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História Aritmância - Capítulo 1


Escrita por: Smygard

Notas do Autor


Boa leitura! 💚

Capítulo 1 - Capítulo Único


Sakura sabia que tinha se metido em uma enrascada gigantesca. Ela era quase sempre tão confiável e ajuizada; assim como exige a casa de Rowena Ravenclaw. Sabedoria era praticamente um sinônimo de Corvinal e Sakura sabia que, naquele momento, ela poderia ser considerada uma farsante. 

Esgueirar-se com Ino Yamanaka, outra impostora corvina, pelos corredores desordenados do Castelo de Hogwarts em busca de um livro de capa amarelada sobre Aritmância, era sinal de confusão. 

A biblioteca situa-se no primeiro andar do castelo, contudo, Sakura sentia-se apreensiva ao pensar na hipótese de trombar com algum fantasma desavisado ou com um professor. Ou, ainda pior, com algum monitor fazendo ronda. 

Ela e Ino já tinham muitos anos de convivência em Hogwarts para saber o que exatamente acontecia com estudantes pegos perambulando o castelo à noite. Os castigos variavam diante da bondade dos professores e monitores, podendo ser desde detenção (com prestação de serviços) até expulsão. 

E, sinceramente, Sakura preferia sofrer uma azaração a ser expulsa da escola e retornar a Canterbury para morar com suas duas irmãs — e seus pais superprotetores. 

— Não é necessário tanto pânico — disse Ino, pela quinquagésima vez. — Nós iremos sair daqui o quanto antes, Sakura. Só precisamos encontrar o livro. 

— Cale a boca, Ino — retrucou Sakura. — Aliás, a culpa disto é sua. 

— Minha? — debochou ela. 

— Você sabe que a biblioteca fecha às oito horas — acusou Sakura, em tom baixo. — Mas preferiu deixar para o último minuto para procurar o maldito livro. 

Ino fez uma careta, agachando o tronco para procurar pelo livro nas prateleiras baixas.

— O.k., talvez seja verdade. 

— É óbvio que estou dizendo a verdade.

Sakura deu uma última olhada feroz em Ino antes de esticar o corpo nas pontas dos pés e procurar pelo livro de capa amarelada nas prateleiras altas. 

Apenas livros de capas amarronzadas jaziam ali. 

Ela gemeu em frustração. 

— Desculpe-me, Sakura — murmurou Ino, recuperando o ar sabichão aos poucos. — Mas você também podia ter procurado por ele antes da biblioteca fechar. 

— Caso não saiba, eu estava ocupada terminando de fazer o nosso trabalho sobre o trato das Criaturas Mágicas. 

— Ah — cedeu Ino. — É, talvez você esteja certa, e só talvez, eu devesse ter ido mais cedo procurar o livro. 

— Obrigada por reconhecer o óbvio — resmungou Sakura. 

A corvina soltou um longo suspiro, afastando-se de Ino para encontrar o bendito livro. Ela vasculhou os olhos pelas prateleiras em busca de um pontinho amarelo, escorrendo os dedos finos nos livretos de brochuras grossas, sentindo a textura áspera e rude. 

Lumos! — pronunciou Sakura em direção à própria varinha. 

Àquela biblioteca era reconhecida por ter milhares de livros divididos por quatro seções: a Seção de Dragões, a Seção de Referências, a Seção Jurídica e a Seção Restrita, tornando-se praticamente impossível encontrar um livro na escuridão e sem o auxílio do bibliotecário Sr. Kabuto Yakushi — o estranho bruxo de óculos redondos e cabelos prateados. Ele costumava exigir silêncio para qualquer atitude dos alunos que provocasse o mínimo ruído. Uma vez, ele quase gritará com Sakura porque ela havia apenas espirrado. 

Mas agora, Sakura sentia falta dele. 

A busca pelo livro sobre Aritmância nem ao menos existiria se o bibliotecário estivesse por ali. Mesmo sob resmungos, o Sr. Kabuto indicaria o livro a elas e ainda conseguiria a permissão necessária para retirá-lo (sem que fosse necessário elas tentarem roubá-lo na madrugada, arriscando serem vítimas de uma azaração dos próprios manuscritos). 

Com um suspiro, Sakura virou-se para uma enorme pilha de livros. Os títulos variavam entre os principais cuidados com dragões filhotes e sobre qual é considerado o treino correto de um dragão norueguês. 

Ela desviou da grande pilha com outro suspiro irritado e decidiu-se por sentar no chão acarpetado, podendo observar os livros nas estantes baixas. Novamente, os títulos citavam os principais cuidados com dragões.

— Droga — murmurou ela.  

Sakura direcionou a varinha para frente, iluminando os outros títulos. A luz branca refletia contra o próprio rosto, transmitindo uma atmosfera sombria. Ela ergueu o quadril do chão, erguendo o corpo com preguiça. Iluminando o ambiente, Sakura observou os milhares de livros uma última vez, retornando para o ponto inicial ao lado de Ino. 

A Yamanaka folheava um manuscrito de capa laranja sobre Poçõesa. A varinha com o encantamento Lumos jazia ao seu lado. 

— E então? — perguntou Sakura. — Você encontrou alguma coisa? 

Acocada e com os joelhos no chão, Ino respondeu: 

— Não. 

— Oh — gemeu Sakura, cabisbaixa. — Acho que é melhor voltarmos. 

— Mas e a prova de amanhã? — indagou Ino, aumentando o tom de voz. Ela logo se recompôs quando Sakura a fuzilou com os olhos. — Como nós iremos estudar, Sakura? 

Sakura não respondeu. 

— Nós podemos dar uma última olhada — sugeriu Ino, depressa. 

— Está tarde, Ino. Muito tarde, na realidade — rebateu Sakura, apontando para a escuridão da enorme biblioteca. — E os... 

— Ah, qual é, Sakura? — debochou Ino. — Nós estamos acostumadas a transitar pelo castelo de madrugada. Fomos até a cozinha milhares de vezes com Naruto e fugimos dos monitores outras milhões. Não é nenhuma surpresa. 

— Eu sei — gemeu Sakura. — Mas hoje é a ronda dele. 

— Dele? 

— Do Sasuke Uchiha. 

Ino fez que sim. Sasuke era um dos piores monitores de Hogwarts por quatro motivos: ele era sonserino, ele tinha uma paixão realmente estranha por regras, ele era meio certinho e odiava Sakura Haruno. 

Aliás, o ódio era bastante recíproco. 

— Como você sabe? 

— Hoje é quinta-feira, dã. 

— Mas não estou vendo o Sasuke aqui. — Ino abriu os braços. 

— Ainda bem — reclamou Sakura. — Mas eu sei exatamente o que ele irá fazer caso apenas imagine que nós estamos aqui. 

— O quê? 

— Expulsão, claro — rosnou Sakura. 

— Você realmente acha que o Diretor Jiraya irá nos expulsar por caminhar na biblioteca de noite? — desdenhou Ino. 

— Se o Sasuke conseguir persuadi-lo, com certeza que sim. 

Ino pareceu refletir por um momento. Sasuke realmente tinha pavor de Sakura e de seus amigos por nunca ter conseguido colocá-los na detenção ou provar que eles caminhavam pelos corredores fora do horário de circulação. 

Se ele pegasse as duas ali, pensaria o pior. Ela quase conseguia sentir o sorriso sagaz e maléfico dele. 

— A senhorita tem razão. De novo — bajulou Ino, colocando os livros novamente na prateleira. — Acho melhor irmos. 

— Obrigada — debochou Sakura. — Mas é melhor levantarmos bem cedo amanhã e procurarmos o livro antes do teste. 

— Combinado — concordou Ino. 

Ino colocou o último livro na estante e procurou pela varinha encostada em um livro, catando-a de volta. Sakura estendeu a mão para ajudá-la a se levantar, mas um estrondo fez com que as duas corvinas paralisassem. 

Alguém havia entrado na biblioteca. 

Sakura arregalou os olhos. 

Nox! — murmurou ela. 

A luz branca despareceu de sua varinha e ela logo chutou Ino na perna, apontando com a cabeça para a varinha da corvina. 

Nox! — sussurrou Ino, a voz quase imperceptível. 

Sakura segurou o braço de Ino e tentou puxá-la para cima, assustando-se quando outro ruído fez-se presente no ambiente. 

— Obrigado por avisar, Sr. Orochimaru. 

A corvina inflou as bochechas rosadas, reconhecendo àquela voz em qualquer lugar de Hogwarts. Sasuke Uchiha. 

Ele dialogava com o Sr. Orochimaru, o fantasma residente da Sonserina. Ele era um maldito com os outros alunos, com a exceção dos próprios sonserinos. 

— Escutei um barulho quando passei pela porta da biblioteca e imaginei se algum espertinho teria tentado se aventurar. 

— Eles sempre tentam. 

— Felizmente, sim — concordou o Sr. Orochimaru, com o humor sombrio. — Mas me sinto satisfeito ao perceber que os alunos desobedientes nunca são da Sonserina. 

Sakura franziu o cenho. 

Os alunos desobedientes sempre eram da Sonserina, empatando apenas com os grifinórios. O Sr. Orochimaru era um fantasma hipócrito, mentiroso e Sakura sentiu vontade de matá-lo de novo por ele ter contado a Sasuke sobre o barulho que havia escutado. 

— Certamente, Sr. Orochimaru, somos os mais inteligentes — murmurou Sasuke. — E obrigado novamene por ter me avisado. 

Os mais inteligentes?, pensou Sakura. 

— Não se preocupe em agradecer, Sasuke — rebateu o Sr. Orochimaru. — Mas caso queira possíveis sugestões de castigos para detenção, sinta-se à vontade para me chamar. 

Ino arregalou os olhos ao escutar aquilo e Sakura rangeu os dentes, com ódio. Sasuke soltou um riso fraco. 

— Obrigado, Sr. Orochimaru. Caso eu precise, com certeza vou chamá-lo. 

— Acho bom. — A voz fantasmagórica do Sr. Orochimaru fez-se presente. — Sasuke, preciso ir, mas prometo continuar cuidando.  

— Não se preocupe. Eu vou chamá-lo — agradeceu Sasuke. 

As corvinas mantinham-se escondidas atrás de uma pilha de livros sobre Herbilogia, no entanto, Sakura sabia que Sasuke poderia facilmente encontrá-las lá. Ela segurou o braço fino de Ino com rigidez, erguendo o corpo alto do chão e obrigando-a a encará-la. 

— Precisamos sair daqui — sussurrou. 

Ino fez que sim, respirando fundo. Os passos pesados e pretensiosos de Sasuke ecoavam pela biblioteca, ampliando o medo. 

— Não quero assustar quem está aí — cantarolou Sasuke. — Mas alunos do primeiro e segundo ano podem ser expulsos se forem pegos fora do horário de dormir. 

Sakura soltou um curto suspiro aliviado. Sasuke achava que eram alunos do primeiro ou segundo ano ali, então ele não seria tão persistente assim. 

Lumos! — murmurou Sasuke. 

A varinha comprida ascendeu uma luz branca na ponta e as corvinas assustaram-se ao notar que a luz situava-se próxima do esconderijo delas. 

Sakura decidiu agir. Ela agarrou a mão esquerda de Ino e apontou para a saída da biblioteca. A Yamanaka fez que não. Elas não conseguiriam fugir dali sem Sasuke notar. A Haruno fez que sim. Elas precisavam. Era uma questão de vida ou detenção. 

Entrelaçando as mãos, ela puxou Ino pela lateral do monte de manuscritos, quase gritando quando enxergou a mão de Sasuke. Ele estava de costas para elas, em uma estante na frente da enorme pilha de livros. Sakura trancou a respiração, puxando Ino para trás. Ela havia estado tão perto de Sasuke que foi possível perceber até mesmo as veias esverdeadas na mão pálida e a tatuagem de serpente no dedo do meio. 

— Estou sentindo alguém escondido por aqui — murmurou Sasuke, debochado. 

Ele caminhava pelas pilhas de livro, desviando dos livros caídos no chão. O broche escrito Monitor brilhava no peito. 

Ino tremia ao seu lado e Sakura concluiu que Sasuke apenas blefava. Ele não sabia ao certo onde elas estavam escondidas.

Sasuke Uchiha é um mentiroso. 

— Sakura — murmurou Ino. 

— Fique calma — ralhou Sakura, contida. A voz era um sussurro inexistente. 

— Eu posso permanecer aqui durante a noite toda — disse Sasuke, fingido. — Acho melhor vocês aparecem agora. 

Ino tinha uma expressão de medo no rosto e Sakura concluiu que era uma questão de tempo até Sasuke encontrá-las. Ele estava muito perto. Ela olhou para cima, vasculhando os olhos pelas altas estantes cheias de livros, até que uma luz ascendeu em sua cabeça. 

A corvina tinha um plano. 

Ela segurou Ino e cochichou no ouvido: 

— Precisamos nos separar. — Ino fez uma careta de terror. — Acalme-se, Ino, e faça exatamente o que eu mandar. Iremos nos separar e cada uma de nós irá derrubar um livro no chão. 

O olhar de assimilação fez-se presente nos olhos azuis e Sakura jamais agradeceu tanto por ter uma amiga inteligente. 

O plano era simples — e praticamente infalível. As duas corvinas correriam pelas laterais da biblioteca e derrubariam um livro cada uma, sendo assim, o som mostraria que havia alunos, mas confundiria Sasuke. 

Sakura esperava que Sasuke se sentisse confuso o suficiente para não saber aonde correr. Ela podia gargalhar ao imaginar a expressão patética que ele teria no rosto quando percebesse que foi enganado. 

Ela e Ino trocaram um último olhar antes de se separarem. As duas acacharam-se, colocando as mãos nos joelhos, e quando Sakura escutou o som do livro pesado batendo no chão, derrubou o seu próprio livro e disparou em direção à porta. Ela conseguiu ter um deslumbre do cabelo loiro de Ino, atravessando a porta, e dispõe-se a correr. 

Ela precisava sair logo. 

Contudo, antes que pudesse alcançar a fechadura, Sakura assustou-se ao perceber que Sasuke estava quase ao seu lado. Ela afastou-se da porta e escondeu-se entre duas prateleiras, respirando fundo. 

Ao menos, Ino havia conseguido fugir. 

— Caramba — resmungou ela. 

— É, caramba. 

Sakura arregalou os olhos. Com o coração na boca, ela lentamente ergueu o rosto, vendo Sasuke atrás do seu corpo. 

Ele tinha um sorriso maldoso e, com a luz branca iluminando o seu rosto, ele era quase assustador. Ela tentou mover os lábios, mas não conseguiu. 

Sasuke aumentou o sorriso. 

— Oh. Olá, Sakura — cumprimentou ele, fingido. — Como você está? 

— Cale a boca, Sasuke — revidou ela. 

Ele riu. 

— Para alguém que está encrencada, você continua bastante confiante. 

— E eu tinha que estar como? 

— Ah, eu não sei. — Sasuke pareceu pensar, escondendo o sorriso maldoso. — Mas acho que triste. Você realmente quer voltar para Canterbury, ou seja qual o nome da sua antiga cidade trouxa? 

— Não — rugiu Sakura. 

— Eu imaginei — disse ele, satisfeito. — E você achava que o seu planinho daria certo? E quem estava com você? O Naruto? 

Sakura franziu o cenho com a menção ao seu colega corvino. 

— Não era o Naruto. 

— Quem era? 

— Ino — respondeu de uma vez, mas acrescentou rapidamente: — Mas ela já saiu daqui. E sim, eu pensei que o meu plano daria certo. 

Sasuke fez uma expressão pensativa.

— Coitadinha — murmurou ele, com um sorrisinho. — Eu sabia que era vocês duas desde o início. 

— Mentiroso! — acusou Sakura. — Você estava achando que eram primeiristas ou secundaristas! 

Sasuke inflou as bochechas. 

— Sim, porque eu não pensei que duas estudantes da Corvinal de dezoito anos estariam aqui, biblioteca, fazendo besteira — disse ele. — Aliás, pensei que você fosse mais esperta, Haruno. 

Sakura permaneceu quieta. 

— O que vocês duas estavam fazendo? 

— Nós queríamos um livro didático sobre Aritmância — expôs ela, meio contida. 

Sasuke sorriu. 

— Vocês não estudaram para o teste de amanhã? — debochou ele. — Caramba, estou quase decepcionado. 

— Não fique — rosnou ela. 

— Não fico, então. — Sasuke deu de ombros e estendeu a mão para ajudá-la a se levantar. 

Sakura negou, levantando-se sozinha. 

— E agora? — murmurou ela, sentindo a confiança esvair-se aos poucos. 

— E agora o quê? 

— Eu vou ser expulsa? 

Sasuke pareceu penalizado por um segundo, mas os lábios esticados em um sorriso não mentiam. 

Ele estava amando aquela situação. 

Afinal, Sasuke havia finalmente provado que ela caminhava pelo castelo após o horário de dormir. 

— Expulsa, acho que não — declarou ele. — Mas detenção por algumas semanas? Ah, com certeza. 

Sakura respirou fundo. 

— Oh, você está nervosa? 

— Não — mentiu. 

— Que bom, porque a culpa é sua por estar nesta situação — cantarolou Sasuke. 

A Haruno rolou os olhos. Ela tinha errado, mas não era obrigada a escutar um discurso de ética de Sasuke Uchiha. 

— Sim, eu sei que a culpa é minha, Sasuke — reclamou ela. — Eu sei, sim, que deveria ter estudado para o teste de amanhã e sei também que deveria estar dormindo agora. Desculpe,

Sasuke ergueu uma sobrancelha. 

— Fico feliz que saiba disto. 

Sakura sentiu vontade de lançar uma azaração em Sasuke e, ele parecendo sentir isto, afastou-se, permanecendo sério. 

Sasuke apertou a própria varinha. 

— Lembra de quem ficou em primeiro lugar nas aulas de duelo? 

Sim, ela sabia. 

Sasuke Uchiha era o nome do ganhador.

Sakura gemeu em frustração, baixinho, desistindo do próprio orgulho. Ela não poderia ter uma mancha no seu currículo. 

Ser pega na biblioteca por um monitor de Hogwarts? Nunca! 

— Sasuke — chamou ela. — O que posso fazer para não ficar na detenção? 

— Em primeiro lugar, obedecer ao regulamento de Hogwarts. 

Sakura rolou os olhos, novamente. 

— Com exceção disto. 

Ele pensou, o sorriso aparecendo no rosto bonito. 

— Ah, eu queria um beijo. 

A corvina arregalou os olhos. 

— Um beijo? 

— É, um beijo — acrescentou Sasuke, aproximando-se dela com lentidão. — Mas é claro, você também pode ter uma mancha no seu currículo impecável ao invés de me beijar.

Sakura permaneceu indecisa. 

Sasuke era um bruxo bonito, mas muito maléfico, e Sakura nunca sabia o que esperar dele. Aquilo podia ser um plano mau. 

Mas ela também não podia arriscar. 

— Mas preciso que você apague a luz — pediu ela. — Ela consegue deixá-lo ainda mais assustador. 

Sasuke rolou os olhos negros, mas murmurou longamente: 

Nox

A luz branca na ponta da varinha se desfez no mesmo instante. Sasuke guardou-a no casaco preto e ergueu uma sobrancelha. 

— Estou esperando. 

Sakura colocou-se na frente dele e colocou o braço sobre o ombro masculino, desaprovando a diferente de altura. 

— Será que você pode se abaixar um pouco? — ingadou ela. Sasuke resmungou. — Você é muito alto. 

— Ou talvez você seja apenas muito baixa — rebateu ele, os olhos estreitos. — Bem que dizem que é melhor beijar alguém da sua altura. 

Sakura arregalou os olhos. Fora o maldito que pedirá um beijo! Indignada e controlando a vontade de pular sobre Sasuke e esganá-lo, Sakura fechou as mãos em punho. Sasuke soltou um risinho, satisfeito por tê-la irritado, mas, antes que Sakura pudesse reagir, Sasuke fechou os olhos e beijou-a bem na boca.

Sakura permaneceu com os olhos abertos por apenas meio segundo, antes de fechá-los e agarrar-se a Sasuke. O bruxo endireitou as costas e Sakura colocou-se nas pontas dos pés para poder acompanhá-lo no beijo duro e brusco. 

Sasuke gemeu, baixinho, e ela sentiu as próprias bochechas corarem. Sasuke apoiou uma mão no quadril feminino e a outra na cintura fina. 

— Posso te levantar? — murmurou ele contra os lábios dela. 

Sakura assentiu, ofegante. 

Sasuke ergueu o corpo feminino, apertando-o contra o seu. 

Durante o beijo duro, Sakura sentia-se anastesiada. Ela nem ao menos lembrava-se que tinha um ódio palpável por Sasuke e que tinha um teste horroroso para amanhã. Ela apenas concentrava-se nos lábios finos, estreitos e exigentes do bruxo. 

Eles se afastaram brevemente, as testas próximas. O Uchiha acariciou rapidamente a bochecha esquerda de Sakura, com o dedo anelar. Sakura prendeu o olhar nos dedos compridos, observando a tatuagem no dedo do meio. Por um segundo, Sakura sentiu vontade de uma coisa: que Sasuke pudesse dedá-la com o dedo do meio e o anelar. 

Sasuke soltou um risinho. 

— Acho que você também quer, não é? — murmurou ele, brincando. 

O bruxo apertou as coxas grossas e macias de Sakura, aproveitando para subir a saia azul até a barriga. Ele passou os dedos pela calcinha preta e Sakura mordeu o lábio inferior, levemente, ansiosa. 

Sasuke direcionou os beijos ansiosos e molhados para o pescoço branco, dando um longo beijo na região. Sakura gemeu. Sasuke cerrou os olhos, abrindo o próprio cinto e abaixando a calça larga até o quadril. A bruxa arranhou o seu braço esquerdo, observando-o com atenção. 

Sasuke sorriu, ainda meio assustador, mas com certeza excitado, e beijou-a se novo na boca, enquanto abria os botões da camiseta branca. Ele avisou o sutiã preto, cobrindo os seios grandes. 

Ele resmungou. 

— Oh, eu queria ter feito isso antes. 

Sakura ergueu uma sobrancelha cor-de-rosa e Sasuke passou os dedos pelos fios compridos de Sakura, admirado pelo tom. Ele jogou o cabelo para trás dos ombro feminino e acariciou os mamilos pelo tecido fino. 

Sakura gemeu ao sentir a boca úmida descer pela região dos seus seios, agarrando o cabelo negro e comprido de Sasuke. O bruxo soltou um murmuro embolado. 

Sakura sentia apenas vontade de transar com Sasuke sobre uma das mesas da biblioteca. Ela queria sentir o corpo dele contra o seu, os beijos molhados e as palavras não tão gentis. Contudo, quando foi beijar o pescoço do bruxo, ambos escutaram um outro estrondo. Estático, parado na porta, jazia o maligno Sr. Orochimaru. 

— Sasuke, não creio! — O Sr. Orochimaru quase gritou, abismado. 

Sakura arregalou os olhos no mesmo momento em que Sasuke. Os olhos fundos e fantasmagóricos do Sr. Orochimaru passaram rapidamente pela calça afastada de Sasuke, do sutiã frouxo de Sakura e na marca arrodeada no pescoço feminino. 

Sakura sentia-se pasma. Em primeiro lugar, ela nunca havia visto o fantasma da Sonserina irritado com um sonserino, então Sasuke era o primeiro. E, em segundo lugar, ela sabia que, agora, ela e Sasuke estavam encrencados e, muito provavelmente, na pior detenção de Hogwarts. 


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo! Aceito comentários e críticas construtivas 💚


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