História Armações do Amor - Snamione - Capítulo 21


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger, Personagens Originais, Severo Snape, Ted Lupin
Tags Snamione, Snanger, Ss/hg
Visualizações 80
Palavras 3.910
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Penúltimo Capítulo! Ai, Merlim.... Meu coração já está apertado!

O que dizer? Obrigada para os que chegaram até aqui. Agora é real, estamos quase no fim. Espero que gostem e até o último capítulo...

Por favor, ficaria feliz em saber o que acharam do capítulo de hoje!

Capítulo 21 - Vigésimo Primeiro Capítulo


 Semanas depois

 

Hermione sempre gostou de sua casa bem organizada. E nos últimos tempos parecia tão difícil manter tudo no lugar. Aproveitando que estava sozinha em casa, decidiu que era hora de uma boa arrumação. A bruxa não se importou que já era um pouco tarde.  Ela começaria pelo escritório. Quando Severus estava em casa era tão difícil entrar lá sem que ele a expulsasse.

 

Primeiro, ela começou a colocar os livros que estavam em cima da mesa no lugar. Depois, começou a tirar todo o pó que estava alojado na mobília. Em cima da mesa tinha um pequeno caderno de capa preta. Ela sabia que era do marido, pois ele nunca saia sem aquela agenda.

 

Pensou que dar uma olhadinha não faria mal algum. A princípio ela não notou nada fora do normal, pois existiam algumas anotações de Severus aqui e outras ali. Hermione também notou algumas notas fiscais. No entanto, o que lhe chamou atenção foi um nome de uma mulher, um número de telefone, um número de uma conta bancária e uma data que já havia passado.

 

Ela nunca tinha ouvido falar em Roberta Cohen. Mil perguntas passaram por sua cabeça como para que Severus teria o nome dessa mulher anotado em sua agenda ou para que o número de telefone e da conta. Tudo que se referia aos seus clientes eram tratados por ele no escritório, por isso, ela sabia que aquela agenda não era para esses assuntos.

 

Passando por algumas páginas ela achou notas fiscais de uma cafeteria no centro de Londres. Vários comprovantes de um depósito regular de um valor consideravelmente alto. Ao lado haviam dois pequenos bilhetes escrito a mão.

 

“Sinto muito por sua filha, espero que tudo se resolva para que possamos nos encontrar.

P.S.: Encontrei o lugar perfeito.

Roberta Cohen.”

 

- Não pode ser... – Disse em um sussurro.

 

“Por mais estranho que possa suar, entendi a piada. Merlim, correu tudo bem quando chegou em casa? Acho que abusamos do horário, espero que sua esposa não tenha te matado, pois na sexta-feira nos encontraremos no mesmo horário.

P.S.: Entre uma lingerie azul royal ou uma rose qual você prefere?

Roberta Cohen.“

 

- Desgraçado! – Gritou derrubando tudo que estava na mesa no chão.

 

Vibrações nervosas entraram em erupção no meu estômago. Isso não podia estar acontecendo.  Ela nunca pensou que ele poderia quebrar seu coração. Mas agora lá estava ela soluçando de tanto chorar.

 

- Não existe outra explicação plausível para isso. Como pôde fazer isso? - Ela estava tentando piscar e as lágrimas que estavam surgindo. – Covarde! Meu marido é um covarde. Ele decidiu me enganar. Se ele sentiu que não queria mais estar comigo, então deveria ter dito algo.  Mas não, em vez de ser honesto ele preferiu esfaquear-me pelas costas.

 

Em seu olhos tinha uma expressão dolorida.

 

Ela o amava, tão absolutamente, tão completamente. Um amor puro, uma paixão febril que fazia arder de dentro para fora.  Ela havia lhe dado tudo de mais precioso. Seu coração, sua alma. Duas filhas lindas. Por que ele havia feito aquilo?

 

Depois de tantos anos de dedicação. Ela devia ter desconfiado que ele estava mentindo quando entrou na cama aquelas muitas noites jurando que estava trabalhando até tarde.

 

Ela suspirou, e as lembranças de tudo que passaram juntos fluíram por sua mente. Hermione fechou os olhos para poder ver melhor as imagens que dançavam em sua mente. Era principalmente as pequenas coisas estúpidas que ela lembrava melhor. Eram tantas lembranças, lembranças que por anos a fizeram sorrir, estavam lhe causando dor. 

 

O relógio atrás de Hermione soou e ela afastou-se de sua mesa, estendendo as mãos para o rosto.  Eram quase onze horas da noite e ele ainda não tinha chegado. Certamente estava com ela.

 

Hermione agora estava tremula.

 

Ela colocou a maldita agenda de volta, recuperou o resto da dignidade que lhe restou e saiu dali.

 

(...)

 

Eileen estava sentada no escritório do boticário, Severus e ela estavam em um impasse. Ele estava de pé em frente a ela, com os braços teimosamente cruzados sobre o peito firmemente se recusando a deixá-la ficar para ajudá-lo.

 

- Severus, você realmente quer que eu vá embora tão cedo? – Sua mãe lhe indagou, tentando reunir o máximo de paciência possível, sentindo como se estivesse lidando com uma criança de 5 anos que ela tinha acabado de negar doces.

 

- Sim. - Ele respondeu rigidamente, seus olhos de obsidiana perfurando os dela, recusando-se a recuar. – Não está tão cedo como a senhora está alegando.

 

- Mas Halley e eu podemos lhe ajudar! - Ela lamentou, irritada por ele estar se recusando a ver a razão.

 

- Esse ponto discutível. Depende da definição do que é ajuda para vocês. - Severus respondeu suavemente. – A Helena eu já mandei embora já que bagunça mais do que ajuda.

 

Eileen deu um suspiro que provavelmente poderia ser ouvido do lado de fora da loja, lutando contra a vontade de jogar sua varinha em seu filho.

 

- Certo e Halley e eu? Qual a desculpa? – Ela o questionou.

 

- A senhora deve chegar em casa para tranquilizar sua nora antes que ela venha até aqui e a Halley precisa estar bem, pois tem compromisso com a mãe pela manhã.

 

- Tudo bem. – Eileen admitiu lembrando-se que Hermione deveria estar em casa pensando o pior. – Daqui a cinco minutos irei. Só preciso terminar isso.

 

- Soa justo o suficiente para mim. - Halley respondeu com um bocejo se aproximando de sua avó e seu pai que lhe deu um beijo na testa e saiu do escritório e foi para seu laboratório deixando-as sozinhas.

 

(...)

 

Quando sua sogra chegou, Hermione já estava deitada. Pela primeira vez ela não disse nada quando a viu.

 

Eileen olhou para onde sua nora estava deitada com uma expressão preocupada. A velha bruxa sabia que a ausência de Severus devia tê-la aborrecido. Os olhos da sonserina se moveram ao redor do quarto e notara que algo parecia diferente, mas ela não sabia o que era.

 

- Algo está errado? – Eileen perguntou mesmo sabendo que a resposta era sim.

 

Hermione olhou para ela com uma expressão amarga.  Depois de um silêncio que, para Eileen, parecia ser para sempre, ela não aguentou e insistiu novamente.

 

- Hermione, há algo de que você precisa falar comigo? – A bruxa mais velha tentou outra vez.

 

Houve um breve silêncio, e Hermione falou:

 

- Eu só preciso dormir, pois amanhã é um novo dia. – Disse sem nenhuma expressão. Mas por dentro, ela tinha inúmeras perguntas que precisavam de respostas.

 

“- Eu tenho uma pergunta melhor. Como eu poderia se tão estúpida ao ponto de acreditar nas mentiras de alguém como Severus? Como ele pôde fazer tudo ele fez conosco? Como pôde trai a própria família? – Perguntava a si mesma.”

 

- Se você diz. – Eileen disse estranhamente.

 

Eileen pigarreou, olhando para Hermione um pouco como se desculpando enquanto ela falava novamente:

 

- Querida, seja lá o que possa está passando por sua cabeça agora, espero que saiba que pode me procurar se quiser alguém para conversar. Tenho certeza que a ciência moderna ainda não produziu um medicamento tão eficaz e tranquilizador como uma boa conversa. – Sussurrou suavemente.

 

Eileen se inclinou para a frente e lhe deu um beijo na testa. Hermione sabia que ela estava certa e que conversar não faria mal, entretanto, seu nervosismo não permitiria que ela dissesse nenhuma palavra sobre aquilo de forma coerente.

 

- Severus me informou que chegará tarde. – Sua sogra disse já na porta. - Então, não se preocupe. Você sabe, muitas encomendas. Boa noite, Hermione.

 

Sem forças, ela apenas assentiu.

 

Claro que ele chegaria tarde, pensou Hermione com raiva.  Ela olhou para a foto de seu criado mudo por um momento ou dois antes de se afastar de suas memórias. Aquela foto era do primeiro natal que passaram juntos após o nascimento de Helena. Severus segurava sua filha mais nova com tanto cuidado. Ela estava ao seu lado e tinha Halley em seu colo.

 

Ela não podia acreditar que ele havia destruído isso.

 

Talvez seja esse o motivo de ter desistido de renovar os votos.

 

(...)

 

Halley não ouviu a porta do seu quarto ser aberta, nem o som ou mesmo os passos no chão. Ela só percebeu que não estava mais sozinha quando uma voz a tirou de seu devaneio.

 

- Você está bem? – Helena perguntou.

 

Ela se virou e viu que a irmã ela estava vestindo uma camisola de algodão simples.

 

- Achei que estivesse eu Hogwarts e só chegaria amanhã. – Halley sussurrou. – Mas o papai disse que você o ajudou com as encomendas hoje.

 

Saindo do seu torpor, sua irmã respondeu:

 

- Uh ... Aparentemente Hogwarts está passando por um surto de Varíola de dragão. – Helena revelou. - A diretora achou melhor isolar os que foram contaminados já que é potencialmente fatal. Então resolvi ajudá-lo no boticário, ele me disse que você também iria ajuda-lo, mas precisei sair mais cedo do que eu gostaria... Bem, na verdade, ele meio que me expulsou. –Disse sorrindo brevemente. - Você não parece estar dormindo, Halley.

 

- Não muito. Eu ... tenho pesadelos, às vezes. – Confessou ela.

 

- Eu também, isso acontece comigo ... – Helena admitiu com um suspiro.

 

Ela se aproximou de Halley um pouco apreensiva.

 

- Halley, sobre as coisas que eu lhe disse... você sabe... antes de ocorrer todas aquelas coisas ruins...

 

- Está tudo bem... existem coisas que são melhores esquecidas. Eu realmente gostaria de poder esquecer tudo. - Ela sussurrou.

 

- Há coisas que eu não quero esquecer. - Disse Helena, olhando diretamente para ela. – Eu fui estúpida e grosseira. Por favor, acredite em mim! Eu não acho que sou obrigada a dividir as pessoas que eu amo com você. Elas são tão minha quanto suas... A vovó, o papai e a mamãe. Para falar a verdade, você os teve primeiro...

 

Ela viu Halley enxugar as lágrimas, foram poucas as vezes que ele viu sua irmã chorar. Halley era sempre tão forte e determinada que as vezes ela se esquecia que sua irmã tinha suas fraquezas.

 

- Você estava com raiva, Helena. Eu devia ter me esforçado, para que você pudesse ver a verdade... Não devia ter saído daquele jeito. – Halley falou com dificuldade, sua respiração estava dura, sua garganta muito apertada.

 

- Tente não minimizar tudo. Eu entendo que fui eu quem cometeu um erro, não você. Eu não podia te culpar, meu namorado é um enrolado e eu fui uma tola... uma menina mimada... Se você quiser não me perdoar eu vou entender. - Ela finalmente admitiu. - Eu só queria te dizer isso ... Não agi corretamente e te machuquei... quando eu penso sobre isso não consigo me perdoar. – As palavras saíram de sua boca com dificuldade. Helena também começou a chorar. – Desculpe, é apenas ... difícil para mim também. -  Disse ela, Halley percebeu que parecia tão triste que não conseguiu se segurar e se aproximou para abraçá-la com força.

 

- Eu te amo, Helena. – Halley sussurrou no ouvido da irmã.

 

- Eu também te amo... Te amo muito. – Helena respondeu em troca, não muito depois, as lágrimas vieram ainda mais fortes.

 

(...)

 

- Rothenburg? - Severus perguntou com interesse. - A cidade medieval localizada em uma região do sul da Alemanha?

 

Severus já tinha ouvido falar naquela cidade, ela era famosa pelas ruelas estreitas que faziam cominho até as muralhas e torres da Idade Média. Cidades antigas eram algo que lhe chamavam atenção.

 

- Sim. – Draco respondeu. – Existem charmosos hotéis localizados em casarões típicos. – Disse entregando um envelope para o padrinho. - Tenho interesse de obter um hotel nessa região. Talvez uma dia eu leve Halley lá. – Falou sem pensar e seu padrinho quase engasgou.  

 

Por considerar seu padrinho um grande amigo, Draco por vezes se esquecia que ele era o pai de sua namorada. De repente, a rede de flu se ativou os tirando daquela situação embaraçosa.

 

Severus e Draco se viraram para encarar Harry Potter.

 

- O que é isso? - Malfoy perguntou.

 

- Assunto do Ministério, posso passar? – Harry os indagou e recebeu o consentimento.

 

Severus resmungou algo enquanto se sentava novamente. Ele tinha tanto o que fazer que pensar que Potter poderia tomar o pouco do tempo que lhe restava o preocupava.

 

Quando Harry Potter saiu da lareira, todo um grupo de aurores saiu atrás dele.  

 

- Boa noite, senhor Malfoy. – Harry, o chefe dos aurores, o saudou. – Precisamos lhe fazer algumas perguntas sobre a morte de Lucius Malfoy, seu pai.  – O homem completou.

 

Draco quase engasgou.

 

- Sr. Malfoy. - Harry começou. – O senhor reconhece essa pulseira? – Indagou o auror segurando o objeto.

 

- Sim, Potter. Eu a perdi há alguns dias. – Falou com sinceridade. – Foi furtado de meus aposentos enquanto eu estava viajando, notifiquei a diretora sobre o ocorrido.

 

- Então o senhor está me dizendo que um item seu foi encontrado no lugar do crime. – Falou um outro auror que Severus Snape não conhecia.

 

- Eu não disse isso. - Draco o alertou.

 

-  Então o senhor está envolvido na morte do seu próprio pai, Malfoy? – Harry perguntou sem nenhum rodeio.

 

- Você só pode estar brincando comigo, Potter. - Draco grunhiu e se levantou com impaciência. - Embora eu estivesse muito tentado a cometer tal ato, não o fiz. – Draco Malfoy rosnou.

 

- Terei que te prender até que a investigação esteja concluída. – Harry disse e fez um gesto para que seus homens algemassem o suspeito.

 

- Oh, Merlin! - Draco irrompeu. - Qual é o sentido disto? Não matei meu pai! – Praticamente gritou.

 

- Não se atreva a gritar com uma autoridade, Malfoy! – Harry o avisou, seus olhos duros como mármore. - Eu não acredito que o senhor queira piorar ainda mais sua situação.

 

Severus sabia que era a hora de dizer algo, ele não podia deixar seu afilhado naquela sinuca de bico. Snape sabia que Draco não seria capaz de matar o próprio pai.

 

- Então, você não pode pensar em mais alguém que pudesse querer Lucius Malfoy morto, Potter? – Severus questionou o outro homem. – Eu consigo pensar em muitas pessoas, afinal, ele foi um dos mais fiéis seguidores de Voldemort e cometeu diversas atrocidades.

 

Os aurores presentes olharam para o chefe com interesse.

 

- É verdade, Severus. – Potter revelou. – No entanto, temos provas substanciais que incriminam o filho dele.  Onde você estava entre as nove da noite do dia do crime? – O chefe dos aurores perguntou a Draco.

 

- Eu estava com a diretora de Hogwarts. – O homem rosnou com raiva.

 

- Potter, você sabe que Draco não fez isso! - Severus argumentou.

 

- Estou cumprindo com meu trabalho, Severus. – Harry contestou. – Ele ameaçou alguém que está morto e ele é um suspeito em potencial.

 

- Eu também o ameacei, isso faz de mim um suspeito em potencial? – Snape perguntou com interesse, mas o outro homem apenas resmungou.

 

- A pulseira é uma evidencia irrefutável. – Harry falou sem paciência. – Draco Malfoy esteve no local do crime.

 

- Evidencia irrefutável? – Desdenhou o mestre de poções. - Vá por mim, Potter. Você está no caminho errado! Ao contrário do pai dele que era um verme em potencial, Draco não é um assassino. - Severus avisou. – Eu colocaria minha mão no fogo por ele.

 

Snape sabia que tinha produzido o efeito desejado quando Harry começou a passar as mãos pelos cabelos sem saber o que dizer. Ele observou quando o chefe dos aurores afrouxou o colarinho em um movimento suave.

 

- Ele tem razão! – Disse Ted que surgiu da lareira de repente e ouviu toda a interação. – Estive com a diretora agora a pouco, na noite do crime, Draco Malfoy estava com ela. Eles estavam em busca de uma nova professora de poções para que pudesse terminar o ano letivo.  – Admitiu para todos.

 

- E a pulseira? – Harry questionou e Severus resmungou rolando os olhos.

 

– Sobre o pulseira. – Ted começou tirando um pergaminho das vestes. - Existe uma ocorrência sobre um arrombamento e furto que ocorreu nos aposentos do professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. Uma pulseira de ouro e uma aliança foram dados como furtados.  Desculpe, Senhor. Sei que não tinha ordens para isso, mas Malfoy é um sonserino, ele não seria burro o suficiente para cometer um crime de deixar pistas tão claras para trás.

 

- Muito bem.  Sinto muito, Senhor Malfoy. – Harry Potter disse com dificuldade. – Vamos, rapazes. Devemos encontrar o assassino em outro lugar.

 

Os aurores desapareceram em poucos instantes. Snape virou-se para Draco com um semblante preocupado.

 

- Você está bem? – Perguntou ele. Draco assentiu e se jogou na poltrona colocando as mãos no rosto.

 

Severus sabia que a morte do pai rapaz era uma questão delicada. Apesar de tudo que Lucius havia feito contra o próprio filho, no fundo, Draco pensava que o pai poderia vir a mudar e ser uma pessoa melhor. Severus não poderia culpá-lo por pensar daquele jeito, o rapaz só queria ter uma família.

 

Draco era um bom homem, Severus sabia que o rapaz não teria coragem de matar Lucius.

 

Por alguns minutos, Draco não se incomodou em se mexer, parecendo desgrenhado e exausto. Severus observava sua aparência com pena.

 

- O senhor sabe, ... – Draco começou. – Eu nunca seria capaz de matá-lo. - Disse e olhou para baixo, sua boca se abrindo em choque quando se deu conta de tudo que acabara de acontecer.

 

Depois de um grande suspiro, Severus começou a se perguntar quando ele poderia questionar Draco sabre a finalidade das supostas alianças que estavam em seus aposentos.

 

(...)

 

Já era madrugada quando Severus chegou. O homem ficou completamente espantado quando ele percebeu o quão irritada sua bruxa havia adormecido. Mas ele sabia que não tinha outra forma de ser.

 

Quando Severus acordou, a puxou contra ele, gentilmente segurou as palmas mornas e levemente calosas ao redor do rosto de Hermione, roçando seus lábios contra sua boca suavemente. Ela se mexeu um pouco em seu sono, mas não acordou. Então, ele se levantou. Seria um longo dia para ele.  

 

- Bom dia. - Ele disse, pegando a xicara de café que sua mãe ofereceu.

 

- Bom dia... – Eileen disse alegremente enquanto olhava através da janela.

 

A bruxa mais velha sorriu. O céu lá fora era definitivamente bonito, as nuvens eram brilhantes, mesmo estando na cozinha, o ar ao redor era fresco e frio. Hoje seria bom, ela pensou internamente. Eileen sabia que seria.

 

- Com fome esta manhã? - Ela perguntou de repente.

 

- Eu sinto como se não pudesse comer absolutamente nada. – Severus respondeu com sinceridade. - Eu não sei, talvez eu deva ir logo, tenho muito o que fazer.

 

- Certo, porque não leva esse sanduiche para mais tarde? – Ela perguntou e ele concordou.

 

Houve um baque pesado quando Helena desceu as escadas correndo. Ela caiu no banco ao lado ao do pai e sorriu para ele.

 

- Acordada tão cedo? – Sua avó a indagou.

 

- Não dormi muito bem essa noite... – Sussurrou ela em troca.

 

- Eu não quero ser estraga prazeres, Helena. – Ele disse se levantando para sair. - Mas estou certo que você e sua irmã já sabem que devem arrancar sua mãe de casa para o compromisso de vocês?  

 

- Eu sei, não acordei ela ainda porque sou sensata, papai, quero que a Halley me ajude nisso e também sei que temos mais de uma hora antes de ir. - Respondeu levemente, pegando uma laranja da tigela dourada e brilhante à sua esquerda.

 

- Certo, vejo vocês mais tarde. – Ele as informou saindo pela porta.

 

Helena sorriu docemente para a avó.

 

- Despeje um pouco de suco de abóbora para mim, Vovó? -  Helena sussurrou.

 

- Qualquer coisa para você, meu amor. Eileen respondeu com carinho.

 

- Vovó, não vejo a hora de ter de outro professor de poções! O papai como um professor é um carrasco... Eu o amo, mas detenção com ele é ridículo. – Ela resmungou um pouco aborrecida.

 

Flashback on

 

Para Helena, as aulas de poções eram sempre fascinantes, mas sua simpatia por aquela matéria estava sendo testada por seu pai, o mestre de poções Severus Snape.

 

- Tudo bem, devo esmagar os besouros, mas deve ser esmagado seco. -  Helena murmurou as instruções para si mesma para que nada desse errado. – Deve ser de forma suave, vai dar uma maior potência.  

 

Ela podia ver seu pai, bem, o professor Snape vagando pelo lado da Sonserina da sala de aula, avaliando com muita atenção as poções de seus alunos.

 

Helena não conseguiu entender como ele foi rápido o suficiente para deslizar até sua mesa de poção.

 

- Srta. Snape, eu tenho tido uma pequena duvida que talvez você possa me esclarecer. Porque que sempre que eu dou uma olhada rápida nessa direção parece haver uma quantidade enorme de ingrediente desperdiçados?

 

- Não é desperdício, Senhor. Só não usarei aquelas partes na minha poção. – Ela gaguejou levemente. – Já que...

 

Ela foi interrompida abruptamente: - Sinceramente, a senhorita deve saber que não tolero desperdícios na minha sala de aula. Dito isto, vinte pontos serão deduzidos de sua casa. Além disso, espero sua presença hoje à noite para a detenção. -  Snape desdenhou.

 

- Papai, isso é realmente necessário? – Helena resmungou.

 

- Agora cinquenta pontos serão deduzidos! Espero que entenda que dentro dessa sala de aula eu sou seu professor, senhorita Snape.  - Disse ele. - Vocês estão dispensados.

 

Flashback off

 

- É uma coisa boa que seu pai está de partida. – Eileen falou com simpatia enquanto lhe dava um beijo na bochecha.

 

- Eu só vou comemorar quando ele se despedir, vovó.  – Sussurrou emburrada.

 

(...)

 

Ao acordar, Hermione percebeu que ele havia dormido ao seu lado. Se sentiu tão estupida por ter dormido e não ter notado ele chegar. Halley e Helena entraram muito animadas em seu quarto, no entanto, de alguma forma, nem mesmo aquilo conseguiu tirar um sorriso dela, e sentiu que o peso em seu coração. Por alguns segundos, ela tinha esquecido de como respirar.

 

- Nós temos um compromisso. – Helena se manifestou alegremente enquanto abria seu guarda-roupas e tirava um simples vestido.

 

- E o que seria? – Perguntou ela a sua filha.

 

- Hoje seremos só nós três. Ganhamos um dia inteiro no Spa. Acredita que a nova cliente do papai gostou tanto do serviço que nos presenteou com um dia inteiro lá? Ela é a dona. – Helena revelou alegremente.

 

- Cliente... – Sua mãe sussurrou.

 

Hermione esperou que elas continuassem, mas suas filhas apenas olharam para ela.

 

- O que foi, mãe? Não quer vim? – Halley perguntou enquanto a puxava da cama e a empurrava em direção ao banheiro.

 

Ela balançou sua cabeça.

 

- Realmente? – Helena a questionou impressionada. - Vai deixar de aproveitar um dia inteiro com a gente? – Halley a observava com um olhar de quem não estava acreditando no que via e ouvia.

 

Hermione encolheu os ombros.

 

- Essa amiga do seu pai... ela estará lá? – Hermione perguntou de repente.

 

- Claro que sim! Roberta irá nos receber. – Halley respondeu.

 

- Roberta? – Perguntou Hermione em alerta.

 

Halley sorriu com culpa e desviou o olhar.

 

- Desculpe, esquecemos que não a conhece, mas saiba que a Roberta é um amor de pessoa. A senhora irá gostar dela. – Sua filha mais nova disse confiante, mas Hermione tinha certeza que não iria gostar nada daquela mulher.

 

Com muita força de vontade, Hermione sorriu. - Sim, tenho certeza que ela é encantadora. – Sua expressão vacilou ao lembrar que ela provavelmente encontraria com a amante do próprio marido. - Podemos ir agora? – Perguntou quando já estava pronta.



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