História Arquivos confidencias e Casos não solucionados - Capítulo 1


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Notas do Autor


Para começar essa fanfic, eu pensei em algo que fosse "nosso", tipo uma lenda local. Bom... Não é tão "local" assim, essa é uma lenda do Amazonas.
A lenda é contada por várias tribos indígenas que vivem na região aonde se encontra a floresta amazônica, que dizem abrigar uma criatura desconhecida pela ciência, chamada de Mapinguari. O Mapinguari é uma criatura grande e peluda com grandes garras nas suas patas dianteiras, além disso, ele é capaz de emitir urros, gritos e rugidos extremamente altos e que ecoam por vários metros, ou quilômetros, floresta a dentro.

*A história que será contada no capítulo foi totalmente inventada por mim, mas teve certa inspiração em histórias contadas por exploradores, caçadores, indígenas e criptozoólogos.*

Obs: A foto utilizada na capa foi tirada e editada por mim. Obviamente é fake, usada apenas para ilustrar a tal criatura amazônica.

Boa leitura.

Capítulo 1 - Relato: Mapinguari


Fanfic / Fanfiction Arquivos confidencias e Casos não solucionados - Capítulo 1 - Relato: Mapinguari


A história é a seguinte: Um homem diz ter presenciado um massacre, enquanto acompanhava um grupo de cinco caçadores e dois nativos. Eles estavam atrás de grandes exemplares de jacaré-açu, para matar e vender seu couro, mas... Quando estavam se aproximando de uma lagoa rasa, derem alguns disparos na água, tentando ver se tiravam algum jacaré de seu esconderijo. Mal sabiam eles que, fazendo isso, chamariam a atenção de outra coisa.


Meu nome é Carlos Ribeiro. Tenho trinta e seis anos e eu sou caçador a nove anos, costumo fazer isso sozinho, mas, quando o troféu for um grande animal, eu aceito ajuda.

Naquele dia, alguns caçadores tinham me chamado para acompanha-los em uma caçada dentro da floresta amazônica. A princípio, eu rejeitei o pedido deles, mas eles começaram a me oferecer uma quantia alta de dinheiro e também disseram que estaríamos sendo guiados por uma dupla de nativos indígenas. Após isso, eu acabei aceitando.

Pegamos tudo o que era necessário e partimos direto para a cidade de Manaus. Quando chegamos, vi que eles tinham alugado uma caminhonete grande, isso me deixou um pouco mais tranquilo. Após guardarmos nossas bagagens na traseira da caminhonete, fomos até uma estrada rural e seguimos por vários quilômetros, até que chegamos no que parecia ser uma trilha que levava para dentro da floresta. Adentramos a floresta por aquela trilha e continuamos nosso caminho por mais alguns três ou quatro quilômetros, até chegarmos em uma parte da trilha que não era mais possível continuar, se não fosse a pé. 

Andamos por alguns minutos, até encontrarmos a tal dupla de indígenas em uma clareira. Assim que os encontramos, começamos nossa caminhada, sendo guiados por aquela dupla. Os dois homens não estavam armados e levavam apenas algumas garrafas d'água, mas, os caçadores e eu, estávamos cada um com uma espingarda.

Nós andamos por muito tempo, até chegarmos em uma área que mudou o comportamento dos nossos dois guias. Havia um pequeno riacho, que parecia estar separando um pedaço da floresta, como uma divisa. Os dois indígenas começaram a ficar perplexos, dizendo que aquele lugar era perigoso e que ninguém nunca voltou de lá, e os que voltaram, morreram poucos dias depois por medo. 

Depois de tanto insistir, os caçadores finalmente conseguiram convencer os guias a continuarem. Eu estava achando aquilo muito estranho, porque eles estavam muito bem durante toda a caminhada e, a mudança de humor foi algo muito repentino. 

Fomos levados até uma lagoa rasa que, segundo os dois homens, estava repleta de jacarés. Ao saber disso, o líder dos caçadores se encheu de alegria e nos deu a seguinte ordem:

- Atirem na direção do lago, com sorte conseguiremos  ver algum jacaré assustado.


E, sem perder tempo, fizemos isso. Após os disparos, esperamos um tempo, mas não vimos nada. Quando decidimos recarregar as armas para atirar mais uma vez, o clima à nossa volta mudou. De repente, as aves que estavam no topo das árvores, voaram em desespero e, um som muito alto ecoou ao nosso redor. Parecia um grito ou um urro estrondoso, diferente de tudo o que eu já havia ouvido.

Quando olhamos para trás, vimos algo assustador... Uma grande criatura vinha correndo na nossa direção, quebrando os galhos em seu caminho. Seus paços eram pesados e ele avançava até nós, correndo como um urso ou um gorila, mas era muito maior e mais estranho. Era uma criatura diferente de tudo o que eu já tinha visto, um animal totalmente desconhecido por mim e por aqueles caçadores. 

Não demorou e ele chegou até nós, erguendo-se nas patas traseiras e urrando furioso para nós. Seus pelos eram compridos e escuros, em uma tonalidade meio marrom avermelhada, ele possuía grandes garras, olhos negros e tinham também algumas flechas em suas costas, como se ele já tivesse sido confrontado por alguma tribo.

Um dos caçadores mirou sua espingarda na direção dele, mas antes que pudesse ter a chance de atirar, foi golpeado pela criatura e caiu no chão, inconsciente. Após esse primeiro ataque da criatura, os dois indígenas começaram a correr e sumiram no meio da floresta. 

De repente, o estranho animal arrastou suas patas pelo solo e atirou em nossa direção alguns galhos e pedras. Um dos galhos acabou atingindo minha perna, fazendo com que eu perdesse o equilíbrio e caísse, mas... Quando olhei para o lado, vi que um dos caçadores não teve a mesma sorte, pois ele acabou sendo atingido em cheio por um galho, sendo perfurado em seu peito e caindo no chão, agonizando de dor.

O caçador líder ainda estava vivo e, logo deu a ordem para os dois sobreviventes que estavam ao seu lado. Eles atiraram na direção daquele animal, mas ele continuou de pé e furioso, rosnando e urrando várias vezes. Os caçadores se afastaram um pouco e começaram a recarregar suas armas, para atirar novamente e, essa era a chance que eu precisava. Assim que eles fizeram isso, me levantei rapidamente e, com muita dor, comecei a correr na mesma direção à que viemos.

Conforme eu me afastava, comecei a ouvir os gritos de dor de um dos caçadores, juntamente com os rugidos da criatura e os disparos. Eu nunca corri tanto em toda a minha vida, talvez pelo medo de ser atacado por aquele monstro de novo. A dor que eu sentia na minha perna era algo insuportável, pois o galho que me atingiu acabou abrindo um corte muito grande na minha coxa, fazendo com que eu perdesse uma quantidade considerável de sangue enquanto eu corria. 

Após muito tempo correndo, cheguei na caminhonete que os caçadores haviam alugado. Entrei nela, dei a partida e comecei meu caminho de volta para Manaus.

Era quase impossível dirigir com a perna machucada, mas eu não queria parar... Na verdade, eu queria ficar o mais longe possível da floresta, após essa horrível experiência. Dirigi por vária horas, chegando naquela estrada rural que nos trouxe até a floresta, mas acabei desmaiando antes de poder chegar à cidade. 

...

Quando finalmente acordei, eu estava em um hospital, com minha perna enfaixada e com alguns aparelhos presos em meu corpo. 

Dois dias depois, fui visitado por um investigar, que queria saber o que aconteceu comigo e com o resto do grupo. Contei tudo o que presenciei para ele, mas ele não estava acreditando em mim. No mesmo dia, mais algumas pessoas me visitaram e pediram minha permissão para divulgar a história. Eu aceitei, mas com uma condição... Não quero mais tocar nesse assunto, com ninguém. 

Depois disso, eu nunca mais cacei nada e, nunca tive notícias dos caçadores, dos guias, ou então, de seus corpos.

Tudo o que posso dizer agora é que, sou atormentado por pesadelos com aquela criatura todas as noites, como se esse medo tivesse tomado conta de mim. Talvez algum dia eu acabe morrendo de medo, como algum nativo da floresta. 

A única coisa que ganhei após aquele massacre, foi a chance de saber o nome desse monstro. Lendas locais se referem á ele como... Mapinguari.




Notas Finais


Tomará que eu tenha começado bem a fanfic, escolhendo trazer essa lenda como primeiro capítulo. Até hoje a lenda do Mapinguari me fascina, sendo muito comentada em vídeos e sites de criptozoologia.
Minha opinião a respeito: O Mapinguari pode não ser um monstro ou um espírito da floresta, mas pode ser um animal pré-histórico que sobreviveu a extinção. Nesse caso, um Megatério (Preguiça gigante).

Obrigado por terem lido até aqui, espero vocês nos comentários.

Valeu falou!


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