História Arí - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Tags Creepypasta, Jeff The Killer, Slenderman
Visualizações 13
Palavras 1.232
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Canibalismo, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Necrofilia, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Novamente, estou aqui para implorar pelo seu perdão.

Capítulo 16 - XVI


-Meu nome é Tim Wright, espero que possamos ser bons amigos.

Ele disse em tom grave dando um sorriso ainda me encarando. O professor colocou a mão em seu ombro e Tim desviou seus olhos castanhos para ele e senti aquele olhar finalmente parar de queimar em mim. Sentia o rosto quente, indicando que eu estava corado, mas por qual motivo. Aquele olhar me trazia lembranças não tão longínquas. Olhei para fora da janela e encarei os pássaros voando calmamente tentando trazer à memória algo sobre aquele olhar que era cheio de acalento mas também de ironia. Algo nele me era familiar.

Sou tirado de meus  pensamentos quando vejo alguém se sentar na cadeira sempre vazia ao meu lado. Olho para aquele lado e vejo que é Tim que me sorri com ternura. Ele senta-se na cadeira e só depois de admirar seus olhos por alguns segundos, sou capaz de devolver-lhe o sorriso na mesma intensidade.

-Oi, eu sou o Tim – Ele diz gentil.

- Oi, meu nome é Jordan, prazer em conhecê-lo. – Eu estendo minha destra em sua direção e ele aperta-a com firmeza.

- É, eu sei pequeno. O prazer é todo meu. – Ele diz com um ar misterioso, mas irônico ao mesmo tempo, o que fez com que eu me sentisse confuso. Seus olhos demonstravam ternura mas seus lábios esbanjavam um sorriso cheio de maldade.Mas mesmo que ele tivesse aquele sorriso maldoso, eu nunca o julgaria uma pessoa ruim,, principalmente por que ele tinha olhos tão bondosos. Eu continuava a sentir que conhecia aqueles olhos de algum lugar, mas não conseguia me lembrar de onde. Eles eram escuros, quase negros como esferas feitas de ônix, eram tão familiares mas tão distantes. Talvez fosse apenas uma impressão minha, talvez minha mente só quisesse aproximar aquela pessoa de mim de alguma forma e por que não através de uma memória falsa?

Volto meus olhos para Tim e vejo que ele está serio, prestando atenção no que o professor fala e eu, envergonhado, noto que deveria estar fazendo o mesmo e não encarando o novato. Viro-me para frente e tento prestar atenção na aula, mas minha mente vagava longe. Eu pensava em meu pai, em Slender e em Jeff. Da lembrança de meu pai apenas vinham pensamentos tristes e negativos, mas quando eu pensava em Jeff meu coração batia mais forte e se enchia de sentimentos felizes assim como se enchia de gentis espasmos quando eu pensava em Slender. Tanta coisa aconteceu em um espaço tão pequeno de tempo que eu mal podia processar tudo, mas eu estava feliz. As coisas nunca pareceram tão certas desde a época em que minha querida mãe estava viva. Eu sinto sua falta e ela nunca poderá ser substituída mas sinto como se ela estivesse me vigiando de longe e sorrindo para mim, quietamente aprovando a caminho o qual estou tomando. E esse sentimento me deixa mais feliz ainda.

Sou puxado para fora de meus pensamentos pelo sinal que deveria indicar o inicio da segunda aula mas, ao ver que todos estavam se levantando e deixando a sala notei que me perdi em pensamentos por tempo demais e que já era a hora do intervalo. Tão lentamente quanto sempre, levanto-me da cadeira notando que Tim já havia deixado a sala. Abandono a sala de forma calma e sigo até o lado de fora da escola onde havia um gramado que seguia distante e tinha algumas arvores. Sento-me ao pé de uma dessas arvores e fecho os meus olhos deixando o ar frio inundar meus pulmões quentes. Não tenho o costume de comer na escola por que meu pai não me dá dinheiro e também não me deixa trazer comida de casa. Eu não sei por que ele é assim, por que é tão mal, tão atormentado. Pobre criatura, mal é capaz de esconder o fardo da sua própria loucura e ainda leva consigo pequenas gotas de vida encarnadas em corpos trêmulos de carne e ossos.

Meus devaneios são interrompidos por um cheiro de familiaridade singular, era cheiro de canela e lenha queimando, o cheiro daquela casa, o cheiro de Slender! Deixo um sorriso bobo dançar por meus lábios rubros e abro meus olhos exaltado mas, sou surpreendido pela imagem forte de Tim. Ele senta-se ao meu lado devagar, escorando-se no tronco da arvore e respira fundo, o ar gelado parece agradá-lo também.   

Depois de exalar todo o ar de seus pulmões, Tim me encara com o semblante serio. Seus olhos queimam em mim como brasa fumegante mas mesmo sentindo todo aquele calor não consigo desviar meus olhos dos seus. De alguma forma eu estava hipnotizado por aquele olho tão intenso. Meu corpo começou a tremer levemente e minhas mãos suavam. O que estava acontecendo comigo? Meu coração se jogava de um lado para o outro dentro de seu cárcere de carne e sangue. Mas mesmo assim eu não desviava meus olhos dos seus tão misteriosos e ao mesmo tempo tão familiares. Eu já havia visto aquele olhar antes?  Era tão quente e inadequado mas ao mesmo tempo tão carinhoso e reconfortante. Tinha um q de ousadia mas um quarteirão de dor. Qual era o significado de tudo aquilo? Dentro daqueles olhos eu podia enxergar a mim mesmo, a minha própria dor. Uma tontura súbita me acometeu  de repente e usei as mão para apoiar-me no chão gramado e frio. As folinhas finas de grama faziam cócegas nas minhas mãos e o vento bagunçava ainda mais o meu cabelo. Tudo rodava e eu tive que, finalmente, quebrar o contato visual que mantínhamos. Fecho os meus olhos e me sinto como um veado abatido, apenas esperando que o caçador me leve para longe de meu lar.

Quando abro os olhos novamente sou surpreendido por um sorriso. Tão incomum quanto o seu olhar, o sorriso que adornava os lábios bonitos era de singular peculiaridade. Nele eu podia ver os reflexos de uma alma atormentada encobertos por uma coroa de sarcasmo e ironia mórbida. A luxuria escorria pelos cantos de sua boca e por um momento imaginei o que ele estaria pensando. O sofrimento de um passado injusto e traiçoeiro emoldurava o sorriso confiante e imponente que se delineava no rosto pálido e bonito. Me perdi dentro dele e só achei resquícios de mim mesmo jogados por todos os lados. Era como se ele me conhecesse a muito tempo,como se aquela não fosse a primeira vez que nos víamos. Havia nele algo de mim que, de alguma forma, gritava para ser libertado. Mas o mais importante, aquele sorriso carregava sinceridade, dizia que eu podia confiar nele. Ele se abriu para mim e eu deveria retribuí-lo fazendo o mesmo.

Depois de lançar-me aquele sorriso tão significativo, Tim levanta-se preguiçoso e, depois de olhar ao redor, ele estende-me sua mão num pedido mudo para que eu a agarre com todas as minhas forças e o acompanhe para onde quer que ele vá. Olho para sua mão e, de sua mão para seus olhos e me vejo hesitante por um momento ou dois. Estaria eu pronto para segurar aquela mão e não solta-la mais? Aquela mão solitária que parecia implorar pelo enlace da minha própria mão. Ele continua a me encarar e vejo tanta confiança ali que não posso evitar de agarrar-me a aquela mão e deixar-me ser levado para meu destino incerto. Quando volto a mim, noto que estamos entrando na floresta.


Notas Finais


amorinhas, esta ficando bom? queria muito a opinião de vocês
por favor comentem


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