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História Arranged Marriage - NaruHina - Capítulo 10


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Notas do Autor


E
A
E
GALERA KSJDKDKD

Capítulo 10 - Capítulo Nove


Naruto

O frio está cada vez maior e meus pais ainda não foram embora, estou louco para me jogar na cama e puxar a morena comigo, mas no entanto, estou aqui, no escritório ouvindo meu pai falar sobre essa festa que, sinceramente, não me importa nem um pouco.

Está frio! Frio, papai, vai embora!

- É por isso que tem que ir, vocês estão representando nós dois como os filhos mais velhos. - avisa olhando os livros. - E também, porque o Sr. Otsutsuki não conseguiu ir ao seu casamento. - dou de ombros por de baixo do cobertor.

- Uma pena, papai, realmente. - murmuro e o vejo suspirar irritado com a minha resposta.

- O que eu tenho que fazer para que leve isso mais a sério? - perguntou se aproximando do pequeno sofá de couro marrom.

Mais?!

- Não sei pai, que tal me deixar tomar as decisões? - assim que falo isso me arrependo, quando viramos adultos temos que ter o triplo de respeito com os mais velhos e, falando desse jeito, vou acabar levando um tapa na boca.

- Olha essa boca, Naruto Uzumaki. - se sentou de forma lenta e eu virei meu rosto para ele.

- Desculpe. - falei baixo e apertei mais o meu corpo na manta, pensei um pouco e logo a decoração veio na minha cabeça. - Ah, pai, o que foi aquilo? - pergunto comentando sobre os quartos dos bebês.

Eu não queria falar nada porque nunca fui contra as regras do meu pai porém, depois que eu vi ele dar uma ordem a nós dois, principalmente a Hinata, fiquei levemente irritado e pensei em confrotar ele aqui sobre algumas questões, sem a presença das duas mulheres que participam da minha vida.

Imagina se eu apanho na frente delas? Que ridículo.

- O que? - indaga se virando para mim, levanto minha cabeça e faço o mesmo.

- Sei muito bem que foi ideia do senhor, colocar aqueles dois quartos para dois bebês imaginários. - seus olhos se apertam um pouco.

- E ela está grávida? - fico em silêncio e penso que, se ele descobrir que usei proteção na primeira noite, vai me estrangular aqui.

Ele quer um neto, precisa de um para morrer feliz.

- Não, não está. - aviso e ele parece triste. - Mas não sei se queremos ter crianças agora. - comunico e seus olhos ficam num tom escuro.

- Ah, não querem? - murmura mordendo o lábio e seu tom de voz denuncia a irritação. - Me pergunto outra vez: o que eu preciso fazer para que leve isso mais a sério? - rosna e eu me exalto.

- Eu estou, caramba, transei com ela mas não... Eu te peço um tempo, só um tempo para nós dois ficarmos mais... Íntimos. - seu rosto é de choque e eu estou me repreendendo mentalmente.

Meus pais nunca me bateram, porque nunca dei motivos mas conforme fui crescendo e tendo a minha própria indentidade - por assim dizer -, quero poder tomar as rédias da situação, me sinto forçado a dormir com a morena por causa deles e... Eu queria que fosse natural, sem que tivesse olhos por todos os lados; meu pai não parece se incomodar com o que eu disse mas pelo contrário, ele respira fundo e leva as mãos para o peito, da uma batida e as solta na perna.

- Está atiçado, irritado, algo que eu nunca vi. - comenta com seriedade. - O que aconteceu? O casamento é tão... Desfavorável, assim?? - abro os olhos com sua pergunta.

- Não, de forma alguma, eu me dou bem com Hinata! - afirmo com toda certeza e ele fica confuso.

Molho meus lábios com a língua e me encolho mais, ele se ajeita e fica numa posição que mostra que está disposto a me ouvir mas não sei o que falar, ter conversas com o meu pai é um pouco estranho, não temos a mesma visão sobre isso, não chega nem perto o que eu penso do que ele pensa, não se bate, não combina.

Encaro a mesa de centro com um jogo de xadrez ao lado, normalmente, quando estávamos prestes a ter uma conversa longa, meu pai me convidava para jogar como uma distração sobre o que ele ia dizer e, nesse momento, estou um tanto sinuoso com tudo isso, com Shion, com... Como minha mãe ainda é casada com ele??

- Quer jogar um pouco? - murmura apontando para o tabuleiro, balanço a cabeça e ele se move, pegando o jogo. - Pode falar enquanto arruma as suas peças. - avisa e eu suspiro.

Meu pai abre a tampa da reinação e começa a organizar suas peças escuras enquanto eu as claras, pego o peão por um momento e o observo, me sinto assim, as vezes... Estou na linha de frente mas ao mesmo tempo não tenho quase nenhum valor ou poder para poder me impor, que coisa mais... Estranha.

- Você começa, filho. - levanto a sombrancelha e balanço a cabeça com força, levo minha mão com o peão já nela e a movo para a segunda casa.

- Como se casou com a minha mãe? - pergunto e ele faz seu movimento, ficando mais cauteloso.

- A conheci durante uma das várias festas de outono. - murmura e eu levo mais um peão. - Por que a pergunta? - ele tira a torre e eu me surpreendo.

- Foi um casamento forçado pelos pais? - pergunto e tiro o bispo, ele come o meu peão e eu suspiro.

- Não. - fala. - A sua mãe e eu tivemos um começo conturbado, ela não gostava do que eu dizia e eu não gostava das coisas que falava. - avanço o bispo e ele recua.

- Entendo... E quando foi que se... Apaixonaram? - ele joga o peão como distração e eu o pego, caindo na sua rede. - Droga. - murmuro.

- Você nunca foi tão bom em xadrez, seu jogo sempre foi o dominó, quer trocar? - balanço a cabeça num não. - Ótimo, sua mãe é linda e, naquela época, usava roupas para chamar a minha atenção só para depois avisar que estava ocupada naquele dia. - conclui.

Pego meu cavalo e levo até a sua torre pegando-a para mim, encaro meu pai e ele me observa um pouco chocado pelo movimento; continuamos nesse pega e não pega por um tempo, estava pensando sobre como continuar com as perguntas sem me distrair do jogo mas infelizmente, não consegui; acabei por me irritar comigo mesmo, detesto xadrez, nunca aprendi e não vai ser agora que eu vou.

- E então? - resolvi perguntar empurrando o tabuleiro, ele entendeu que eu não queria continuar o jogo e tirou as mãos do seu cavalo.

- E então, filho, em uma dessas tentativas de me irritar, acabei roubando um beijo dela e continuo até hoje. - levanta a sombrancelha e aponta para mim. - Você é o resultado desse beijo roubado. - enruguei a boca e ele riu.

Ele riu?!

- Está sorrindo... - rumorejo meio chocado e ele da de ombros.

- Naruto, não é fácil ser pai, não é fácil ser eu. - começa. - A mesma coisa que estou te cobrando, foi cobrado de mim quando era mais jovem porém, olhando você e pelo caminho que estava seguindo, tive que bancar um casamento forçado como você diz, para que continue indo na linha certa. - balanço a cabeça e levanto a sombrancelha.

- Não podia ter simplesmente confiado em mim e na minha escolha para com a pessoa que eu gostaria de amar? - pergunto e ele nega.

- Se eu tivesse feito isso, hoje, você teria se casado com uma oportunista e na minha família não tem isso. - me ajeito e fico pronto para me justificar mas ele me cala. - Mulheres como a sua mãe e a Hinata são raras e nós, como homens, devemos saber escolher com bastante atenção. - que hipócrita.

- Pai, você roubou um beijo da minha mãe e, provavelmente não sabia o que era tudo isso que está me dizendo. - afirmo e o vejo ficar levemente irritado.

- Mulher que abre as pernas para você de primeira e fica feliz com isso, não é a mulher certa. - fiquei paralisado na hora. - Eu sei, Naruto, sei que se divertiu nesses termos com aquela menina e eu converso com a sua mãe, sabia? - mamãe, fofoqueira!

- Não é bem assim... - sussurro baixinho.

- É, sim. - fala. - Me diga, quantas vezes ela se interessou em nos conhecer? Em participar dos nossos momentos? - dou de ombros.

Deveria ter ficado calado, agora estou aqui, nessa conversa.

- Viu, só? Por isso te fiz terminar aquilo que tinha porque não era um namoro, ela é interesseira. - afirma e se encosta no sofá, como se fosse o todo poderoso.

- Hm... - murmuro.

- Filho, eu não sou um pai ruim por ter te tirado das mãos daquela garota mas, eu também não sou santo, você já está ficando um pouco velho e eu quero um neto. - afirma outra vez.

- Eu só tenho vinte e três anos! - ele levanta a mão e eu rosno um pedido de desculpas.

- Não me importa, me de um neto e cuide da sua esposa. - se levanta e eu o acompanho. - E pelo amor de Kami, tira esse cobertor do corpo, sabia que a Hinata pode achar que está casada com um bebê gigante ao invés de um homem normal? - faço uma carinha de choro.

- Mas está frio... - meu pai suspira e puxa o cobertor com força, o vento bate e eu me estremeço.

- Para já com isso! Passa logo! - me coço todo com a saudade da manta quente mas começo a andar.

Está frio!!

[...]

Quando finalmente meus pais vão embora, me embolo no pano confortável outra vez e vejo Hinata sorrir para mim; a morena caminha calmamente na minha direção e para na minha frente, levo minhas mãos para a sua cintura e a puxo com força.

- Naruto! - a morena cai no meu colo e eu a enrolo com a manta.

- Está frio, Hinata, você vai virar picolé. - enfio minha cabeça no seu pescoço e a vejo suspirar. - Como foi a conversa com os seus pais? - o calor que está saindo do seu corpo esquenta o meu nariz.

- F-foi bom... Minha mãe disse que deveríamos deixar isso para lá talvez... Talvez cause uma balbúrdia na nossa futura relação... - movo a cabeça e ela aperta os dedos no meu ombro.

- Entendo... Você está um pouco gelada. - começo a subir e descer minhas mãos por todos os cantos, ergo a cabeça e encaro o seu rosto um pouco.

Eu sou um safado.

Hinata está com as bochechas vermelhas e a boca presa por seus dentes, as pérolas me observam com atenção e toda vez que encosto nas suas pernas protegidas pelo jeans, eles se abrem mais, prestes a pular para fora do globo; beijo sua bochecha um pouco e vou indo para a sua boca devagarinho, os dedinhos pequenos vão subindo para a minha nuca, prestes a puxar meus cabelos.

- Vamos ter que ir nessa festa... - murmuro e lambo seu lábio superior.

- É... A sua mãe me disse que vamos passear amanhã para comprar um vestido. - lambo o inferior e dou uma mordida.

- Vai me deixar sozinho outra vez...? - ela abre a boca e eu enfio minha língua, iniciando um beijo sereno.

A morena se aperta no meu peito e eu a recebo bem, minha língua puxa a sua ao mesmo tempo que a seduz, ela geme baixinho e eu continuo com mais intensidade, rodo minha mão em sua cintura e a puxo para cima, ela passa uma perna para o outro lado e se senta outra vez; agarro sua bunda e a trago mais para mim, esfregando sua intimidade na minha, suas mãos acariciam meu rosto e logo a falta de ar nos obriga a nos separar.

- N-não... Você pode ir... Com a gente. - murmura e eu nego.

- Está frio... - escuto a sua risada e me sinto atraído. - Eu te divirto? - sua cabeça se balança e o dedo desliza na minha boca com carinho.

- Por favor... Vai com a gente... - prendo meus olhos nos seus e me sinto estático.

Ela é linda... Muito...

- Tudo bem, eu vou. - digo e logo a morena me abraça forte.

- Obrigado! Vamos sair às nove horas. - me arrependo na hora, que absurdo é esse??

- Não! Hinata! Cedo demais! - tento voltar atrás mas sinto suas mãos pegarem meus cabelos e a sua voz sair meia estranha.

- Você vai, já disse que ia, você vai. - concordo em silêncio e ela volta ao normal.

Que diabo foi isso?


Notas Finais


Gente, eu não entendo nada de xadrez, blz? KKKKKKKKKKK foi só pq eu achei um jogo satisfatório para dois homens podre de ricos jogar enquanto falam.

PS: esse cap foi para ser um tantinho engraçado então, se não rolou, perdão KKKKKKKKKKKKK

Até maaais!!


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