História Artificial Lover - Capítulo 4


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Categorias EXO
Personagens D.O, Kai
Tags Android, Chanbaek, Detroit Au, Do Kyungsoo, Drama, Exo, Futurista, Kai, Kaisoo, Kim Jongin, Robot, Romance
Visualizações 52
Palavras 1.815
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eu sou pontual!
Boa tarde criaturas! Espero que estejam bem, já almoçaram? Acho bom que sim!
Leiam as notas finais pfv. Principalmente quem é NCTzen :3 qm N for, lê também kkkkk
Boa leitura!

Capítulo 4 - Utopia


Fanfic / Fanfiction Artificial Lover - Capítulo 4 - Utopia

Aquela silhueta em pânico, a respiração alterada, o suor frio, a tensão corporal, os olhos fechados agressivamente, a busca da proteção… Aquilo era medo. E quando sentimos medo, estamos temendo ser feridos, estamos temendo o desconhecido, estamos temendo o extravio da vitalidade.

E somente os vivos temem a morte.


❐❐❐❖❏❏❏


Haviam se passado cerca de duas horas desde que Kyungsoo achara um Jongin coberto por medo profundo em meio ao escuro que lhes cercara e banhava toda Seul, assim como a chuva intensa que houvera se formado e se apossado dos céus, que choravam fortemente durante aquela noite que caía cada vez mais em seu silêncio singelo.

A energia sequer houvera voltado. O Do se questionava o que haveria ocorrido para que toda a grande cidade perdesse sua luz.

Mas ainda sim, esta dúvida não fora tão grande quanto suas mil e uma questões sobre o rapaz imoto, completamente inerte em sua reta.

O moreno estava estático, sentado, com um olhar mergulhado em preocupação direcionado ao corpo alheio que se envolvia em uma manta quente, pelo frio que fazia dentro da casa, sem seus aquecedores para tornar o ambiente um pouco mais confortável para quem lá morava.

O cômodo estava iluminado pelas luzes simplistas das únicas três velas espalhadas pelos cantos do lugar que se viam presentes.

Kai estava sentado, um tanto encolhido, envolvido pelo cobertor, com um olhar perdido em algum canto do piso da sala. O rapaz parecia completamente absorto de qualquer fala ou olhar ao seu redor. Parecia ter se desligado daquele mundo físico que lhe cercara. Porém, era notável que este não estava simplesmente aéreo em seus pensamentos, mas sim, evitando qualquer tipo de contato visual com os orbes de seu Hyung, para não ter de responder qualquer indagação. Mas sabia que a qualquer momento, elas chegariam, derrubando o muro que tentara construir entre os dois corpos naquela sala presentes, no qual, um buscava a fala do que tentava se exilar desta, mesmo tendo conhecimento de que uma hora, haveria de se manifestar.

-Kai… - Chamou Kyungsoo, buscando o brilho dourado daqueles olhos caramelados, que pareciam querer se esconder dos seu olhar, escuro como aquela noite e o vazio daquela casa.

Não recebeu qualquer resposta. Apenas assistiu o corpo a sua frente se encolher mais ainda disfarçadamente. Mas nada lhe escapara do olhar.

O de cabelo abaçanado se ergueu e dirigiu o passo até o sofá em que Jongin se encontrava, se sentando junto ao mesmo, com uma distância entre corpos, quase que inexistente.

Kyungsoo invadiu aquele pedaço de pano e tocou os dedos finos do Kim, que se escondiam embaixo do tecido macio, entrelaçando os mesmos aos seus semelhantes.

Com o ato, o de pele de tom quase chegando ao cobre ameaçou olhar para o moreno, mas pareceu perder a coragem eminente no trajeto.

O garoto naturalmente pálido trouxe a mão do outro ao contato com seus lábios carnudos e beijou delicadamente, cada um daqueles cinco dedos bem desenhados, sem dar mais ou menos importância a qualquera, com tanto cuidado que parecia ter medo de que a qualquer momento, aquele corpo de bela aparência pudesse se romper como a mais nobre e bela das porcelanas. E por fim, conseguiu atrair aqueles orbes aos seus.

Kai não parecia incomodado. Por alguns segundos, Kyungsoo avistou o mínimo de serenidade no olhar daquele garoto que aparentava a silhueta de uma criança de dez anos, completamente arisca e temendo o mundo insano lá fora.

-Kai-ah, preciso que fale comigo, está bem? - Falou o de grandes olhos, tentando usar um tom calmo, parecendo procurar conseguir a confiança aparentemente perdida naquele momento. -O que aconteceu? Digo… você estava com medo, mas você…

-“É um robô”? É isso que diria? - Perguntou o castanho, olhando para o Do com um olhar perdido em mil e um sentimentos.

-Não… Porque eu sinceramente não acredito nisso. Mas, eu nunca te vi agir daquela maneira. Então, algo deve ter mudado, não é? Eu só quero saber o que houve de verdade, Kai… - Falou Kyungsoo, apertando um pouco mais a mão do Kim. Este que, desviou seu olhar momentaneamente, para então, voltar seus orbes aos semelhantes do moreno, antes de estender seu pulso danificado para o mais velho, que se espantou assim que viu aquele buraco forçadamente aberto, o qual tinha algumas manchas reparáveis de sangue em volta deste. Um ferimento recém formado.

-Kai… você.. arrancou isso? Mas você disse que

-Eu não sabia. Mas eu queria saber… - Falou Kai, baixando seus olhos entristecidos. Hora ou outra, fazendo uma careta mínima quando sentia a ardência dos dedos delicados de Soo passeando pela sua ferida recém aberta.

-E.. você soube? - Indagou o garoto pálido de lábios naturalmente cor de carmesim.

Porém, apenas recebeu um silêncio que emanou pela sala, fazendo o Do desistir, não querendo pressionar Kai, com medo de que esse se irritasse ou pior. Pois era visível, o castanho estava completamente instável.

Kyungsoo arrumou algumas mechas castanhas de cabelo do pardo, as quais estavam em completa rebeldia em relação ao resto do cabelo tão macio e bonito do Kim.

-Já está tarde… eu vou dormir. Você deveria fazer o mesmo, grandão. - Falou a frase habitual, com um leve sorriso em formato de coração, tentando quebrar aquele clima entre ambos os rapazes na casa dos 20.

O Do não esperou uma resposta, apenas se ergueu, pegou uma das velas, apagando outra e deixando somente uma unidade para que Kai pudesse usá-la para ir ao seu quarto.

O moreno subiu em passos lentos, talvez com a esperança de receber algum boa noite do outro. Mas só talvez.

Mas como o esperado, nenhuma palavra foi proferida pelo Kim, que seguia na mesma posição, encarando o chão, pensativo.

Kyungsoo escovou seus dentes, colocou seu pijama, se livrando finalmente daquele casaco e do restante daquelas roupas que pareciam pesar uma tonelada em seu corpo pequeno, e se deitou, apagando a vela ao seu lado para cair no sono.

Soo se acomodou, mas o sono não veio logo. O pequeno se pôs a pensar, automaticamente sobre Jongin. Sobre o que havia acontecido com seus pensamentos e porque tinha feito aquilo. Nunca tomou tal rebeldia, então, porque agora?

Estava a pensar em tantas possibilidades, tantas perguntas, tantas expressões que Kai fez após o ataque de pânico, este que antes, tão inexpressivo. Estava confuso.

Mas principalmente, estava com medo de que o mais novo estivesse irritado consigo, considerando as poucas palavras dirigidas a si. Estava em dúvida se tudo está tudo bem entre os dois.

Mas a dúvida logo se desfez ao ouvir passos no corredor, e ao se virar para avistar o que seria, viu o maior um pouco encolhido, encostado na porta do seu quarto.

-Soo… Eu apaguei minha vela e, bem, ficou escuro demais… eu posso dormir com você? - Perguntou baixo, como uma criança indefesa, e, o Do tinha quase certeza de que seu rosto delicado estava de uma cor rubra.

Soo riu, e abriu espaço para o outro em sua cama de solteiro.

Acabara de descobrir que o rapaz alto que consigo vivia, tinha medo do escuro. E sequer soubera desde quando este existia. Mas tinha certeza, a remoção  daquele dispositivo lhe permitiu sentir o pavor da escuridão. E lhe permitiu tudo de novo que estava vendo ser refletido no garoto mais alto.

-Venha. - Chamou o menor. Este que assistiu o mais novo, em passos curtos porém apressados, chegar em sua cama e se deitar na mesma, passando o cobertor sobre ambos os corpos que repousavam na pequena cama.

Kyungsoo percebeu que ambos estavam com suas faces exageradamente próximas. O mais velho podia sentir a respiração do pardo colidir em seus lábios. Kai estava com seus olhos fechados e, Soo aproveitou para observar cada detalhe do seu rosto, como nunca houvera feito, mesmo em meio a aquela escuridão densa, a pequena janela do quarto lhe oferecia a luz necessária da lua intensa, que pousava naquele belo rosto pardo.

O Do nunca havia parado para reparar como Jongin tenha uma beleza singular, e cada traço novo que observava, se sentia mais e mais preso a aquela visão diante de seus olhos.

A pele sem qualquer defeito, de uma cor um pouco mais escura que a sua, o que lhe trazia um ar bronzeado, fazendo sua beleza transparecer, destacando todos os seus mínimos e mais bonitos detalhes.

Seus lábios igualmente carnudos como os seus.

Seu nariz minimamente pequenino, tornando sua feição mais harmoniosa com os outros traços.

E…

Aqueles olhos.

Que agora estavam a encarar os seus. Kyungsoo podia ver a lua ser transmitida pelo reflexo daquele olhar puro e inquieto, a mesma que parecia estar banhada em ouro, com aquele brilho ligeiramente dourado dos orbes cor de mel do mais novo.

O menor se pôs envergonhado ao reparar que naquele silêncio singelo, acompanhado apenas pelo som da chuva colidindo ao chão das ruas.  Era possível ouvir o som autêntico de seu coração batendo terrivelmente forte dentro de seu peito. Mas, se surpreendeu ao reparar que, o som do coração alheio se punha audível junto ao seu, tão rápido e forte quanto o próprio. Os sons dos órgãos pulsantes pareciam compor uma melodia, banhada na mais honesta sintonia. E a conexão feita somente por aqueles dois pares de olhos curiosos, que pareciam buscar uma história dentro do mar de estrelas que se encontravam nas íris alheia.

-Boa noite. - Falou o moreno, sem cortar aquele contato tão intenso. Pela primeira vez na vida, provavelmente, o Do teve dificuldade em tirar palavras da própria boca. Sentiu seu coração dar uma vacilada juntamente. Não queria dizer aquilo, não queria se despedir, não queria dar um fim a aquela conexão que lhe dava calafrios engraçados, por algum motivo. Mas tinha medo que aquilo fosse minimamente estranho para o maior.

-Boa noite. - Correspondeu o castanho, fazendo o menor sentir seu hálito repousar em sua pele.

Kyungsoo inalou uma última vez, daquele cheiro de baunilha que o grandão emitia, antes de se virar para o outro lado, sempre tendo algum tipo de contato corporal com Jongin, pelo tamanho simplista daquela cama.

Seu coração estava enlouquecido, e sequer sabia o porquê. Mas uma euforia tomava seus sentidos.

Kyungsoo sequer conseguira de recordar dos acontecimentos de mais cedo com toda a informação que estava recebendo com seu corpo unido com o do Kim.

Antes de pregar seus olhos, sentiu uma mão invadir seu espaço, passando por debaixo de seu braço minimamente delicado, chegando com a mesma, repousado em seu peito em um abraço afável.

O Do - sem hesitar - entrelaçou a mão grande e fria do maior junto a sua, caindo no sono após aquilo.

Mas em nenhum momento, seu coração deu sossego, a euforia de seus pulmões, e aquele sentimento próximo, junto ao toque daquele atrás de si.

E assim, se passou o desenrolar da noite, com o contato meramente cortês, e um calor singelamente utópico.


Notas Finais


Espero que tenham gostado! Comentem pfv.
Então, sobre o que eu disse nas notas iniciais, eu estou com uma fanfic de NCT LuWoo (Lucas&Jungwoo) só por diversão sabem? É uma short-fic, e eu gostaria muito que lessem. Eu estou postando em dias aleatórios. Melhor, quando eu termino um capítulo, já que não é nada com um super compromisso como aqui. Vão ser uns 4 capítulos creio eu. E gostaria que quem puder, lesse pfv, ao menos desse uma olhada na sinopse e no capítulo 1 que não é muito comprido. Nenhum dos capítulos será, ent... :3 Esse é o Link>>
Be my Muse: https://www.spiritfanfiction.com/historia/be-my-muse-13879845


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