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História Arrasados pelos Deuses - Capítulo 10


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Notas do Autor


As coisas irão pegar fogo.

Capítulo 10 - Ergam suas armas! A batalha iniciou-se!



Já era meia-noite, o momento de fazer o movimento. Raphiel e Villeta estavam em uma viela que era próxima das pontes que tinham de passar.

Todos já estavam com suas roupas. Raphiel vestia seu casaco de trincheira vinho, qual alcançava seu joelho e sua espada em suas costas. E Villeta com um uniforme negro, com alguns detalhes vermelhos e acessórios dourados, uma espécie de roupa militar. E também sua katana, que estava na sua cintura.

Quando Raphiel via a arma da garota virava o rosto envergonhado do que fez. E também uma pitada de desgosto.

― Essas roupas até que combinam com vocês, hum? ― Alguém os elogiou.

Esta pessoa estava atrás de Raphiel. Seu nome era Yuko.

― É, também acho ― Ele concordou.

Yuko tinha cabelos roxos curtos e um rostinho atraente, acompanhado de sua franja partida na testa.

― Cito você também, Villeta ― comentou também da outra, que estava encostada na parede com uma postura apática.

― Obrigado. E a sua também ― respondeu sem sequer notar a roupa que ela estava usando.

― Sei...

― Mas a sua é bem bacana mesmo, Yuko ― falou Raphiel.

Era uma calça bem apertada negra e uma regata roxa, somente isso. Estava mais para algo sexy por expôr um pouco de sua pele ― algo difícil de ver ― do que "bacana". E Raphiel sabia disso.

― Obrigada.

― Mas você não usa nenhuma proteção?

― Sim, isso me irrita um pouco e atrapalha meus movimentos, eu acho.

― Entendo.

― Já tá quase na hora, né? ― comentou Villeta olhando para a posição da Lua para atrapalhar a conversa.

― É, quase na hora, mesmo ― afirmou Yuko.

"Temos de atravessar a ponte leste?", lembrava Raphiel da pergunta que fizera a Kaiser algumas horas atrás.

 

Reunião estratégica horas atrás.

 

― Sim. ― Enquanto ele olhava um mapa que ele havia feito da raiz do Palácio e passando o dedo nos lugares que citava, continuou: ― Para vocês subirem ao Palácio, primeiramente temos de atravessar o Castelo Militar, qual fica uns metros abaixo do Palácio. É o único caminho. E certamente já terá um pessoal na ponte, então cuidado para não caírem no rio e terem uma queda de 60 metros de altura. ― "Isso foi uma piada de mau-gosto?", Raphiel murmurou ― Quando vocês conseguirem passar por eles, avancem em direção às escadarias e vão subindo andar por andar, cabeça por cabeça.

― Mas que merda de estrutura é essa? ― reclamou Yuko, confusa com a raiz do lugar.

― Sim, eu sei. Foram 7 meses para eu decorá-lo e ter feito esse mapa anos atrás, mas vocês precisam entender isso. É essencial. E é a mesma coisa para os outros. Enquanto Yuko, Villeta e Raphiel avançam pela ponte leste; Luke, Clanta e Antha avançam pela ponte oeste. Vocês tem o mesmo trajeto do grupo anterior, a única diferença é que estão no lado oposto.

― Entendido! ― afirmou animadamente um homem, sem camisa e musculoso, com cabelos loiros e arrepiados, certamente deve ser o Antha.

― E por que temos de atacar de frente? Além da obra ainda não estar terminada, vocês também não disse que há passagens secretas? ― indagou Ragnar que estava ao lado de Ragnar.

― Bem, sim. Mas há dois problemas que nos impede de usá-las. Primeiro, essas passagens são muito estreitas e escura, se ele colocar guardas escondidos lá vocês nem terão chance de reagir. A outra é que nós podemos usá-las para outras ocasiões, então vamos poupá-las. Erak não precisa saber que há alguém que conhece essas passagens além dele. Sem contar que já a usamos essas passagens e ainda houve alguns problemas. Não sei se o Erak notou que usamos elas mas no momento não quero arriscar. Todos de acordo?

Todos assentiram, e então Kaiser prosseguiu:

― Estarei segurando Erak na sala dele, tenho de proteger minha falsa inocência que durou 7 anos para levantá-la, então sejam discretos. É isso.

― Mas isso é loucura ― Uma mulher segurando um cajado alfinetou ― Lembre-se que somos um grupo de assassinos, não de soldados aleatórios.

― O que quer dizer, Clanta? ― questionou Kaiser com indiferença.

― A maioria destes na sala são assassinos, aqueles que matam quando o inimigo menos espera e sempre evitam o combate. Você acha que eles podem lidar com isso?

― Bem, de certa maneira você está correta. Porém, acredito que você está subestimando um pouco seus colegas de equipe ― falou Kaiser ― Eles também podem usar magia e são muito bem treinados para o combate! Todos aqui são prodígios! Nós não fizemos muitos movimentos, mas tenho certeza de tudo que vocês são capazes e ainda podem melhorar, pois chegaram até aqui. É isso.

― Espera, e quanto à mim? ― questionou Ragnar.

Isso mesmo, embora Kaiser tenha o convocado para a missão, não citou sua posição, qual normalmente é ao lado de Luke.

Kaiser inicialmente fizera uma micro expressão de surpresa, mas então com uma faísca em seu olhar, revela:

― Você vai para um lugar especial...

 

 

 

"Só irei quebrar esse galho e no fim vou sumir", concluiu Raphiel. Quando pensara em sua fuga, veio em sua mente o pedido de Léo. Se armagurou quando decidiu fazer isto, "Sinto muito, Léo. Mas aquele que irá realizar seus desejos não será eu".

― Lembram-se do plano, não é?

― Sim ― responderam os dois.

― Certo, está na hora. Vamos ― falou Yuko.

Raphiel colocou seu capuz e os dois a seguiram com com o passo apertado.

Então Raphiel olha para Villeta e nota que ela não escondia o rosto.

― Ué, você não tem algo para esconder o seu rosto, Villeta? ― perguntou Yuko, não Raphiel.

A garota demorou um pouco para responder, mas revelou:

― Não, eu quero que eles me reconheçam mesmo.

― Hum...

"― Yuko, posso ter uma palavrinha com você?", Yuko começou a lembrar das palavras de Kaiser quando todos estavam saindo da sala após a reunião.

" ― Claro. O que o senhor quer?", ela perguntou.

"― Eu peço que você não confie nestes dois de maneira alguma, ao menos por enquanto" revelou o líder com um olhar incrédulo. "― Além dos dois terem brigado essa manhã, Raphiel certamente planeja fugir após esta missão. Eu creio que ele não irá falar nada sobre a base, mas não posso arriscar. E quanto a Villeta, ela não confia muito no grupo e sempre se comporta com apatia. Suspeito dos dois, por mais que tenha sido eu que os trouxe. Pode fazer isso por mim?"

"Então tenho de ficar de olho nesses dois, embora creio que não vão fazer nada disto", concluiu.

Quando saíram da viela, poucos metros a frente estava uma longuíssima ponte de 30 'metros ligada a uma base embutida em uma montanha.

E já a frente da ponte havia uns 20 soldados, no meio da ponte mais 20 e após eles um único homem.

― Não é que eles já estavam aqui mesmo ― Yuko brincou.

― E PENSAR QUE VIRIAM DE FRENTE MESMO, HÃ?! ― O último homem da ponte vociferou ― SÃO MESMO UM BANDO DE ORGULHOSOS INFELIZES, COMO VOSSA MAJESTADE DISSE!!

― Preparados? ― indagou Yuko, recebendo uma resposta positiva dos dois ao ver puxarem lentamente suas espadas. Então provocou ― Certo! ENTÃO CAIAM PARA A PORRADA!!

― HOMENS, ATAQUEM!!!

A primeira leva de soldados rugiram como resposta enquanto erguiam suas espadas e avançam em direção dos três.

Os dois novatos da Akaiblood despiram suas espadas de suas bainhas. Enquanto Villeta estava com sua longa katana, Raphiel estava com uma espada longa comum qual a lâmina refletia a luz da Lua.

― Isso... Se aproximem mais...!! ― murmurava Yuko com excitação em sua voz.

Até que algo os parou e assustou Raphiel. Pequenos vórtices de color púrpura surgiram atrás da mulher enquanto emanava uma aura sombria da usuária da magia.

Começaram a surgir do vórtice punhais seguidos de correntes quais orbitavam ao redor de Yuko.

"E-Essa é a magia dela?", perguntou Raphiel para si mesmo.

Há algumas categorias de magia, umas destas categorias é o material ― o caso da magia de Yuko. A magia de Yuko trazia um ar completamente sinistro para a região, o cheiro de sangue fresco das correntes penetrava o ar. Sua magia consistia em dar a Yuko correntes e punhais ilimitados ― a menos que não tenha magículas o suficiente em seu corpo ou ela não seja capaz de controlar as magículas em seu corpo, isso geralmente quando não consegue se concentrar direito.

Quando os homens entraram em um raio dez metros de distância ― já em terra ―, Yuko pegou em duas correntes com suas mãos e as arremessou em direção no grupo de soldados.

A lâmina nas correntes degolou o pescoço de quatro soldados, depois seguiram tentando acertar outros soldados, mas falharam ao acertarem a armadura.

― Só está começando! Vamos! ― vociferou a mulher enquanto avançava com dois punhais em mãos.

Villeta a seguiu rapidamente com sua espada em mãos. Correu em direção ao primeiro soldado que vira a frente. O homem levou sua espada ao alto com suas duas mãos e rugiu enquanto a descia ao crânio da espadachim. Contudo ela habilidosamente refletiu a espada do soldado e cortou sua cabeça. Antes mesmo do corpo cair, ela já seguiu seus próximos alvos

Enquanto as duas batalhavam, Raphiel observava lá atrás com surpresa. Não com a batalha, logicamente. Mas com o que estava sentindo.

"Como eu não estou me sentindo desconfortável com essa situação? Com todo esse sangue derramado", questionou si mesmo. "O que porra eu realmente sou?".

Após fazer essas perguntas a si mesmo, correu com raiva em direção da mamata de soldados.

Ele decidiu como alvo um que estava indo em direção de Yuko, qual estava levantando a espada contra uma das correntes da mulher. Então Raphiel aproveita e parte o braço do homem e um instante após rodopiou e cortou sua cabeça.

E assim se inicia a primeira batalha de uma série de desencadeamentos entre a Akaiblood e a monarquia de Arcland.

 

❈❈❈

 

― Eles já começaram ― afirmou Clanta ao ouvir levemente o som das espadas se chocando ao seu lado esquerdo

― É, e nós também temos trabalho a fazer ― retrucou Luke olhando para a ponte a sua frente com a mesma quantidade de homens e a mesma formação da ponte oeste, onde estão Raphiel e as outras.

Então um homem ao lado dos dois gargalhou com rápidos latidos e começou a ensaiar socos no ar enquanto comemorava:

― Santo Argonout!! Tem tantos soldados aqui, nunca vi tantos!!! Vou quebrar todos na porrada.

― Ninguém liga, só faça ― alfinetou Luke, com seus braços maiores e mais forte que o normal.

Na ponta de seus dedos, suas unhas haviam se tornado presas, afiadas como lâminas de adagas.

"Por que tem tanta gente estranha na Akaiblood?", indagou Clanta.

― Se dependesse só de vocês isso isso demoraria bastante. Que tal eu dar uma mãozinha e acelerar as coisas? ― Clanta sugeriu com uma notável auto bajulação enquanto girava seu cajado com a mão direita.

― Isso vai quebrar o nosso ritmo com a equipe do oeste, mas se terminarmos rapidamente será melhor. Então faça.

― Não! ― negou Antha mas acabou sendo ignorado.

― Certo! Então...

― ATAQUEM ANTES QUE ELES FAÇAM ALGO!!! ― ordenou o homem no fim da ponte.

Os soldados correram com suas espadas erguidas em direção dos três.

― Bando de asnos. ― A garota parou de girar o cajado e apontou a bola cristalina na ponta para os soldados junto de sua palma esquerda e sussurrou: ― Tempestade negra.

O vento ficou ligeiramente mais forte e uma fumaça corria em volta de suas pernas. E após ganhar um grande volume, ela repentinamente avança em direção dos soldados com a força de uma tempestade, cobrindo toda a ponte e os soldados.

Podia-se ouvir os gritos de medo dos soldados ecoando embaixo do abismo, mas depois que seus gritos cessaram, não fora possível ouvir mais nada, somente o sussurro do gélido vento que subia o abismo. Então a ventania negra instantâneamente dissipou-se, revelando que pouquíssimos das duas levas de soldados restaram na ponte, caídos no chão nervosos ao ver tantos aliados desaparecer em questão segundos.

― Bem, esses aí vocês podem cuidar rapidamente, não?

― Sim ― respondeu tristemente Antha pela decepção de ter perdido tantos oponentes.

Os dois correram para acabar com os que restaram, já Clanta caminhava calmamente enquanto fitava o último homem no fim da ponte que sequer foi afetado pela "Tempestade negra".

"Esse cara com certeza irá se tornar um problema", concluiu.

 

❈❈❈

 

― É aqui ― Ragnar falou enquanto olhava sua frente.

Era um lugar extremamente grande e espaçoso, iluminado por tochas e algumas celas com barras de ferro. Esse lugar é no caso a prisão subterrânea de Clokze. E, na teoria, no fim desta sala, haverá uma sala especial.

Ele então seguiu em silêncio...

Fora observando as celas que passava e todos lá dentro estavam dormindo, deitados diretamente com o chão, sem algo para se cobrir.

Ragnar tira seu olhar das celas e o leva para frente, onde já era possível ver o fim da prisão, qual havia uma enorme porta a sua frente. Com certeza é a sala que Kaiser citara!

"Ir na prisão subterrânea?!", Ragnar começou a lembrar da conversa que teve com Kaiser em sua sala.

"― Sim. Ele está vivo" afirmou Kaiser. "E você pode salvá-lo".

Ragnar chega na porta enorme porta de cinco metros e a abre. Diferente da prisão, o lugar não havia luz alguma. Só era possível ver a escuridão em todo o lugar.

"Sentindo o clima desse lugar, ele também deve ser vasto. Deveria eu pegar uma tocha?", perguntou-se.

Contudo, antes de voltar para pegar uma tocha, ele sente com seu reflexo um feixe de luz carmesim um pouco distante. Então ele desiste da ideia de pegar a tocha e entra na sala.

Foi se aproximando da luz e então já podia ver. A luz era de uma tocha largada no chão, na frente de um homem acorrentado, seminu, sujo e com sangue escorrendo por todo o corpo.

Seu rosto estava abaixado e repleto de sangue mexido, mas Ragnar tinha reconhecido no mesmo momento que era quem estava procurando.

― Aino... ― sussurrou Ragnar brio com o inesperado reencontro. Até...

― E pensar que alguém viria aqui mesmo ― uma voz ecoa no meio da escuridão junto de passos ― Jamais imaginaria que uma guild de assassinos se importariam com parceiros. Achei que ficaria entediado a noite inteira...

E atrás do homem acorrentado, uma face aparece graças a tocha, sobressaindo seus olhos sedentos por sangue.

― Então vamos brincar? 



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