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História Arlequina! - Capítulo 55


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Capítulo 55 - Fantasmas


Fanfic / Fanfiction Arlequina! - Capítulo 55 - Fantasmas

Narração Normal.

Arlequina estava no The Sirens, ela se permitiu beber um copo ou dois. Ela já havia se resignado ao fato de que Edward era um gênio, uma mente brilhante, fantasiosa e distorcida, que não precisaria de sua ajuda, ainda. Ele criou um plano para acabar com a reputação de Oswald, só precisaria entrar em contato com uma das antigas experiencias do Dr. Strange, Basil Karlo, e violar uma sepultura, algo que Barbara e os outros poderiam resolver.

—Uma dose — Victor Zsasz sentou-se ao lado dela. — Hum? — Mas demorou meio minuto para notar sua presença. — Oh! Arlequina? — Sorriu.

—E aí, Zsasz. — A outra saudou com o mínimo de interesse.

—Você está diferente. Quase não te reconheci.

Outro motivo para o qual Josie se permitiu beber, Barbara a havia convencido a descolorir o cabelo, até se ofereceu para o serviço, e apesar de relutar um pouco, Queen acabou aceitando.

Grande erro.

—É, eu descolori. — Ela falou sem ânimo.

Não que loiro fosse uma cor ruim, mas ainda parecia sem graça, sem mencionar que ela não estava maquiada.

Tabitha sugeriu mechas, mas com o plano para derrotar Oswald em ação, tiveram que fazer uma pausa, então, por hora, era seguro dizer que era Josette Queen ali, não Arlequina.

—Ficou diferente. — Victor pegou uma mecha dourada, o que a fez franzir o cenho. — Não parece você.

—Argh! — A menina deixou a cabeça despencar no balcão duro dramaticamente.

—De qualquer forma, você tem visto Jim Gordon por aí?

—Não, por quê?

—Não ta sabendo? Ele matou o filho do Falcone.

—Ele fez o que? — Josie levantou a cabeça, o queixo caído.

—Agora eu preciso dar um recado a ele, não que eu gostasse do Mario, mas sabe o que acontece quando meche com a família Falcone. — Victor tomou sua bebida em um gole e se levantou. —  Bom, é melhor eu ir.

A menina acenou com a cabeça lentamente processando tudo, enquanto Zsasz desaparecia pela saída.

A cena muda para Oswald atravessando uma porta giratória, ele coloca a mão no bolso e tira o celular, discando o número de Edward:

—Aqui é o Edward. Deixe seu recado. Ou não. Realmente não importa. — A secretaria eletrônica emite um sinal sonoro.

—Ei! — Uma mulher bonita, cabelos escuros amarrados em um rabo de cavalo, blusa social em tom de vinho tinto, saia listrada preta e branca, com um batom vermelho chamativo, se aproximou dele animadamente.

—O que? — Cobblepot questiona guardando o celular.

—Prefeito, a imprensa se reuniu na sala de conferências. Eles estão solicitando sua presença.

—A imprensa? Por quê?

—Os números mais recentes chegaram.

—Muito bem. — O rapaz puxou a respiração e entregou sua bengala a ela. — Hora de enfrentar os eleitores.

Ao entrar na sala de conferências, Oswald foi recebido com flashes e aplausos. Com um sorriso no rosto, ele caminhou até a outra ponta da sala, com a mocinha de vermelho logo atrás:

—Eles subiram muito. — A mesma continua. — Sem precedentes. Sim, os empregos estão em alta, o mercado está em alta. O crime diminuiu. Você conseguiu. Aproveite o momento, senhor.

—Desculpe, estou passando. Com licença. — Um homem loiro cortou caminho entre os jornalistas e se posicionou ao lado de Oswald. — Aplausos bem merecidos, Sr. Prefeito. Acho que precisamos lucrar com essas boas notícias imediatamente.

—Você é um sujeito inteligente, Tarquin, mas ... — Cobblepot fez uma curta pausa. — Eu queria que Ed estivesse aqui.

—Meu único trabalho como Chefe de Gabinete interino é atendê-lo exatamente com o mesmo zelo e inteligência que o Sr. Nygma faria. — Tarquin tomou a frente. — Muito obrigado a todos por terem vindo. Obrigado a todos. Bob, prazer em vê-lo. Bill, tome cuidado. — Espantou os jornalistas da sala, e uma vez sozinho com o prefeito, Tarquin continuou. — Margaret Hearst. Conhece ela?

—Claro. — Oswald deu de ombros.

—Quando vi esses números chegar, pensei: quem melhor para nos ajudar a capitalizar isso do que Margaret Hearst? A cidade inteira ... não, o país inteiro ... assiste o show dela. Ela pode levá-lo a um nível totalmente novo. Solidificar seu legado em escala nacional.

—"Escala nacional"?

—Ela está no meu escritório e está louca para conhecê-lo. Recuse-a agora, ela não voltará, tipo ... nunca. O que você diz?

O outro sorriu:

—Como está meu cabelo?

Enquanto isso, James Gordon estava retornando para seu apartamento quando seu telefone tocou:

—Alo?

—Você atirou no filho do Falcone, Jimmy?! — Queen gritou do outro lado da linha.

—Precisa gritar? — Jim reclamou. — Além disso, ele estava infectado com o mesmo vírus do Barnes. —Ele abre a porta da frente e entra em casa. — Como soube disso?

—Zsasz está te procurando.

—Espera, Victor Zsasz? — Jim escuta um barulho vindo da sua cozinha. — Tenho que desligar. — Ele não espera resposta, guarda o aparelho e puxa a pistola.

Para sua surpresa, ou talvez nem tanto, era Victor atacando sua geladeira:

—Espero que você não se importe. — Zsasz começou enquanto bebia o leite da garrafa. — Eu fui me servindo.

—Hum...O que você quer?

—Estou aqui como mensageiro.

—Ok, estou ouvindo.

—Você fez bobagem, Jim. Matou o filho do Don. Ele está irado. Eu nunca o vi assim antes.

—Eu quero falar com ele

—Oh, não, sem chance. É apenas uma questão de tempo até ele pedir para... por uma bala na sua cabeça.

—Então tenta.

—Eu não ... tento. E eu nunca paro. Você não vai me ver chegando. E você não sentirá nada. Se não tivermos a chance de conversar antes, foi muito legal ter conhecido você. É um bom policial. — Victor se prepara para sair, mas faz uma pausa. — Aliás, belo tiro no Mario. Eu nunca gostei dele. — E assim ele deixa o apartamento.

Jim suspirou, sabia que isso aconteceria, mas não podia dizer que estava totalmente arrependido de ter atirado no filho do Falcone.

—Hum? — Ele sentiu o celular vibrando. — Alo?

—Jim, poderia vir aqui um minuto? — Era Lucius. — Tem algo que precisa ver. Ah, e traga o Harvey.

—Certo. — Gordon desligou. 

As ameaças podiam esperar, ele tinha que trabalhar.

—Prefeito, esta ... é a Srta. Hearst. — Longe dali, na prefeitura, Tarquin apresentava Oswald para a mulher que poderia engajar sua carreira.

—Talvez você tenha realmente encontrado sua vocação no cargo, Sr. Cobblepot. — Margaret Hearst era uma jornalista de longa data, por assim dizer, as rugas ainda estavam lá apesar dos possíveis esforços com a maquiagem, o cabelo loiro curto em um penteado retro, tinha alguns fios brancos e cinzas, mas em geral, ela parecia bem. — Ou talvez ... você apenas saiba como mostrar às pessoas apenas o que elas querem ver. De qualquer maneira, pretendo entrar na sua cabeça e compartilhar o que descobrir com os cidadãos de Gotham. Isso te intimida?

Oswald reviras os olhos e zomba:

—Por favor.

—Então acho que a entrevista exclusiva deve acontecer aqui, na prefeitura, nesta sexta-feira, ao vivo.

—Na verdade, eu preferiria fazê-la em casa e ...

—Uh, uh, uh, uh. Nesta sexta-feira ou nunca mais. — Ela ficou frente a frente com ele. — Serei honesta com você, Sr. Prefeito. Eu não sou sua fã. Mas vou me conter. Meu público espera a verdade e eu darei a eles.

—A verdade está nos meus números, Srta. Hearst.

—Então, fica marcado para sexta-feira. Gotham verá o prefeito ... como ele realmente é. — Margaret deu um sorriso falso e seguiu rumo a saída.

—Pesquise a fundo. Não tenho nada a esconder! — Oswald gritou para ela.

Ele a observou ir com uma careta, porém, a expressão azeda transformou-se em choque e descrença quando Oswald viu a face seu falecido pai em meio aos convidados. Piscando algumas vezes, ele caminhou na direção de Elijah, mas o dito cujo desapareceu no meio das pessoas.

—Melanie Blake. — Enquanto isso, Lucius apresentava um cadáver, cheio de queimaduras, para nossos detetives favoritos. — Encontrada vagando pelos trilhos do trem ontem à noite em estado de nudez. Ela entrou em colapso logo depois e morreu na ambulância de parada cardíaca. Em algum momento antes de sua aparição nos trilhos, alguém aplicou uma forte descarga elétrica nela. Considerando a extensão das queimaduras, acho que literalmente milhares de volts foram passados ​​por essa pobre garota.

—Tortura? — Harvey pergunta.

—Talvez.

—Ela disse alguma coisa antes de morrer?

—Não.

Gordon notou alguns ferimentos extras no pescoço da jovem:

—Ela foi ... esfaqueada também?

—Melanie foi esfaqueada há três dias pelo namorado. Ela foi declarada morta na ambulância.

—Espera, o que? — Bullock piscou.

—Dois dias atrás, essa garota foi levada para o necrotério, morta.

—E ontem à noite, ela estava andando pelos trilhos do trem depois de ter sido atingida por 10.000 volts na cabeça? Ninguém morre mais em Gotham? — Harvey colocou a mão na cintura.

—É possível que ela estivesse realmente morta e saísse do necrotério? — Jim pergunta.

Fox ri:

—Hoje em dia não digo mais impossível. Eu digo improvável.

Os detetives se olham e Jim dá de ombros:

—Necrotério?

—Não é um necrotério, é um motel. — Bullock reclama.

A dupla sai da sala, com Fox logo atrás, e descem as escadas indo parar no hall da delegacia, eles estão prestes a sair quando Leslie Thompkins aparece, com dois policiais atrás de si:

—Harvey! — Ao ouvir a voz dela, os dois param de andar e Jim arregala os olhos. — Como capitão interino, exijo que prenda o detetive Gordon pelo assassinato de meu marido.

—Lee ... por favor. — Gordon pede.

—Por favor? Por favor, o que?! Você não tinha que matá-lo.

Lucius decide intervir:

—Dr. Thompkins, se eu puder, seu marido tomou uma droga que ... — Mas é interrompido por Lee.

—Nathaniel Barnes foi infectado com o mesmo vírus. E ele está vivo. Jim poupou sua vida. E, no entanto, ele matou Mario no dia do nosso casamento. — A morena se aproxima de Gordon com um olhar de desprezo. — Você é o verdadeiro vírus, Jim. Você penetra na vida das pessoas até destruí-las. Isso ainda não acabou. — E se retira com passos pesados.

Jim suspira.

—Gente, ela tá irritada. — Uma garota loira surge detrás dos dois policiais que trouxeram Lee, e abre caminho até os detetives.

—E você é? — Bullock questiona ao se aproximar.

—É sério isso? — A menina pisca em descrença e Jim arqueia a sobrancelha fazendo-a suspirar. — Argh, sou eu, Arlequina.

—Não, não é. — Harvey zomba. — Eu conheço Arlequina, ta legal, somos os melhores amigos dela.

Hunrum, claro.

—Detetives, aqui está o endereço. — Lucius se aproxima com um papel e acena para a garota. — Senhorita Queen.

—E aí, Foxy. — Ela acenou com um sorriso de orelha a orelha que fez Harvey hesitar.

 —Espera — Bullock se aproximou, analisando o rosto dela, depois pegou um lápis vermelho da mesa ao lado e colocou na frente da boca rosada. — Ih, olha Jim, é a Arlequina mesmo.

A menina bateu a mão na testa.

—Por que a mudança? — Jim pergunta colocando as mãos nos bolsos.

—E por que não? — A loira colocou a mão na cintura.

—Hum, vamos dizer que o loiro era a última cor que poderia pensar.

—Eu ainda vou fazer mechas, tá legal? Só fiz uma pausa por conta do seu problema. Afinal, quem melhor do que euzinha para te ajudar nesse momento?

—Do que ela tá falando? — Harvey questiona ao amigo.

—Te conto no caminho. — Jim acenou para que ambos os seguissem.

A tarde veio chuvosa em Gotham, com direito a ventania e trovões, em certas regiões, parecia o fim do mundo chegando. Bom, se fosse mesmo o fim, Oswald estaria passando seus últimos momentos no sofá, mas quem poderia culpá-lo? Foi um longo dia de trabalho,

Curiosamente, não seria a tempestade que iria acordá-lo e sim o som de algo se estilhaçando. Ofegante, e ainda assustado, Oswald olha em volta em busca do que poderia ter quebrado. Ele acaba por encontrar a placa que havia recebido ao se tornar prefeito no chão, com o vidro quebrado.

Cobblepot pega a placa e olha para o estrago, e de repente, um vulto aparece na entrada da sala, segurando uma vela. O rapaz olha assustado para a imagem de seu falecido pai, de pijama.

—Pai? — Oswald não pode acreditar em seus olhos.

—Ajude-me. — O fantasma pede.

—Meu Deus. — O outro suspira e caminha até ele. — Claro. Como?

—Ele não é confiável.

—Quem?

Um trovão violento cai e um clarão cega Oswald por alguns segundos, quando ele abre os olhos novamente, Elijah já não está mais lá.

Antes que possa questionar qualquer coisa, alguém bate na porta principal.

—Desculpe incomodá-lo tão tarde, Sr. Prefeito. — São dois oficiais.

—O que foi? — Oswald pergunta.

—Alguém invadiu o cemitério e desenterrou os restos mortais de seu pai.

O queixo de Cobblepot cai.

—Diz aí, que necrotério é esse que fica no fim do mundo? — Arlequina reclamou quando Harvey estacionou o carro.

—A culpa foi da tempestade que nos atrasou. — Ele rebateu.

—De qualquer forma, chegamos. — Jim tirou o cinto e foi o primeiro a descer do carro.

Seus amigos o imitaram, contudo, assim que poso n pé para na rua, Queen sentiu seu celular vibrar. Ela pegou o aparelho e fez uma careta:

—Se importam de irem na frente? Tenho que atender.

—Beleza, a gente se encontra depois. — Jim concordou.

Uma vez que ele e Bullock seguiram para o prédio, Josie atendeu:

—Essa não é uma boa hora, Edward.

—O quer me faz questionar, onde você está?

—Trabalhando. — Não era uma mentira, mas também não era a verdade. — Por que? Algum problema.

—Na verdade, está tudo ocorrendo como o planejado...

Enquanto isso, os detetives adentram o necrotério e buscam o responsável:

—Polícia de Gotham!

Ao ouvir isso, o homem que estava sentado se levanta de supetão e vai recebê-los.

—Você é quem toma conta daqui a noite, senhor ... — Jim lê o crachá. — Pollard?

—Dwight, por favor. — Dwight o cumprimenta. — Sou. Alguma coisa errada?

—Só se você chamar de errado pessoas mortas saírem daqui. — Harvey responde.

—O que?

—Melanie Blake. — Gordon começa. — Ela esteve aqui há dois dias.

—Sim. — Dwight remexeu em um papeis. — Vítima de esfaqueamento. Gaveta 12. — Ele foi até os armários onde os cadáveres ficavam e abriu um, puxando a esteira vazia. — Isso não está certo.

—Isso porque ela está na sala do legista, morta de novo. — Harvey fala.

—O que?

—Você tem alguma câmera de segurança aqui? Guardas? — Gordon olha em volta.

—Não, não precisamos deles. Nada acontece aqui.

Eles ouvem uma batida alta e se viram para ver o faxineiro limpando no fim do corredor:

—Boa noite. — O home fala.

—Já pode fechar — Harvey acena para Dwight e a gaveta e este obedece. — Tudo bem, Jim? — Bullock se aproxima do amigo.

Jim acena com a cabeça e dá mais uma olhada em volta das coisas de Dwight, ele vê uma mochila e, curiosamente, há uma decoração peculiar, um adesivo branco, redondo, onde foram desenhados dois olhos e um sorriso composto por Há Há Há em vermelho.

—Quer falar alguma coisa? — A voz de Harvey traz Gordon de volta.

—Não. — Puxa Bullock em direção a saída. — Vamos ficar por aqui. Ver aonde esse Dwight nos leva. — Ele dá uma última olhada por cima do ombro onde pode ver Pollard caminhando para o corredor oposto.

Uma vez fora do prédio, a dupla se dirige para o carro, onde podem ver Queen sentada no capo:

—Eu já disse que você é um gênio, — Ela percebe a aproximação deles. — E eu tenho que ir, até depois. — Desliga.

—Aí, desce do meu capô maluquinha. — Bullock reclama.

—Foram rápidos.

—Na verdade nós ainda não terminamos. — Jim entrou no carro. — Vamos mandar uma chamada para a central baixar a ficha de Dwight Pollard, mas ficaremos de tocaia aqui.

Arlequina piscou, algo clicou em sua cabeça:

—Espera, você disse Dwight? — Ela abriu a porta do veículo.

—Sim, por quê? Conhece?

—Não tenho certeza, mas acho que já ouvi esse nome. — Ela se senta no banco de trás. — O problema é que se não considero importante, eu deleto.

—Então puxe pela memória, pode ser muito útil. — Harvey se juntou a eles.

—A autópsia mostrou que Mario tinha o vírus. — Longe dali Lee falava com seu sogro.

—Mario era meu filho. — Falcone rebate. — Se ele estava doente ou não, isso não me preocupa. Gordon tirou a vida dele.

—O que você vai fazer?

—Eu gostava de Jim Gordon. De certa forma, ele era mais meu filho do que Mario. A vida dele é minha. Essa é a lei natural. Sangue por sangue.

—Eu o odeio! Deus, eu o odeio. Tudo de ruim que aconteceu na minha vida aconteceu por causa dele.

—Se Gordon morrer, é um peso que nós dois teremos que carregar. Estou acostumado a esses encargos. Você não. Ele morrerá pela minha mão, não pela sua. Mas isso é algo com o qual você precisará viver. Acha que consegue?

De volta ao trio maravilha, Harvey estava ao telefone:

—Ok obrigado. — Ele desliga. — Isso está ficando cada vez melhor. Adivinhe onde Dwight Pollard trabalhou antes do necrotério.

—Indian Hill. —Jim responde.

—Como sabia?

—Onde mais em Gotham os mortos são trazidos de volta à vida?

De repente, a porta do necrotério se abre e Dwight sai, falando ao telefone, ele não viu o carro de Bullock, mas Arlequina viu o rosto dele:

—Ih, eu conheço esse cara. — A loira apontou.

—Tem certeza? — Harvey questiona.

—Sim, ele veio atrás de mim. É definitivamente ele.

—Atrás de você? — Jim franziu o cenho. — Por quê?

—Nada importante, ele queria falar alguma coisa sobre Jerome, mas eu o dispensei e...Uh! — A realização veio.

O trio ficou em silencio por um segundo, juntando os pontos:

—Que merda. — Harvey olha para Jim. — Devemos agarrá-lo agora?

—Não, eu quero ver para onde ele está indo.

Queen murchou no banco de trás, torcendo para estar errada.

Jerome não ia voltar, certo?

Dwight fez seu caminho até o velho Paramount, um cabaré que estava a venda há tanto tempo que provavelmente foi esquecido, ele entrou no prédio sem saber que estava sendo seguido. Harvey estacionou em frente ao velho House of Burritos, logo ao lado, e todos desceram do veículo, Jim já com a arma na mão.

O Paramount já deve ter visto dias melhores, havia mofo e poeira, embora alguns móveis estivessem surpreendentemente intactos, tinha pouca iluminação e o palco principal estava rodeado por um grande grupo de pessoas.

Era incrível ninguém ter notado o trio penetra vir por trás.

—Esquisito... — Harvey sussurrou para os outros.

—Mas não é ilegal. —  Jim sussurrou de volta.

—Veremos. —  Queen coçou o nariz.

Eles observam uma figura subir no palco, essa pessoa pega algo e uma lâmpada acende ao seu lado revelando o rosto de Dwight. Ele sorri e pega um microfone conforme a plateia aplaude.

—Mesmo assim — Bullock volta a falar. — Esquisito.

—As pessoas desta cidade são escravas. — Dwight começa. — Hum-hum. Elas acordam todos os dias e vão trabalhar para poderem pagar seus impostos, suas hipotecas. Elas acreditam no que os jornais lhes dizem. Temem o que os políticos os convencem a temer. Veja, estão mentalmente algemadas e, no entanto, não fazem nada a respeito!

—É isso aí! — As pessoas aplaudem.

—Mas havia alguém que entendia. Alguém que falou, que se levantou, para os carcereiros, fantoches. Um homem sem medo. — Dwight apertou um botão.

Entrando em uma espécie de transe, Arlequina levou as mãos a sua pistola, quando viu a face de Jerome no telão improvisado com alguns panos velhos.

—Olá, cidade de Gotham! — Era a velha gravação que Jerome havia feito no dia em que atacou o DPGC, no dia em que a comissaria Essen foi morta. — Somos os Maníacos, e eu sou Jerome, o lider da nossa pequena gangue. Estamos aqui para espalhar uma mensagem de sabedoria e esperança... — É possível ouvir um homem gemendo no fundo do vídeo, então Jerome suspira e atira nele, o que arranca risos da plateia presente no Paramount, o próprio Dwight está gargalhando. — Mas tem gente que não tem respeito. De qualquer forma, vocês são todos prisioneiros...

A partir daí, Queen não ouviu mais, ela esfregou os ouvidos enquanto toda a plateia repetia as palavras do ruivo, era quase como se fosse um roteiro, o qual haviam lido e relido constantemente.

Quando a gravação chegou ao final, as pessoas aplaudiram, riram e assoviaram, era como um pequeno carnaval.

Jim e Harvey se olharam, era hora de interferir, então Gordon ergueu a voz:

—Tá legal, o show acabou! — Ele conseguiu a atenção de todos. — Hora de ir para casa. Polícia de Gotham!

Harvey ergue a pistola e atira no projetor fazendo a multidão se dispersar em várias direções, alguns indo para cima deles.

—Genial Harv. — Arlequina revira os olhos e soca um cara no rosto.

E foi assim que o trio foi abrindo caminho até a porta dos fundos, chutando e socando qualquer um que resolvesse entrar em seu caminho ao invés de sair dali. Para a frustração de Jim, Dwight conseguiu escapar na confusão:

—Estão vendo o Dwight?

—Aquele palhaço deve ser o último a pegar o carro. — Harvey fala.

—Ele tem que parar de trazer os mortos a vida... — Jim pisca aquando vê a figura de Zsasz apontando uma arma para eles nos fundos. — Arlequina!

Queen acena com a cabeça e atira em Zsasz que se desvia enquanto Gordon puxa Bullock para atrás de uns barris.

—Ei, Zsaszinho! — A loira riu.

Victor rosna:

—Isso não tem nada a ver com você, saia enquanto ainda pode.

—Vamos brincar de quem puxa o gatilho mais rápido?

De repente, uma bala passa a poucos centímetros da bochecha dela:

—Eu quero brincar. — Falou uma mulher desconhecida com uma metralhadora, e ela estava acompanhada de mais uma amiga.

—Comparsas, hein? Humpft! Você sempre traz gente demais. — Queen reclamou quando elas começaram a atirar.

Arlequina deu uma serie de mortais se desviando dos tiros, sabe-se lá como, e indo parar dentro do Paramount novamente. Ela estava pensando em pegar Victor pelo outro lado, contudo, surgiu um empecilho:

—Mas o que... — Arlequina reclamou quando sentiu algo atingir seu braço.

Enquanto isso, do lado de fora do velho cabaré, Zsasz e suas companheiras botaram sua atenção nos barris que Jim e Harvey usavam de escudo.

—Essa é uma boa hora para você explicar o que está acontecendo. — Harvey tinha a pistola em mãos.

—É o Victor Zsasz. — Jim respondeu.

—Isso eu já percebi, né? — Bullock atirou e recuou.

—O Falcone quer me ver morto!

—Bom, seria legal se tivesse me contado!

—Não, ele só está atrás de mim. O Zsasz é muito profissional nesse aspecto.

—Hum. — Harvey não se sentiu mais aliviado.

—Estamos encurralados. Alvos fáceis. Eu vou atrair eles, depois a gente se vê!

—Jim, não! — Mas já era tarde.

Gordon correu de seu esconderijo e se arriscou no meio dos tiros, conseguindo escapar por milagre.

Victor bufou:

—Que droga.

O Paramount ficava perto de alguns restaurantes e lanchonetes, então Gordon entrou em um deles, indo parar direto na cozinha:

—Todo mundo para fora! Não é seguro.

—Ei, quem é esse cara? — Um dos funcionários perguntou.

—Vocês são surdos? Saiam daqui!

Quando as parceiras de Zsasz chegaram tirando, as pessoas entraram em pânico, alguns correram, outros se esconderam, Jim se jogou atrás do balcão.

Às vezes, a melhor saída é improvisar, então Gordon chutou um cano que liberou um grande jato de vapor, atraindo a atenção dos inimigos. Elas gastaram bastante balas antes de irem verificar o balcão. Quando estavam bem perto, Jim atirou em uma e socou a outra no rosto, puxando para o outro lado do balcão.

Victor entrou logo em seguida e começou a atirar quando viu a movimentação, o que foi um grande erro, já que ele atingiu uma de suas aliadas ao invés do detetive.

James rolou par o outro lado da sala, se escondendo atrás da parede.

—Isso é inevitável, Jim. Aceite! — O mercenário começa gastando as balas da metralhadora na parede. — Foi uma bela fuga. — Puxa duas pistolas reservas. — Você me surpreende.

De repente, um carrinho de louça sai de trás da parede e se move poucos metros, Victor atira no mesmo, achando que seu alvo o estava usando como cobertura, mas ele estava errado.

Gordon o pegou de surpresa, socando-o no rosto. Os dois se chocam contra o armário mais próximo, Victor pega uma forma e acerta nas costas do outro rapaz, Jim, por sua vez, resiste e dá uma cotovelada em Zsasz, desarmando-o, seguido de uma serie de socos e um chute que o fez parar no chão, nocauteado.

Jim suspira e pega sua arma, ele mira no inimigo e atira, mas não há balas. A pergunta que sempre fica é: Ele sabia disso quando puxou o gatilho? Nunca teremos a resposta.

O detetive deixa o local.

Longe dali, Oswald estava vivendo seu pequeno conto de terror, ele estava sentado perto da lareira, mas estava tremendo. Não era frio. Vez por outra, o jovem Cobblepot se pegava olhando para o retrato de seu pai.

Quando o Pinguim achou que teria uma noite calma, uma melodia começou a ecoar, ele não sabia de onde vinha, mas reconhecia a letra:

—Parabéns pra você... — A voz, no entanto, era muito feminina.

—Quem está aí? — Oswald se levanta de supetão com uma pequena lanterna e caminha lentamente até o outro cômodo. — Pai? — Ele escuta um ruído atrás de si, o rapaz se vira para verificar e mira a lanterna no quadro de Elijah, cujo aspecto pode ser bem assustador em uma noite escura e chuvosa, ironicamente, estava escuro lá fora, e chovia sem medidas, nem prazos. Oswald se vira novamente e dá de cara com o fantasma. — P-pai... C-como posso ajudá-lo? O que eu posso fazer?

—Encontre-me, meu filho.

—Não posso descansar até ser enterrado novamente. Ele não é confiável!

—Quem?

—Isabella está do outro lado conosco. Falando de tramas assassinas. Planos sombrios estão em ação. Não confie nele!

—Em quem?!

—No aniversariante.

Uma luz cega Oswald por alguns segundos e quando volta a abrir os olhos, ele se encontra sozinho novamente.

E já que estamos no clima de terror...

Em Arkham, Lee está conversando com Barnes.

—Você quer saber sobre seu marido. — O antigo capitão do DPGC começa. —  Ele era um maníaco doente? Ele teria matado você? Bem, eu posso lhe dizer isso. Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida. Mais forte. Mais focado. Mesmo agora, posso senti-lo correndo em minhas veias. Restaurando meu corpo...

—Então — Lee o interrompe. — Mario poderia ter levado uma vida normal com isso? Nos daria tempo para encontrar uma cura?  Jim não teria que matá-lo.

—Cura? — O outro zombou. — Este vírus não é uma doença. É o antídoto. É a melhor coisa que já me aconteceu. Eu não preciso de uma cura. Os assassinos, ladrões, estupradores... — Ele ri. — James Gordon é um deles. Quando eu sair daqui ... E confie em mim, eu vou ... Ele será o primeiro que eu vou julgar. Ele e todo o lixo humano que assola essa cidade! — Barnes começou a levantar a voz e a ficar agitado, o suficiente para Lee recuar. — Tudo será julgado, condenado e executado! Vou expurgar Gotham, e os inocentes vão me agradecer! O salvador deles! E seu carrasco.

Leslie se retira da sala apressadamente.

Parece que mais de uma pessoa não iria dormir essa noite.

Quando o dia raiou em Gotham, Oswald estava um caco, ele chegou à prefeitura sem qualquer estado de espírito, ainda perturbado com a visita que recebeu na última noite.

—Sr. prefeito? — A sua assistente o interceptou.

—Se você não estiver trazendo um café forte, ou informações sobre os restos roubados de meu pai, por favor ...vá embora.

—Sim, mas...

Oswald ia rebater, mas uma melodia familiar chegou aos seus ouvidos, ele espiou pela porta e viu uma pequena multidão reunida com Tarquin, cantando parabéns com um bolo.

Era como voltar a noite anterior:

—O aniversariante.  — Cobblepot ofega em realização.

A cena muda para o escritório de Falcone, o qual é invadido por Lee:

—Carmine ... cancele!

O homem apenas arqueia a sobrancelha:

—Por quê?

—Eu fui ver o Barnes. O vírus assumiu completamente o controle. Ele está completamente louco.

—O que faz você querer salvar Gordon?

—Por favor, apenas cancele.

—Você disse que o odiava. Isso não era verdade, era?

—Cancele agora!

—Você fala de ódio e vingança, mas isso é apenas para mascarar o que realmente assusta você. — Falcone se aproxima. — Você ainda ama James Gordon.

A cena muda, estamos de volta a prefeitura, mais especificamente na sala onde será realizada a entrevista entre Margaret Hearst e o atual prefeito.

 

—Onde ele está? — A jornalista pergunta para um dos funcionários. — Estamos quase no ar.

—Estamos procurando por ele.

—Procurem mais.

Eis que Oswald adentra o local, mancando, sem sua bengala:

—Desculpem, estou atrasado. Coisas de prefeito. — Ele dá uma risadinha e vai se sentar na cadeira de frente Margaret.

Um homem da produção traz o microfone lapela:

—Sr. Prefeito, este é um...

—Me dê isso... — Oswald toma o dispositivo em suas mãos sem quase que com brutalidade e o encaixa na roupa.

—Espero que esteja pronto, Sr. Prefeito. — Margaret começa. — O mundo está assistindo.

—E nós estamos prontos em três, dois ... — O diretor sinaliza avisando que o programa começou.

Hearst sorri para a câmera:

—Prefeito Cobblepot, Gotham está desfrutando de um pico histórico de crescimento e prosperidade no emprego, também está passando por um dos períodos mais seguros de sua história. E tenho certeza de que todo mundo está se perguntando: "Como ele fez isso?"

Oswald sorri, mas trava, então ele resolve pegar um copo de água, é possível ver o quanto está tremendo. Ao terminar, Cobblepot limpa boca e nota um pingo de sangue em sua roupa, é pequeno, mas pode ser facilmente visto.

O rapaz ergue a cabeça, coloca a mão sobre a mancha e dá um sorriso para Margareth:

—Ah bem...

♦♠ ♥ ♣


Notas Finais


Como podem ver, começamos as mudanças comesticas.
Jerome está proximo, muito proximo.
Obrigada pelos novos fav.
Bjs.


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