História Artificial Love - Capítulo 17


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Categorias EXO
Personagens Chen, Kris Wu, Lay, Lu Han, Personagens Originais, Suho, Tao, Xiumin
Tags Android, Scifi, Slight Kristao, Slight Xiuchen, Starlotus2017, Sulay
Visualizações 1.382
Palavras 1.943
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Científica, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, atrasei um ou dois dias, mas é que a faculdade está bem puxada e como iria acordar cedo para ser fiscal no Enem hoje, não pude finalizar o capítulo ontem. ): Mas assim que cheguei em casa mandei bala e está prontinho pra vocês! Boa leitura e prestem atençãozinha nas notas finais!

Capítulo 17 - Check-Up.


Embora minha mente gritasse desesperadamente para que desse as costas para aquela sala fria e irritantemente limpa, meu corpo estava travado. Nenhum músculo se movia, mesmo que minha vontade fosse gritar e sair correndo com Yixing dali.

Admirava a maneira calma com que ele lidava com toda aquela situação. Estava sentado sobre a única mesa que tinha naquela sala e acompanhava a correria de Jongdae com os olhos, eu me sentia uma mãe vendo o filho ir para a sala de cirurgia e talvez estivesse sendo dramático demais, mas era como me sentia.

“Myeon... Ei, Myeon!” Balancei a cabeça para limpar minha mente e dar total atenção a Yixing. “Se acalma, eu vou ficar bem!” Me aproximei quando ele estendeu os braços me convidando para um abraço, o qual retribuí com toda minha força. “Eu amo você”.

“Eu também amo você...”. Falar que o amava saía tão naturalmente que jamais parecia que um dia tinha duvidado se deveria falar aquilo ou se estava sendo precipitado. Desculpe estar assim tão nervoso, é que você é importante pra mim”.

“Você vai estar aqui o tempo todo, não vai? Caso tentem me fazer mal, sei que vai me proteger!” Ri baixinho daquilo, ele era um bobo. “Agora, senta um pouquinho, mhm?” Ele arriscou me dar um selinho e quase morri de vergonha, ainda mais quando Jongdae pigarreou e percebi que nos olhava com uma sobrancelha erguida e um sorrisinho.

“Eu não vou roubar o Yixing de você, Kim JunMyeon. Relaxa e senta um pouco!” Assenti e peguei uma cadeira para sentar ao lado da mesa. “Yixing, pode erguer a manga da camisa, por favor?” Ele obedeceu, expondo o braço até o cotovelo. “Isso, agora, deite-se. Pode segurar a mão do Myeon se quiser”.

Minha mão foi envolvida por uma das suas e seu sorrisinho me passou um pouco de tranquilidade. Tratei de beijar as costas de sua mão várias vezes enquanto via Jongdae se aproximar com um aparelho parecido com aquele que deixou LuHan desacordado dias atrás, meu corpo se arrepiou por completo com a lembrança e apertei sua mão. O cientista fechou a gargantilha ao redor do pescoço de Yixing e seus olhos brilharam momentaneamente antes de se fechar e ele entrar em um estado profundo de sono que me assustou.

“Ele está bem, JunMyeon. Calma! Não confia em mim?”

“Francamente, senhor... Ultimamente não confio nem na minha própria sombra”. Minseok entrou na sala empurrando uma espécie de mini mesinha coberta de ferramentas e equipamentos estranhos.

“Não precisa ser tão formal! E saiba que pode confiar em mim, tem vários motivos para isso, aliás”. Ele dedilhou um dos braços de Yixing até encontrar um ponto específico onde fez uma pequena marcação com caneta.

“E quais seriam esses motivos?” Ainda tinha a mão do outro braço de Xing presa fortemente entre as minhas, mesmo que ele não retribuísse mais o aperto.

“Bom, primeiramente, eu que fiz o Yixing”. Quase desmaiei quando o vi abrir a pele do braço de Xing com um bisturi. “É bom você ficar sentado ou vamos ter que te colocar para dormir também! Já disse que ele está bem! Acha que vou machucar alguma criação minha?”

“Bom, pergunte para LuHan!” Me arrependi do que disse assim que terminei a frase e a expressão desolada voltou a dominar o rosto de Jongdae, ele voltou o olhar para o corte e passou a trabalhar ali, quieto. “Eu... Desculpe! Eu não quis dizer isso! Eu só estou nervoso... Com medo”.

“Tudo bem...” Seu suspiro não me deixou aliviado, estava totalmente arrependido de ter falado aquelas palavras rudes e até Minseok me encarava feio. “Ainda quer ouvir os outros motivos?” Assenti e ele fez uma pausa enquanto encaixava uma espécie de pulseira sobre aquele corte em seu pulso. “Bom... Nós compartilhamos do mesmo tipo de sentimento por eles. Duvido que você os veja como produtos ou algo do tipo, principalmente depois de observar sua relação com ele. Nunca machucaria uma criação minha, não queria ter feito aquilo com o LuHan, eu fui obrigado. Acho que você sabe disso, porque Yifan é um linguarudo”.

Abriu um notebook sobre a mesinha que Minseok trouxe e digitou alguma coisa que não pude ver, mas fez os olhos de Yixing se abrirem novamente deixando aquele brilho esbranquiçado à vista.

“A ultima coisa que eu queria era que essa versão saísse para venda, um ser com sentimentos nas mãos de seres humanos... Eles são indefesos, JunMyeon. Não tem a menor chance. As primeiras versões não se questionavam sobre os maus tratos que sofriam, estavam ali para servir os donos... Mas essa tem um diferencial”. Ele corria os dedos rapidamente pelo teclado de um jeito que eu nunca conseguiria fazer e só de ver começava a ficar tonto. “Eles questionam, eles perguntam, eles tem senso crítico. Pensam por si próprios! Imagina um ser com consciência e opiniões próprias sofrendo nas mãos de algum ser humano nojento e não podendo fazer NADA para se defender?” Finalmente parou de digitar e se afastou da mesa puxando os próprios cabelos, agora me sentia mais culpado ainda pelo que tinha falado minutos antes.

“Jongdae... Mas e LuHan? Ele atacou...” Suspirei lentamente e me aproximei para demonstrar algum apoio. “Ele se defendeu”.

“Mas isso é considerado um defeito, não é mesmo? Ele não deveria se defender... Enfim, não vamos falar disso agora, não aqui”. Falava baixinho como se alguém estivesse nos escutando e voltou para perto de Yixing. “Bom... Sabe que estou fazendo isso como mera formalidade e protocolo... Yixing nunca te machucaria, já que eles só atacariam para se defender. Duvido que você faria algum mal a ele para ter que agir de maneira tão defensiva”.

“Claro que não!” Quase gritei, mas me contive ao seu olhar que pedia por discrição, coisa que nem ele era muito capaz de fazer. “Eu... Jongdae. Você teve algo a ver com isso?” Sussurrei a ultima frase e seu olhar foi misterioso demais para conseguir desvendar. Nada mais foi dito naquela sala por longos minutos.

Voltei a observar Yixing e por um momento me atrevi a tocar seu rosto, estava tão sereno, apesar dos olhos abertos e esbranquiçados. Até daquela forma ele era bonito. Podia sentir o olhar de Jongdae sobre mim e apesar de tudo, aquilo não me deixava desconfortável.

“Eu o amo demais...” Sussurrei mais para mim mesmo do que para o cientista, ainda que quisesse iniciar uma conversa. “E vão tira-lo de mim... Isso é tão cruel”.

“Essa empresa vende seres equivalentes a humanos, é quase uma escravidão. Ainda duvida da crueldade deles? E pior de tudo, eu sei que ajudo nesse processo”.

“Se você não o fizesse, outro faria no seu lugar...” Sussurrei, mesmo sabendo que aquilo não tiraria o peso dos ombros de Jongdae.

“Sim, faria. Mas isso não diminui os meus erros. Sabe, JunMyeon... Meu principal intuito quando entrei nesse ramo era criar seres que pudessem ajudar os humanos com perdas de entes queridos ou como companhia para pessoas idosas, crianças órfãs, essas coisas. Nunca levei em consideração a podridão do ser humano até ver o primeiro protótipo voltar para cá completamente destruído para ser reparado, não me lembro de uma vez que chorei tanto enquanto concertava aquele ser indefeso e o deixava pronto para mais uma rodada de sofrimento nas mãos de um psicopata. Ele voltou mais algumas vezes antes da morte de seu dono, foi morto em uma briga ou algo do tipo e adivinha quem recebeu a culpa de tal ato?  O android, que apenas tentara protege-lo dos homens que o mataram, apesar das surras que levava do mesmo. LuHan não foi o primeiro a ganhar a culpa de algo que não fez e nem vai ser o último”.

“Isso é terrível...” Sussurrei imaginando o quão difícil deve ter sido para Jongdae tudo isso. O mais horrível de tudo com certeza era o sentimento de impotência que dividíamos naquele momento. “Posso perguntar uma coisa?” Ele assentiu e tentei escolher as palavras com cuidado para não soar estúpido ou rude. “Se não queria que essa versão fosse à venda... Por que a fez?”

“Porque eu sou egoísta e decidi me fazer um agrado”. Seus olhos buscaram rapidamente Minseok que estava de costas para nós, debruçado sobre um livro na bancada. “Bom, eu nunca fui o melhor em relacionamentos... Quem iria conversar comigo sobre biologia, engenharia, ciência e afins? As garotas fugiam de mim, os garotos, mais ainda. Então decidi construir um amigo, mas não podia ser alguém que apenas me ouvisse e obedecesse... Então depois de muito estudo, consegui chegar a um sistema capaz de ter opinião própria, pensamentos... E bom, no final, ele acabou sendo bem mais do que apenas um amigo...” Aquela deveria ser a primeira vez que via Jongdae corando e era uma visão adorável aos meus olhos. “Entendo seu medo em perder Yixing, eu morreria se alguém tomasse Minseok de meus braços. É por ele que continuo fazendo esse trabalho, tenho medo que se desistir disso tudo e não finalizar esses protótipos para venda... O tirem de mim como castigo”. Ainda falávamos baixo, os olhos de Jongdae sempre percorrendo as laterais da sala como que para se precaver que não estávamos sendo vigiados. “As paredes tem ouvidos, quando estivermos em outro lugar terminamos essa conversa, ok?”

“Tudo bem... Realmente preciso falar sobre isso ou vou acabar explodindo. Eu não estou preparado para quando o tomarem de mim...” Suspirei e me sentei novamente, deixando que meus dedos tocassem o rosto de Yixing com calma. “Ainda não contei a ele... Não consegui”. Seus olhos se arregalaram momentaneamente, tal gesto acompanhado de uma risada nervosa que não entendi e nem questionei o motivo.

“Mais cedo ou mais tarde ele vai descobrir, não é mesmo? Melhor que seja por você”. Assenti e voltei a brincar com os dedos de Xing. “Bom, tudo está ok com ele. Vou desperta-lo e vocês poderão ficar juntinhos novamente. Viu? Foi rápido!”

“Obrigado, Dae... Espero que me perdoe pelo modo rude que usei mais cedo...”

“Está tudo bem, eu agiria da mesma forma se estivesse no seu lugar... Espero que possamos continuar essa conversa mais tarde. Um jantar, na minha casa? Que tal?”

“Eu adoraria! E tenho certeza que ele também”. Acariciei os cabelos negros e macios de Xing e suspirei voltando a sorrir. “Quando?”

“Sábado, às sete e meia. Min, por favor, anote nosso endereço para o Myeon, sim? E desfaz esse bico, ele já pediu desculpas pelo que disse sobre LuHan!” Os olhos de gato faiscavam em minha direção, anotou o endereço em uma folha de papel a contragosto e me entregou sem falar nada. “Se desfizer esse biquinho, prometo te compensar mais tarde”.

“Para de falar essas coisas na frente dos outros, seu tarado!” Me peguei sorrindo quando o cientista envolveu seu android com os braços e o encheu de beijos, deveriam estar juntos há alguns anos para tanta intimidade e desejava profundamente ter um tempo tão longo quanto aquele ao lado de Yixing. “Vá fazer seu trabalho!”

“Tudo bem, fresquinho”. Para um adulto, o cientista agia como uma criancinha birrenta mostrando a língua para o android que o encarava indignado. “Vamos lá, Yixing”. Primeiro retirou a pulseira e usou uma espécie de laser para fechar o pequeno corte em sua pele, uma pequena cicatriz ficou no lugar. Logo em seguida removeu a gargantilha que o mantinha desacordado e aos poucos os olhos preguiçosos de Xing foram voltando a cor normal. “Vá com calma, não precisa se levantar agora”.

Seus olhos vasculharam a sala meio perdidos até encontrarem os meus e o que vi ali não era alívio ou felicidade. Não sabia o que era, mas algo me dizia que Yixing não parecia feliz. 


Notas Finais


Gostaram do capítulo? Até agora é meu favorito, amo diálogos e amo o Jongdae demais. Espero que tenham gostado! Até semana que vem!

Seria eu uma shipper nada fiel em shippar sulay e krisho ao mesmo tempo e escrever uma fanfic de cada? Pois postei uma KrisHo muito fofinha e vou deixar aqui para vocês darem uma olhadinha se quiserem! http://socialspir.it/10919464


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