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História Arquibancada - Capítulo 1


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Notas do Autor


finais! já explico o motivo de eu ter escrito essa short fic.

Capítulo 1 - A eliminação do rival



13 de outubro de 2019.

Treze de outubro de dois mil e dezenove. A torcida se reunia em frente a um bar para seguirmos em direção ao estádio em uma pequena carreata organizada de última hora. A barulheira era intensa e a gritarias eram de euforia. Hoje seria decisão e estávamos confiantes que voltaríamos com boas respostas mas meu coração batia de forma acelerada ao ver a torcida rival passar com suas bandeiras verdes estendidas pra fora do ônibus. Eles eram animados, engajados e apaixonados pela sua seleção, e os poucos torcedores que viajaram quase cerca de 600km seguiram em direção ao estádio atrás de bons resultados. 

Eu apenas debochei. E por dentro meu coração saltava pra fora do peito. Ao meu conhecimento de futebol e também por ter assistido ao jogo de ida, nós teríamos um trabalho árduo com a seleção sulista. Dei de ombros. Apenas coloquei meu laço azul na cabeça, segurei no bandeirão escrito Torcida Jovem e segui sorridente em direção a nossa casa, o estádio municipal.

Entre cantorias, fanfarras e sorrisos, chegamos ao nosso destino. Logo vimos o ônibus que carregava a torcida rival estacionado do lado dos vestiários. Senti um beliscão na minha costela e minha colega de torcida apontar para alguns torcedores da seleção sulista atravessarem o portão principal do estádio. Apenas sacudi a cabeça confirmando que havia entendido o recado. 

Ao aproximarmos dos portões, meu coração praticamente parou. Treze sempre foi meu número da sorte e eu estava bastante confiante com a nossa vitória, porém nervosa com o desafio que íamos travar com a seleção sulista. 

– Essa vai ser moleza. – repeti comigo mesma na intenção de acalmar meu coração. Parei em frente ao portal principal, fechei meus olhos e fiz minha oração de rotina. – É nossa.

Os meus olhos foram abertos. Mil e uma coisas me passaram na cabeça. Algo aconteceria nesse jogo que estava me deixando curiosa, e eu ainda só não sabia o que seria. Mas os meus ancestrais havia me mando uma mensagem. Ao mesmo tempo que minha vida iria virar de cabeça pra baixo, ela iria mudar completamente. 

Respirei fundo uma. Duas. Três. Quatro vezes. A hora havia chego. Entro em uma lancheteria e como algo antes de subir até a arquibancada onde nossa torcida se encontrava. Como rápido. Ajeito meus cabelos preso por um laço azul e entro. Observo os 22 homens correrem pelo campo. O apito havia soado há mais de 3 minutos. 

Arthur vem em minha direção correndo com seus braços abertos e repetindo "mamãe, mamãe, mamãe" diversas vezes. Abro um sorriso, o abraço apertado e giro-o no ar. Ele me puxa em direção a arquibancada, e passo me esmagando entre as milhares de pessoas que ali existia. Logo entrei no embalo e passei a gritar, pular e a bater palmas. Só o fato de apoiar minha seleção me fazia completamente satisfeita, e eu não ligaria se a vitória não viesse. 

Num descuido a seleção sulista marcou seu primeiro gol. 

– Porra!!! – murmuro visivelmente irritada. O empate de 0x0 nos garantia vantagem enquanto o 1x0 nos levaria para os pênaltis. 

A torcida da seleção sulista comemoravam alegremente. Revirei meus olhos numa expressão de nojo (autora: foi de momento, tá? kkkk) e balancei a cabeça de forma negativa. Eu sabia que esse jogo ainda não estava ganho, mas, os disparos que meu coração dava toda vez que meus olhos se direcionava a arquibancada rival me deixava encralacada.

Alguns minutos depois, de forma distraída, vejo a minha torcida pular e gritar de forma eufórica. A minha seleção havia empatado nos garantindo a vantagem de 2x1. Comemorei de uma forma estabanada e abrir o maior sorriso que conseguia. O placar nos direcionava a vitória.

Gritos de incentivos de cada lado e o jogo seguia normal. O placar seguia o mesmo. Ainda estávamos empatados, mas nada que não fosse mudar com o passar dos minutos. 

O segundo gol veio. 

Ainda distraída, não consegui visualizar. Apenas comemorar como se não houvesse amanhã. Soltei meus cabelos do laço azul e pulei feito uma maluca. Mas, ainda não estava nada ganho. O jogo ainda poderia virar.

Intervalo. 

Observei as arquibancadas esvaziarem aos poucos. Naquela tarde de domingo mais quente que o normal seguíamos liderando o jogo por 2x1. Mas, meu coração, seguia disparado.

Quase no finalzinho do intervalo direciono meu olhar na entrada da arquibancada e vejo dois torcedores da seleção sulista se direcionar a nós e os mesmos estavam acompanhados de um dos nossos líderes. Lembro-me de rir de forma patética, cutucar minha colega de torcida e apontar meu dedo em direção aos dois rapazes que havia se misturado conosco. 

Parecia até engraçado, mas, meu coração pareceu correr uma maratona após esses dois rapazes se posicionarem na minha frente. E as perguntas que me fazia era "o que eles fazem aqui?", "o que querem?"

Mas, não me importei. Não os cumprimentei e não foi por má educação, foi por eles estarem bem rodeados e não teriam tempo pra responder um cumprimento meu. 

Retomamos ao segundo tempo. 

Os rapazes ainda continuavam lá. E, ao precisar descer para parte de baixo da arquibancada, lembro-me de precisar quebrar meu orgulho e falar com os rapazes.

– Com licença, por favor, eu quero passar. – disse, mas aparentemente não me ouviram pois não me deram espaço. Já impaciente e com Arthur pedindo pra descer, me espremo entre os dois e passo sem sequer pedir obrigada. 

Meu coração palpitou que parecia sair do meu próprio peito. Apenas olho pra trás e vejo um mais baixinho me observando. Revirei meus olhos, descendo as escadas para a área do bar.

O terceiro gol veio. 3x1. 4x1 nos agregados. Sim, a vitória veio! Já na arquibancada quando o terceiro gol veio, os dois rapazes olham em direção a nós e abrem um sorriso.

Observo cautelosamente e cuidadosamente o mais baixinho e o mais entrosado com a nossa torcida. E meu coração disparou.

Não trocamos uma palavra. Se muito, alguns olhares. 

Treze sempre foi meu número da sorte. E, mal sabia eu, que naquele treze de outubro, eu fiquei cara a cara com o motivo que estava fazendo meu coração correr maratonas.

Ele é da torcida rival, mas tem os olhos mais lindo que já vi.




Notas Finais


ei nenessss.
essa short fic terá 5 capítulos e ela contará como conheci meu namorado vulgo Álvaro, contará nossa história que é a história mais louca o possível e se não for destino, não sei o que é.
aproveitem!

Ah, Álvaro, te amo!


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