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História Artefatos Mágicos - Capítulo 1


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Capítulo 1 - Capitulo I


Essa história pode ser igual a qualquer outra que tenham escutado no mundo, ou pelo menos no meu. Eu acredito que não vai ser fácil ouvir, ou ler, tudo que estará aqui, além do mais, acreditem no que quiser, não serei aquele palhaço que fica tentando colocar ideias na cabeça de quem não quer acreditar ou quem apenas fingi que acredita.

Também sei que tudo tem um começo, meio e fim, mas alguém por favor falar para eles que o fim precisa chegar? Você não entende de quem eu estou falando, ou do quê, no entanto, brevemente estará compreendendo. 

Paro de pensar, olho para o que está me acontecendo nesse exato momento; eu vejo a faca de cortar carne penetrar a epiderme de meu braço, chegar a derme rapidamente e por muito pouco não quebrar a barreira de minha hipoderme, dou graças aos deuses por ter um bom reflexo e me esquivar, fazendo com que a lâmina saísse de vez, fazendo com que o sangue jorrasse para fora de forma a jato, ou seja, a danada atingiu minha artéria braquial, os olhos dos humanos de medo e a palidez no olhar de Mirna fez com que eu começasse a sorrir, mas eu estava nervoso mesmo, papai com certeza iria me bater por estar na cozinha, quando me foi designado limpar os banheiros.

— Garoto! — Escuto a voz de Mirna que joga um pano umedecido em meu braço e amarra; claro que ela deve ter feito errado, os olhos dela estão voltados para mim, Mirna conhece meu segredo portanto, me arrasta até uma área designada para jogar tudo que os donos da casa não querem e volta a olhar em meus olhos: — Ty, você precisa ter mais cuidado, menino, onde já se viu colocar na frente de uma faca, eu estava prestes a matar o coelho para o jantar quando você colocou a mão e se cortou!

— Perdoe-me, Mirna, mas eu não poderia deixar que matasse aquele pobre animal, algo dentro dos olhos dele dizia para eu não deixar que a sua morte acontecesse.

Imediatamente meu corpo começa o processo de regeneração celular – sendo este o processo mais importante para a manutenção física e funcional de todo ser vivos, seja ele humano ou não. É um processo que permite a substituição de partes que se gastaram ou que foram danificadas e até mesmo perdidas.

— Graças aos deuses que tudo está cicatrizando como deve ser! — Ela retirou o pano no exato momento que a pele estava começando a se fechar, seus brilhos de ansiedade e sorrio. — Vá fazer o que seu pai pediu e não volte para a cozinha!

Enquanto caminho pelo corredor, volto a pensar nas histórias que acabo lendo antes de dormir; a história da família Sisterwood não me sai da cabeça, faz muito tempo que tive o prazer de ler. Assim como toda família bruxa, a minha tem um diário de cada membro.

A história que li foi de Jasper Sisterwood, um bruxo cem por cento biológico, que se apaixonou perdidamente pela humana e escrava Catrine War. – Devo contar; humanos são considerados escravos, exceto aqueles que vieram de uma família rica ou que tem sangue oitenta por cento sobrenatural. – Outra coisa; sobrenomes curtos são de humanos pobres. – Continuando: Jasper e Catrine tiveram um filho, que foi registrado como um “meio-bruxo”, isso quer dizer que ele tinha cinquenta por cento sobrenatural em suas veias, o nome da criança era Casper Sisterwood; desde o seu nascimento, a família deixou de ajudar Jasper e ele passou a ser tratado como um humano, com poucos recursos que tinha, vendou a casa de seu pai e foi morar na casa que era de Catrine ( a minha até hoje).

No segundo diário que li; foi de Casper Sisterwood, o meio-bruxo que se apaixonou pela humana Sara Lou. Eles tiveram um casal de gêmeos; Bree e Brandon Sisterwood, a menina era idêntica ao pai e o menino idêntico a mãe, mas a bebê não viveu por muito tempo, digamos que pelas minhas contagens, ela chegou a viver dois anos, tempo exato de demonstrar as marcas bruxas que seu pai tinha.

Eu ainda não li o terceiro diário, o de meu pai, isso porque ele continua escrevendo, sinal de que não sei quem é minha mãe e o que realmente sou, chego a duvidar, mas ainda não tive a certeza.

Olhando minha imagem no longo espelho que encontrei em um dos corredores, admiro-me por inteiro, começando pelo o cabelo preto escuro, cílios longos e olhos dourados, bem parecidos com ouro, ao contrário do cabelo castanho e dos olhos cinzentos, marca registrada da família. também sou bastante magro. Embora não tenha as características da família imediata, tenho semelhanças físicas com gerações anteriores de Sisterwood – indivíduos esguios com feições delicadas e cabelos negros. Tenho sobrancelhas interessantes, ligeiramente apontadas para os topos, como Vs invertidos e muito pretas. Tenho lábios curvados, e os mesmos dedos Sisterwood que meu pai, Brandon, longos e delicados, com ossos afiados e articulados e sem contar nas orelhas pontiagudas, o que ainda me deixa muito nervoso e tímido – ninguém sabe delas, exceto meus dois melhores amigos.

— Ty! — Escuto a voz grossa de meu pai invadir meus ouvidos e sinto um arrepio. Viro meu rosto para seu o lugar onde ele estar e com a roupagem suja, ele parece que está louco para me bater, mesmo nunca ter feito isso, apenas quando estamos treinando.

— Oi papai.

— Conseguiu limpar os banheiros? — Ele perguntou melhorando seu tom de voz.

— Estava indo agora fazer ...

 — Tiberias!

— Desculpe-me papai, o senhor sabe o quanto gosto de ser prestativo e ao mesmo tempo desgovernado.

— Tudo bem, meu filho! — Sua voz carinhosa me faz sorrir. — Pode ir para casa! Ficarei para receber o pagamento e o encontro por lá, verei se consigo levar algo para comermos, tudo bem?

— Sim senhor.

Eu esqueci de dizer que também sou bom com animais, até mesmo os selvagens. Os coleto do lado de fora e levo alguns para o meu quarto. Os animais me deixavam tocar neles e rapidamente começam a confiar em mim.

Caminhando para fora da casa, sinto a necessidade de olhar para as pinturas na sala de estar e uma delas, a que fica em cima da lareira chama minha atenção é de um menino com orelhas pontudas, ele deve ter exatamente cinco anos de idade, mas é tão bonito com seus olhos brilhantes que fico com vontade de tocar cada parte.

Escuto passos vindo da escada principal que leva aos quartos e saio correndo, com muito medo de morrer tão novo; esse menino e sua família que residem nessa casa são Elfos, eu não sei de qual tipo, porque não tive essa aula ainda na escola, mas sei que eles podem me matar com um simples poder seja lá do quê emanando de suas mãos. Eu não faço a mínima ideia, a única coisa que quero é sair daqui.

Eu não sei como minhas pernas me fizeram chegar ao vilarejo ao qual está localizada minha casa, mas no momento em que meus olhos batem na menina com seus olhos verdes, cabelo ruivo cacheado, figura esguia, peito pequeno e quadris estreitos - apesar de não ver isso, assim como não vê a beleza que os outros frequentemente veem nela. Ela é bem pequena, um pouco acima de 1,50m, tem cabelos que considera da cor de cenoura, e "uma cara cheia de sardas". ela se veste de maneira masculina e fora de moda, usando camisetas, jeans e tênis, o que algumas vezes irrita sua irmã, Amélia, que então escolhe roupas mais legais para que ela use. Através da influência de Amélia, ela lentamente abandonou seu estilo masculino e começou a esforçar-se mais frequentemente para se arrumar, mesmo que ainda use suas roupas casuais. Ela é fofa e muito bonita, apesar do que pessoalmente pensa de si mesma; percebo que estou a salvo.

Corro até ela e a vejo conversando com uma outra menina, mas não a reconheço e tento dar um passo para trás, esbarrando em alguém e rapidamente, por instinto consigo identificar; ele tem olhos violeta-azul profundos e cabelo preto que cai em seus olhos. Tendo traços elegantes: maçãs do rosto altas, cílios longos e espessos, lábios cheios, garganta elegante, e é extremamente lindo. Ele se parece muito com sua mãe. Ele é musculoso, com ombros largos e mãos calejadas dos seus anos de trabalho campestre. Ele também é bem alto, com quase 1,80m.

— Olha para onde anda, Ty! — Resmunga meu outro melhor amigo, Rafe Lleuad (Raphael Augustus Lleuad).

— Desculpa Rafe!

— Quem é a menina bonita que a Clary está conversando? — Raphael tem um ano a mais do que eu, por conta de sua ausência de inteligência, ele está na mesma turma que a minha; assim como Clary que tem quinze anos e está adiantada na escola. Raphael tem dezessete anos, é irmão mais velho de cinco filhos, está na fase de começar a encontrar uma namorada, assim como eu, ou até mesmo a Clarissa, mas não ficamos comentando tais fatos, ele sim, quem sabe deve ser seus hormônios.

         — Eu não sei. — Respondo.

Existem diversos acontecimentos em minha vida que ainda não foram explicados; como o paradeiro de minha mãe, as orelhas pontiagudas, essa vontade insaciável de estar junto das árvores, a maneira que os animais se comportam comigo e entre outros aspectos, que se for para nomear cada um deles passarei o dia.

— Está vindo de onde? — A pergunta do Rafe desperta-me de meus mais profundos devaneios e olho dentro de seus olhos violeta-azul.

— De nenhum lugar. — Respondo lembrando perfeitamente do medo que senti antes de sair de dentro daquela casa de Elfos.

— As aulas já devem estar regressando, não?

— Deve ser. — Respondo observando o farfalhar das folhas das árvores ao norte, no momento exato que um vento fraco passa por ela.

Tudo está tão estranho, pondero olhando seriamente para o ar, as árvores, o fogo crepitando ao longe e a água que uma senhora está jogando em sua casa, em algum lugar do vilarejo ao qual vivo.

Ao longe, sinto o cheiro forte de pinheiro, mas os únicos que possui pelas redondezas fica na floresta, mas estão tão distantes que seria impossível sentir seu cheiro, mesmo quando comemoramos as festas pagãs.

— Ty — Rafe chama a minha atenção, mas sinto tudo tão diferente, como se estivesse acontecendo agora o que nunca aconteceu em todos meus dezesseis anos de vida, uma vibração em meus pés me faz desejar estar em movimento e é isso que faço no primeiro momento, corro desesperadamente.

— Ty! — Alguém grita meu nome, mas não escuto e tudo que faço é correr.

Águas correm em algum lugar no fundo de minha mente, ao mesmo tempo que sinto o cheiro incessante da fumaça, alguém deve estar brincando com ... fogo ... enquanto continuo a correr, sinto a vibração cada vez mais forte e o ar preencher meus pulmões junto com a vontade incessante de abraçar um casco de árvore qualquer.

O que há de errado comigo?



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