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História Armadilhas - Capítulo 22


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Notas do Autor


There might have been a time
When I would let you step away
I wouldn't even try but I think
you could save my life

Capítulo 22 - Party


 

Sesshoumaru esperava impaciente na sala uma Rin que estava demorando demais a se arrumar para seu gosto. O rapaz estava impaciente, quanto mais rápido eles fossem mais rápido poderiam voltar. Ele detestava festas, ainda mais à fantasia, mas algum representante da família Taisho tinha que ir à maldita festa e sobrou para ele. Ele sentiu o cheiro da jovem se aproximar e sem entender o motivo - ou talvez ignorando saber o motivo - sentiu o estômago revirar. Ele a olhou e não pode deixar de arregalar os olhos de surpresa com o que via. Rin era linda, ele tinha ciência disso, mas naquela noite em especial ela estava deslumbrante. Ela usava uma fantasia de elfo, com uma saia que ia até os pés com duas fendas na laterais. Ele era de um verde musgo com flores de um vermelho vivo por uma parte ou outra. O vestido ia até a cintura cobrindo o umbigo. Ela usava um cropped da mesma cor que possuia uma alça transada e um belo e profundo decote que mostrava uma boa parte de seus seios. Na cintura ainda havia um cinto multiuso onde uma adaga falsa era visível. Nos pés uma rasteirinha de fita que subia pela panturrilha da jovem. Os cabelos estavam em um coque meio solto, bagunçado dando um ar selvagem aquela pequena criatura que encontrava em sua frente. 

 

- Vamos? - chamou Rin fazendo ele voltar de seus devaneios. 

- Você está linda. - disse Sesshoumaru quase a comendo com os olhos. Rin queria se mostrar firme, mas a verdade é que ficou extremamente constrangida com os olhos do rapaz que a examinaram detalhadamente. 

- Obrigada. - disse sorrindo e se aproximando do homem o puxando pela mão. - você está um belo conde Drácula. E o melhor é que você nem precisou se preocupar em arrumar caninos falsos…

A menina colocou a mão na boca para abafar uma risadinha. 

- Não seja atrevida Rin. - disse Jaken repreendendo a jovem. 

Sesshoumaru se levantou e foi até ela sussurrando em seu ouvido.

- Não me provoque ou esses caninos podem ir parar em sua clavícula. - disse de forma sedutora fazendo a garota se arrepiar com o comentário. Ele ofereceu o braço à ela e saíram de casa rumo à porta onde esperariam um Uber (se for beber não dirija, lembrem-se disso)..

 

Ao chegar no salão onde a festa acontecia Rin já tinha todo o seu plano na mente, mas mesmo assim oscilava. Se Kagome achava que Sesshoumaru tinha sentimentos por ela, não seria melhor ser honesta e dizer que ela sente o mesmo? Mas e se esses sentimentos fossem reais, mas não sentimentos românticos? Ela notará o desejo no olhar dele mais cedo em casa, mas e se for apenas uma admiração inocente? Ela queria se declarar, mas tinha medo de ser rejeitada, seria muito constrangedor para ela, ainda mais nesse momento de sua vida que ela não tinha para onde ir. Eles adentraram o salão. 

Uau. Rin observou encantada o lugar, era de uma elegância e uma vivacidade sem fim. A pista de dança estava lotada de pessoas com as mais variadas fantasias e todos pareciam se divertir. Um homem baixo se aproximou do casal assim que os viu parado na entrada e com um sorriso de alegria foi os cumprimentar. 

- Senhor Taisho, sinto-me honrado por participar da festa de meu filho. Isso demonstra bastante consideração da sua família para com a minha. - disse estendendo a mão que prontamente foi pega pela de Sesshoumaru. - E está adorável e encantadora elfinha deve ser sua esposa. Homem de sorte você. 

O homem fitava Rin de cima a baixo com um olhar malicioso o que a fez corar e dar um passo para trás quase que se escondendo atrás de Sesshoumaru. 

- Não é educado olhar dessa forma para a mulher dos outros. - disse Sesshoumaru sério observando o homem à sua frente que pareceu ficar extremamente constrangido. Ele tratou logo de se desculpar e sair dali. - Eu te disse para arrumar uma fantasia discreta. 

- A minha fantasia é discreta. - disse Rin irritada. - mais discreto que isso só se eu viesse com uma burca fantasiada de árabe. 

- Venha, vamos procurar alguma coisa para beber. - disse Sesshoumaru segurando a mão de Rin e guiando ela pelo lugar.  

- Você entende que é extremamente machista me culpar pela falta de modos dos homens né? Não sou eu quem devo me cobrir, é eles quem não devem ficar me encarando como um objeto. - explicou Rin ao youkai que pedia ao barman dois drinks. 

- Acontece que não é muito fácil tirar os olhos de você quando mais da metade dos seus seios estão à mostra. Fora as pernas e a cintura e as costas e.... - disse Sesshoumaru provocativo antes de ser interrompido.

- Tá reparando demais em mim para o meu gosto. - disse Rin corando. Sesshoumaru amava deixar a menina constrangida. A tonalidade avermelhada que seu rosto adquire só realçava sua beleza. 

- Eu como o bom drácula que sou ficarei aqui bebendo e socializando com umas poucas pessoas que são ricas e importantes demais para serem ignoradas por mim esta noite. - disse Sesshoumaru. - sinta-se a vontade para dançar, comer ou fazer o que quiser. Só não suba nas mesas, por amor a Kami. 

- Vou ficar te fazendo companhia. - disse a jovem se sentando no banco alto. 

- Se assim deseja. - disse Sesshoumaru brindando com ela. 

 

A noite estava passando até rápida, Sesshoumaru vez ou outra tinha que dar atenção à alguém, mas a conversa não chegava a passar de 5 minutos e ele voltava a dar atenção a menina que com o efeito da bebida não parava de falar animadamente. 

- Olha que está aqui. - disse um homem de estatura média e longos cabelos negros se aproximando de Sesshoumaru acompanhado de um outro homem que estava ricamente maquiado. 

- Bankotsu. - disse Sesshoumaru sem muita animação. - Jakotsu. 

- Sesshoumaru, que bela jovem você tem ao seu lado. - disse Jakotsu. - qual o seu nome belezinha?

- Rin. - disse sorridente. 

- Eu te odeio vagaba, como ousou roubar este homem de mim? - disse Jakotsu acusador e abraçando Sesshoumaru em seguida e depositando um beijo em sua bochecha. 

- Jakotsu! - disse o youkai enquanto empurrava forte o homem para longe dele. - já disse para não fazer isso. 

- É brincadeira minha jovem, Sesshoumaru e eu somos amigos de longa data. Vive para ver ele casado, quem diria não é mano? - perguntou o outro.

- Sim, isso realmente é impressionante. - disse fitando Rin. - você deve ser realmente uma mulher especial, para ter conseguido viver no coração de gelo desse rapaz aqui. Jakotsu, porquê não leva a mocinha para dançar? Tenho certeza que ela deve estar entediada e cansada de ficar sentada aqui com Sesshoumaru. Tenho negócios a tratar com ele. 

- Claro, mano. - disse puxando Rin do banco e a levando para longe.

- Então, lord. - disse Bankotsu sorrindo e se sentando no lugar que era ocupado por Rin. - vamos ao que interessa. 


 

- Ei, o que seu irmão tem para falar com Sesshoumaru que eu não posso estar presente? - perguntou Rin curiosa. 

- Nada, bobinha, ele só não quer que eu esteja sozinho. Tem muito homofóbico aqui. - disse puxando a menina. - ele tem medo que eu crie uma cena com algum deles. 

- hum.. - Rin ainda estava achando estranha a situação, mas realmente queria dançar e se divertir aquela noite e Jakotsu parecia divertido. 

- Me fale mais de você, Rin. - Rin e eles conversaram bastante enquanto dançavam, Jakotsu era uma pessoa interessante, tinha negócios com Sesshoumaru no ramo da moda. A festa ocorria animada e a essa altura da noite o salão estava tão cheio quanto uma casa noturna. Haviam várias pessoas indo e vindo, dançando e bebendo por toda parte. 

- Tem alguém que não tira os olhos de você. - anunciou Jakotsu enquanto dançava. - dois alguéns na verdade. 

- Quem? - perguntou Rin curiosa querendo saber de seu admirador secreto. 

- Um aquele jovem alto e gostoso ali. - disse Jakotsu apontando para um homem ruivo de olhos verde escuro que ao perceber que Rin olhava para ele deu uma piscada e levantou a taça que segurava a cumprimentando. - o outro você já deve imaginar.

- Não. - disse Rin inocente olhando para o rapaz. 

- Seu marido, tontinha. - disse Jakotsu rindo. 

 

Rin continuou dançando ignorando ambos os olhares, sobre o rapaz, não importava, ela não ligava para ninguém naquele lugar, fora um certo youkai cachorro, importava para ela. E sobre Sesshoumaru, resolveu ignorar, se pensasse demais nele acabaria se sentindo inibida. Porém, para a surpresa da jovem, o rapaz se levantou e foi falar com ela. 

- Olá, me chamo Eduard. - se apresentou entrando na dança. 

- Sou Rin. - disse com um sorriso gentil. 

- Ela é casada. - se apressou em dizer Jakotsu. 

- Eu não sou ciumento. - respondeu debochado. 

- Mas o marido dela é. Ciumento e perigoso. - disse puxando a menina para perto dele. 

- Vou pagar pra ver. - disse o rapaz se voltando novamente para Rin. Ele era um youkai, ela percebeu pelos traços incomuns que ele havia nas mãos, bem parecidos com os de Sesshoumaru. - Você se importa se eu dançar com você?

- Me importo. - disse Rin se afastando para do rapaz. - não gostei do jeito que você falou. 

- O que eu disse que te fez se sentir ofendida? - perguntou o rapaz.

- Disse que não é ciumento, como se a única coisa que importasse aqui fosse a sua vontade. Sou uma mulher e não um objeto, então vaza. - disse Rin brava. 

- Que é isso, gatinha, não vai nem me dar uma chance de mudar essa imagem errada ao meu respeito? - perguntou ele puxando Rin pela cintura.

- Solta ela! - disse Jakotsu puxando o homem pelo braço com força. - ela disse que não quer nada com você, tapado. 

- Se continuar se intrometendo vai se machucar bichona. - disse dando um tranco no braço e se soltando de Jakotsu. 

- Talvez você se machuque, palhaço. - disse irritado. 

- Vamos embora Jakotsu. - disse Rin segurando o braço do amigo e indo para qualquer lugar só para sair de perto do rapaz. 

- Aonde vai, gatinha? - disse o homem puxando Rin de uma vez pela cintura, a virando e a agarrando. 

Rin nem teve tempo de protestar, e o homem também não teve muito tempo para tirar proveito da jovem, porque alguém o puxou com força e o socou fazendo com que ele caísse de costas no chão. 

- Sesshoumaru, acalme-se. - disse Bankotsu se colocando de frente para o youkai. 

- Maldito, o que pensa que está fazendo? - rosnou Sesshoumaru. 

- Agarrando sua esposa a força. - disse Jakotsu.

- Jakotsu, não piore as coisas! - repreendeu Bankotsu. 

O homem se levantou com um sorriso no rosto e limpou a beirada da boca que sangrava. 

- Devia cuidar melhor de sua fêmea, man. - disse arrumando a roupa no corpo. - uma gostosa dessas dando sopa assim e você queria o quê? 

 

Sesshoumaru sentiu o sangue ferver, o maldito o estava provocando e ele não aceitaria isso, faria ele engolir aquelas palavras e aquela coragem toda goela abaixo. Ele empurrou Bankotsu e voltou a socar o homem no rosto, mas desta vez ele não caiu e tentou revidar, mas Sesshoumaru se abaixou socando seu estômago e depois novamente seu rosto. O homem caiu no chão e Sesshoumaru se jogou sobre ele com fúria lhe acertando diversos socos no rosto, o homem já estava desacordado, mas Sesshoumaru estava cego de ódio, mais pelas palavras insolentes do homem, do que pelo beijo em si. Ele sentiu alguém lhe puxando de cima do homem e voltou a si. Seus olhos estavam vermelhos, mas ao ver a expressão horrorizada e assustada de Rin ele voltou a si.  

- Cara, se acalme. - era Bankotsu e Jakotsu que o tinha tirado de cima do homem. - vai matar ele. Não faça isso. 

- Eu avisei babaca. - disse Jakotsu ao homem desacordado. 

- Vamos embora. - disse Sesshoumaru pegando a mão de Rin e a puxando. 

- Eu te ligo! - gritou Jakotsu dando tchau. O pai do aniversariante já ia até Sesshoumaru para tirar satisfação da situação, mas parou ao ver o olhar sombrio do homem. 

 

- Por quê eu tenho a impressão de que é só você sair de perto de mim por 1 segundo que alguém te beija? - perguntou Sesshoumaru. 

- Acho que é porque você só está lembrando das vezes que isso aconteceu, e não das vezes em que NÃO aconteceu. - dizia Rin ainda se recobrando do que aconteceu. - Nunca mais faça isso, por favor.

- O quê? - Sesshoumaru parou bruscamente observando a jovem.

- É isso mesmo! Não é para você bater em todo babaca que surgir no meu caminho. - disse Rin. - eu sei me defender sozinha. 

- Há sabe? - questionou o youkai nervoso passando a mão pelos cabelos. - não foi o que me pareceu lá dentro. 

- Você nem esperou. - disse Rin e se arrependeu depois. Ele estava nervoso, dava para ver que estava muito perturbado e ela se arrependeu de render mais aquele assunto.

- O que você queria que eu fizesse? O que você acha que eu sou? Um monge? Acha mesmo que eu ia ver um cara agarrando minha mulher à força e ficar sentado esperando para ver se ela iria dar ou não conta de se defender sozinha? - disse Sesshoumaru explicando o óbvio. 

Rin abria e fechava a boca sem dizer nada. Ela não tinha uma resposta para aquilo. 

- Mas você exagerou. - disse Rin. - bateu mais do que devia nele. 

- Você está com dó dele? - perguntou Sesshoumaru nervoso se aproximando dela.

- Só não quero que você se meta em confusão por minha causa. - disse baixo. - não sabia que você era orgulhoso a esse ponto. 

- Sim, Rin, eu sou orgulhoso a esse ponto e um pouco mais. - disse se aproximando da jovem que dava passos para trás, até que bateu as costas contra a parede e viu que não tinha mais para onde ir. - e não, eu não vou aceitar ninguém tocando no que é meu. 

- E eu sou sua por acaso? - disse desafiadora levantando o queixo para olhá-lo nos olhos. Sesshoumaru não resistiu àquele olhar, se abaixou e tomou seus lábios em um beijo suave que foi prontamente retribuído. Ele não podia estar em suas faculdades normais, ou não faria aquilo. 

Rin levantou os braços rodeando o pescoço de Sesshoumaru e tocando sua nuca com as mãos delicadamente acariciando a região, fazendo o youkai se arrepiar. Ele puxou ela pela cintura para mais próxima dele e ela pode sentir seu membro rígido por baixo do tecido fino da fantasia. Ele acariciava suas costas nua e sentia seu cheiro inebriante. Eles aprofundaram mais o beijo e ignoraram que estavam na rua. Rin passou a mão pelo tórax forte do youkai e puxou seu quadril contra ela, sentindo todo o desejo que ele sentia por ela, o fazendo arfar. 

- Vamos para meu apartamento. - disse Sesshoumaru no ouvido da jovem enquanto puxava levemente seus cabelos. 

- Sim. - disse ela quase em um gemido de desejo. 

 


Notas Finais


Hello, hello!

Espero que tenham gostado do cap, não esqueçam de comentar e até breve.


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