minha testa: “propriedade de Ayato Cabelo De Menstruação Seca?”--Pergunto um pouco indignada, também o respondendo

 

 --CALADA PANQUECA PEITUDA! O QUE É MEU É MEU!--Exclama, ainda achando que eu sou dele, o que não é nenhuma verdade

 

 --Novinhas também querem respeito!--Falo ainda indignada

 

 --Ah Ayato, você sempre aparece na hora que não devia. E quando isso acontece, você sempre atrapalhar e se fazer de “o salvador da pátria”--Kanato diz se virando para o irmão mais velho, ou mais novo… Isso alguma hora vai dar “Erro 503” na minha cabeça

 

 --Meu filho, eu saindo daqui e não voltando para o méxico já tá ótimo!

 

 Ayato solta um “Tcs” antes de me pegar pelo pulso, me deixando longe do Kanato ou afastada dele

 

 --E eu fui salva pelo demônio--Falo ironicamente

 

 --...--O moreno avermelhado fica calado, olhando para mim

 

 --Poderia parar de ser tão endemoniado e fogo no cu e me soltar?--Pergunto

 

 --Irônica né?--Ayato Diz, não só me olhando

 

 --Você é irritante. Solte-a logo!--Uma voz surge do nada. Era bem familiar. Era o Subaru

 --Não largo não. Ela é MINHA panqueca peituda--E o cabelo de menstruação seca bota destaque no “MINHA”

 

 --Pelo que eu me lembre, ela não é só sua presa! Deixe de bancar o idiota e solta ela!--Subaru diz como se quisesse me tirar de lá, ou sei lá o que ele quer

 

 O senhor albino me pega pelo pulso com força e me leva para o lado de fora da mansão. Aonde ele tinha me levado, tinha um canteiro cheio de lindas rosas brancas

 

 --São rosas, não né?--Pergunto

 

 --Sim, são minhas--Subaru me responde, já me soltando

 

 --Valeu por ter me salvado daqueles fogo no cu que queriam me deixar mucha--Foi um jeito que eu achei de agradecer ele

 

 --Não precisa me agradecer--Podia se ver que seu rosto ficou levemente vermelho, mas para se esconder, Subaru vira o seu rosto

 

 --... Você é realmente fofo--Sorrio para ele com uma cara de “anjinha”

 

 --E-EU NÃO SOU FOFO!--Ele gagueja soltando um leve “Tcs”, mas não pude contar um pequeno riso ao ver o seu rosto corado. O mesmo virava o rosto para tentar se esconder

 

 Uma leve ventania bate sobre os nossos corpos. Isso me tranquiliza e acho que para o  Subaru também. O albino estava sorrindo enquanto permanecia de pé, com seus braços cruzados e seus olhos totalmente fechados, nem se parecia aquele garoto explosivo que eu vi a pouco tempo hahaha

 

 Escuto um pequeno canto, ou uma baixa melodia. Quem será que está cantando? Sigo o som e me deparo com a Kyoka virada de costas para mim, olhando a lua de braços cruzados. Enquanto isso, ela cantava uma música meio… peculiar:

 

 “Espero que você me perdoe um dia…”

 

 “Me sinto um tanto culpada, uma coisa sei, eu te amo muito…”

 

 “Não sei o que eu faria se visse… algo tão ruim acontecendo”

 

 “Com você”

 

 “Somos loucas. Somos insanas. Não me importo com o que aconteceria”

 

 “Apenas quero te proteger. Deixe-me dizer essas 5 palavras na sua face”

 

 “Eu te amo minha pequena! Me desculpe, se algum dia eu não conseguir de proteger…”

 

  --Kyoka?--A chamo, já atrás de minha mana

 

  --Angel Sô-chan?...--Ao escutar o seu nome e minha voz, ela se vira totalmente, ficando de frente comigo e eu de frente a ela

 

  --Bela canção

 

  --Você gostou?--Me pergunta, olhando pela primeira vez docemente para mim

 

 --Sim. Essa música até me lembra um estranho sonho, onde eu estava dançando em volta de várias flores de gardênias. Esse lugar tinha um ar meio melancólico e assustador, mas eu parecia bem calma para… isso…

 

 Uma lembrança?... Eu estava com roupas estranhas. Será que era um hospital? Não, vendo melhor, não era roupas de hospital. Não consigo compreender o que quer dizer esta lembrança. O que ela significa? Agh! Eu odeio ter amnésia! Por isso, começo a lacrimejar

 

 Enquanto eu chorava sem chamar a atenção, Kyoka se aproxima de mim e me abraça, fazendo eu ficar apoiada em seu peito. Isso seria carinho?

 

 --Ha...Ham? V-Você nunca fez isso comigo--Falo ainda chorando

 

 --Isso se chama carinho. Algo que nunca pude dar a você desde pequena, mas agora, quero recuperar o tempo perdido--A mulher de cabelo branco fala, e parecia ser do fundo de seu coração

 

 --Por favor, me solte…--Falo aumentando as minhas lágrimas

 

 A mesma me solta e se vira de costas para mim, voltando a olhar para a lua. Não aguento e saio correndo de volta para o quarto, ainda chorando. Abro a porta e a fecho com força. POR QUE EU NÃO PARO DE CHORAR??!

 

 Me jogo na cama zangada comigo mesma, ainda chorando. AAAAH! PARE! PARE DE FAZER ISSO COMIGO!

 

 --O que eu fiz para merecer isso…?

 

 Seco as minhas lágrimas e me levanto, vendo uma faca prateada em cima de uma pequena mesa. Parando de chorar, vou até a faca e a pego, sorrindo aos poucos

 

 --Fufufu… Hihihi… Hahahaha--Ao rir, jogo a faca com muita força na parede, a deixando presa do mesmo lugar. Tiro o meu óculos e troco por lentes de contato

 

 Kyoka abre a porta e entre no quarto, fechando e tirando com um pouco de dificuldade a faca que eu tinha deixado na parede

 

 --Ah, oi Kyoka--Sorrio para ela, sem lágrimas alguma

 

 --Você irá fazer aquilo agora?--Me pergunta, soltando a faca no chão e me olhando fixamente, meio que desconfiada

 

 --Hm.. talvez--A respondo--Estou querendo me divertir a algum tempo…

 

 Rio um pouco maleficamente, parecia que ela estava vendo a Paola Bracho versão mais nova com olhos azuis e cabelo loiro

 

 --Por que não me tortura logo?--Me pergunta novamente

 

 Ela estava olhando para a janela com uma cara de “Eu estou nem aí para o que aconteça”

 

 --Não, não sou tão boba de fazer isso no momento--A respondo sem mudar a minha expressão

Viro de costas para ela e escuto o som da janela sendo aberta. Ela saiu do quarto. O que será que ela vai aprontar? Ah, foda-se, que ela faça algo ou não.

 

 Depois de um tempo, uma brilhante ideia surge na minha cabeça… Por que eu não faço uma surpresinha para as pessoas da minha nova escola? Saio do quarto com uma blusa marrom e uma calça legue preta, com uma bolsa um pouco grande e botas pretas. Minha intenção era não chamar muita a atenção. Qual seria uma ótima surpresa para os meus colegas da escola e os trabalhadores de lá?... MELHOR IDEIA! ISSO SERÁ EXECUTADO AGORA MESMO!

 

 --Aonde vai panqueca peituda?--Me assusto com o Ayato aparecendo na minha frente--Vi sua irmã também correndo. Vocês estão bem agitadas e… Você está sem óculos!--Ele fala com uma certa surpresa

 

--E qual é o problema de eu está sem óculos?--Falo um pouco fria, um pouco mesmo

 

--Só achei incomum, pois te vejo mais de óculos do que de lentes--Ele diz, voltando a sua expressão normal de diabo com fogo no cu

 

 Volto ao meu caminho e saio da mansão, indo para o caminho de minha escola, mas sinto meu pulso sendo puxado e eu paro em um beco. Uma pessoa me puxa, mas não dava para ver o seu rosto

 

 --Ei! O que significa isso?--Falo me soltando das mãos dessa pessoa

 

 --Não grite Sô Onee-chan…--Essa pessoa tira o capuz e mostra que era nada mais nada menos que a Kyoka

 

 --Por que está aqui Kyoka?--Pergunto

 

 --Não é óbvio? Vamos nos “divertir”, outro tipo de diversão--A mulher de cabelos brancos fala sorrindo

 

 --Quer mesmo participar?

 

_______________________{Quebra de tempo}________________________

 

   Kyoka e eu entramos na mansão, mas ela acelerou os passos e sumiu de minha vista. O que será que deu nela eim? Chego no meu quarto e deito na cama, ligando a televisão e colocando num filme de terror antigo e carniceiro.

 

 *Toc! Toc*

 Alguém bate na porta

 

 --Quem é?--Pergunto sem me levantar da cama

 

 --Sou eu Sofia--Era o Suruba, ops, quer dizer Subaru… O que ele quer aqui?--Você está bem?

 

 --Sim Subaru. Pode entrar--Eu permito a sua presença em meu quarto e ele abre a porta, depois a fechando

 

 --Wow! Você assiste esse tipo de coisa tranquilamente?--Me pergunta como se fosse novidade para ele ver uma garota gostar de filmes de terror

 

 --Sim, eu gosto--Respondo ele, fixada no filme

 

 --Isso é novidade para mim, ver uma garota como você assistindo essas coisas--Né que eu adivinhei?!--Mas, você parece intrigada com algo. O que seria?

 

 Será que eu posso me desabafar com ele? Fico calada por um tempo, pensativa se eu falo com ele ou não. Subaru percebe isso

 

 --Pensativa você heim? Calma, eu não irei te atacar. Estou te ouvindo--Ele se vira para a minha janela com os braços cruzados.

 

 --Não, não é isso. É que… Digamos que eu não tenho confiança o suficiente em relação a você, já que passamos muito pouco tempo “juntos”...--Falo esfregando o meu braço lentamente

 

--Tudo bem, não vou te forçar a nada. Mas se quiser pode desabafar comigo, quando tiver mais confiança em mim--Subaru sai meio que… Sorrindo? Sério, ele é muito fofo. Ele deixa a porta um pouco aberta e eu me levanto, vendo ele se afastando mais e mais

 

 Ele é interessante além de fofo também. Faço um mini-sorriso. Parece que a minha confiança com ele foi de 40% para 58%

 

 --Stalkeando o Subaru, Sô Onee-chan?--Kyoka aparece atrás de mim, me dando um susto

 

 --É claro que não. Ele só saiu do quarto agora

 

 Entro no quarto e volto a assistir o filme, enquanto a Kyoka pega o seu diário e senta na sua cama, simplesmente calada. QUE MISTÉRIO É ESSE MANA!

 

 --Por que caralhos tu tá assim Kyoka? Fala logo o que tá rolando--Pergunto já sem paciência

 

 --Só estou me sentindo mal…--A mulher de cabelos brancos me responde sem tirar o seu olhar do diário

 

 --Puta merda Kyoka Gasai! Só não te mato porque te amo e você é minha irmã!--Falo já irritada e sem paciência

 

 --Que estranho, você nunca disse que me amava--Fala me olhando--Irei abrir uma exceção agora. Vou deixar você ler o meu diário--Ela se levanta e senta do meu lado, me entregando o seu diário aberto

 

 --Quem disse que eu quero ler o que tu escreveu?--Pergunto mesmo ela já sabendo que eu queria ler

 

 --A curiosidade tá escrita na sua testa. Cuidado para não sentir dor de cabeça, okay?--Kyoka responde

 

 --Tá safada. Qualquer coisa prepare o remédio--Brinco e começo a ler o diário

 

 Ela já segurava o remédio e um copo de água, colocando em cima da mesa ao lado da minha cama. Kyoka me dá um beijinho na testa e sai tranquilamente do quarto

 

 Estava escrito:

 

 “Mundo,venha até mim e me diz o que eu fiz?! Eu quero, pelo menos, saber o que eu fiz para merecer isso! Se negligenciada pelo meu pai, aturar a inveja, o ciúmes, está longe da minha mãe e agora longe de minha casa. Por mais que o México não me dê muitas lembranças boas, não curtia ficar muito lá, só a Angel Sô-chan para alegrar o meu dia. Além do mais, não via a hora de ficar longe do meu pai… Não que eu o odeie, mas… Queria saber o porquê daquilo tudo de agir como se não me quisesse”

 

 Sinto pontadas de dor em minha cabeça, de novo essa dor infernal! Que porra, quero quebrar alguma coisa para me acalmar! DROGA KYOKA GASAI! COMO VOCÊ FAZ ISSO?! Um dia eu irei descobrir…

 

 --Oh se vou descobrir…

 

 Ou não me chamo Sofia Oonishi Gasai

 

 



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