História Arí - Capítulo 33


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Categorias Histórias Originais
Tags Creepypasta, Jeff The Killer, Slenderman
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Palavras 1.019
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sci-Fi, Sobrenatural, Survival, Terror e Horror, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 33 - XXXIII


Ele me abraça com amor e suspira em meu pescoço lançando um arrepio em minha espinha, retribuo o abraço atordoado e apenas uma palavra consegue se desprender de meus lábios e encher a sala de forma branda:

-Jeff?

 

 

É primavera e a temperatura está amena, sendo acompanhada da brisa fresca típica dessa estação. Estamos na casa na floresta onde costumávamos morar com meu pai quando eu era mais novo, às vezes olho para a porta do porão e ainda tenho arrepios, sonho com os gritos daquelas pequenas violetas, mas mantenho-me firme lembrando-me que tudo aquilo não passou de um delírio que tive enquanto era escravo da escuridão de insanidade de minha própria mente. O cheiro de chá de morango invade meus pulmões e eu, sentado na varanda que levava ao jardim atrás da casa, vejo minha mãe vir até mim com uma bandeja sendo segurada por ambas suas mãos. A bandeja continha um jogo de chá com um bule e três xícaras róseas com detalhes em dourado assim como o bule.

Ela senta-se a minha esquerda na mesinha redonda a minha frente, colocando a bandeja nela. Serve, calmamente, chá para três pessoas, colocando a terceira xícara no lugar vago a minha direita. Ele está atrasado, sorrio. Lanço meu olhar para as lindas azaléias do jardim de minha mãe, tão bem cuidado quanto uma criança pequena. O céu está limpo e, finalmente, uma tempestade não seria apropriada para aquele momento. As roseiras se estendem de forma etérea em volta da casa e, além delas, posso ver a floresta de pinheiros avançar em direção ao infinito, até onde os olhos podiam alcançar.

Amanhã é meu primeiro dia de aula e encontro-me, obviamente, ansioso, mas contente de finalmente voltar à vida, à realidade, de finalmente estar com as pessoas que amo. Seguro a xícara de chá de forma delicada, olhando para meu braço descoberto, posso enfim usar blusas sem mangas já que não há mais cicatrizes horrorosas em meus pálidos e magros membros. Mamãe diz que logo iremos dar um jeito nessa minha magreza excessiva, sou magro por genética, mas estou muito abaixo do peso segundo os médicos. Uma dieta balanceada poderá me ajudar a recuperar um pouco de massa magra.

Isso é tão estranho, é como se esse lugar fosse apenas um sonho e não onde eu vivia na minha cabeça. Se isso tudo for apenas um sonho e eu acabe acordando para me encontrar com a face de meu pai a qualquer momento, eu espero apenas que Deus me dê mais alguns momentos de paz nesse pequeno paraíso onde me encontro. Ouço passos apressados vindo de dentro de casa e viro-me na cadeira para ver quem é, mesmo já sabendo. Sorrio para mim mesmo novamente percebendo um olhar insinuante vir de minha mãe diretamente para mim, a doçura de seu olhar faz meu coração esquentar ainda mais. Devolvo-lhe o olhar cheio de ternura e sou surpreendido por flores a minha frente, um bouquet enorme cheio de flores cheirosas. Minha expressão de surpresa deve ter sido engraçada pois posso ouvir a risada delicada de minha mãe ao meu lado. O bouquet se move um pouco e encontro os olhos mais lindos do universo que habito adornados pelo sorriso mais maravilhoso já visto. Meu sorriso se alarga de forma descomunal ao ver as marcas de corte naquelas bochechas róseas. Tão perfeito! Seguro o bouquet enorme com as duas mãos cheirando as flores coloridas a minha frente, recebendo em seguida um significativo beijo na testa. Ele senta-se ao meu lado parecendo um pouco envergonhado, porem disperso sua vergonha passando os dedos devagar em seu rosto, sentindo as pequenas ondulações que as cicatrizes fazem ali.

Tudo está tão perfeito. As vezes tenho medo de que esses momentos realmente não durem para sempre, mas eles têm durado e sinto-me tão abençoado de poder finalmente ser feliz. Ainda penso nas margaridas e nos colibris que foram machucados em minhas alucinações. Se o que não é, não é, então ele nunca deveria ser, nem mesmo na imaginação. Minha cabeça está cheia de duvidas e as explicações dos médicos não tem realmente me acalmado. Não raro observo as jovens moças passarem por mim no parque quando em minhas caminhadas e sempre tremo em expectativa de reconhecê-las de algumas forma, apenas para ter a certeza de que estão bem, de que estão vivas. Ainda não tive essa sorte, mas não perco as esperanças em relação a isso.

Tudo está bem. Trago a xícara devagar para perto de meu rosto e sinto o aroma delicioso que o chá traz consigo. Beberico um pouco e todo o meu corpo vai se aquecendo bem devagarinho, de acordo com o caminho que o chá faz dentro de mim. Apóio novamente a xícara no pires rosado e pego Jeff a encarar-me intensamente, porem logo que vê que seu olhar é correspondido ele lança o seu para sua xícara, deixando suas faces corarem em amável embaraço. Sorrio para aquilo, entretanto prefiro não fazer graça de sua vergonha para não deixá-lo mais envergonhado ainda. Olho para minha mãe apenas para receber dela um olhar cúmplice de que íamos falar sobre aquilo mais tarde e dar boas risadas.

Tudo está bem. Estou feliz e confortável. As pessoas ao meu redor parecem felizes também. Logo vou ter a vida normal de um adolescente. E, mais do que isso, estou apaixonado! O que mais alguém poderia desejar em sua vida, principalmente quando se é um amor muito bem correspondido? Bom, certamente que nada. Mas, ainda há algo faltando não há? Existe algo que ainda não consigo alcançar com as mãos. O que será? O que será? Sinto a brisa leve balançar meus cabelos e levanto meu olhar para a floresta. Ao longe vejo uma pequena gota de tinta branca no meio verdejante das folhas. Posso notar sua estatura alta e esguia, seu terno bem arrumado e sua face pálida, ou a falta dela. Abaixo os olhos para minha xícara novamente, pego-a e beberico mais um pouco do delicioso chá de morango. Jogo meu olhar para Jeff e ele levanta o seu para mim, sorrindo-me com amor.

Tudo está bem.

 

 

 


Notas Finais


Bom, esse eh o fim, ou talvez seja mais um começo. Obrigada por me acompanharem até aqui, foi uma longa jornada. Por favor, se se sentirem a vontade, comentem a sua opinião, isso seria muito precioso para mim. Espero que tenham gostado do que leram até aqui. Obrigada por tudo. Até uma próxima vez.


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