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História Arquivo S. - Capítulo 1


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Notas do Autor


Essa é a minha primeira fanfic depois de anos sem escrever mais nenhuma, porém depois de ler uma fanfic Eddie X Venom muito boa, eu resolvi voltar a escrever elas, claro, não pretendo colocar um foco em romance nessa temporada, porque quero primeiro conquistar alguns leitores fieis, para depois fazer eles se apaixonarem por um dos meus casais, então espero que gostem.

Capítulo 1 - Mas que porra é essa?


Fanfic / Fanfiction Arquivo S. - Capítulo 1 - Mas que porra é essa?

 Tudo estava melado de sangue, e não importava para qual lado olhasse, a visão seria a mesma, pedaços de computadores no chão, partes de membros de humanos por toda o lado, e o sangue ainda fresco, se fundindo com as gotas de água que entravam pela janela quebrada, quase parecia um sonho desconexo, mas a dor que queimava o braço esquerdo dela, não conseguia fazer ela relaxar.

 - Não, não tem como só eu ter sobrevivido. – Ela começa a mexer entre os corpos dos seus antigos colegas, tirando braços, cabeças, e até pedaços grandes do corpo, buscando encontrar outra pessoa que tenha tido a mesma sorte que ela teve, de sobreviver ao ser coberta pelos cadáveres deles.

- Por favor, que tenha mais alguém, por favor... – Ela começa entrar em desespero enquanto segura nas mãos a cabeça de uma de suas colegas mais próximas, por um segundo ela pensou ter ouvido a voz suave dela, mas logo percebeu que só estava enlouquecendo com aquilo tudo.

 Sem mais nenhuma esperança, a mulher coloca a cabeça de sua amiga próxima ao pescoço dela, e fecha os olhos e a boca para que ela pudesse se encontrada pelos policiais, da mesma forma que ela pensou que morreria, dormindo tranquilamente em algum lugar frio e distante, deitada em uma cama quentinha, com alguém que ela tivesse amado nos último 40 anos, e...

- Porra, Anna, eu vou te matar por ter me contado isso, merda, merda, merda. - A mulher começa a chorar perto do corpo de sua antiga amiga, ela até tenta se recompor várias e várias vezes, mas é quase impossível olhar para aquela sonhadora, e não cair em lágrimas.

- ... – Depois de alguns minutos de luto e choro pela amiga, a mulher volta a realidade, e sai de perto dos corpos de seus antigos colegas de trabalho, se senta em uma cadeira com uma parte do apoio cortada fora e suja de sangue, enquanto apóia a cabeça na bancada toda molhada de sangue e água da chuva que estava entrando pela janela.

-Você está bem, está machucada?! – Uma mulher loira com um corpo meio magrelo e um cabelo curto, apóia com força a mão no ombro dela, ela até tenta levantar o rosto e responder ela, mas toda a vontade dela de fazer qualquer coisa se foi, então tudo que sai é apenas um curto e grosso “Não”.

- Eu preciso usar os equipamentos de som, você poderia me dizer onde eles estão, é uma emergência. – A cientista levanta o rosto com fúria em direção a loira, e olha para ela como se estivesse pronta para matar aquela coisa prateada que cortou todos naquela sala.

- Eu sei que isso é uma emergência, você não está vendo a porrada de corpo que tem no chão?! E você quer fazer uma festa, sua idiota?! – Só Deus sabe como ela não pulou no pescoço daquela mulher, vontade ela teve, mas algo a segurou, talvez o pouco de sanidade que ela ainda tinha dentro dela.

- Desculpa... Eu entendo a sua raiva, mas eu sei como parar aquela coisa, eu só preciso que me ajude a fazer isso. – O olhar de fúria ainda estava visível no rosto dela, porém agora ela estava mais controlada em relação à antes, e conseguiu deixar que a loira pudesse explicar a situação para ela.

- Então você quer dizer que se deixamos o som em uma determinada frequência, aquela merda vai sofrer uma dor que farra ela sair do corpo do hospedeiro? – Algo assim era realmente difícil de engolir, mas em um mundo onde pessoas conseguem soltar raios das mãos, se fundir com aliens, e soltar teias das mãos, uma criatura com fraqueza a freqüências de som, não era algo tão impossível assim.

- Sim, e a fogo também, mas você poderia me ajudar a atordoar aquela coisa? Se conseguirmos fazer isso, podemos evitar que traga mais delas para cá. – A cientista olhou surpresa para a loira, não por alguma coisa nela, e sim pelo que ela disse “Mais delas para cá”? Então esse era o plano daquela coisa?

  A mulher só apontou para uma bancada com alguns botões, e indicou qual era o que ajustava a frequência do som dos alto falantes da companhia, depois só pediu para que a loira fizesse o que quisesse, mas a deixasse sozinha agora.

- Obrigada... E eu sinto muito por agora a pouco, eu realmente nã... – Ela é deixada falando sozinha, enquanto a cientista vai em direção a alguns corpos mais a esquerda, e se ajoelha próxima a eles, olhando alguma coisa.

 A loira entende o gesto, e avança rapidamente até a mesa para colocar o seu plano em ação, mas enquanto ela começa a fazer isso, a outra mulher aproveita a distração dela e pega o equipamento de um dos corpos, que ela usa para olhar por entre as câmeras a luta entre o simbionte prata e o simbionte preto.

 No início o simbionte preto parece estar ganhando, mas logo começou a ser massacrado pelo prateado, e no decorrer da batalha, um deles quase é comido pelo outro, porém o hospedeiro desse simbionte pulou em direção a ele, o que fez com que os dois voltassem a ser uma criatura monstruosa, no começo a cientista estava acompanhando com sede de vingança a luta, esperando ver o resultado do plano da loira, mas agora ela estava morrendo de ódio dessas criaturas, não basta parasitar outro ser? Ainda come os da própria espécie? Não passam apenas de animais que precisam ser controlado, é o que ela pensou.

- Vamos Brock, vamos! – A loira também acompanhava a luta por uma tela onde mostrava todas as câmeras que se encontravam na área externa do local, e parecia ansiosa e preocupada com uma daquelas coisas, será que era com o hospedeiro? A mulher pensou, mas mesmo que ela se preocupasse, não importava mais, aqueles seres não dividem corpos, tudo que havia restado dele, era só a casca a qual o simbionte usava.

 Ao voltar à visão para o aparelho na mão dela, a mesma notou que a luta estava quase se encerrando, na verdade, já tinha se encerrado, o simbionte prateado tinha consumido o simbionte preto e o hospedeiro juntos, agora ela era mais forte que antes, e consequentemente, mas perigoso e impossível de ser parado, pelo menos é o que ela pensou, até a loira botar o plano em ação, e conseguir desestabilizar aquele ser de força descomunal, com simples frequências de som.

- Como você fez isso? – A cientista correu até a loira e a segurou nos dois ombros, impedindo que ela pudesse recuar para qualquer direção,.

- Eu só fiz o que eu te disse, eles não suportam essas frequências de som, e nem fogo. – Ela ficou meio receosa em acreditar nas palavras da loira, porém mesmo não conhecendo muito ela, podia dizer que aquele não era um rosto de alguém que mente para se livrar de algo, então cedeu ao que ela disse e foi em direção ao corredor, para sair daquele inferno de uma vez por todas.

 Agora ela não tinha mais nenhuma vontade de falar com ninguém, tudo que aconteceu naquela noite foi conversa o suficiente para conversar com os próprios deuses e demônios até o juízo final, e ainda sair com histórias de sobra para contar, então tudo que ela tinha em mente, era ir para casa, dormir, e acordar no dia seguinte pronta para ir traba... Ela não tinha mais que ir trabalhar, não ali pelos menos.

 Novamente ela começou a chorar, mas dessa vez sem corpos ao redor, e sem uma total estranha para atormentá-la com informações estranhas sobre aquelas coisas, agora finalmente era só ela, Layara Diaz, em um corredor escuro, sujo e frio, com os seus próprios pensamentos, e sangue de mais de vinte pessoas por cada parte do corpo.

 Alguns minutos depois ela ouviu um som vindo dos elevadores que ficavam perto da sala de comando de onde ela saiu, e viu policiais, bombeiros, pessoas da equipe médica, e mais alguns que ela não conseguiu identificar a equipe a qual pertencia, saindo as pressas de dentro deles, normalmente uma pessoa correria até eles em busca de ajuda, mas ela já estava tão ferrada, que só ela mesma poderia se ajudar agora, então ficou parada, encostada no chão da parede olhando para aquelas pessoas, e pensando em uma única coisa.

 “Eu vou foder com todas aquelas coisas”.


Notas Finais


Eu chamaria esse capítulo de prólogo 1, já que o próximo também será meio que um prólogo também, a história só vai se passar no tempo atual, a partir do capítulo 3, que é o capítulo onde vou desenvolver o cenário principal, o trabalho da protagonista, e um pouco da cidade, então até lá, espero que curtam o capítulo 1 e 2. ^^


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