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História Arquivo 79 - O Caso da Pimenta Ardente - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capitulo 6


Fanfic / Fanfiction Arquivo 79 - O Caso da Pimenta Ardente - Capítulo 7 - Capitulo 6

– Eu quero meu advogado! EU VOU PROCESSAR TODOS VOCÊS!  

– Colega... você tenta estuprar o filho do meu parceiro, acha mesmo que você vai conseguir processar a gente? Você está no fundo do poço, parceiro, e não vai ser a merda de um advogado que vai tirar você daqui. – Minato disse de forma ríspida e fria, o que era contrário de sua personalidade. Ele estava, no mínimo, puto da vida. Odiava casos assim, e mais do que esses casos, pessoas nojentas como o que estava sentado bem a sua frente naquela sala de interrogatório. – Tem câmeras de segurança que provam onde estava, e as marcas deixadas no garoto prova tudo. Ou você acha que vão acreditar em você? Sua ficha não é boa.  

– Vocês agiram com agressividade! E nem tinham um mandado de prisão contra mim! Isso já dá dois processos, seu merda! – O homem rosna. – E outra, acha mesmo que alguém como eu iria atrás de um garotinho merda que nem ele apenas por ser “bonitinho”? Só pode ter batido a cabeça, “parceiro”. 

– Então você acaba de admitir que foi você, e que não trabalha sozinho. – Minato deu um sorriso vitorioso de canto, apoiando os cotovelos sobre a mesa. – Com quem você trabalha? 

– Não irei falar. – Ele nega junto com a cabeça, sorrindo minimamente. Isso irritava ainda mais o loiro, que tentava a todo custo conter a raiva crescente dentro de si e não voar no pescoço do desgraçado a sua frente e apertar até que se sufoque, implorando por sua vidinha de merda com a pele roxa pela falta de ar, lutando inutilmente para se soltar do aperto. 

(N/a: Isso foi muito especifico, você está bem? kkk) 

– Não? Você já foi preso antes para saber que essa não é a melhor decisão a se fazer...  

– Vai fazer o que, atirar em mim? – Disse em forma de deboche, claramente caçoando da cara do policial a sua frente. O loiro fez um gesto como se alisasse uma barba imaginária, pensando. 

– Isso é uma ótima ideia, sabia? – Então, rapidamente tirou a arma da qual estava em sua cintura a segurando com destreza, indo até o criminoso e o puxando pelos cabelos, apontando a arma em sua cabeça. – Que tal falar logo ou eu irei meter a porra de uma bala na sua cabeça, seu infeliz. – Ameaçou rudemente, e é claro, ele estava disposto a puxar aquele gatilho. 

– Você não faria isso. – Um “click” foi ouvido, indicando que a arma havia sido destravada. 

– Está realmente querendo um buraco nessa sua cabeça de imbecil sua, não é? – Engatilhou a arma, pronto para disparar. 

– TÁ, TÁ! EU FALO! – Gritou pateticamente, tremia com medo por sua vida medíocre. – O que você quiser, mas tira essa porra da minha cabeça, por favor! – Implorou, e assim, Minato soltou a cabeça do homem e retirou a arma da cabeça do mesmo. 

– Pode começar a falar, estou ouvindo. 

– Eu trabalho para ela, a grande Pimenta Ardente. – Isso despertou ainda mais o interesse do policial sobre o criminoso a sua frente. – Quero dizer, eu nunca me encontrei com ela, um dos capangas dela que me paga, e é para ele que eu passo todas as informações que eu consigo sobre vocês.  Só que com um garoto tão bonito daquele, não dá para se segurar, deveria concord-  

A fala do homem foi interrompida com um som de tiro. Ele automaticamente pois a mão na orelha, na qual teve certeza de que tinha sido atingida, o que foi, na verdade, um tiro que pegou bem de raspão. O som do tiro deixou o ouvido do maldito zunindo, e provavelmente teria dor de cabeça depois.  

– Obrigada pela informação, agora, que apodreça na cadeia. – Sorriu de ponta a ponta, até mesmo parecendo um psicopata, saindo pela porta e batendo a mesma com tanta força que o estrondo foi ouvido de longe. Com certeza, Minato não brincava em serviço. 

[...] 

Ele corria pelo pátio da escolinha, aproveitando a última aula livre antes de ir embora para casa. Brincava com seus dois únicos amigos, Shikamaru e Kiba, os qual estavam quase sempre juntos. Por algum motivo, as crianças na escola se afastavam dele, o excluíam e faziam piadinhas de mau gosto com o pobre menino, o que já gerou várias reclamações e um barraco por parte de Kushina na escola. Apena não entedia como tinha pessoas que o julgavam assim, tipo, ele era só uma criança, não tinha o porquê disso tudo. De todo jeito, ele estava feliz em pelo menos tinha dois amigos, e estes eram o suficiente para ele. 

Enquanto corria, ele acabou topando com um outro garoto, que era de sua turma. É claro, o outro ficou meio irritado e fez careta por causa do pequeno acidente. 

– Olha por onde anda.  

– Você que estava no meio. – O loirinho respondeu o outro menino fazendo um bico em seus lábios. – Não deveria ficar aqui parado no meio com gente correndo sabia? 

– Isso não significa que não deveria olhar por onde anda.  

– Hmpft! – Deu de língua. – Você é muito chato Sasuke!! 

– Pelo menos as pessoas gostam de mim, ao contrário de você. – Aquelas palavras foram pesadas, mais ainda se levar em consideração que foram ditas por uma criança de, no máximo, 8 anos. Naruto apenas ignorou aquelas palavras e voltou a correr, mas já tinha desanimado. Depois de conviver em um lar abusivo, ele aprendeu muito bem a esconder o que estava sentindo de verdade e a engolir o choro, mas nem por isso significaria que não doía. E mais uma vez ele se perguntava, “o que eu fiz de errado para ninguém gostar de mim. 

Se afastou dos meninos, dizendo que estava cansado. As crianças não se importaram, justamente por serem crianças e foram brincar, enquanto que Naruto, abraçado a sua mochila com estampa de sapinhos verdes apenas aguardava o portão abrir e sua mãe chegar. 

 

Demorou quase meia hora para que o portão fosse aberto e ele pudesse ir até sua mãe, que já o esperava do lado de fora, e como a boa mãe que Kushina Uzumaki era, ela notou rapidamente que havia algo de errado com seu menino. “Ele saiu de lá de dentro muito quieto... o que aprontaram dessa vez?” 

– Aconteceu algo, meu filho? – Perguntou docemente, segurando a mãozinha dele com carinho. 

– Nada não, mamãe. Apenas estou cansado. – Tentou disfarçar, dando seu melhor sorriso para a mulher que estava ao seu lado, qual apenas arqueou uma das sobrancelhas em questionamento, afinal, sabia que era estranho ele dizer que estava cansado. 

– Você? Cansado? Acha que sua mãe é boba para não notar que isso é mentira, hm? Espertalhão. – Bagunçou levemente os fios loiros do filho, dando uma risadinha baixa enquanto ele resmungava. – Vamos lá, querido. Você sabe que eu não vou ficar zangada, né? Pode contar tudo pra mamãe, você sabe disso. – Ele continuou inquieto, até que sua mãe parou e se abaixo na sua frente, pondo as mãos em cada um de seus ombros, fazendo um leve carinho enquanto olhava diretamente nos olhos do filho com um leve sorriso aconchegante. – Ande, não precisa ficar com medo, querido. Independentemente do que aconteceu, eu ainda te amo. E é por isso que eu preciso saber o que aconteceu. Se você não me contar, não terei como te ajudar, meu anjo. – Ele baixou a cabeça, se demonstrando triste, por fim. Isso deixava a ruiva com o coração partido em milhões de pedacinhos; 

– Por que ninguém gosta de mim, mamãe? Eu não entendo, o que eu fiz para as outras crianças me odiarem assim! – Seus olhos já estavam cheios de lágrimas, das quais algumas já desciam teimosas por suas bochechas. Ele tinha um olhar carregado de tristeza, e não era só por causa das crianças na escola, mas também em casa. Quantas vezes ouvia até pior de Mito? Além disso, tinha os abusos físicos. Aquilo destruiu a criança por completo, e era de se admirar em pensar que ele ainda estava vivo, e em como ele fingia muito bem. 

– Ah, querido, te incomodaram falando essas besteiras de novo? Me desculpe por ter que escutar essas coisas de crianças maldosas. Mas sabe por que elas fazem isso? – Perguntou, recebendo uma carinha confusa do menino, que ainda não entendia onde sua mãe queria chegar com aquela conversa. – É porque elas estão ocupadas demais pensando que são melhores invés de apenas serem crianças. Independentemente do que elas dizem, saiba que você é incrível, e que tem pessoas que gostam de você, entendeu? Tem aqueles seus dois amiguinhos e eu, certo? – Terminou com um pequeno e singelo sorriso, vendo seu pequeno sorrir e a abraçar com força. Ah, ela amava ver seu querido filho assim, feliz. E era isso que ele merecia ser, como qualquer criança. 

– Obrigada mamãe! A senhora é a melhor, sabia?! Eu te amo muitão!! – E por fim, ele tinha voltado ao seu pique alegre e feliz de sempre, arrancando um pequeno riso de sua mãe, que retribuiu o aperto do abraço. 

– Eu sei disso, querido. E também te amo muitão, sabia? – “e também querida poder te proteger do mal que te cerca...” completou a frase mentalmente, mas não deixando-a estragar o sorriso desenhado em seu rosto. – Bem, vamos pra casa, sim? Tem que tomar banho e fazer o dever antes de ir pra casa do seu amiguinho, filho. – Naruto balançou freneticamente em um sinal positivo, animando-se de novo. Sua mãe era uma pessoa extremamente boa, e disso ele sabia muito bem. Melhor do que qualquer um. 

– Certo! Vamos, mamãe! – Assim que Kushina se levantou, foi puxada pela mão pelo seu filho, que agora, mais uma vez, estava animado, como se nada tivesse acontecido a poucos momentos atrás, querendo chegar logo em casa para, no final, ir brincar e dormir na casa de um amiguinho. 

 

(APARTIR DAQUI, SUGIRO QUE LEIAM OUVINDO A MÚSICA "BODY" DO JORDAN SUASTE)

Assim que se viu sozinha naquele quarto, ela permitiu-se olhar seu próprio reflexo no espelho, dentro do banheiro. Foi retirando suas roupas lentamente, analisando cada parte dele. E, céus, como ele era horrível! Claro, na visão dela. 

Estava magra, muito magra. Seus ossos eram visíveis através da pele, que os marcava perfeitamente. Sua pele estava branca de mais, muito mais do que era normal. Os olhos estavam sem vida, sem brilho. Agora, o que mais a torturava, eram as marcas, eram várias e várias cicatrizes das quais estavam espalhadas por seu corpo, em lugares até... “impossíveis”.  

Já não se reconhecia mais. Onde havia ido parar aquela garota alegre que ela era a alguns anos atrás? Aquela que sempre se mantinha sorrindo, pronta para um amanhã cheio de imprevistos e surpresas? Ah claro, ela sabia onde ela estava. E sabia muito bem onde estava e o que havia acontecido com ela. 

Essa garota estava morta a muito tempo. 

As lágrimas escorriam por seu rosto silenciosamente, e seu corpo tremia levemente, por muitos motivos diferente, e um deles era medo. Medo daquilo se repetir. Medo de que, de repente, tudo piorasse para seu filho. Tinha medo de ser presa. Nunca teve a intenção de se tornar uma chefe da máfia local, isso com certeza não estava na sua lista de desejos, mas ela não teve escolha, afinal, fora obrigada a isso. 

E se fosse presa, o que aconteceria com seu filho?! Sabia que nunca mais sairia da prisão caso seja presa. Mito provavelmente iria ganhar a guarda dele, e o que aconteceria em seguida? O que ela faria com seu pequeno príncipe? Era isso que ela temia todos os dias. Desejando a qualquer entidade que exista para que isso não acontecesse. Já que, do jeito em que sua cabeça estava, ela acabaria cometendo uma loucura, como a de tirar sua própria vida, como já havia tentado antes. As marcas em seus pulsos estavam ali para provar...

Claro que ela já tinha desistido de si e desse mundo fazia tempo, e a única coisa que a prendia ainda era seu filho. Não podia o deixar sozinho. 

Talvez tenha sido por isso que Minato apareceu em sua vida novamente, depois de muito tempo, descobrindo a verdade. Talvez isso indicasse que ele estaria bem sem ela. Que todos ao seu redor estariam bem sem ela... 

E, de repente, se pegou pensando naquela noite, no baile de formatura, anos atrás. 

 

– Hm? Está sozinha? – Fora tirada de seus pensamentos quando escutou uma voz masculina - muito bem conhecida por ela - a chamar. – Posso te fazer companhia? 

– C-claro... – Confirmou com um sorriso, recebendo em resposta outro. – Uh, não deveria estar com seus amigos...? Mas não estou te expulsando nem nada, está bem?! – Apressou em se corrigir, para não causar uma impressão errado ao rapaz loiro ao seu lado. 

– Ah, eu não os considero meus amigos, sabe? – A olhou de canto, ainda sorrindo. –  Apenas andam comigo por eu ser o “famosinho inteligente” da escola. E eles estão caindo de bêbados, então, acho que sua companhia é bem melhor. – Ela corou com tal comentário, mas não deixou de sorrir. Na real, eu também estou bêbado demais, mas sei me controlar. – Ele deu uma risada baixa, coçando a nuca sem graça. Já imaginava a bronca que receberia de sua tutora por estar bêbado, e as piadinhas e perguntas toscas de seu tutor, como “pegou quantas, garanhão?”. Ele não era assim, mas não era de estranhar pensar isso de alguém tão bonito quanto ele. 

– Jura? Se você não falasse eu não iria notar. – Comentou, sorrindo. Ela também havia bebido, não muito, mas o suficiente para ficar levemente alterada.  

– Você parece ser alguém legal, Kushina. Acho que se não fosse meus estudos teria se aproximado de ti antes. – Comentou sorrindo, e um rubor ainda mais forte se instalou no rosto da outra, que virou o mesmo para a direção oposta.  

Um vento leve batia neles, o que fazia alguns dos cabelos de Kushina voar levemente para trás, iluminados pela luz suave da lua, e Minato, por sua vez, não conteve sua vontade de toca-los levemente, fazendo um breve carinho nos mesmos. 

– Seus cabelos são lindos, sabia?” 


Notas Finais


Perdão pelo cap triste- sempre é triste msm, ent ta né

como vcs estão? Eu estou melhorzinha, apesar de ainda estar doente kkk

bem, oq vcs acham da kushina? Aliás, spirit, PUTA QUE PARIU, NN TEM NUDES AQ NN, ENT NN VENHA APAGAR SAPORRA NN PQ EU CHORO

OBG

MUSICA: https://youtu.be/OVcwWnN2RH0

entrem no grupo: https://chat.whatsapp.com/IUYg7ODBZFeKhJkPZpY2rp


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