História Arraiá - Capítulo 1


Escrita por: e SpicyPlum

Postado
Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Midoriya Izuku (Deku), Shouto Todoroki
Tags Kiribaku, Momojirou, Plot Doado Qf, Qf Tododeku, Quirk Fics, Tododeku
Visualizações 319
Palavras 3.152
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, LGBT, Shonen-Ai, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


AAAAA É A MINHA PRIMEIRA FANFIC NESSE PROJETO EU TO MUITO FELIZ BICHO

Capítulo 1 - Barraca do beijo


Estava um clima bom para ficar em casa.

O sol já ia se escondendo atrás do horizonte e não estava nem calor e nem frio. Sobretudo, havia aquela calmaria tão boa. Sem barulhos de carros ou de pessoas gritando perto da casa, sequer o som de grilos, apenas o silêncio — o silêncio tranquilo e tão bem-vindo naquele momento.

Ele trouxe até perto dos seus lábios uma xícara de café quente, bebericando do líquido preto. Não era tão gostoso quanto chá, mas dava uma sensação boa ao garoto. Apesar de saber que ele deveria estar se arrumando, Todoroki encontrava-se tomando café e olhando para o horizonte, tentando ver o sol por entre as nuvens.

Ouviu risadas no andar de baixo, o som característico da voz da sua irmã, denunciando que a mesma estava empolgada. Os avós deles os levariam para uma festa local que ocorreria naquele dia, porém, o menino não queria ir. Queria ficar na casa, lendo algum livro ou coisa do tipo.

— Shouto! — Ouviu a voz do seu irmão mais velho na porta do quarto e virou-se para ele.

— Sim?

O mais velho trajava uma calça jeans escura com alguns retalhos coloridos costurados nela, uma blusa estampada, um colete marrom escuro, um chapéu em sua cabeça e botas em seus pés. Não que ele estivesse feio, só que por ver o seu irmão sempre com roupas tão diferentes daquelas, Shouto sentiu vontade de rir por um segundo.

— Fuyumi! O Shouto ainda não se vestiu! — Gritou para a irmã que subiu as escadas rápido, aparecendo ao lado dele.

— Shouto! Nós vamos em menos de uma hora e você nem sequer se arrumou! — Ela disse, olhando feio para ele através dos seus óculos.

— Eu vou ajudar o vovô com o carro. — O irmão mais velho afastou-se do quarto. — Boa sorte, Fuyumi.

— Obrigada, Natsuo. — ela disse com um sorriso fraco. — Agora, você venha aqui.

Fuyumi também usava roupas tradicionais da festa. Um vestido tão colorido e cheio de estampas estava em seu corpo. Não poderia esquecer as botas, um chapéu com trancinhas louras, luvas marrons e um colete preto por cima. No fim, ela conseguia ficar bonita de todos os jeitos. Shouto suspirou pesado, pensando se ela também ficaria bem num saco de estopa.

— Vamos, você tem que se arrumar. — falou ela, obrigando-o a levantar.

— Yumi, eu tenho dezesseis anos, não seis. Eu posso me trocar sozinho. — Shouto afirmou, sua voz estava baixa e calma como sempre, mas ele queria sumir dali por um tempo. 

Shouto e seus irmãos iriam passar uma temporada na chácara dos seus avós, seu pai tinha ficado na cidade e sua mãe estava ali com eles. Naquele dia em especial, ela e sua avó foram ajudar nas barracas do evento que estava ocorrendo numa chácara próxima de onde estavam – e com perto, ele queria dizer meia hora de caminhada.

A primeira atividade que todos fariam juntos era participar da Festa Junina. Tal acontecimento era prezado por todos ali, desde adultos à crianças que ficavam ansiosas para participar. Menos Shouto, é claro.

Fuyumi jogou uma calça no irmão, atraindo a atenção do garoto.

— Se você pode se vestir sozinho, então faça isso rápido. Quero você em dez minutos lá em baixo. —  exigiu a garota, indo até a porta do quarto. — Se você não aparecer, eu te jogo da janela.

— Okay. — Shouto disse, um pouco assustado.

Ela saiu do quarto e fechou a porta, deixando-o sozinho. Todoroki suspirou pesado e olhou para a calça jeans escura. Ele tinha opção de não ir quando era sua irmã quem mandava?

Despiu-se rapidamente e colocou a calça jeans escura. Procurou dentro do seu armário uma blusa que sabia que Fuyumi tinha colocado ali em algum lugar, uma bem colorida, algo quase impossível de perder no meio das roupas monocromáticas do garoto.

Seus olhos captaram um movimento do outro lado do quarto, virou-se para olhar, mas era apenas seu reflexo no espelho. Ele se olhou e pensou no que vestir, já que não estava achando a blusa que sua irmã tinha escolhido.

Olhou dentro do armário e alcançou uma camisa branca, um colete preto, colocando as duas peças de maneira ágil. Olhou no espelho novamente e ficou satisfeito com o resultado. Parecia uma roupa country, ele só precisava de botas e um chapéu.

Saiu do quarto e foi até onde o seu irmão mais velho estava hospedado. Achou uma bota marrom no quarto e colocou-a, aliaviado pelos dois calçarem o mesmo número. Olhou a sua volta e não achou nada que pudesse colocar na cabeça.

— Fuyumi! — Shouto chamou, descendo as escadas para a cozinha. — Onde tem um chapéu?

— Ah, dever ter um com o Natsu... OH! — exclamou, surpresa quando viu o caçula. — VOCÊ FICOU LINDO NESSA ROUPA! Mas não foi essa que eu escolhi.

— Foi mal, eu não achei a blusa que você me entregou ontem. — Ele disse, casual como sempre. — Mas essa roupa está boa, não é?

— Claro que está! — Ela afirmou, pegando alguma coisa em sua bolsa — Eu vou fazer umas pintinhas no seu rosto, fique quieto. — disse, obrigando-o a ficar parado. — Pronto!

— Eu preciso mesmo disso? — ele indagou, tocando no próprio rosto, sentindo a maquiagem ali.

— Precisa! E além do mais, ficou tão fofo. — Fuyumi estava animada com a festa. — Eu queria tanto dançar quadrilha! Pena que eu não sei a coreografia.

— Eu quero cocada. — Shouto falou, arrancando uma risada da sua irmã. — É sério.

— Certo. Vamos logo. — Fuyumi  começou a arrastá-lo para fora de casa.

 

 

A ideia inicial de ir para o tal do Arraial tinha sido dos pais de Shouto, com o simples argumento de que ele era muito quieto e ficava muito em casa, e que já estava na hora de conhecer gente nova — como em uma festa de adolescentes, por exemplo. Não que a festa toda colorida e cheia de músicas tradicionais fosse bem uma festa para adolescentes...

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.

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Eles foram de carro. Bem, pelo menos parecia um carro. Era uma picape vermelha desbotada, seus avós foram na cabine, enquanto Shouto e seus irmãos estavam sentados na parte de trás do carro. Não demorou muito para chegarem ao local, porém, o pouco percuso repleto de pedras fora suficiente para a família Todoroki adquirir uma boa dor na bunda.

Natsuo foi o primeiro a descer, ajudando Fuyumi, que não parecia muito feliz com a curta viagem de dez minutos. Por fim, Shouto desceu e ficou olhando as pessoas entrarem no sítio onde estava ocorrendo a festa. Aparentemente, era lá que acontecia a festa todo ano, sempre colorida, com fogueira e muitas barracas, muita música e a tradicional quadrilha. Olhando de onde estavam, era difícil dizer se havia mais crianças ou mais barracas.

— Vamos ganhar alguns prêmios! — Natsuo falou, animado.

— Vamos! — Fuyumi concordou.

— Eu vou deixar vocês irem na frente. Nós vamos vender pinhão na nossa barraca. — O avô deles disse, fazendo Fuyumi e Natsuo se encarem para em seguida olharem para Shouto.

— Eu ajudo. — ele afirmou, já pegando algumas coisas.

— Shouto-chan se tornou um menino tão forte e atencioso. — a avó deles disse, carinhosa — Já poderia estar casado se quisesse. — A senhora continuou a falar, arrancando um riso de sua neta.

— Acredite, vó. Não poderia não. — ela disse e Natsuo riu.

— Vamos, Yumi! Vamos pegar algumas prendas! — ele puxou a irmã, correndo tanto quanto as crianças por ali.

Após Shouto ajudar seus avós a levarem tudo para a barraca, onde já havia pessoas suficientes os esperando para experimentar pinhão, o garoto foi liberado para olhar a festa.

Não deu dois passos a diante da barraca da família quando foi impedido por uma garota de cabelo curto, um pouco mais baixa que o garoto, ela não olhava para ele, apenas pegava alguns papéis de dentro de uma cesta. Ela não vestia as roupas tradicionais de uma festa de arraial, mas roupas como uma calça jeans preta rasgada em alguns lugares, uma jaqueta de couro preta e uma camisa branca de uma banda de rock que Shouto já havia ouvido falar.

— Ah, licença. Você estava junto com a família Todoroki? — perguntou e ele assentiu. — Tenho que te entregar algumas coisas, pode segurar para mim? — Ela entregou dois papéis, um azul e outro rosa.

— O que é isso? — Ele perguntou.

— Ah, é o correio elegante. Hoje eu sou responsável por ele. Aparentemente vou te ver muitas vezes hoje. — Ela ainda não olhava para ele, apenas tirava mais e mais papéis da cesta, procurando por algum endereçado a ele.

— Por que vamos nos ver? —  Shouto perguntou, curioso. 

— Como é seu nome? — ela indagou, finalmente olhando para ele.

— Todoroki Shouto.

— Shouto, as pessoas aqui estão interessadas em você, um dos únicos que está vestindo diferentes e ainda sim, é bonito. É normal que você receba vinte ou até mesmo, trinta cartas dessas. — a garota explicou.

— Certo... Como é seu nome?

— Jirou Kyoka. — respondeu, levando os dedos até uma mecha do seu cabelo que colocou atrás da orelha. — Por quê?

— Você também está vestida diferente, porque ninguém está entregando essas cartas para você? — ele perguntou e ela olhou de uma forma esquisita para ele.

— Ah... — ela só começou e voltou a procurar as cartinhas para ele. — Shouto, por hora são só essas cartas, mas até o fim da noite, talvez tenha mais.

— Jirou? — Shouto chamou e ela olhou para ele. — Você sabe onde é a barraca onde vende doces?

— Tem umas quinze barracas de doces. Seja mais específico, por favor. — ela pediu, ligeiramente entediada.

— Cocada. Eu quero cocada. — Ela sorriu com a resposta do garoto, ficando bem mais bonita do que quando estava com uma carranca de tédio.

— Ótimo, eu também. Venha comigo.

Os dois passaram por várias barracas, várias pessoas também olhavam para Todoroki, outras paravam e pagavam para Jirou lhe dar um papel para que, por fim, parasse nas mãos do destinatário final.

Eles não demoraram para encontrar a barraca de cocada. Havia uma garota muito bonita atendendo junto com um garoto ruivo. Muitas crianças faziam pedidos dos seus doces, sendo atendidos com muitos sorrisos também.

A fila se dispersou de maneira rápida, sendo a vez de Todoroki pedir o que queria.

— Jirou! — ela ouviu o menino ruivo a chamar. — Traz um quentão para mim! — pediu.

— Kirishima, jura? Cadê seu namorado para você pedir isso? — Jirou parecia indignada.

— Ah, o Bakugou? Ele está ajudando na barraca de tiro ao alvo. — ele explicou-se, juntando as mãos de forma pidona — Por favor...

— Kyoka. — Todoroki olhou para a menina de cabelos negros a sua frente, que falava com Jirou — Por favor, traz dois. — Ela pediu com um sorriso tímido. — Ah, e o que você vai querer?

— Cocada. — o garoto respondeu, simples. — Duas, na verdade.

— Certo. Aqui está. — Ela disse, entregando as cocadas para ele, recebendo duas notas de dinheiro.

— Shouto, vamos, eu preciso comprar quentão. — Jirou disse, olhando feio para a garota.

— Kyoka, não me olhe assim. Sabe que eu te amo. — A mais alta disse, fazendo Shouto alternar o olhar entre cada uma delas.

— Momo! — Jirou exclamou, corada.

— Cara, eu queria ser assim com o Bakugou, mas ele só fica berrando o tempo todo. — o garoto chamado Kirishima disse. — Inveja que eu tenho de você, Jirou.

— Eu vou jogar quentão dentro da sua cueca se você continuar falando. — Jirou reclamou e deu as costas para a barraca, afastando-se.

— Obrigado. — Todoroki disse e foi atrás de Jirou.

— Aquele idiota...! — ela disse quando o mais alto estava do lado dela. — Eu vou socar o Kirishima.

— Por quê? Ele foi sincero com você dizendo que admira seu relacionamento com a sua namorada. — Todoroki disse e Jirou olhou assustada para ele.

— Você não está nem um pouco assustado pelo fato de eu namorar uma menina? —perguntou.

— Eu deveria?

Ela riu e arrastou o garoto para a barraca mais odiada por ele.

Todoroki odiava quentão. Odiava a cor. O cheiro. Ele nem queria lembrar-se do gosto porque isso lhe trazia um mal-estar horrível. Ele realmente odiava quentão.

Seu avô tinha lhe dito que havia uma família que sempre vendia quentão nessa festa, que era muito boa e que o garoto deveria experimentar. Só que ele não queria.

— Você está bem? — Jirou perguntou, virando-se para Todoroki. Eles já estavam na fila para comprar o quentão, trazendo aquele enjôo para o estômago do mais velho. 

— Eu só não gosto de quentão.

— Você está pálido porque não gosta de quentão? — Ela perguntou, desconfiada.

— Porque eu odeio quentão.

— Você é meio simplista, não é?  Gosta de cocada, não gosta de quentão. E de gente, você gosta?

— O que quer dizer com is...

— Boa noite! — Todoroki foi interrompido com a voz de um garoto. Olhou para ele.

Sorridente, com várias sardas no rosto e as bochechas coradas, seus olhos verdes encaravam os clientes diante de si. Ele parecia uma ovelhinha feliz — pelo menos para Todoroki.

— Izuku! — os olhos de Jirou brilharam. — Você está aqui esse ano!

— Jirou-san! — Ele disse, parecendo animado em vê-la. — Está cuidando do correio elegante?

— Sim, mas em grande maioria as coisas vão só para esse garoto aqui. — Ela apontou para o Todoroki. — Como estão as vendas?

— Estão como sempre. — respondeu, ainda sorrindo — O que vai querer? — ele perguntou.

— Dois quentões. — Ela respondeu e ele assentiu, indo pegar dois copos com a bebida.

— E você...? — Izuku deu a entender que queria saber o nome dele.

— Shouto. — Jirou respondeu pelo garoto, que encarava o menino, encantado.

— Shou-chan? — ele perguntou. — O que você vai querer?

— Casar com você. — Todoroki respondeu. Jirou deu um chute no joelho do garoto que apenas a encarou feio.

— Como? — o menino pareceu um pouco constrangido com a situação.

— Nada. Vamos embora, Shouto. — Jirou falou, já começando a andar — Francamente...

— Jirou, eu posso mandar um bilhete para ele? — Todoroki perguntou, um pouco determinado.

— Ahn... Eu achei que só gostasse de cocada. — ela disse.

— SHOUTO! — Eles puderam ouvir antes de Shouto quase cair no chão, sendo abraçado — Eu consegui um monte de prêmios! — Natsuo estava muito feliz com as suas conquistas nos jogos.

— Natsuo! Vai matar o garoto! — Fuyumi disse. — Ah... Olá?

— Oi. — Jirou disse.

— Você é...?

— A menina do correio elegante. E você? — Ela disse.

— Ah, eu sou a neta dos Todoroki, Fuyumi. Esses são meus irmãos Natsuo e Shouto. —  A garota carregava tantos prêmios que era até assustador que ainda conseguisse carregar algo.

— O Shouto eu conheci. Também passei duas vergonhas com ele já. — falou e Fuyumi riu.

— Meu irmão é muito espontâneo, isso gera algumas confusões as vezes. — confessou.

— Ele acabou de pedir em casamento o garoto da barraca de quentão. — Jirou afirmou e Fuyumi congelou no lugar.

— Toma! —Natsuo tirou uma ovelha de pelúcia das mãos da irmã e entregou para o garoto. — Pode ficar.

— Pode sair de cima de mim, por favor?— Shouto pegou a ovelha e olhou para ela.

— SHOUTO! COMO ASSIM VOCÊ PEDIU ALGUÉM EM CASAMENTO? — Fuyumi gritou e Natsuo olhou para ele. — Eu nem estava lá para gravar!

— Quê? — Jirou fitou-a, espantada.

Depois de mais alguns minutos de discussão, Fuyumi fez todos ficarem em pé e contou que seus avós tinham uma ideia para fazer o garoto se divertir e ganhar dinheiro também.

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.

.

 

— Barraca... do beijo? — Shouto perguntou.

— Eu acho que tudo bem, já que você não tem namorada. — Natsuo comentou.

— Mas... Você concorda com isso, Shouto? — Jirou perguntou e ele deu de ombros.

— Acho que tudo bem. — Ele deu de ombros

— Então vamos!

Eles saíram correndo e Jirou foi até a barraca da namorada entregar os quentões. Kirishima se despediu delas e foi atrás de Bakugou que estava rindo de algumas crianças que estavam errando o alvo, embora ele estivesse com uma marca vermelha na testa porque uma delas acertou em seu rosto. Kirishima riu quando viu o namorado, mas tratou de logo ir dar muito amor para ele.

Enquanto isso, os Todorokis faziam um grande anúncio que Shouto estaria na barraca do beijo, fazendo com que logo uma longa fila se formasse. Havia muitas meninas, mas também havia alguns garotos por ali.

Perto dali, o garoto da barraca de quentão tinha sido liberado para ver o resto da festa. Ele estava procurando por Jirou, mas apenas se deparou com a grande fila de pessoas para a Barraca do Beijo. O cuidador dela não parecia muito preocupado em colocar um menor para trabalhar naquilo.

— Aizawa-san! — Midoriya Izuku chamou, acordando o dono da barraca.

— Sim?

— Você pode mesmo pôr um menino menor de idade nessa barraca? — Ele indagou e o homem deu de ombros.

— Se você se importa com isso, pague para tirá-lo dali. — sugeriu.

O garoto olhou para a fila que se estendia cada vez mais e correu para o final dela. Lembrou de Todoroki, que disse que queria casar com ele. Talvez fosse possível, afinal, perto do final da noite ocorreria um casamento atrás da porta. Izuku riu com a própria ideia boba.

A fila não demorou à se dispersar, fazendo Midoriya olhar para frente.

— Shou-chan! — Ele disse quando se deparou com o maior. — O que você está fazendo aqui?

— Beijando as pessoas. Pode me pagar com dinheiro se quiser. — Ele disse, casual. Midoriya corou.

— Você não pode ficar aqui! Eu pago para você sair. — Ele propôs.

— Mas eu não posso. — Todoroki  contestou tranquilamente — Tenho que beijar as pessoas.

— Shou-chan! — Izuku já estava realmente envergonhado.

 

Midoriya tirou algumas notas do bolso e entregou para a garota do lado de Todoroki, arrastou ele para fora da barraca e levou para mais perto da fogueira.

— Por que fez isso? — Todoroki perguntou.

— Não é legal beijar desconhecidos. — Midoriya afirmou. — Você deveria pelo menos saber o nome daquelas pessoas antes de beijá-las.

— Então eu posso te beijar?

A pergunta saira num tom travesso. Todoroki nunca tinha flertado, mas aparentemente, pelas bochechas vermelhas de Izuku, tinha dado certo.

— Claro, se quiser me apresentar para os seus pais primeiro, tudo bem, mas sabe, você pagou para mim na barraca do beijo.

— Shou-chan! — Midoriya repetiu como se o advertesse, tímido. Shouto riu de leve.

Ele sentiu braços envolvendo seu pescoço e não conseguiu achar tempo ou coragem para abrir os olhos, apenas sentiu os lábios dele colados com o do garoto. Suas mãos seguiram para a cintura dele, circulando-a delicadamente com os polegares.

Não havia sido um beijo longo ou elaborado, mas foi o suficiente para ambos ficarem em um silêncio constrangedor com muitas pessoas passando em volta, os encarando.

— Pronto. Está pago. —  Izuku disse.

— Eu posso pagar para você me beijar?

— Q-Quê?!

Todoroki Shouto odiava quentão, mas sempre amou cocada. Midoriya Izuku era responsável pela barraca de quentão da sua família naquele ano. Mal sabia eles que se encontrariam por causa da coisa que o mais velho sempre odiou, mas tudo bem, ele gostava do que Midoriya viria a se tornar. Também gostava de cocada; mas gostava mais de Izuku.

Para eles, aquela foi a primeira data comemorativa que passaram juntos, no entanto ainda estavam muito longe da última.

 

[Fogos de artifício foram acesos por Bakugou Katsuki e seu namorado preocupado com a possibilidade de o loiro colocar fogo na festa, mas a celebração chegou a um fim pacífico, apesar de tudo].


Notas Finais


Fanfics alternativas no meu perfil. Acompanhem o projeto que ele tá bom demais.
Plot pela @Yusui e capa por @hassaikai


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