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História Arquivos Secretos - Capítulo 2



Capítulo 2 - A Arca da Aliança e o Santo Graal


Essa história se passa entre o Livro 3 e o Livro 4.

Lory

Eu e Annak fomos designadas para ir até um museu na Terra onde por algum motivo estavam 2 itens de Outworld: A Arca da Aliança e o Santo Graal. O problema deles estarem lá é que a Arca da Aliança prendia dentro dela Os 4 Cavaleiros do Apocalipse e o Santo Graal era uma das 3 chaves para ressuscitar o demônio Hraelzyr. Se isso cair nas mãos do Clã da Noite, certeza que teremos grandes problemas.

Então, nos duas fomos até a Byfrost, direcionamos para a Terra e partimos. Chegamos as 14:37 na Terra, abri um portal em direção ao Egito e atravessamos. Assim, saímos do portal que foi aberto dentro de um beco deserto na cidade do Cairo, bem aonde queríamos ir e sem ninguém nos ver.

-Annak, fique atenta. Não sabemos se algum membro do Clã da Noite está por aqui atrás desses itens. E tente fazer o máximo para se parecer um habitante deste mundo. Ok?- Digo a Annak.

-Não se preocupa, não haverá problema algum.- Diz Annak.

Sabia que aquilo era muito improvável, afinal nossas missões nunca foram fáceis. E seria um problema se encontrássemos alguém que lutasse corpo-a-corpo, eu e Annak somos poderosas feiticeiras, mas terríveis em lutas assim.

-Aliás... pra onde fica esse museu? Será que é longe?- Pergunta Annak a mim.

-Só tem um jeito de descobrir, VISÃO MITSUKERU!- Digo invocando a magia de localização.

Meus olhos ficam brancos e eu tenho uma visão completa da cidade. Depois de alguns segundos, consigo localizar o museu e em qual exposição eles estavam. Desativo a magia e meus olhos voltam ao normal, além de voltar a enxergar normalmente.

-Achei, está a 200m daqui. É um museu parecido com um templo de Outworld, só que construído inteiramente de arenito. Além disso, os itens estão no Corredor 3 da exposição sobre Religião, Mitologias e Misticismo.- Digo a Annak.

-Bom, essa é a parte fácil. Agora como vamos tirar os itens da exposição sem ninguém ver? Por acaso tu tem um feitiço de ilusão permanente?- Pergunta Annak a mim.

Dou um sorriso sarcástico como resposta afirmativa.

-Meu Thamir amado... ela tem.- Diz Annak espantada.

-De fato, mas daria muito trabalho. E esperar até a noite é dar mais tempo para o inimigo pegar. O jeito é substituir rapidamente, mas pra isso teremos que criar distrações. E eu já sei como.- Digo a Annak

-Como?-

Cochicho o plano no ouvido de Annak.

-É, pode dar certo, mas é bem arriscado. Se der erro, adeus missão.- Diz Annak a mim.

-Eu sei, mas vamos tentar.-

Saímos de dentro do beco e seguimos em direção ao museu. Por sorte, era gratuito a entrada, assim não tivemos que “pegar dinheiro emprestado”.

Assim que entramos, nos dirigimos ao Corredor 3 e nos dirigimos até o fim dele. No fim, havia duas caixas de vidro com os itens que procurávamos. A Arca da Aliança estava na maior e colocada no chão. O Santo Graal estava em uma pequena em cima de um pilar.

Porém há muitas pessoas ao redor dos itens, ou seja, sem possibilidade de algo direto. Teríamos que colocar o plano em prática.

Eu havia contado com Visão Mitsukeru que havia 10 seguranças em todo o museu: 5 na Sala de Vigilância, 1 na portaria e 4 espalhados pelos corredores.

Olhei para Annak e ela acenou com a cabeça afirmativamente. Nos separamos e eu usei um feitiço de disfarce. Agora eu parecia uma mulher cega, com os olhos brancos, um óculos de Sol e uma bengala que cegos usavam, porém eu ainda enxergava e muito bem. Assim fiquei batendo com a bengala no chão até me esbarrar com um segurança. O homem parecia ser calmo, tinha a altura média, cabelo preto, olhos azuis e não era muito musculoso.

-A senhora está bem?- Perguntou o segurança me segurando para não cair.

-Desculpe senhor. Eu sou cega e estou em busca do banheiro. Poderia me levar até lá?- Pergunto ao segurança.

-Claro, irei leva-la até lá. Mas depois a senhora terá que se virar, infelizmente ainda não temos seguranças femininas para lhe ajudar.- Disse o segurança.

-Ah tudo bem. Eu me viro.- Digo a ele.

O segurança segura a minha mão e eu invoco um feitiço para conseguir enxergar o ângulo que cada câmera de segurança captava. E por muita sorte, nenhuma câmera pegava o ângulo dos banheiros. E para melhorar, os banheiros ficavam em um corredor onde ninguém ia e assim que chegamos perto, Annak conjurou um feitiço de cortina de fumaça naquele corredor, ou seja assim que passamos por aquele corredor, ficávamos invisíveis.

-Pronto senhora, já estamos nos banheiros, só seguir em frente e pronto.- Diz o segurança a mim.

-Desculpa querido, mas o destino do universo depende disso.- Digo tocando no rosto do segurança e conjurando um feitiço para desmaia-lo.

-Que?...- Diz o segurança momentos antes de desacordar.

O segurança cai desmaiado e eu o arrasto para dentro do banheiro. Lá eu retiro o feitiço de disfarce, assumo a aparência e a voz dele, pego suas roupas e as coloco por cima das minhas de modo que fossem impossíveis de as ver. Assim o deixo sentado em um vaso sanitário apenas com sua cueca e saio do banheiro. Annak desfaz o feitiço de cortina de fumaça assim que abro a porta do banheiro.

O próximo passo é desativar as câmeras. Então verifico todo o lugar a procura dessa Sala de Vigilância. Até que recebo uma chamada na escuta que peguei do segurança.

-Paul! Venha agora para a sala de segurança, temos um problema.- Disse um dos seguranças na escuta.

Merda, isso vai me complicar e muito.

-Claro, a caminho. Mas não é melhor chamar mais um para averiguar esse problema? Pode ser sério.- Digo ao segurança pela escuta.

Alguns segundos se passam sem resposta.

-Certo, vou pedir para o Jordan do Corredor 1 vir também. Câmbio, desligo.- Disse o segurança pela escuta.

Ótimo, agora é só seguir esse tal de Jordan e ver onde é a tal sala.

Após alguns segundos, um segurança sai do Corredor 1 e vem até mim. Ele era mais alto que Paul, era negro, careca, tinha olhos castanhos escuros, musculoso e possuía uma barba que cobria apenas a volta da sua boca.

-Paul, temos trabalho. Vamos.- Disse Jordan dando um tapinha no meu braço.

Eu o segui morrendo de medo, afinal pelo tamanho dos músculos, ele com um tapa me mataria com toda certeza. Porém mantive a calma e a postura. Após alguns segundos, subimos uma escada de metal e entramos na sala das câmeras.

A sala era razoavelmente grande e abrigava 5 seguranças, além de enormes monitores com todas as câmeras e painéis cheios de botões, inclusive os de alarme. Teria que fazer aquilo bem rápido.

Jordan se aproximou de um dos seguranças. Eu fiquei para trás e fechei a porta, e com muita calma, consegui trancá-la apertando o botão para trancar sem ninguém perceber. Agora, eu teria que atacar de uma vez.

-John, porque nos chamou aqui?- Pergunta Jordan a um dos seguranças.

-É que registramos atividades suspeitas próximas do banheiro, do Corredor 3 e também no lado de fora. Parece que um homem loiro está esperando algo e parece estar impaciente.- Diz o segurança John a Jordan.

-Não vi nada estranho. Poderia ser mais específico com relação ao interior?- Diz Jordan a John.

-É que o Paul guiou uma mulher aparentemente cega até os banheiros. Depois de muito tempo, ele saiu e a mulher não. Entendeu?- Diz John a Jordan.

Todos os seguranças se viram para mim e me olham fixamente. Mas como suspeitaram disso? É claro! Eu demorei no banheiro e quando voltei, eu já tinha desativado a magia de ver o ângulo de visão das câmeras! Como pude ser burra! E é óbvio que eles viram eu indo até o banheiro, eles tinham câmeras grudadas no teto, não só as comuns! Merda... merda, merda, merda!

-Paul, queremos explicações. O que você fez com aquela mulher? Você não se “aproveitou”, né? Ou melhor, se é que você é realmente o Paul. Explique-se.- Diz Jordan com uma voz ameaçadora.

Respiro fundo e tento me acalmar, mesmo que eu estivesse suando frio. Não poderia abandonar a missão.

-Rapazes. Eu até poderia explicar, mas vocês não entenderiam a gravidade da situação e infelizmente, terei que fazer isso...- Digo com uma voz calma.

Meus olhos brilham em roxo e uma névoa rosa sai de dentro da minha boca. Os guardas se levantam das cadeiras para tentar me atacar, mas eu já tinha vencido.

-UBASHA!- Grito profetizando o feitiço.

Assim que a névoa rosa tomou conta da sala e os seguranças respiraram, eles caíram no chão desacordados. Isso não os mataria, mas os deixaria dormindo por alguns minutos e apagaria as memórias deles de 5 minutos atrás.

Assim que derrubei os seguranças, fui até o sistema de câmeras e desativei todas. Além disso, desliguei as alarmes antifurto e deixei o alarme de incêndio ligado para a próxima parte. Tirei a roupa do segurança Paul e voltei a minha real aparência.

Destranquei a sala com a chave que o segurança John possuía e depois tranquei a porta novamente, assim desci as escadas e Annak já me esperava pra próxima parte do plano. Sinalizo para Annak e vou para o Corredor 1. Annak se esconde em um canto, incendeia sua mão e inicia um incêndio controlado.

O alarme de incêndio apita e os dispensadores de água entraram em ação. Como esperado, as pessoas rapidamente deixaram o local e os seguranças correram para ver onde era o incêndio. O problema era que Annak ainda estava perto do fogo.

-Parada! Você está presa!- Gritou um dos seguranças.

-Não se mova ou atiraremos!- Gritou outro segurança para Annak.

Sorte que ela tinha feito o incêndio perto do Corredor 3, então eu corri para ajudá-la e quando vi os seguranças, pulei e dei uma voadora em um levantei rápido e desarmei o outro. Annak se esgueirou atrás de mim e desmaiou o segurança que eu havia desarmado. Como a minha voadora foi muito forte, acabei desmaiando o outro segurança.

Deixamos os dois de lado os seguranças e Annak extinguiu o incêndio estalando os dedos. Após caminhamos em direção aos itens.

-Olha, eu só vejo sucesso aqui. Estamos molhadas? Sim. Quase deu ruim umas 3 vezes? Sim. Mas deu certo.- Disse Annak rindo.

-É, passamos por alguns... imprevistos, mas nocauteamos 10 seguranças sem as pessoas notarem.- Digo feliz enquanto admirava os dois itens.

Eles eram ainda mais bonitos de perto. Mas não podíamos enrolar, afinal em pouco tempo os bombeiros chegariam.

-Vem Annak, me ajuda a tirar eles dessas caixas de vidro. Ai eu deixo uma ilusão no lugar, vai ser tranquilo.- Digo a Annak.

-Espera, se nos nocauteamos 10 seguranças, então pelas minhas contas... tinha 7 seguranças com você na Sala de Vigilância, né?- Pergunta Annak preocupada.

-Não, era apenas eu e mais seis. Um eu nocauteei no banheiro e os outros dois foram aqueles... espera, tá faltando um!- Digo espantada.

Naquele momento, ouvi um disparo e algo acertou o chão perto dos pés de Annak.

-Paradas! Estão presas por tentativa de incêndio e tentativa de furto a um ou mais objetos de importância!- Grita o guarda restante.

Ficamos paralisadas, não queríamos feri-lo com nossa magia, mas talvez fosse a única chance de sairmos vitoriosas.

...

BOOM!!!

...

Uma enorme explosão acontece ao lado do segurança e um buraco se abre na parede. De lá, entra um homem loiro de cabelo comprido, caucasiano, olhos verde-água, usava um sobretudo cinza e tinha uma expressão sarcástica.

-Uou! Essa explosão foi bonita não acham? Mais uma para a coleção de May! O mestre das explosões!- Disse May.

Não levou um minuto e eu já tinha entendido que May era do Clã da Noite. Infelizmente o tal homem impaciente na rua era na verdade esse tal de May. Já tinha visto algo nos arquivos secretos, mas como não havia foto, não o identifiquei antes.

O segurança aponta sua arma para May e o intimida.

-Parado! Está preso por depredação de patrimônio público!- Grita o segurança para May.

-Tá bem, o estressadinho. Mas antes...- Disse May segurando a arma do segurança com uma mão.

Em um rápido movimento, May parte a arma do guarda em duas partes. Aquela força, não era de um humano comum. O segurança entra em choque e fica paralisado.

-Ah sim, vou explicar. Minha mãe era uma giganta e meu pai um mortal comum, ai eles se exaltaram e me tiveram, um mestiço. Dai eu consegui essa força incrível e fabulosa por parte da minha mãe e meu pai me ensinou a criar bombas caseiras. E sabe o que eu fiz em troca? Evaporei os cadáveres deles com minha primeira bomba. Incrível, não? HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA!- Disse May de uma forma psicótica.

-Vo...você...- Gaguejou o segurança.

-O que? Não ouvi! ...Já sei! Vou desobstruir essa passagem de ar para você falar tranquilamente! Abre a boquinha...- Disse May agarrando o segurança e enfiando uma dinamite já acessa em sua boca.

May fecha a boca do segurança e o chuta para longe.

-NÃO!- Grita Annak e corre pra poder ajudar o segurança.

-Para! Não faz isso!- Digo agarrando o braço dela e evitando dela correr.

-Boom!- Diz May.

A dinamite explode e despedaça a cabeça do segurança por completo, não havia sobrado nada, apenas pedaços de carne e um cheiro horrível de carne sendo incinerada.

Eu e Annak olhamos a cena em choque enquanto May apenas ria da situação. Uma pessoa acabou morta por nossa culpa.

-Ai meninas, querem me dar licença? Preciso colocar esses dispositivos de teletransporte nos itens e leva-los para O Mascarado, sabe como é né?- Diz May caminhando em nossa direção.

-MALDITO!- Grita Annak e dispara um enorme feixe de fogo na direção de May.

May desvia e tira um pequeno objeto cilíndrico do bolso. Ele passa uma das pontas do objeto no fogo e depois leva a outra ponta a boca, já tinha visto aquela coisa, era um cigarro.

-Obrigado menina! Eu queria acender o meu singaru, ou sei lá como se chama. Peguei isso de uma pessoa lá na entrada e achei interessante.- Diz May fumando o cigarro.

May continua avançando e eu o confronto.

-Não vamos permitir que leve os itens!- Grito pra ele.

-E quem te pediu a opinião?- Diz May a mim com um sorriso de deboche.

Corro na direção de May e disparo uma rajada de energia. Porém ele desvia com uma cambalhota e acerta o meu rosto com um soco.

Acabo perdendo o equilíbrio e caio no chão. May aproveita e da um chute na minha barriga, assim me incapacitando de lutar temporariamente.

-Fraca. De que adiante ser a feiticeira mais poderosa se é horrível no corpo-a-corpo? Patético.- Diz May.

Ele desvia sua atenção para Annak e corre em sua direção. Ela dispara uma bola de fogo que não o acerta, mas felizmente acaba atingindo seu sobretudo. Porém nem isso para May, já que ele arranca o sobretudo e o joga longe enquanto o fogo o consome.

Sem o sobretudo, é revelado que May possuí um cinto cheio de compartimentos onde ele guarda diversos tipos de bombas. May pula em uma cambalhota e joga os dois dispositivos de teletransporte nos itens.

Annak tenta impedir, mas infelizmente eles acertam os seus alvos. Assim, May puxa um gatilho do seu cinto e o pressiona. Com um “clap”, a Arca da Aliança e o Santo Graal desaparecem em um flash branco de luz.

-Olha só, pelo visto meu trabalho acabou. Obrigado por terem se livrado dos seguranças pra mim, por isso eu irei poupá-las. Arriverdeci!- Disse May pressionando novamente o gatilho para fugir.

-Ah mas tu não escapa sem consequências!- Grito para May e disparo uma energia em direção a May.

A energia acerta o braço direito de May próximo ao ombro e o arranca. May grita de dor enquanto seu braço decepado voa jorrando sangue para todos os lados.

-AHHH! SUA FILHA DA...-

May é interrompido com o flash branco que o teletransporta.

...

Me levanto com muita dificuldade e caminho até Annak que estava em choque olhando para tudo sem acreditar. Sem dizer uma palavra, eu a abraço e ela chora de desespero.

-Fizemos... de tudo! E aquele idiota faz isso!- Diz Annak chorando abraçada em mim.

-Tá tudo bem, vamos embora antes que as autoridades cheguem.- Digo a Annak tentando conforta-la.

Crio um portal para a Byfrost na Terra e atravessamos o portal. Na Byfrost, eu ajusto o curso para Outworld e ativo ela. Ao chegarmos em Outworld, levei Annak para sua casa e fiquei conversando com ela até a mesma pegar no sono.

Annak é uma grande feiticeira, mas ainda tem muito o que aprender. Antes de sair dei um beijinho em sua testa, afinal não importa quanto tempo passe, ela sempre será a mesma Annakronic de 5 aninhos que eu encontrei abandonada na Floresta Negra e a criei como minha irmãzinha.



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