História Art Deco - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 16
Palavras 517
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Droubble, Fantasia, Lírica

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Este é, definitivamente o último texto que escrevi sobre/para ti.

Capítulo 1 - Feito para decorar


Fanfic / Fanfiction Art Deco - Capítulo 1 - Feito para decorar

Te encontrei na pista de dança que é a vida e imediatamente passei a te enxergar como o ser mais lindo que um dia pisou por aqui.
Fizemos contato e combinamos de tomar um café na cafeteria ali da esquina no dia seguinte. Eu disse-lhe que nunca tinha visto uma arte parecida com a tua e tu, meio a contra gosto topou em marcar uma reunião afim de me explicar um pouco acerca das nuances e pinceladas que te compunham.
Chegou o dia seguinte e com ele o nosso encontro.
Antes de iniciarmos a conversa tu me propôs um desafio:
— Por que, ao invés de revelar-te que tipo de arte eu sou, não tentas tu descobrir-me por si mesmo ?
— Para te ajudar prometo te dar algumas dicas no decorrer de nossa prosa.
Eu, que sempre fui curiosa e adorava um desafio, aceitei tua proposta.
Logo nos primeiros minutos de prosa julguei-te como um quadro renascentista. Pintado não por Da Vinci ou Michelangelo, mas por Botticelli, tão qual  Vênus. Existia tanta beleza ali mas tanto, tanto contraste. E embora tua aura emanasse uma pureza espiritual que encantava a qualquer um que mantivesse um dedo de prosa contigo, os teus olhos transbordavam um paganismo sem igual e ali eu vi que tu não era um. Mas vários.
Algum tempo depois, em uma de tuas muitas crises que eu viria a acompanhar, te vi como um verdadeiro fruto do realismo. Alguém de verdade, cru e áspero em alguns momentos, é verdade, mas ainda sim, sincero.
Algum tempo depois, após uma das conversas mais sublimes que tivemos, -daquelas que culminam em orgasmos mentais múltiplos-, tive a certeza absoluta de que tu era, na realidade, surrealista.
Porquê porra! Algo tão único e sublime não poderia sequer existir. 
Embora eu tivesse tirado todas essas conclusões sobre ti, eu sempre as mantinha em segredo e toda vez que tu me perguntava se eu já sabia o que era eu desconversava e dizia que precisava de mais um tempo.
Passado algum tempo, na primeira das muitas rachaduras que fizeste em mim, um pensamento me veio em mente mas logo o expulsei dizendo não,não, não isso não é possível.
Rachaduras foram feitas, esparadrapos foram colocados para esconder as cicatrizes e vez ou outra aquele pensamento intruso me rondava a mente durante a noite enquanto eu te observava dormir.
Vieram então os tempos em que as rachaduras vinham antes mesmo de eu tentar remendar a interior e eu pensei caralho é isso mesmo.
Nos afastamos. Eu toda cheia de remendos e tu cheio de admiradores pairando sobre ti em volta a pista de dança e mesmo que fosse doloroso, eu continuava a te observar de longe.
E eu não tinha percebido, não até chegar aqui, neste parágrafo porque o meu coração ainda resistia em admitir mas tu é na verdade Art Deco.
Lindo, sublime e perfeito aos olhos.

 Sem nenhuma nuance ou mistério oculto.
Feito porém, apenas para decorar.
E, a quem ousar te tirar da estante para puxar pra dançar, e não perceber as ínfimas rachaduras que recobrem a tua pintura, para machucar.


Notas Finais


Odeio a formatação do spirit e bla bla bla

Cuidado com o Art Deco.

Ouvindo: Art Deco - Lana Del Rey

*Não há problema em ser Art Deco.
O problema está em ser APENAS Art Deco.
Ninguém quer viver com alguém que está ali apenas para decorar.

Tchau


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...