História Ariande: O reino das profundezas - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Tags Fiction, Hdo, Heróis Do Olimpo, Hoo, Percy Jackson, Pjo, Semideuses
Visualizações 2
Palavras 1.457
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - O grande dia começa muito mal


Arrumou seus materiais muito rápido, antes que a professora de alemão entrasse na sala. Sra. Mirdt, Nielk Mirdt, era uma professora muito diferente das outras. Sempre olhava para Lise de um jeito interessante, como se estivesse fazendo algo diferente do normal a todo momento. Isso tirava Annelise do sério, e na maioria das vezes que isso acontecia, Lise tinha vontade de estrangula-la, e os únicos que conseguiam acalma-lá nestes momentos eram seus dois melhores amigos, Liam e Jessie. 

Sua melhor, e única amiga, Jessie Lonely, tem 15 anos, ou seja, é um ano mais velha que Anne (tinha repetido um ano letivo), conhecia Annelise havia três anos, dês de então mudavam de escola juntas basicamente todo ano. Ela assim como Lise tinha TDA e dislexia, tal fato a ajudava a entender melhor Anne. Ela normalmente usava um shorts, ou calça, jeans e uma blusa, que quase sempre era de uma banda de rock, como gostava, tinha sempre uma jaqueta jeans ou preta por cima das outras peças. Seus cabelos eram lisos, escuros como a noite. Os olhos eram um tom de azul escuro para preto. Sua pele era pálida e clara. 

Liam Brown, conheceu as duas no ano anterior, agora são inseparáveis. Está sempre usando suas muletas, os All Star Converse vermelhos, uma calça jeans folgada, e um gorro, também vermelho que estava sempre em sua cabeça. Cobrindo seus cabelos cor de caramelo. E sombreando os olhos castanhos. Um tom de pele mais escuro que o de Lise sobre ele. 

Estavam no terceiro mês de aulas, e isso era ótimo para Annelise, já que nada de ruim, ou estranho, acontecera até então. Para Lise sempre foi difícil manter-se em uma escola por um ano, ou talvez menos que isso. Ela metia-se em muitas confusões por acidente, mas na maioria delas era expulsa, se não, com sorte, era suspensa por alguns dias. Já estava na quinta escola em seis anos. Exatamente isso, cinco mudanças de escola em seis anos.

O sinal bateu. A aula havia começado, mas para Annelise, o que havia começado era o inferno. Tinham se passado dez infernais minutos de aula, quando Callie Menderson jogou uma enorme bola de papel na cabeça de Lise. Anne sempre odiou Callie. Ela era o tipo de garota popular, rica, e metida, ou seja super chata. Sempre fazia coisas para tirar Annelise do sério, pois ela soube a vida inteira que Lise tinha hiperatividade, ou seja era quase impossível ficar parada. E é claro que a senhorita chatinha precisava dificultar isso. Por isso jogou a porcaria da bola de papel, para incomodar Anne, e tornar seu pavil mais curto ainda. 

Mas é óbvio que deu certo. E para piorar a situação ainda disse completando:

  – O que é que você vai fazer agora, em estressadinha? 

  Annelise levantou-se, e virou para traz com tamanha rapidez, que a senhora mimada nem teve tempo de começar dar sua risada histérica de satisfação. Antes que pudesse perceber Lise tinha arrancado umas cinco talvez dez folhas de registro do caderno de Callie. A Sra. Mirdt, nem esperou para colocar todo seu foco em Anne, que antes que dissesse algo foi convocada para uma conversa na diretoria.

  Não era a primeira vez que ela ia a sala da diretora neste ano. Era a quinta, ou talvez sexta, conhecia muito bem o lugar. E como sempre a Sra. Ruggiero a esperava, acomodada em sua enorme cadeira de couro preto. Levantou a cabeça para falar com Anne, que estava de cabeça baixa, mas não para demonstrar respeito como uma pessoa normal faz, mas porque odiava olhar nos olhos da diretora, eles sempre pareciam querer mudar de forma na visão de Annelise. Ela tinha o pressentimento de que algo ruim aconteceria toda vez que aquela mulher estava por perto. 

– Bem vinda de volta Srta. Cullmann. Imagino que algo inusitado tenha ocorrido novamente.

– Eu não chamaria de inusitado, mas sim de audácia. E não minha, de Callie Menderson.

– Pelo visto vocês continuam se desentendendo.

– Não foi um desentendimento! Foi uma provocação! – protestou Lise –  A culpa é dela! Eu não fiz nada!

– Está bem. Então vamos ao que interessa. 

– O que? Mas achei que agora era a hora em que você me suspendia por três dias essas coisas e tal?! 

– Pois saiba que se enganou querida.

– Então se não é isso, o que realmente interessa?

– Finalmente! Chegou a hora de acabar com sua existência! 

– Sra. Ruggiero está tudo bem? Você quer ajuda?

– Está tudo ótimo para mim minha menina, já para você nem tanto assim...

Então antes que Anne conseguisse pensar em qualquer coisa os cabelos da Sra. Ruggiero começaram a chamuscar e incendiaram. Seus dentes tornaram-se enormes presas, e seus olhos faiscaram. 

Annelise recuou alguns passos. De repente seu melhor amigo Liam e Sra. Mirdt entraram na sala ofegantes. Liam bateu com sua muleta na cabeça da suposta diretora, que cambaleou para trás. Então Sra. Mirdt tirou uma tesoura de ponta de dentro da pequena gaveta da mesa de trabalho, que quase atingiu Sra. Ruggiero na nuca. Mas ela era rápida demais, girou a lâmina com o próprio dedo, tal que escapou da mão de Nielk e fincou na parede. 

A diretora estava prestes a desferir um golpe na coluna da  Sra. Mirdt. Por sorte – ou treinamento talvez – Liam passou uma longa e veloz rasteira na Ruggiero. Mas quando seu amigo fizera aquilo um de seus tênis caiu e o que havia dentro dele não era um pé, era um casco de bode. Aquela coisa desequilibrou-se e caiu sentada no chão, e por um milésimo de segundo ficou sem entender o acontecido. Esse tempo foi o suficiente para que a professora de alemão arrancasse a tesoura da parede e fincasse nas costas da diretora. Que explodiu em cinzas, ou seria pó prateado, com um som agudo e contínuo. 

Lise estava extasiada demais para dizer ou pensar em algo. Ficou parada com uma expressão aterrorizada, como a de quem acaba de ser atacado por alguma coisa inexplicável. Liam e Nielk, começaram a trocar olhares estranhos, como se estivessem conversando sobre coisas que queriam contar a Anne. Ela então finalmente se mexeu, e falou:

– Alguém nesse mundo pode por favor me explicar o que raios está acontecendo?!

– Temos de ir agora Nielk. – disse Liam, ignorando a pergunta de Annelise – Esta começando.

– Vou ligar para Livian. Me espere no portão. Em dez minutos chego até vocês.

– Estarei lá.

Liam pegou Lise pelo braço de saiu correndo, ou trotando, isso não importa. Anne continuava não entendendo nada, porém de uma coisa estava certa, algo de grande perigo estava por vir, e isso incluía ela. Annelise simplesmente correu. Perguntou mais algumas vezes o que acontecera naquele lugar, mas nenhuma resposta novamente. E então Anne resolveu que provavelmente explicariam tudo mais tarde. Agora era apenas esperar.

A Sra. Mirdt chegou ao portão com a respiração de aspecto pesado, como se tivesse corrido uma maratona. Junto a ela um carro entrou pelo outro lado do estacionamento. Era o carro da mãe de Lise. Ele entrara em alta velocidade, como se isso fosse necessário. E com a situação em que estavam, parecia ser. 

Quando Annelise se deu conta Liam estava sem seu outro sapato, e as calças também não estavam mais sendo usadas por ele. Mas o que havia de baixo delas não eram pernas humanas, mas sim peludas pernas de bode, que combinavam muito bem com seus cascos, também de bode. Anne continuava inconformada demais para dizer algo.

– Está tudo bem com vocês dois? – disse Liv.

– Sim, acho que Lise só está chocada demais para dizer qualquer coisa. Não é Annelise Cullmann?

Anne piscou com força, como se estivesse acabado de tomar um choque de realidade. Mas então falou:

– O que aconteceu? Onde estamos indo? Cadê a Nielk? Onde estão suas pernas Liam? Mãe você está entendendo alguma coisa do que aconteceu?

– Minhas pernas estão bem aqui! – Liam respondeu como se fosse a pergunta mais idiota que já ouvira.

– Fique tranquila filha Nielk está bem. Chegando lá eles vão explicar tudo a você. Vão ajudar a sobreviver a partir de agora. Não é Liam?

– É claro que sim. O que o acampamento meio-sangue faz é ajudar os meio-sangues. Eles não são igual os monstros, que só pensam em destruir todos vocês.

– Meio o que?!

– Meio-sangue. É o que você é. Ainda não sei de qual dos deuses você é filha mas...

– O que você disse?! Falou que eu sou uma meio-sangue?! Como assim de qual dos deuses eu sou filha?! 

– Annelise será que você pode esperar meia hora pra gente, chegar ao acampamento em paz pelo menos? – Liam perguntou incômodo.

– Está bem então. Acho que vou esperar meia hora para saber sobre a minha própria vida, não é?

– É exatamente isso garota esperta.

– Eu tenho opção? 

– Não.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...