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História Armas e bisturis - Capítulo 5


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Capítulo 5 - Capítulo IV


- Você tem certeza, Tiffany?

- Bem, para ter certeza eu tenho que fazer alguns testes.

Taeyeon revirou os olhos. - Você sabe o que eu quero dizer.

- Então, sim, mas eu vou pedir para Yoona confirmar, de qualquer forma.

Taeyeon suspirou e cuidadosamente estudou a foto novamente.

- Se tivermos uma combinação nisso...

- Haverá um monte de possibilidades. Sunny concluiu.

- Melhor do que nada, certo? - Sooyoung adicionou.

- Claro.

- Ótimo! Finalmente temos algo no que trabalhar. Quanto tempo você acha que isso vai demorar, Pany?

- Um dia? Suponho que Yoona possa trazer os resultados amanhã. A primeira coisa na parte da manhã, Tae.

- Daebak! - Taeyeon colocou a mão na parte inferior das costas de Tiffany.

- Eu vou dizer a ela para... - Tiffany estava prestes a sair, mas Sunny a deteve.

- Não, doutora. Deixa que eu vou. - Ela disse. - É o seu dia de folga e você está trabalhando aqui por uma hora já, qual é! Leve Taeyeon lá embaixo, isso seria um grande favor pra gente. Sério.

- Verdade, a gente já não consegue mais aguentar ela hoje. Parece que ela acordou com o pé esquerdo. - Sooyoung riu.

- Cale a boca, Sooyoung. Vocês duas, ou seus traseiros vão acidentalmente encontrar o meu pé.

- Viu só o que eu quis dizer?

Tiffany deu uma risadinha. A verdade é que Taeyeon estava muito bem hoje, mas Sooyoung e Sunny realmente apoiavam as duas. Tiffany se lembrou do dia em que elas haviam contado a novidade.

Elas as tinha convidado para jantar na casa de Tiffany. Era uma coisa habitual entre elas, então elas não suspeitavam de nada. Elas comeram, conversaram, beberam e logo após o jantar Tiffany olhou para Taeyeon e respirou fundo. Taeyeon se levantou seguida por Tiffany, todo mundo parou de falar e olhou para elas. Tiffany estava nervosa, Taeyeon estava pronta para as piadas. Tiffany acenou com a cabeça para ela e então ela começou a falar.

- Bem, a razão pela qual Tiffany, quero dizer, nós convidamos vocês para vir aqui é que... Nós temos algo para dizer.

Uma pausa.

Sunny arqueou as sobrancelhas. - Então... você vai nos dizer ou o quê?

- Sim, claro. Como eu estava dizendo... Nós queríamos que vocês soubessem que... - Ela olhou para Tiffany. Me ajuda.

Tae e eu decidimos que... - Ela moveu as mãos no ar, tentando encontrar as palavras.

- Oh, dane-se. Tiffany e eu estamos juntas.

Todo mundo estava olhando para elas. Ninguém reagiu. Taeyeon estava ficando muito nervosa. Talvez ela não tivesse sido clara o suficiente. Ela apertou a mão de Tiffany na dela e a levantou.

- Queremos dizer, juntas juntas.

E de repente todo mundo começou a rir.

- O que tem de tão engraçado nisso? - Ela perguntou na defensiva.

- A gente já sabia disso, Tae. Quero dizer... Você não tinha que fazer um anúncio. - Yuri deu de ombros.

- É, quer dizer, já não era óbvio? - Sunny brincou.

- Idiotas. O que elas querem dizer é que estamos felizes por você. Já não era sem tempo, Fany. - Sooyoung sorriu e ergueu a cerveja para elas.

- É mesmo, Tae precisava de alguém para colocá-la na linha.

- Totalmente, e Yuri, você me deve cinquenta mil wons. - Sooyoung apontou para ela.

- Aish. - Yuri abriu a carteira e passou o dinheiro para Sooyoung.

- Você estava apostando em nós? - Taeyeon perguntou apontando o dedo para ela e Tiffany e então para Sooyoung, Yuri e Sunny.

- Não apenas nós, todo mundo da divisão.

- Eu acho que nós deveríamos ficar com o dinheiro, o que você acha, Taetae? - Tiffany arqueou as sobrancelhas para as amigas, um sorriso maroto cruzando suas feições.

- Mwo? De jeito nenhum! - Sooyoung protestou, mas a mão de Taeyeon já estava esticada.

- Obrigada, meninas. - Ela dobrou a nota de cinquenta mil e colocou no bolso.

No final da noite, Sunny estava colocando de volta o casaco e chegou perto de Tiffany, acariciando-lhe o ombro, ela disse (Tiffany nunca iria esquecer suas palavras): Estou tão feliz que vocês finalmente se acertaram, doutora. Vocês são perfeitas uma para a outra. Quero dizer. Eu estava realmente começando a duvidar de habilidades de Taeyeon como detetive, mas felizmente ela provou que ela ainda é boa. - Ela sorriu para Tiffany. - Eu posso ver o quanto vocês se amam. Chame-me romântica, se você quiser.

Depois daquela noite, todos na sede sabiam que elas estavam juntas. Eles respeitavam-nas e até mesmo os idiotas - Taeyeon os odiava - mostravam algum tipo de respeito. É claro que tinham as piadas, mas um olhar mortífero de Taeyeon era o suficiente para calar as bocas. Tiffany não era mais a “Rainha dos mortos”, porque murmúrios como este tinham sido praticamente extintos - isso é, se aqueles que o faziam tinham alguma expectativa de vida. Tiffany era conhecida como “a namorada de Taeyeon” e ninguém queria mexer com ela. Ninguém.

Tiffany sorriu por causa das memórias e, em seguida, virou-se para Taeyeon. - Vamos?

A loira se inclinou e caminhou em direção à médica, e assim que Taeyeon deu as costas para eles, Sooyoung pronunciou um “obrigada” para Tiffany. Ela riu e Taeyeon olhou por cima do ombro e lançou um olhar mortal a Sooyoung. Ela não estava com raiva, mesmo. Ela gostava deste tipo de provocação entre elas. Era a coisa delas e ela sabia que as piadas, às vezes, eram a melhor coisa a se fazer para sobreviver a um dia.

Elas pegaram o elevador de volta para o primeiro andar. Quando as portas se fecharam, Taeyeon se inclinou e beijou os lábios de Tiffany.

- Eu realmente gosto de ter você aqui. Mas eu acho que você deveria estar em casa descansando.

- Tae, eu estou perfeitamente bem.

- Eu sei que você está, mas sério Pany-ah, ultimamente você tem trabalhado muito por causa deste caso estúpido.

- Já se passaram três dias, Tae. Este é o terceiro e eu não estou trabalhando.

- Você supostamente não está trabalhando. Ainda assim, aqui está você. E, ok, não é só este caso. Lembre-se na semana passada? Você foi tarde para a cama toda a semana, Pany. Eu não quero que você fique sobrecarregada.

- Eu não estou entendendo por que você está tão preocupada.

- Porque você tem uma rotina de Tiffany. Se você não está dormindo bem, algo está errado.

Direto ao ponto, Kim. Tiffany arqueou as sobrancelhas, mas olhou para seus pés.

- O que está acontecendo, mushroom?

As portas se abriram de repente. Taeyeon segurou a mão da doutora na dela antes de sair do elevador. Elas saíram, mas Taeyeon não andou mais.

- Tiffany? Tem algo te incomodando?

- Sim, tem. - Ela suspirou.

- O que é?

- Eu estive pensando que nós... poderíamos tirar umas férias.

- Você tem falado com a minha omma? - Taeyeon começou a andar novamente seguida de Tiffany.

- Não, eu não tenho! - Ela tentou se defender.

- Pany-ah... Urticária. - Taeyeon apontou para o peito da mulher.

A morena deu uma risadinha. - Você me pegou.

A essa altura elas já haviam chegado ao Café. Taeyeon não estava satisfeita nem um pouco com a resposta de Tiffany, mas sabendo que a sede não era o lugar certo, ela iria deixar isso para lá por agora e tentar fazê-la falar em casa. Ela sabia com certeza que Tiffany andava inquieta ultimamente, quase distraída, e queria saber o motivo. Tiffany não era assim, geralmente ela não tinha nenhum problema em compartilhar seus sentimentos, mas ultimamente ela estava distante.

- Taeyeon, Tiffany! - A voz da mãe a tirou de seu transe.

- E aí, omma. O que tá rolando?

Sra. Kim revirou os olhos. Algumas coisas em Taeyeon ela jamais conseguiria mudar - o vocabulário, por exemplo.

- Você conhece aquela menina? Ela apontou para pequena figura sentada à mesa.

Irene.

- Meio que conheço. Nós conversamos mais cedo hoje. Por quê?

- Tae, ela me disse que sua omma lhe pediu para esperar aqui, mas olha... Algo não está certo. Ela está aqui mais de duas horas.

- Alguém sabe quem ela é? - Tiffany perguntou, a voz preocupada.

- Ninguém. Quando eu perguntei a alguns policiais achavam que ela estava aqui com Taeyeon e você, você sabe, porque vocês estavam falando com ela.

- Isso não está certo mesmo. Eu acho que ela veio sozinha, então? - Taeyeon murmurou olhando para a menina, sua mente já trabalhando rápido.

- Parece que sim.

- Vamos falar com ela, omma. Obrigada.

 

...

 

- Hey, Irene. Você ainda está aqui, uh?

A menina era toda sorrisos quando viu Taeyeon e Tiffany caminhando em sua direção. Ela estava sentada em uma mesa, bebendo chocolate quente novamente.

- Pois é. - Ela balançou as pernas que nem alcançavam o chão.

- Uhm... Irene, por acaso você veio até aqui sozinha? - Taeyeon sentou-se ao lado dela.

- Sim!

- Mas você me disse que sua omma disse que você deveria esperar aqui por ela. - Tiffany se sentou em frente a ela e Taeyeon.

- Uhum, isso mesmo. - Aparentemente ela estava gostando de passar um tempo na estação policial, tanto que ela não se incomodava com a longa espera.

- Você sabe onde ela está?

- Claro, ela está em casa. Ela disse que eu deveria vir aqui e esperar por ela, e que ela levaria alguns minutos para me encontrar aqui. - Ela disse naturalmente.

Taeyeon lançou um olhar para Tiffany e depois retornou sua atenção para a menininha. - Onde é a sua casa, querida?

- Tae? - Tiffany interveio.

Taeyeon olhou para ela novamente e balançou a cabeça na negativa. Ela conhecia aquele olhar: algo não estava mesmo certo. A menina não respondeu porque ela havia se distraído com a voz de Tiffany, por isso Taeyeon tentou novamente.

- Ah, Irene, a sua casa?

- Três quarteirões daqui.

- Qual é o endereço?

- Eu não sei. Eu sou nova na cidade.

Nova na cidade... Taeyeon sentiu a raiva crescendo dentro dela. Que tipo de mãe deixava uma criança de seis anos de idade andando sozinha pelas ruas de Seoul?

Taeyeon respirou. - Você quer dizer que você acabou de se mudar?

- Uhum.

- Você pode nos mostrar onde você mora?

- Claro.

- Tiffany, vá pegar o seu carro. Nós vamos fazer um passeio.

Taeyeon segurou a mão da menina e ambas estavam fora do prédio antes que ela pudesse notar. Talvez isso fosse apenas um grande mal-entendido, ou talvez algo terrível tivesse acontecido. Elas caminharam até o carro de Tiffany na rua, Taeyeon colocou a menina dentro e colocou o cinto de segurança, então ela mesma entrou e Tiffany deixou a menina mostrar-lhe o caminho.

Tinha sido uma viagem curta, demorou menos de cinco minutos do momento em que elas deixaram a estação até o momento em que Tiffany desligou o motor.

- Ok, então esse é o seu prédio? - Taeyeon olhou para trás para ver a menina.

- Sim!

- Qual é o número do apartamento? - Taeyeon perguntou mantendo a voz calma, mas no fundo ela se sentia um pouco nervosa.

- É... 409?

- O quarto andar?

- Sim.

- Pany-ah, fica com ela, tá? Eu vou dar uma olhada. - Taeyeon saiu do carro e fechou a porta.

- Tae... - Tiffany a chamou. Ela não achava que era uma boa ideia Taeyeon ir sem reforço, ainda mais porque elas não tinham ideia do que estava acontecendo. Poderia não ser nada significante, mas poderia ser algo... Taeyeon balançou a cabeça, descartando a possibilidade.

- Não. Só fica, ok? - Ela inclinou-se para falar com ela, suas mãos sobre a porta do motorista apoiando seu peso. - Se você ver algo errado... Você sabe o que fazer.

Tiffany balançou a cabeça que sim, ainda que não aprovasse. Mas discutir com Taeyeon era algo inútil, ainda mais quando se tratava de seu trabalho.

- Me dê dez minutos. - E ela partiu depois disso.

A detetive entrou no prédio com facilidade, um distintivo poderia fazer milagres. Ela pegou o elevador, apertou o número quatro e esperou impacientemente para chegar ao piso. Ela estava ficando nervosa, ansiosa. Talvez ela devesse ter chamado Sooyoung. Ela sabia que não era para estar sozinha, mas tecnicamente ela estava com Tiffany. Tecnicamente. De jeito nenhum que ela iria trazer Tiffany e uma criança com ela. O Quê? Não, pare com isso, Kim. Você está exagerando. Talvez não há nada lá. Era simplesmente algo automático. Ela estava habituada à caça. Era sempre assim que se sentia quando estava espreitando. Nervoso, ansiedade. Frio na barriga. Mas era algo que ela gostava.

As portas se abriram e ela saiu do elevador. Número 409. Vamos ver.

Ela passou por três portas, olhando e ouvindo atentamente. Nada irregular. Então ela pegou a próxima porta. O número 409 incrustado estava quase gritando para ela. A porta estava fechada. Ela chegou perto dela e tentou a maçaneta. Ela estava destrancada. Ela empurrou a porta, abrindo lentamente, já apontando a arma para dentro. Sem ruídos.

Um passo para dentro do apartamento. Um monte de caixas abertas. Fazia sentido, Irene disse que tinha acabado de se mudar. Taeyeon viu uma foto da menina e uma mulher que ela adivinhou era a mãe da garotinha.

Uma porta bateu com força. Taeyeon pulou ao som e segurou firme a arma na mão. É apenas o vento, idiota.

O vento... Ele a trouxe um cheiro que ela conhecia bem, mas odiava. Sangue.

Ela correu para dentro do local, de armas em mãos firmes agora. Ela chutou a primeira porta. O quarto de uma criança. O quarto de Irene, ela se deu conta. Nada de errado lá. Tentou a porta ao lado. Um banheiro. Limpo, nada ali também. Tentou na porta ao lado.

Droga.

Ela não teve que ver para realmente saber que havia um corpo lá. O forte cheiro de sangue denunciou que alguém havia se machucado mortalmente. Ela entrou hesitante no quarto, apontando a arma para os lados, mas ninguém mais estava lá. Ela deu uma olhada no corpo, tentou encontrar uma pulsação, mas já era tarde demais. Ela engoliu o nó na garganta e ligou para Tiffany.

...

Tiffany estava muito quieta, e Irene também. Ela sabia que poderia não ser nada sério, mas ela odiava quando Taeyeon estava sozinha. Era perigoso e, embora ela não tinha nenhuma razão para acreditar que Taeyeon estava em apuros, ela não podia evitar de estar preocupada. Ela suspirou profundamente, tamborilando os dedos no volante. Ela já havia se passado quase dez minutos. Taeyeon não estava sendo literal, mas...

- Tiffany, você acha que a minha omma me esqueceu lá?

Irene perguntou em voz baixa. Foi a primeira vez que ela mostrou alguma preocupação em relação à sua mãe.

- Eu não acho que tenha, Irene. Tenho certeza de que Taeyeon vai encontrá-la.

Silêncio novamente. Talvez a menina estivesse sentindo a tensão de Tiffany. A morena olhou por cima do ombro e abriu a boca para dizer algo, mas se assustou com seu celular.

 Pegou-o imediatamente.

- Tae?

- Fany, volta para a sede. Eu estou chamando a polícia, temos um corpo aqui.

- É...?

Não diga a ela quem é. Tiffany não pode mentir. - Não. Não é. Não assuste a menina ok?

- Sim.

- E não volte aqui, fique com ela. Envie Yoona, ok?

- Ok. - Ela fez uma pausa. - Tae, você está bem?

A loira sabia o que a pergunta significava. - Tô, Pany-ah. Sério. Não tem mais ninguém aqui, ok? Juro.

- Tudo bem. - Tiffany respirou um pouco mais aliviada.

- Fany, mais uma coisa. Quando você chegar lá eu preciso que você pergunte para Irene o que aconteceu a partir do momento que ela deixou a casa dela até quando ela chegou na estação, peça para Sooyoung estar com você, tá?

- Sim.

- Ok, querida. Falo com você mais tarde.

- Tchau. - Tiffany encerrou a ligação. - Estamos voltando. - Ela murmurou de volta para Irene.

- E a minha omma?

- Nós ainda estamos procurando por ela, não se preocupe. - Tiffany engoliu o nó na garganta. O dia tinha começado bem demais para rumar para tamanha confusão e incertezas.



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