História Aritmética. - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Supergirl
Personagens Alex Danvers, Cat Grant, Eliza Danvers, James "Jimmy" Olsen, Jeremiah Danvers, J'onn J'onzz "John Jones" (Caçador de Marte), Kara Zor-El (Supergirl), Lena Luthor, Lucy Lane, Maggie Sawyer, Personagens Originais, Winslow "Winn" Schott Jr.
Tags Kara Danvers, Karlena, Lena Luthor, Supercorp, Supergirl
Visualizações 117
Palavras 3.305
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Ficção Científica, Fluffy, Magia, Romance e Novela, Sci-Fi, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu nem ia postar hoje, mas ai eu pensei "que se dane-se" e estamos aqui.


Uma fotinho aleatória da minha galeria.

Capítulo 2 - Sou a minha tia?


Fanfic / Fanfiction Aritmética. - Capítulo 2 - Sou a minha tia?

 

— A dor de cabeça parou? — riu sarcástico. — Kara, se é que você é a Kara, o que aconteceu? — perguntou de novo.

— Eu sei tanto quanto você — a mulher respondeu. Ela foi se sentar ao lado dele, que instintivamente se afastou um pouco. — E eu sou a Kara — garantiu. Ela notou que ele estava com medo e gentilmente repousou sua mão sobre a coxa dele em um gesto amigável.

— Isso não pode está acontecendo — murmurou baixinho. — Não com você... Não de novo — disse perdido em pensamentos.

— Winn, como assim? — Kara perguntou confusa. Mas Winn não respondeu, ele ficou olhando para o chão e murmurando coisas que a loira não entendia, o garoto parecia preste a colapsar. — Winn... — chamou. Ela pegou no queixo dele e fez com que seus olhares se cruzassem, o que Kara viu nos olhos de Winn foi puro pavor. Porém ela tinha certeza que de que não era direcionado diretamente a ela.

— Eu não posso... — choramingou. Ele se levantou bruscamente e se afastou de Kara em direção à porta. — Sinto muito, mas eu não posso — lamentou e saiu correndo.

Kara foi atrás dele na mesma hora e o viu virar no corredor. Ela gritou por ele, mas quando chegou ao corredor seguinte não o encontrou — Winn era muito rápido quando queria. Ao invés disso ela viu Cat Grant vindo em sua direção, rapidamente girou nos calcanhares e estava pronta para correr quando a voz da mulher cortou o silêncio.

— Posso ajudá-la? — questionou a senhora Grant se aproximando.

— Senhora Grant — Kara cumprimentou virando-se para a diretora com um sorriso falso.

— Danvers... — Cat deixou o sobrenome de Kara escapar por seus lábios em surpresa, fazendo a garota acreditar que talvez tivesse voltado ao normal; entretanto as próximas ações da diretora fizeram Kara duvidar disso. — Perdão, confundi você com uma de minhas alunas — ela pediu indiferente.

— Não se preocupe senhora Grant, isso acontece, faz parte — Kara disse apressada exalando nervosismo.

— Sim, acontece — a mulher concordou parecendo intrigada. — Afinal, quem é você? — questionou dando alguns passos para frente de forma intimidadora, isso fez com que Kara recuasse um pouco.

— Eu... Ah... Eu... — a aproximação da mulher estava deixando Kara ainda mais nervosa, e o fato de estar, literalmente, contra a parede não ajudava. — Sou a minha tia? Diga, sou tia da Kara — foi o melhor que conseguiu.

— Tia da Kara? — Grant repetiu em descrença.

— Sim, Kara Danvers, sabe? Um metro e setenta, loira, olhos azuis, quatro olhos, uma boa aluna, ao menos é o que ela me diz — Kara continuou falando sem notar que acabará de se descrever. Ela ainda tinha a mesma altura, continuava usando óculos, embora eles não parecessem tão necessários no momento, e mesmo que seu cabelo estivesse escuro ainda era loiro.

— Pois bem, Tia Danvers — Cat disse em claro deboche. — Devo presumir que a senhorita tenha um nome, não? — a mais velha continuou o interrogatório, agora com mais firmeza em sua voz. Kara não podia dizer se ela tinha comprado sua história ou se apenas estava preparando uma armadilha para ela. Quando se travava de Cat Grant, as coisas eram sempre mais do que pareciam.

— Linda?

— Isso é uma pergunta ou uma afirmação? — a loira rebateu impaciente.

— Uma afirmação, com certeza uma afirmação — Kara disse rápido acenando em concordância exageradamente.

— Perfeito — falou a diretora com um sorriso. — Então, Lindsay, o que faz em minha escola? — a mulher deliberadamente errou o "novo" nome de Kara.

— Eu vim buscar a Kara — mentiu. De modo disfarçado, Linda, começou a se deslocar ao longo da parede a fim de se afastar de Cat. — Ela passou muito mal hoje na aula de inglês, coitada, sofre com terríveis dores de cabeça. Então ligaram para a casa dela da enfermaria e como a mãe dela estava ocupada ela pediu para que eu a viesse buscar. Sabe como é, né? Fazemos tudo pela família — a loira falou tão rápido que foi um milagre não ter embolado a língua ou perdido palavras e enquanto descarregava mentiras e devaneios em cima de Cat, que apenas absorvia tudo em uma descrença evidente, ela conseguiu chegar ao final do corredor. — Bom, foi ótimo falar com a senhora, senhorita Grant, mas eu tenho que ir — Ela sorriu, acenou com a mão e sumiu corredor a cima.

— O que? Espera — Cat gritou e foi até a ponta do corredor. Linda já havia sumido e Cat apenas bufou. Ela que não ficaria correndo igual uma idiota atrás da tia de uma aluna, entretanto assim que visse Kara falaria com ela sobre parentes perambulando pela escola.

[...]

Kara correu o máximo que pode. Ela sabia que a senhora Grant nunca correria atrás dela, mas também não queria correr o risco de que qualquer outro professor a visse. Já tinha sido ruim demais mentir para uma pessoa, imagina ter que mentir para a escola toda? E se ela tivesse voltado ao normal na frente de Cat? Como poderia explicar essa loucura toda? Ou pior, se Cat achasse que ela fosse algum tipo de aberração e chamasse a polícia ou algo assim?

Kara balançou a cabeça para espantar as paranoias e diminuiu o passo. Buscou seu telefone no bolso e praguejou quando notou que ele não estava lá.

A mochila, pensou. O telefone tinha ficado na mochila que tinha ficado na sala da Luthor. Antes que ela pudesse pensar em alguma coisa para recuperar sua bolsa o sinal tocou e o corredor vazio foi invadido por um tsunami de adolescentes que esbarram nela de forma rude. Um garoto até disse "sai do caminho tia", Kara quase voou nele. Normalmente ela conseguia se mover bem no centro de tantos alunos mal-humorados, mas ela havia sido pega de surpresa e agora estava sendo girada de um lado a outro como se tivesse sido pega por um furacão — nem se ela fosse O Máscara giraria tanto. E nesse vai e vem ela acabou trombando sério com alguém, que por sua vez deixou tudo que carregava cair.

— Ah, desculpe — pediu apressada se abaixando para recolher as coisas que ela tinha feito à pessoa derrubar. — Aqui está... Senhorita Luthor! — Kara engoliu em seco quando viu em quem tinha esbarrado. De todos que estavam espremidos pelos corredores tinha que ser logo ela.

— Obrigada — a morena disse um pouco alto para se fazer ouvir sobre o som alto do sinal que ecoava em todas as direções e dispersava os alunos, em instantes as duas ficaram sozinhas no corredor. — Desculpe-me, mas eu lhe conheço? — perguntou em seu tom de voz normal baixo.

— Não, a senhora definitivamente não me conhece — Kara sentiu seu nervosismo voltar. Antes do fim do dia ela teria um ataque cardíaco, já estava até vendo. — Sou Linda, Linda Danvers, sou tia da Kara. Que por sinal eu vim buscar, coitado dela, passando mal logo no dia do aniversário. Mas essas coisas acontecem, não podemos controlar quando a nossa cabeça vai doer como o inferno, porque se pudéssemos ninguém nunca teria dor de cabeça, não é mesmo? Eu sei que eu não... — Linda falou desenfreada e teria continuado se Lena não a tivesse interrompido.

— Linda! — a professora quase gritou. — Respira e fica calma, okay? — a mulher pediu com gentileza e um sorriso.

— Certo, desculpe — a loira disse respirando fundo tentando se acalmar.

— Você disse que veio buscar a Kara, certo? — Linda apenas concordou com a cabeça. — Bem, eu estava indo vê-la na enfermaria agora.

— Não! — Kara gritou fazendo com que Lena lhe desse um olhar estranho. — Digo, não precisa. Ela não está na enfermaria, está me esperando no... no carro, sabe? Então eu só vim buscar a mochila dela que ela esqueceu na sua sala — só então Kara notou que, no meio das coisas que fez a professora derrubar, estava a sua mochila vermelha e azul cheia de pins de super-heróis. Lena também carregava a bolsa de Winn.

— Essa mochila? — disse estendendo a bolsa para a loira.

— Sim, essa mesma — ela sorriu com o gesto da professora. — Será que...? — discretamente ela apontou para a bolsa de Winn.

— Por favor — Lena entregou a mochila do garoto sem rodeios. — Como Kara está? — ela soou realmente preocupada.

— Ela está bem. Muito bem, na verdade eu diria mais que bem — desconversou.

— Se ela está bem, por que vai levá-la embora? — questionou arqueando a sobrancelha.

— Porque ela não está bem — desmentiu-se. Se fosse continuar como uma mulher de vinte e sete anos teria ao menos que arrumar uma desculpa para o sumiço de sua versão original e ser "liberada" mais cedo era a única desculpa que tinha agora. Entretanto ela tinha esquecido que se "estava boa", não precisa ir para casa. — Eu menti, não queria preocupar a senhora. Mas a verdade é que ela está muito mal, se contorcendo de dor. Preciso levar ela para casa urgente, então se me der licença, eu preciso ir. Tchau Len! — pela terceira vez naquele dia, Kara Danvers estava correndo desesperada pelos corredores da escola.

— Len? — Luthor repetiu desconfiada. Ela já tinha ouvido Kara se referir a ela daquela forma indiretamente antes, mas não sabia que era assim que ela a nomeava para sua família. A morena riu com a ideia de que Kara não a detestava tanto quanto fazia parecer.

Afinal, você não dá apelidos fofos para os professores que não gosta.

[...]

Kara já estava cansada de correr. Por isso ela entrou no primeiro banheiro que acho. Infelizmente era o banheiro masculino e está sendo usado.

— Epa tia, acho que a senhora entrou no banheiro errado — um garoto disse com malícia. Ele praticamente despiu Kara com os olhos.

— Na verdade não, estou aqui porque a senhora Grant me mandou atrás de um tal de Jeff, parece que acharam o esconderijo de erva dele — ela mal terminou de falar e o garoto, aparentemente Jeff, saiu correndo.

Kara olhou nos boxers para ver se não teria mais companhia indesejada e uma vez que teve certeza de que estava realmente sozinha ela trancou a porta e caçou seu telefone na mochila digitando rapidamente o número de Alex que atendeu no segundo toque.

— Aconteceu de novo — falou antes mesmo de ouvir um Oi da irmã. — E foi na frente do Winn, que saiu correndo apavorado. E quando fui atrás dele à senhora Grant me viu e depois quando eu fugi dela acabei esbarrando na Lena e por sinal as duas acham que eu sou a minha tia — despejou os acontecimentos do dia na irmã.

— Eu estou indo te buscar, chego em dez minutos — informou. No fundo o som de um motor podia ser ouvido, o que fez Kara pensar que talvez a irmã já estivesse dirigindo. — Você acha o Winn e me encontra no estacionamento e por Deus tenta não esbarrar em mais ninguém — disse antes de desligar. Kara praguejou baixo quando Alex disse para não se deixar ver.

Como se fosse fácil, pensou irritada. Ela discou o número do melhor amigo e deu graças quando o telefone não tocou dentro da mochila que estava com ela, porém mesmo que Winn estivesse com o celular ele parecia não querer atender.

— Droga Winn! — disse alto. Pegou as bolsas e voltou a correr pelos corredores.

[...]

Ela procurou por quase toda a escola. Desviando de alunos, professores e de Cat Grant e Lena Luthor duas vezes — Kara podia jurar que as duas a estavam caçando. E enquanto corria como uma louca pelos corredores continuava a ligar incessantemente para o moreno que insistia em não atender. Kara estava quase desistindo de achar Winn quando passou em frente à sala de música e ouviu o inconfundível toque de seu celular — Save me, do Remy Zero.

— Winn? — ela atravessou a porta dupla com pressa, o som das portas balançando atrás dela encheu a sala que estaria silenciosa se não fosse pelo toque do celular de Schott.

— Vá embora! — ela escutou a voz do amigo falhar com o grito. Kara se sentiu mal ao notar o medo no tom do garoto.

Winn estava encolhido no fundo da sala, no extremo oposto da única saída do lugar. Ele abraçava as pernas e lentamente balançava para frente e para trás. Em uma de suas mãos ele apertava o aparelho celular com força, como se quisesse esmagá-lo. E de sua garganta escapavam soluços, que eram abafados pelo fato de estar com sua cabeça repousada no joelho.

Kara desligou o telefone e a sala caiu em silêncio. Com a mesma cautela que se deve ter ao se aproximar de um hipogrifo, ela caminhou até Winn. Se abaixando ao lado dele e gentilmente colocando uma de suas mãos nas costas do garoto, que se assustou com o súbito contato — se fosse possível, ele teria se fundido a parede naquele momento.

— Winn — chamou baixo. — Ei, Winn, sou eu. Sou só eu, Kara — tentou tranquilizar o rapaz.

O moreno vagarosamente levantou a cabeça e Kara viu que seus olhos estavam inchados e seu rosto molhado por lágrimas. Honestamente ela não entendia o porquê da reação exagerada do garoto, mas algo dentro dela dizia que não era cem por cento sua culpa, e foi a esse sentimento que ela se agarrou para não se deixar abater ainda mais pela situação do amigo.

— Kara — ele suspirou em alívio. — Eu achei que estava ficando maluco... Eu achei... — murmurou de forma incoerente.

Kara usou o celular para ver o seu reflexo e então notou que tinha voltado ao normal. Mas quando? E dessa vez ela não tinha sentido dores de cabeça, não que estivesse reclamando, porém ela já estava vendo a dor como um sinal de que tinha que correr. Deixando seus questionamentos de lado ela pôs um sorriu fraco no rosto e tentou soar o mais normal possível.

— É claro que sou eu — disse baixo, não queria assustar Winn de novo. — E você não está louco, só foram emoções demais para um dia — tranquilizou o amigo.

— Eu achei que você tinha se transformado... igual ele fica — o garoto continuou.

— Ele? Ele quem? — perguntou preocupada. Embora Winn olhasse em seus olhos, seu olhar parecia distante e confuso.

— Magnus — O moreno sussurrou.

— Magnus? Quem é Magnus?

— Ninguém! — disse apavorado. — Ele não é real — Winn começou a balançar mais rápido e a bater na própria cabeça enquanto repetia "ele não é real".

Se Danvers tinha problemas com dores de cabeça, Winn tinha algo que a mãe dele chamava de "episódios". O primeiro aconteceu depois que o pai dele morrer, no começo o moreno lidou com tudo muito bem até que uma noite sua mãe desceu as escadas e o encontrou falando sozinho.

Depois que ela lhe explicou que ele não podia mais falar com seu pai, nunca mais, ele simplesmente colapsou. Winn se escondeu no banheiro por horas e ficou repetindo "ele se foi" de forma doentia. Schott tinha apenas cinco anos na época e só veio ter outro episódio quando seu cachorro foi atropelado. E agora ali estava ele, tenho um colapso nervoso e Kara não fazia ideia do que fazer.

— Winn, olhe para mim — ela pediu. Colocou suas mãos nos ombros do rapaz fazendo com que ele parasse. — Olhe para mim — pediu outra vez.

Relutante Winn levantou a cabeça e pela primeira vez Kara sentiu que ele estava enxergando-a.

— Eu sou real — a loira afirmou. — Eu, Kara Danvers, sou real e você, Winn Schott, é real e só isso importa — falou com um sorriso.

— Você é real — repetiu. Parecia que tinha acabado de sair de um transe. — Eu sou real... Só isso importa.

— Só isso importa — reafirmou sorrindo. — Agora nós temos que ir, Alex está nos esperando — Kara sabia que o certo seria deixar o amigo onde ele estava, mas não tinha tempo para isso.

— Certo...

[...]

Winn podia ter concordado em ir com Kara, mas suas pernas não. Agora era a sua vez de arrastar o amigo pelos corredores. Alex já havia ligado para havia que os esperava no estacionamento, o problema era que a sala de música onde Winn tinha se entocado era do lado oposto. Então, evidentemente, ela tinha que atravessar toda a extensão da escola sem ser notada e antes que o sinal tocasse em alguns minutos ou o moreno e ela seriam pisoteados.

— Danvers! — ela ouviu seu nome ser chamado em coro pela dupla que ela não queria ver no momento, Cat e Lena.

— Sério isso! — resmungou consigo. Ela se virou para ver duas das mulheres mais poderosas que conhecia a encarando de um jeito nada agradável. — Olhe, eu não posso falar agora, será que podemos deixar isso para depois? — perguntou apressada.

— O que houve com o Winn? — Lena perguntou abismada ao ver o garoto pálido praticamente pendurado nas costas de Kara.

— A equipe dele no League of Legends foi massacrada e saqueada e sei lá mais o quê — disse em alarde como se fosse a pior coisa do mundo, embora tivesse certeza que estava passando bem longe da realidade do jogo. — O coitado ficou arrasado como podem ver, por isso tenho que levá-lo para casa — disse dando alguns passos para trás. Ela duvidava que umas das duas corressem atrás dela, porém queria colocar uma distância segura entre elas caso isso acontecesse.

— Nenhum dos dois vai a lugar algum — Cat disse em um tom tão firme que fez espinha de Kara gelar. Ela deu alguns passou em direção a Kara que continuava a se afastar. — E se você der mais algum passo, ficará em detenção o resto do ano — Kara estacou na hora.

— Danvers, o que está acontecendo? — foi Lena quem perguntou. — Primeiro Winn te arrasta com dores de minha classe e agora você arrasta Winn catatônico? Sem falar da sua tia que estava correndo pelos corredores e me disse que você está se contorcendo de dor esperando por ela no carro — a morena falou com uma seriedade que assustou Kara.

Ela sabia que as duas tinham conversado sobre ela e a tia, e elas também deveriam ter ido até a enfermaria e recebido à informação que Kara nem passará por lá. Rapidamente a garota repassou na cabeça tudo o que tinha dito quando era Linda e se agradeceu internamente por não ter divergências nas histórias ditas para cada uma das mulheres.

— Eu estava morrendo de dores. Mais do que morrendo, estava praticamente entrando em coma. Mas aí passou, eu estou bem, mais que bem, estou ótima. Entrando agora é Winn que não está bem e por isso nós, tia Linda e eu, vamos levá-lo para casa — falou apressada, nervosa e atropelado as palavras. — Mas não precisamos se procurar conosco, vamos ficar bem. Só vamos para casa, aproveitar o natal com a família. Tomar muita eggnog e comer rabanada — desconversou recomeçando a andar.

— Estamos em outubro — as duas lembram.

— Melhor ainda, porque assim podemos pedir doces — exclamou com falsa felicidade.

— Kara, o que está havendo? — Cat finalmente perguntou. A loira engoliu em seco quando a diretora acertou seu nome. — Você está mais estranha do que o normal e isso para você é um grande feito.

— Nada, não está acontecendo nada. Exceto que Winn e eu precisamos sair mais cedo — Kara estava exatamente em ao lado da porta de saída, através dos vidros da mesma ela pode ver a camionete preta de Alex estacionada ao longo da calçada. Ela só precisa de uma distração para poder correr sem ser pega, e a distração veio como o som estridente do sinal anunciando o fim de mais uma aula. — Senhoras, foi um prazer conversar com vocês, mas agora eu tenho que ir. Feliz Páscoa! — gritou antes de correr para a porta.

Mesmo que Luthor ou Grant fosse atrás dela, o corredor se encheu de alunos antes que elas pudessem assimilar que Kara havia escapado delas. Só o que as duas mulheres viram foi à loirinha colando Winn no banco de trás de uma camionete e sumir dentro na mesma e logo após viram o veículo negros desaparecer rua acima.

As duas se entre olharam concordando que teriam de falar com Kara o mais rápido possível e então foram cada uma para sua sala.



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