História Arranhando as Paredes - Capítulo 6


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Personagens Originais
Tags Bangtan Boys (BTS), Comedia, Comedia Romantica, Romance, Taehyung, Taetae
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Palavras 3.589
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Estou calma!


Na manhã seguinte, eu já estava à espera de Jillian quando ela chegou ao escritório. Como a minha chefe havia pedido, eu enviara uma lista de perguntas e tarefas que precisavam da sua aprovação ou opinião antes do casamento. Tínhamos muito a discutir, mas ter uma ideia melhor de quando ela voltaria parecia a pendência mais urgente.

— Uau! Você chegou cedo — Jillian exclamou, tirando o casaco e desenrolando o cachecol.

Arqueei uma sobrancelha.

— É. Minha chefe está muito ocupada... Ela vai casar neste fim de semana, sabe? Achei melhor agarrá-la enquanto posso.

Ela suspirou e desmoronou na cadeira.

— Tenho bancado a noiva paranoica?

— Está mais pra chefe fantasma.

— Cuidado, Reynolds. Eu detestaria ter de castigar a minha madrinha por indisciplina — ela advertiu com um brilho no olhar, porém com dureza suficiente para me fazer entender que eu estava indo longe demais. — Eu li sua lista. É longa.

— É. E eu dou conta de praticamente tudo que está lá. Só preciso saber quais são seus planos e quais são suas expectativas em relação a mim para que eu possa administrar as coisas.

— Eu sei, gata, me desculpa por andar meio ausente nos últimos dias. Quem diria que um casamento dá tanto trabalho? — Ela sorri. — Não vejo a hora de ver você passando por tudo isso. É mais do que uma pessoa consegue lidar. — Ela pegou a lista e uma caneta.

— Não vê a hora de me ver passando por tudo isso? — perguntei, a respiração ligeiramente ofegante.

— Claro. Não acha que você e Taehyung estão caminhando pra isso? — ela indagou, colocando os óculos e ajeitando-os no rosto para poder me observar. Descarada.

— Hum, não acho, bem, quer dizer, como é que eu vou saber, Jillian? — gaguejei, sentindo o sangue ferver nas bochechas ao pensar no assunto.

Aquela história de brincar de casinha, de novo.

— Nossa, toquei num ponto fraco? — ela perguntou, o olhar cada vez mais brilhante. — Não acha que Taehyung é do tipo pra casar?

— Eu não... quer dizer... ele nunca teve uma relação que durou mais do que a nossa; acho que não precisamos forçar a barra, e, além disso, as coisas estão bem do jeito que estão... e eu não sei se eu... quer dizer... e se eu não quiser...

— Relaxa, gata. — Ela sorriu, satisfeita por ter me desconcertado.

— Ok, não foi por isso que vim falar com você. Precisamos repassar a lista e apagar alguns incêndios, e eu preciso saber quando você volta da lua de mel, mulher!

Taehyung e eu casando... Pffft!

— Não sei direito — Jillian respondeu com a maior calma do mundo.

— Espera. Como assim?

— Não sabemos ao certo quando vamos voltar. Quer cuidar da minha casa também?

— Cuidar da sua casa? — questionei, perplexa.

Ela suspirou e recostou na cadeira.

— A verdade, Caroline, é que preciso de um tempo. Amo meu trabalho, você sabe o quanto esse negócio é importante pra mim, e tenho muito orgulho de ter conquistado o meu lugar no ramo. Mas preciso de um tempo, e Benjamin e eu só queremos viajar por aí. Faz algum sentido?

Fazia todo o sentido. Um homem lindo com a sua recém- esposa diva e com todo aquele dinheiro brotando de títulos, de fundos de investimento ou de sei lá onde as pessoas abastadas guardam a grana delas. Os dois queriam conhecer o mundo enquanto possuíam beleza e juventude suficientes para fazer a coisa do jeito certo.

Eu faria exatamente o mesmo se tivesse oportunidade.

Férias com Taehyung por tempo indeterminado? Passeio de gôndola em Veneza? Cantarolar em Saint Moritz? Trepar em Frankfurt?

Mas eu não podia me dar ao luxo de pensar assim. Eu tinha de pensar na pessoa que ficaria para trás, na pessoa que seguraria o rojão. Como a Jillian Designs poderia funcionar sem Jillian?

— Já conversei com o meu contador, e ele vai te ajudar em qualquer questão financeira que surgir. E eu não vou me esconder numa caverna. Vamos nos falar toda semana. Vou te ajudar com o que você precisar. Você vai ver, tudo vai correr bem — Jillian assegurou; na sua expressão, havia uma confiança em mim que eu simplesmente não compartilhava.

Será que eu ia conseguir? Jillian parecia acreditar que sim.

Além disso, eu teria uma estagiária.

Eu não queria dizer não; eu sabia que Jillian contava comigo.

Tudo isso era demais para mim. Mas também era uma oportunidade. Daquelas que provavelmente jamais voltariam a acontecer.

Merda. Sim. Eu conseguia segurar o rojão.

— Me diz mais sobre essa história de cuidar da sua casa. Isso inclui a Mercedes na garagem?

— Claro que sim.

— Estou dentro!

— Que ótimo! Agora, voltando a você e Taehyung. Então, nada de casamento por enquanto, mas vocês já conversaram sobre morar juntos?

Mastiguei o meu lápis de cor.

(...)

Como vai a designer de interiores mais sexy da Costa Oeste?

— Assim vou ficar me sentindo. Está se protegendo direitinho dos tubarões?

Estou fazendo o melhor possível. Como estão as coisas no trabalho? Colocou a Jillian contra a parede pra saber quanto tempo vai durar a lua de mel? — Taehyung indagou durante nosso bate-papo da noite. Ou do café da manhã, para ele. É incrível como você aprende os fusos horários do mundo quando tem um namorado que experimenta todos eles em praticamente todo ano.

Eu despenquei sobre os travesseiros.

— Tenho um palpite bem vago. Algo entre indefinidamente e férias por tempo indeterminado.

Uau! Sério? E o que isso significa pra você?

— Numa palavra? Estou fodida.

Você disse duas palavras em vez de uma, sonequinha.

— Estou tão cheia de coisas que uma palavra só não dá conta. A boa notícia é que, de brinde, tenho uma casa com vista pra baía todinha pra mim.

Hein?

— Jillian perguntou se eu quero tomar conta da casa dela enquanto eles estiverem fora.

E você respondeu que sim?

— Respondi. Como eu poderia recusar? Por quê? Não quer ficar lá? Vai ser divertido.

Vai ser chato.

Revirei os olhos. Taehyung amava a sua vida na cidade.

— Ah, fala sério, vai ser ótimo. Além disso, não acho que a gente precisa ficar lá toda noite. Acho que eles só não querem deixar a casa vazia o tempo todo.

Hum.

— Podemos tomar banho na hidro.

Hum? — Foi a sua resposta mais interessada.

— Não sei se você lembra, mas eu costumo perder o controle quando há es-puma envolvida... — acrescentei, me lembrando da primeira vez em que estivemos numa hidro, em Tahoe.

Verdade. E vai ser totalmente sem roupa?

— Pode apostar seu popô delícia que sim.

Assim você me mata — ele murmurou, desta vez de um jeito bem diferente.

— Enfim, por mais que eu vá estar ocupada, vai ser bom mudar de ares. Vai ser meio como tirar férias do outro lado da ponte. Eu mal vou conseguir ver a cara da rua nos próximos meses.

Por falar em férias, acabo de fechar um trabalho em Bora Bora. Quer ir?

— O quê?

É, depois do casamento. O que me diz? Cabana de palha sobre a água? Biquíni de casca de coco? Sexo na praia?

Cerrei os punhos, frustrada.

— Você não escutou nada do que falei? Estou atolada e logo vou ficar ainda mais atolada. Não posso ir pra Bora Bora. Não poderia ir nem pra Napa se quisesse... — Respirei fundo para não cuspir uma dissertação. — Taehyung, é muito fofo da sua parte, e você sabe que tudo que eu mais queria era ir pra praia com você. Mas eu simplesmente não posso. Não posso sequer pensar nisso agora, entende?

Por um instante, ele permaneceu em silêncio. A ligação estava um pouco ruim, e eu me dei conta do quanto ele estava longe de mim. Pensei de quão distante vinha aquele telefonema, que atravessara o mundo para chegar a mim.

Suspirei.

Você está certa, linda, eu não pensei. Sei o quanto isso é importante pra você. Você sabe disso.

— Não tenho dúvidas.

Talvez não seja um bom ano pra ir pro Rio? — ele perguntou em um tom tranquilo e meio dissimulado.

— Não se atreva... Faz ideia do quanto estou ansiosa por essa viagem? Até lá, as coisas terão se ajeitado. Mas, enquanto isso, não posso simplesmente largar tudo e viajar para uma ilha.

Ele ficou em silêncio de novo.

— Eu te amo — sussurrei, desejando que ele estivesse aqui para abraçá-lo com toda a força.

Eu também te amo. Estou feliz por voltar pra casa logo — Taehyung comentou com a voz mais branda.

— Vamos nos divertir no casamento — disse, mudando de assunto. — Você vai dançar comigo?

Pode apostar seu popô delícia que sim. Vou até pedir pra tocarem Glenn Miller pra gente.

— Isso sempre funciona.

Caroline?

— Sim, Taehyung?

Eu sei que funciona. — Ele riu.

Desejamos boa-noite um ao outro e, em seguida, atravessei o corredor e entrei no apartamento dele. Depois de posicionar o vinil na vitrola, voltei correndo ao meu apartamento e me joguei na cama. Dormi ao som de Glenn Miller ressoando através das paredes e sonhei que estava dançando com o meu fotógrafo numa praia brasileira.

Três noites antes do casamento, às oito e meia, eu ainda estava no trabalho e tinha acabado de cancelar um jantar com Sophia e Mimi.

Às vezes, ser adulto é um saco.

Eu tinha passado o dia inteiro em reunião com o pessoal do Camden para acertar alguns detalhes da reforma, que começaria na semana seguinte. Não faríamos uma reforma completa, mexeríamos apenas internamente, aproveitando a estrutura existente, mas reformando o layout de quase tudo.

Jennie, a nova estagiária, estava curtindo a sua primeira semana de prova de fogo. Ela tinha sido atirada de cabeça, mas estava nadando de braçada. Resolveu algumas burocracias, entregou papeladas, entrou com pedidos de autorização para execução das obras; realmente tirou a corda do meu pescoço... Tanto que voltei a sentir fome. Fui à cozinha, certa de que havia escondido um burrito em algum lugar no freezer, quando o meu telefone tocou. Sophia.

Ainda não consigo acreditar que deu o cano na gente, Reynolds — ela disparou no meu ouvido.

Falando sério, ninguém compreendia o quanto estava ocupada?

— Você vai superar, prometo. Aonde vocês acabaram indo? — perguntei.

Ao seu restaurante favorito em Chinatown. Você perdeu, menina. Pedimos aquele prato de macarrão com camarão, como chama mesmo? Aquele que você adora mais do que tudo?

O meu estômago começou a roncar ainda mais alto, e eu cerrei os dentes.

— Mei Fun.

Esse mesmo! Agora, abre a porta, que está um frio do cacete aqui fora.

— Ainda estou no trabalho... Eu falei que ia trabalhar até tarde. Por que vocês estão no meu apartamento?

Não estamos no seu apartamento, palhaça, estamos na frente do escritório. Abre essa porta! — Ouvi Mimi resmungando ao fundo.

— Vocês estão na frente do meu... Ai, meu Deus. — Desci a escada até a entrada do prédio, e lá estavam elas do outro lado do vidro. Com embalagens do restaurante chinês nas mãos.

— Vou dar um beijo na boca das duas! — brinquei, ainda ao telefone, destrancando e escancarando a porta. — O que as duas quengas estão tramando?

— É hora da janta, bobinha. Prometemos que vamos ficar só um pouquinho — respondeu Mimi, atravessando a porta e indo direto para o meu escritório. Carregando a comida com o cheiro mais delicioso do mundo.

Sophia fez uma pose na porta, arrasadora. Os dias de desleixo eram passado. Ela estava vestida para matar. Cabelo ruivo preso no alto da cabeça, maquiagem impecável e apenas uma fresta de perna aparecendo por baixo do sobretudo.

— Não vai fazer um strip para mim, vai? — questionei.

— É claro que não. A mocinha aqui tem um encontro depois de alimentar você. — Ela sorriu e me entregou uma sacola.

— Mei Fun?

— Alguém vai se dar bem hoje, isso é certo. — Ela piscou e passou por mim. — Não coma todos os empanados, sua merdinha.

Mimi gritou alguma coisa, mas o som foi abafado pela sua boca cheia. Empanados, aposto.

Tranquei a porta de entrada e balancei a cabeça de um lado para o outro enquanto seguia as minhas amigas até o escritório.

Dez minutos depois, estávamos as três esparramadas no chão, de pernas cruzadas e com pratos cheios de comida saborosa. Noodles, camarão frito, guioza, legumes com molho picante; um banquete. Hashis foram entregues, e nós caímos de boca.

— Muito melhor do que o burrito que eu ia comer — comentei com um suspiro e a boca cheia de macarrão suavemente temperado.

— Quando soubemos que você ia trabalhar até tarde, pensamos que o mínimo que podíamos fazer era te trazer a janta — disse Mimi, me oferecendo um enroladinho.

Sophia interceptou o enroladinho e o segurou como um microfone.

— Até parece. Só fizemos isso pra eu te contar sobre o meu brinquedinho novo. Está impossível combinar alguma coisa com a senhorita, e eu precisava contar!

Peguei meu enroladinho e falei na boca do megafone de comida:

— Então, conta!

Sophia falou sobre o cara que tinha conhecido na academia.

Uma vez que decidira oficialmente deixar a fila andar e procurar um amor (leia-se uma companhia para o casamento de Jillian), não sobrou pedra sobre pedra. E, por acaso, a pedra agora era um corretor de seguros. De carro, de vida, do que você precisasse. Hum.

— Deixa eu contar. Ele é Ó-TI-MO. Alto, negro, lindo e muito gostoso — ela se regozijou. — Eu estarei com o acompanhante mais cobiçado.

— Ela acabou de citar uma frase de Grease? — perguntou Mimi.

— Isso mesmo. Só espero que o nome desse cara não seja Cha Cha — respondi

— Ele se chama Barry e é demais — insistiu Sophia.

— Barry Gibb? — perguntei.

— Barry White? — provocou Mimi.

— Derry — respondeu Sophia, os dentes cerrados.

— Ei, espera, espera, espera. Para tudo! O nome dele é Barry... — eu disse.

— ... Derry? — Mimi completou.

Desabamos no chão, gargalhando em meio a pauzinhos e sachês de shoyu.

— Quietas, vadias, quietas! Reynolds, você já namorou um cara chamado James Brown! — Sophia provocou.

— Namorei mesmo. James Brown é incrível comparado a Barry Derry! — berrei, limpando as lágrimas nos meus olhos.

O que foi uma péssima ideia, já que os meus dedos ainda estavam sujos de mostarda picante.

— Merda!

— Bem feito! — exclamou Sophia, me entregando um monte de guardanapos.

Mimi continuava gargalhando, e eu dei uma cotovelada nas costelas dela. Em meio à névoa de mostarda, vi que Sophia estava ficando com cara de brava. Esse casamento não seria fácil para ela. Eu também não tinha a menor vontade de encontrar Jungkook — com frequência, fantasiava que o atraía para perto do bolo e o matava afogado no glacê.

Sorri para Sophia.

— Tenho certeza de que ele é ótimo, querida. Não vemos a hora de conhecê-lo.

Todas ficamos em silêncio por um momento.

Mimi pigarreou, se preparando para mudar de assunto:

— Quando o Taehyung volta?

— Quinta-feira à noite — respondi e me lembrei da minha novidade. — Ei! Esqueci de contar! Adivinha quem vai cuidar da casa em Sausalito?

As duas soltaram um gritinho; nós três amávamos a casa de Jillian. De modo especial, o elevadorzinho que subia e descia a ladeira.

— Vai ser muito divertido. O que o Taehyung disse? — perguntou Mimi.

— Taehyung disse "Vai ser chato", mas Caroline disse "Sinto muito, querido". Aquela casa é muito foda! Quem não gostaria de ficar lá? Além disso, é pertinho do Claremont, vai ser perfeito ter um QG por aquelas bandas. E não acho que vamos passar todas as noites lá, só algumas.

— Olha só vocês dois brincando de casinha. Que romântico! — provocou Sophia, que ganhou uma olhadinha de Mimi por causa do comentário. — Só estou dizendo que o que vocês dois têm é ótimo. Juntos, mas separados. Separados, mas juntos. Tudo começa a estragar quando os dois começam a comprar móveis juntos.

— Falou a garota que foi morar com o Jungkook antes dos seis meses de namoro — pontuou Mimi.

— Falou a garota que não está mais com o Jungkook — retrucou Sophia, brandindo os palitinhos japoneses no ar.

— Mas não foi por isso que vocês terminaram. Morar junto não teve nada a ver com isso. Vocês dois se davam muito bem... E não ouse dizer o contrário!

— Sim, foi bom enquanto durou. Mas foi cedo demais. Juntos, mas separados... Só digo isso — acrescentou Sophia, tirando um broto de bambu do meio do decote.

A coisa estava começando a ficar perigosa. E não me refiro apenas ao bambu.

— Ok, obrigada pelos conselhos, crianças, mas Taehyung e eu não vamos morar juntos. Vamos apenas cuidar da casa. E aproveitar que estaremos numa mansão espetacular pra curtir a dois. Só isso.

A pilha de papéis na minha escrivaninha me chamava.

Suspirei, pesquei mais um camarão e comecei a fechar os potes de comida. As meninas me fizeram guardar as sobras para ter o que comer no almoço de amanhã.

— Vocês não precisavam fazer isso, mas estou muito feliz por terem feito.

— Sabemos o quanto você tem trabalhado duro... Pensamos que precisava espairecer um pouco — disse Mimi enquanto caminhávamos até a saída.

— Assim parece que a ideia foi sua! Fui eu que falei em trazer comida pra ela! — Sophia interveio. — Você queria comer taco quando ela cancelou!

— Nada a ver! Fui eu quem disse que a gente podia... — começou Mimi, mas logo me meti no meio, pois sabia onde a conversa ia parar.

Eu as empurrei de leve até o lado de fora, rindo:

— Senhoritas, amo as duas. Agora, deem o fora daqui.

Elas acenaram conforme se afastavam. Voltei ao escritório, fazendo movimentos circulares com os ombros, relutando contra o sono que começou a querer me derrubar.

Então, acendi todas as luzes e coloquei Pearl Jam para tocar. Bem alto.

Taehyung e eu não estávamos indo morar juntos. Pffft!

Vinte minutos depois, recebi uma mensagem de Mimi:

M: Taehyung te contou que o Jungkook vai levar uma pessoa?

C: Sim. O que o Yoongi disse?

M: Nada, só que ele vai levar uma pessoa.

C: É só isso que o Taehyung diz tb. Tomara que ela não seja bonita.

M: É claro que é bonita.

C: Eu sei. Isso pode dar merda, vc sabe...

M: Vai dar. Além do mais, a coisa já está ruim... o nome do cara é Barry Derry. PQP!

C: Medo...

M: Nem me fala.

(...)

Taehyung deveria ter voltado na quinta à noite, mas um atraso no voo para Nova York acabou fazendo ele perder a conexão para San Francisco. Ele tinha sido realocado no voo da sexta de manhã, mas chegaria ao ensaio do casamento em cima da hora.

O meu namorado tinha me mandado uma mensagem para avisar que estava a caminho do aeroporto e depois outra pedindo o endereço da igreja. Depois, me mandou uma terceira mensagem pedindo o endereço do restaurante onde ocorreria o ensaio para o jantar de recepção.

Jillian passaria no escritório pela manhã para terminar algumas coisas. Eu tinha tentado convencê-la a não trabalhar na véspera do casamento, mas ela insistira que só precisava de alguns minutos para acertar pequenas coisas. Em seguida, ela iria para o almoço nupcial, ao qual eu não poderia comparecer por conta de uma reunião de última hora com o sr. Camden.

Eu estava imprimindo uma série de relatórios para a reunião, quando Jillian passou na sala.

— Estou indo, Caroline. Te vejo à noite?

— Estarei lá.

— Acha que o Taehyung vai conseguir voltar a tempo? O Benjamin pode conseguir outra pessoa para hoje à noite, se precisar.

— Ele vai chegar a tempo. Na última vez que nos falamos, ele estava no avião, esperando pra decolar.

Assim que contei isso a ela, o meu celular apitou. Era Taehyung querendo saber se precisava fazer algum tipo de discurso no jantar.

Homens... Respondi que não, me despedi de Jillian e peguei o último relatório na impressora. Neste exato momento, a recepcionista interfonou para informar que a equipe do Camden havia chegado e estava se acomodando na sala de reuniões. Quando Jennie apareceu para me ajudar com as coisas, o meu celular apitou de novo.

Eu o entreguei a ela.

— Pode ficar com ele enquanto estou na reunião? Se o Taehyung precisar amarrar os sapatos, ou abotoar a camisa, ou qualquer outra coisa do tipo, por favor, diz pra ele... ah, deixa pra lá. Só diz que eu estou ocupada e que o vejo quando ele chegar. — Tentei sorrir, alisando a minha camisa para não parecer acabada. Às vezes, contrariando o ditado, as aparências não enganam.

Estou calma.

Estou calma.

Estou calma.

— Sem problemas. Eu cuido disso. Tudo o que você precisa já está na sala de reuniões... Me avisa se precisar de algo mais.

Quando estávamos prestes a entrar na sala, o meu telefone apitou de novo. Sufocando um grunhido, olhei para Jennie.

Ela leu a mensagem e fez uma careta.

— Amarrar os sapatos? Abotoar a camisa? — perguntei, assentindo para cumprimentar a equipe de Camden, sentada do outro lado da porta de vidro.

— Hum, não exatamente. Ele quer saber se você pode buscar o smoking dele na hora do almoço.

Estou calma.

Estou calma.

Estou calma.


Notas Finais


Vim postar correndo e já me voy
Como falei pra vocês, os próximos capítulos vão sair finais de semana agora. Por isso, até o próximo sábado meus amores 😘

FIC NOVA 🤪

Essa é de minha autoria E é Jikook, mas tem uns casalzinhos héteros pra quem gosta. Tô respostando ela de novo aqui. Se vocês puderem ir lá dar uma olhadinha eu vou ficar muito agradecida. Beijos até semana que vem!!! 😘

LIK DA FIC: https://www.spiritfanfiction.com/historia/missao-park-jimin-16067180


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