História Argentum Urbe - Interativa - Capítulo 7


Escrita por:


Notas do Autor


Oi, eu demorei? Acho que sim, né? Bom, desculpa... A primeira e terceira parte desse capítulo se passam mais ou menos três meses após a partidas da Vrochí Aímatos, a segunda quando a Akane tinha 14 anos, acho que é só isso, boa leitura... Ah, e antes que eu me esqueça, eu li todos os comentários, só não respondi alguns pq eu realmente nunca sei o que responder, mas obrigado pra quem comentou e desculpa

Capítulo 7 - Syreni


O acampamento estava silencioso, apenas o som de animais e a água correndo próxima se faziam presentes. Atlas e Jonathan faziam a guarda naquele momento. Um grito infantil de socorro soou ao longe, mas nenhum dos dois se manifestou, já haviam se acostumado com aquilo, era apenas mais um dos artifícios das Sereias para os atrair.


— Mesmo sabendo ser uma armadilha, não tem vontade de verificar se realmente é uma criança? Não se apieda ao ouvir uma voz tão jovem clamando por ajuda?  — A voz de Jonathan quebrou o silêncio quase mórbido que se instalou ali. A fala é seguida de uma risada de puro escárnio, como se estivesse ridicularizando aquilo que acabou de dizer. — É claro que não, nem deveria perguntar. Você é como eu, afinal, uma humana que detesta humanos… 


Ele mantinha um tom baixo, o suficiente apenas para que os dois ouvissem, afinal nunca sabia quando alguém poderia acordar dentro da tenda improvisada e escutar a conversa que tinham ali fora. 


— Do que está falando McKay? 


O que ele dizia era verdade, Atlas sabia, contudo não queria admitir em voz alta e não tinha ideia de como o outro percebeu aquilo visto que fazia questão de esconder ao máximo seu desprezo pelos de sua raça. 


— Estou falando sobre eu reconhecer meu próprio ódio ao olhar em seus olhos, são quase como um espelho. 


Nori desviou o olhar para o horizonte, permanecendo em silêncio depois daquilo, silêncio este que só foi quebrado ao que ela notou algo estranho. As águas estavam subindo. 


Aquilo já havia acontecido outra vez, na terceira semana depois da partida. Subitamente um rio próximo começou a subir, chegando próximo o suficiente para que ouvissem com clareza as vozes lhes chamando para a morte. A batalha foi difícil, antes que pudessem tapar os ouvidos com a cera preparada para isso dois companheiros já haviam sucumbido aos encantos das criaturas e mesmo depois de se imunizarem contra a voz ainda tiveram que encarar uma batalha sangrenta. Ela tinha que avisar alguém, afinal se já estivessem preparados as perdas seriam consideravelmente menores. 


— Jonathan, ponha os tampões, a água está próxima. Vou acordar os outros, fique de olho


Sequer aguardou uma resposta de McKay apenas disparou para dentro do acampamento, fazendo barulho suficiente para que todos estivessem de pé em pouco menos de um minuto. Explicou a situação rapidamente e viu as expressões mudarem de sonolentas para preocupadas ou assustadas, algumas ainda pareciam ter raiva das criaturas. Eles armaram-se e logo um batalhão de quase cem pessoas estava perfilado, prontos para atacar, contudo o primeiro ataque foi vindo do rio, agora a poucos metros da tenda principal, Jonathan contudo não estava lá. A maioria pensou que ele tivesse se deixado levar pelas Sereias, mas não Akane, seu instinto lhe dizia que Jonathan ainda estava vivo e que seus caminhos voltariam a se cruzar. A batalha se iniciou quando por fim uma das Sereias se materializou e disparou certeiramente uma flecha no olho esquerdo de um soldado próximo da comandante. 


11/04/286 E.C


Os três adolescentes estavam encolhidos contra a parede do porão úmido e escuro, Alana chorava baixinho enquanto os irmãos tentavam a consolar. No andar de cima o patriarca daquela desestruturada família fazia seu teatro, fingia para o irmão que os filhos foram passar a semana na casa de um parente de parte materna, afinal se os trigêmeos fossem vistos ficariam claras as marcas dos duros treinamentos e das alterações que o pai fazia em seus corpos. A perna mecânica de Andrew emitiu um rangido quando ele se levantou devagar, deixando Akane e Alana sozinhas ao que ele se guiava até a mulher ruiva sentada numa cadeira não muito distante enquanto encarava os três sem expressão alguma. 


— Você vai mesmo continuar nos ignorando? Somos seus filhos, você deveria nos ajudar ou algo assim! Alana está praticamente morrendo de fome, Akane está quase sendo totalmente consumida pelos malditos poderes que Marian forçou nela e olhe bem para mim, sou mais máquina do que humano, pelo amor de Deus, você não tem compaixão por seus filhos? 


A mulher apenas olhou fixamente nos olhos do único garoto na sala, instantes depois desviando o olhar novamente para o vazio anterior. Ele se descontrolou, avançou contra a mulher parva como se aquilo fosse adiantar algo. A agressão teria sido feia se não fosse pela irmã do meio. Akane criou uma barreira entre os dois por tempo suficiente para que o outro recobrasse a sanidade e se voltasse para as meninas ainda na mesma posição. Sangue escorria de ambos os olhos da usuária de magia, ela estava ainda mais magra e mais fraca. 


— Vocês não são meus filhos, vocês são monstros, meus filhos estão mortos. 


A mais velha se pronunciou pela primeira vez em meses, a voz era falha e quase inaudível. Aquela fala foi o gatilho para Andrew perder toda a sanidade por alguns momentos, só a recobrando após ter matado a progenitora bem na frente das irmãs. O sangue ainda fresco molhava tanto as partes humanas quanto as robóticas enquanto a cabeça degolada repousava aos seus pés


Atualidade


Arissa olhava fixamente para o céu. Foi incumbida de uma missão que estava muito além de seus deveres, era mais como um pedido de seu amigo. Artis praticamente lhe implorou para que vigiasse um membros mais influentes do governo, tinha a suspeita de um golpe militar prestes a acontecer, Harley acabou aceitando, mas agora se arrependia como nunca antes. A aparência dela mudou num único segundo, ninguém que lhe avistasse diria se tratar da bruxa, ali estava o motivo de ser a mais indicada para missões de infiltração. 


Ela adentrou a taverna e não demorou para encontrar o alvo. Merda, ele era feio como os dragões que por vezes eram avistados sobrevoando sobre a cúpula. Artis lhe pagaria. Avançou até o homem, esbarrando em corpos suados e fendendo álcool enquanto refletia se deveria ou não quebrar a mão de um bêbado que claramente assediava uma das garçonetes. Resolveu não o fazer, aquilo lhe entregaria e atrasaria a missão, apenas usou sua telecinese para fazer uma faca levitar e se cravar bem ao lado da cabeça do bastardo, dando a impressão de ter sido arremessada por outro cliente por acidente, proporcionando para a mulher tempo de sair dali.


Arissa evitou uma careta ao ver que já estava em frente ao homem que deveria espionar. Olhou para ele com falsa simpatia e sorriu forçadamente


— Posso me sentar com o senhor? 


E ali começava seu teatro, o qual se estenderia ainda por toda a madrugada e as noites dos dias seguintes também


Notas Finais


Como sempre estou inseguro com o capítulo, mas é isso, se você chegou até aqui obrigado...

Talvez vocês tenham notado, mas alguns nomes seguem um padrão, acho que isso ficou mais evidente aqui, esse padrão vai ser bem importante mais para frente, dou um biscoito e um beijo na bunda de quem acertar qual é o padrão, eh isso, flw


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...