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História Arlequina! - Capítulo 49


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Capítulo 49 - Amor ou amizade?


Fanfic / Fanfiction Arlequina! - Capítulo 49 - Amor ou amizade?

Narração Normal.

—Que Linda manhã. O sol está brilhando, os pássaros estão cantando. — Oswald suspira, sentando-se mesa. — Dizem que a sorte favorece os corajosos. Eles têm esse ditado em seu país, Olga? — Perguntou para a empregada que está lhe servindo.

—Ya ne ponimayu (Eu não entendo). — A mulher respondeu.

Oswald sorriu:

—Não faço a mínima ideia do que acabou de dizer.

—Vash zavtrak gotov (Seu café da manhã está pronto).

—Não importa. O importante é que eu encontrei alguém. — E o sorriso dele morre. — De que adianta o amor se é unilateral? Não tenho escolha a não ser confessar meus sentimentos a Ed.

—Da.

—Agora isso eu entendo. Isso significa "sim". Minha mãe me ensinou. Ela costumava me dizer: "A vida só lhe dá um amor verdadeiro, Oswald. Quando você encontrar, corra para ele". Então é isso que eu vou fazer. Também vou inscrever você em um curso de inglês. Você realmente deveria aprender o idioma se quiser trabalhar aqui.

A mulher revirou os olhos e se retirou.

—Acho que ela ficou ofendida. —Arlequina estava sentada na outra ponta da mesa, comendo torradas. — Sabe, eu ainda não entendi, por que me chamou aqui?

Oswald sorriu para ela:

—Bem, quem melhor para me dar conselhos do que uma minha melhor amiga?

Pelas estatísticas, ela era a única amiga, mas não quis incomodá-lo com esse fato:

—Conselhos? Eu? Bateu com a cabeça?

—Você conhece o Ed a mais tempo que eu. Além disso, vocês também são amigos, não são?

—Eu não acho que estejamos tão próximos assim, Ozzy. — Verdade seja dita, apesar de terem colaborado no esquema do The Sirens, eles não se falaram após o ocorrido. — E você não precisa do meu conselho, acabou de se dar um, vá e conte a ele.

Cobblepot fez bico:

—Não é tão simples. Eu nunca fui bom com relacionamentos.

—Eu não sou muito melhor. — Queen cruzou os braços e colocou os pés em cima da mesa, apesar da careta de seu anfitrião. — O primeiro cara que eu gostei, e ainda gosto, é a fim da minha melhor amiga, o segundo morreu e o terceiro decidiu sumir do mapa.

—Mas você conseguiu fazer mais progresso que eu. — Oswald se levantou. — Bem, não importa, eu vou me trocar, aproveite o café. — Ele saiu cantarolando.

Josie piscou, claramente eles têm definições diferentes sobre fazer progresso.

—Oh Deus... — Uma voz conhecida a fez sorrir.

—E por falar no diabo. —Arlequina virou a cabeça com um sorriso de orelha a orelha. — Oi, Ed! — Ela notou a papelada na mão dele. — Oswald foi trocar de roupa. — Avisou.

—O que você está fazendo aqui?

—Não te contaram? O prefeito me chamou para o café. — Tomou um gole de suco.

—Sei — O rapaz analisou a mesa. — E sobre o que conversaram?

—Assuntos políticos, meu caro Edward. Sabe como é.

—Hunrum, claro. — Nygma rebateu em tom de deboche enquanto se aproximava.

—Aw, papai, para, não faça essa carinha.

Edward estremeceu:

—Achei que tinha parado com esses apelidos.

—E por que eu faria isso? Oh! — A garota se inclinou sobre ele, ou pelo menos tentou, a diferença de altura fiava bem evidente. — Isso te incomoda?

—O oposto. — Ele podia sentir a respiração dela.

Arlequina sorriu de lado, eles estavam tão próximos, e seria muito fácil abraçar a amizade colorida e tirar um pedacinho de Nygma, entretanto, ela respeitava os sentimentos Oswald.

—Você é engraçado. — Queen se afastou antes que o rapaz pudesse fechar a distância entre eles. — A gente se esbarra. — E saiu andando.

Ed suspirou, ele tinha ficado um pouco empolgado com a ideia de beijá-la ali mesmo, e de fazer outras coisas em cima daquela mesa espaçosa, mas talvez fosse só a carência falando.

Ele precisava ocupar a cabeça.

A cena muda e podemos vê-lo carimbando algo:

—Estes vão diretamente para a secretaria da cidade. — Entregou os papeis para a mulher loira ao seu lado, provavelmente sua secretaria. —  E isto... — Pegou, o que parecia ser uma caixa de sapatos, com todo o cuidado e depositou nas mãos dela. — Deixe na casa de Nicky the Nail. Bata duas vezes. Acenda e depois corra.

—Ok. — A mulher se retirou com o pacote suspeito.

Edward volta ao trabalho, mas antes que possa pensar, a porta se abre e Oswald entra deixando Nygma animado:

—Bom dia, prefeito Cobblepot.

—Bom dia para você, meu chefe de gabinete.

—Aqui estão seus horários para o dia. Isso cobre seus deveres como prefeito, e isso como chefão do submundo. — Entrega a papelada para Oswald.

—Você realmente está se adaptando ao seu papel aqui, não é, Ed?

—E ainda tenho muito a aprender com você. Ah ... — Ele limpa a garganta. — Não consegui nada rastreando Butch. De alguma forma, aquele gorila de uma mão conseguiu desaparecer. Suspeito que ele esteja se escondendo com sua antiga equipe. Sinto muito por decepcioná-lo.

Cobblepot piscou:

—Você não fez nada do tipo. Eu estaria perdido sem você.  — Tal afirmação colocou um sorriso no rosto de Edward Nygma. — De fato, hum ... há algo que preciso lhe contar. Algo muito importante.

—O que foi, Oswald? — O outro ficou sério.

Cobblepot abriu a boca para falar mas não importava o quanto se esforçasse, não conseguia destravar a língua e dizer as palavras certas:

—Quer saber? — Começou — Eu esqueci. —  Riu nervosamente, acovardando-se. — Escapou da minha cabeça, assim. Você não odeia quando isso acontece?

—Isso nunca acontece comigo.

—Quer saber? Eu acredito nisso. — Afinal, aquele era Edward Nygma. — Então, para onde vamos primeiro?

—EMEF 134. Você vai conhecer a escola. A imprensa estará lá, então é melhor irmos em frente. — Ed passou por ele.

—Ótimo. — Oswald começou de forma sarcástica. — Eu amo crianças — Ele limpa a garganta e segue seu amigo.

A cena muda e vemos Josie andando pela cidade em total tédio, ela para em frente a uma loja de roupas e olha algumas peças na vitrine.

—Hum — Havias umas peças interessantes. — Por que não?

A loja era um pouco sombria, não havia muita iluminação, mas ainda era possível ver as peças coloridas.

—Posso ajudar? — Uma mulher s aproximou de Queen, ela tinha longos cabelos negros, pele em tom de caramelo escuro e olhos castanhos. — Sou Queenie, dona da loja.

—Você teria alguns desses conjuntos em preto e vermelho?

—Na verdade não — A resposta fez Arlequina murchar. — Mas posso fazer especialmente para você.

Josie franziu o cenho:

—E quanto isso vai custar, exatamente?

—Nada, na verdade.

—O que? — Parecia bom demais para ser verdade.

—Os negócios não estão rendendo, mas se alguém popular, como a Arlequina, usar minhas roupas, talvez a mesa vire, não é? — Queenie deu um sorriso.

E é claro que Queen não poderia recusar, tudo é uma questão de divulgação, não é mesmo?

Enquanto isso, o atual prefeito de Gotham estava realizando as visitas nas escolas...

—Quantas a mais temos para visitar? — Oswald sussurrou para Ed conforme entravam na sala.

—Passaremos por doze prédios.

Os olhos do Pinguim se arregalaram:

—Doze?

—Hunrum.

—Não precisamos ver todas as salas, precisamos?

—O prefeito James costumava ler para as crianças. — A diretora se aproximou deles fazendo-os mudar o tópico da conversa.

—Aubrey James é analfabeto, senhora. — Oswald sorriu. — Está bem documentado.

—Talvez devêssemos seguir em frente.

—O que há de errado com aquele garoto lá? — Ele apontou para o jovem sentado sozinho, afastados dos demais grupos.

—Esse é o Luke. Ele é novo aqui.  

Cobblepot começou a ir em direção a criança:

—Olá Luke. Sou o prefeito Cobblepot. Por que você não está brincando com as outras crianças?

O garotinho o olhou incerto:

—E se eles não gostarem de mim?

—Bem, como você vai saber se não tentar? — Se aproximou um pouco mais e falou  em voz baixa. — E se eles não gostarem de você, espere até que se virem de costas e empurre-os pelas escadas.

Os dois trocam uma risadinha e Luke decide se juntar aos outros, o que fez Ed ficar impressionado.

—O rapaz precisava de um empurrão. — Oswald riu da expressão dele. — Isso é tudo.

—Continuo admirando você, Oswald.

Aquelas palavras fizeram o coração de Oswald pular:

—Ed. Há algo que eu gostaria de discutir em um ambiente mais privado. Vamos jantar na mansão, às 20:00?

Ed deu de ombros:

—Vou pegar uma boa garrafa de vinho para nós.

De volta a loja de roupas, Queen se olhava no espelho, ela estava usando um suéter vermelho, com uma saia preta, e seu cabelo não estava mais preso em marias-chiquinhas.

—Você usa muito preto e vermelho, não é? — Queenie observou. — Já pensou em trocar essa paleta?

—Honestamente, não.  Sangue se camufla no Vermelho e não mancha no preto.

—Então é uma estratégia?

—É um estilo de vida. Acho que vou ficar com esse conjunto.

Pouco depois, vemos Queen saindo da loja com uma sacola nas mãos, ela passa por um homem e este para e se vira para olhá-la, como se estivesse checando algo:

—Arlequina?

—Talvez. — Queen para e se vira com um sorriso no rosto. — Quem está perguntando?

—O-oh, que cabeça a minha, eu sou Dwight, Dwight Pollard. — Ele se aproximou um pouco. —Eu sou um grande fã...

—Meu?

—De Jerome.

—Ah, eu passo! — A garota deu meia volta.

—Mas, espera, eu tenho que dizer... — Dwight é interrompido.

—Não, não tem. Nem deve. Jerome está morto, eu já me resignei o fato, está na hora de vocês, fanáticos, fazerem o mesmo. — O telefone ela toca. — Um minuto — Atende. — Arlequina na linha. Ah, é você. — Ela faz uma careta. — Espera, precisa de mim para fazer o que? — E volta a andar ignorando Pollard.

Mas essa não seria a última aparição dele.

O cenário muda, estamos em uma atmosfera mais acolhedora, iluminação baixa vinda da lareira ao fundo, música suave, com Oswald arrumado e sorridente na ponta de uma mesa farta:

—Ed. Um homem chega a uma encruzilhada em sua vida e precisa fazer uma escolha. Ele escolhe segurança e covardia ou escolhe coragem e arrisca tudo? Eu escolho coragem. O que estou tentando dizer é ... — Limpa a garganta. — O que eu queria dizer o dia inteiro é ... Eu te amo.

—Tá, diz isso ai — Arlequina o piscava na outra ponta da mesa. — Posso ao menos comer alma coisa?

—Argh! — Oswald suspira.

—Eu não acredito que você me chamou aqui para isso.

—Talvez você não entenda o quão difícil é para alguém como eu fazer isso.

A outra revirou olhos e se levantou:

—Bobagem querido — Se aproximou dele colocando a mão em seu ombro. — Você vai se sair bem, é normal sentir inseguro, mas se focar nisso só vai se atrapalhar mais.

—Obrigado. — Ele sorriu.

—De nada...agora, posso ficar com aquela torta? — Apontou para a comida.

Cobblepot revirou os olhos:

—Leva.

—Obrigadinha! — A garota saltitou e pegou a torta. — Boa sorte, Ozzy! — Ela sorriu e saiu andando.

Na verdade, Queen não tinha muita certeza se isso ia dar certo, afinal, ela nunca viu Edward interessado em homens, mas não descartou a possibilidade. Por falar nele, Nygma estava, no que parecia ser uma loja de bebidas.

Quando uma mulher loira para ao lado dele, apenas a poucos metros de distância:

 

—Impossível escolher a garrafa perfeita, não é?

—Bem, tudo depende da região e do vintage. Claro, você deve considerar o emparelhamento de vinhos. — Ele a olha e seus olhos se arregalam ao ver o rosto de sua falecida namorada. — Sra. Kringle?

Mas não era ela:

—Não, não. Meu nome é Isabella. Desculpe incomodá-lo, normalmente não falo com pessoas. — Ela se virou.

—Não, não por favor. — Ele fala fazendo-a parar. — Há... Não precisa se desculpar. Você me lembra alguém que eu conhecia. A muito tempo atrás. — Ed volta a olhar para a garra de vinho.

Isabella sorri e decide se aproximar:

—Você luta para me recuperar. Quando estou perdido ... você luta para me obter. O que eu sou?

Nygma olha para ela surpreso:

—Tempo. — Sorri. — Eu sou o Edward. Edward Nygma.

Em um dos becos de Gotham, Queen parece estar fazendo bom proveito da sua torta, dividindo-a com mais duas crianças de rua.

—Hum? — O telefone dela toca e ela se afasta dos outros para atender.  — Arlequina na linha.

—Arlequina? — A voz de Jim saiu do outro lado da linha.

—Jimmy! Qual é a boa? — Ela sorriu.

—Quanto você quer pela cabeça de Jervis Tetch?

A menina arqueou uma sobrancelha e virou a cabeça para o lado, com seu enorme sorriso bizarro.

♦♠ ♥ ♣


Notas Finais


Obrigada pelos novos favoritos, e pelos comentários.
Bjs.


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