História Aruanã - Capítulo 1


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, Chen, D.O, Kai, Kris Wu, Lay, Lu Han, Sehun, Suho, Tao, Xiumin
Tags Antropofagia, Baekyeol, Brasil!au, Canibalismo, Chanbaek, Exo, Folclore, Gay, Hunhan, Lemon, Lendas, Mitologia Indígena, Yaoi
Visualizações 123
Palavras 1.096
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Lemon, LGBT, Magia, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Canibalismo, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, meus tupiniquins dessa terra maravilhosa e vasta que é o Brasil! Como estão? Espero que todos bem.
Essa fic eu tirei de inspiração uma aula de história maravilhosa que tive sobre povos indígenas, onde foi abordada a prática de antropofagia.

Vamos contextualizar pra vocês entrarem no clima dessa fanfic:

Algumas nações (vou usar esse termo porque descobri recentemente que muitos indígenas abominam o termo "tribo" e preferem usar esse outro termo, anyway) indígenas praticavam a antropofagia. Se não me engano, os Potiguaras mesmo eram antropófagos. O que é a antropofagia? Imagina que você é de uma nação que guerreia contra a outra e algum guerreiro da sua nação captura algum guerreiro da nação rival e a sua nação pratica antropofagia. O que os guerreiros e o chefe da sua nação fazem? Isso, cozinham os guerreiros da nação rival para comerem. Mas por quê, Luan? Eles acreditavam que, devorando a carne de um guerreiro corajoso, eles absorveriam a coragem dele. Devorando a carne de um guerreiro inteligente, absorveriam a inteligência dele.

Mas dependendo da nação, o ritual de antropofagia demorava bastante. Alguns indígenas capturados chegavam até a casar com indígenas da nação que o capturou e viviam normalmente até o dia em que seriam devorados no ritual. Interessante, né? Artistas modernistas chegaram até a fazer o Manifesto Antropofágico, mas isso é papo pra outro dia.

Precisei estudar pra caralho pra escrever só esse início porque descobri que antes dos fodidos europeus pisarem na nossa preciosa terra, a religiosidade indígena era vista da forma que descrevi. Pelo menos, em algumas nações. E que Tupã não era necessariamente visto como um Deus, mas sim como algo que as pessoas deveriam ter medo e respeito.

Pretendo misturar esse contexto histórico com algumas lendas do folclore brasileiro. Eu não faço ideia de como são os rituais indígenas porque nunca vi ou presenciei um. No próximo capítulo, falarei melhor sobre a ayahuasca, o pajé, o xamã e afins.

Qualquer dúvida, me perguntem. Ou qualquer sugestão, comentem! Adoro aprender coisas novas. Enfim, boa leitura!

Capítulo 1 - Prólogo - Nhen Gatu.


Aruanã — Prólogo 

Nhen Gatu

[...]


Nhanderuvuçu era tudo e estava em tudo. Não possuía forma, espaço e limitação, sempre existiu e sempre irá existir. Era uma energia densa que deu origem a tudo que conhecemos. Nhanderuvuçu era o ser primordial gerado por uma substância energética feminina chamada Jasuka. Jasuka gerou e amamentou Nhanderuvuçu até que Nhanderuvuçu se tornasse o grande ser primordial. Do diadema de Nhanderuvuçu, Nande Jari, a Grande Avó Eterna, surgiu. Nhandevuruçu criou a Terra, que tinha um formato de uma rodela plana, criou os céus e criou as matas.

Nhanderuvuçu viveu junto de Nande Jari na Terra por algum tempo, antes que esta fosse ocupada pelos homens. Com uma profunda raiva de sua consorte, quase destruiu a própria criação, porém foi impedido por Nande Jari, que entoou um canto sagrado sendo acompanhado do som do takuapu, e do toque do takuapu no chão, surgiram os primeiros humanos.

O filho de Nhanderuvuçu, Nande Ru Paven e sua esposa, Nande Sy, se responsabilizaram em dividir a terra e o assentamento dos diferentes povos em seus territórios, separando-os com montanhas, rios e matas. Nande Ru Paven também roubou o fogo dos corvos para dar aos homens, a flauta sagrada e o tabaco ritualístico. Porém, assim como Nhanderuvuçu, decidiu abandonar a Terra por conta de um desentendimento com sua esposa, que se encontrava grávida de gêmeos.

Nande Sy, abandonada por Nande Ru Paven na Terra, decidiu partir em sua procura, sendo guiada pelo gêmeo mais velho, Guaraci, ainda em sua barriga. Porém, Guaraci decidiu indicar o caminho errado para sua mãe seguir por conta de um pedido negado. Nande Sy, então, chegou na morada dos Jaguarete, os únicos seres que podiam machucar o homem, as onças. E com isso, Nande Sy foi morta, dando a luz a Guaraci e Jaci, que foram criados pelas onças após estas perceberem que os esforços para matá-los eram falhos.

Já crescidos, Guaraci e Jaci ultrapassaram a fronteira territorial imposta pelas onças, e com isso, avistaram o papagaio do bom falar, que os informou sobre a morte da mãe. E com o desejo de vingança, mataram as jaguaretes, visto que apenas uma onça grávida sobreviveu. Decidiram, então, conhecer seu pai, e com isso, jejuaram, entoaram cânticos e meditaram, até que Guaraci fez uma ponte de flechas até o céu.

E ao chegarem ao céu, seu pai, Nande Ru Paven, reconheceu os filhos como legítimos e com isso, entregou o Sol para Guaraci guardar e a Lua para Jaci guardar, então os irmãos separaram, um não podia aparecer na presença de outro e vice versa.

E foi numa noite de Lua cheia e brilhante regida por Jaci que Baekhyun chorou às margens do rio. Era um bebê enrolado em algas firmes, como se estas a protegessem dos animais selvagens que poderiam o devorar. Seu choro era alto e estridente, e logo chamou a atenção de uma índia da tribo dos potiguaras, que se sensibilizou com a imagem daquela criança chorando de uma forma tão sofrida e o levou até a própria tribo. A índia Irani passou exatos três dias escondendo aquela criança em sua própria oca, mas ao perceber que aquela criança era especial, levou-a até o Xamã daquela tribo, que, por sua vez, se encantou por aquela criança e a nomeou como Baekhyun, o puro e virtuoso.

Algumas matas distantes dos Potiguaras, num dia de uma tempestade densa e violenta, a índia Araci dera a luz a um menino que chorava em meio a trovões. Pouco tempo depois, a índia não resistiu às complicações daquele parto de risco e morreu na mata, em meio à tempestade. A criança que chorava foi resgatada por algumas índias que o ouviram e foi apresentada ao Xamã, que se encontrava naquela grande oca junto de algumas mulheres e alguns pajés. O Xamã, por sua vez, deu o nome para aquela criança de Chanyeol, aquele que vem da floresta.

Quando a batalha dos Tabajaras e Potiguaras cessou, Moacir, o pai de Chanyeol retornou à tribo. O guerreiro indígena culpou aquela criança amaldiçoada por ter matado sua amada esposa e o apelidou como curumin anhangá, sendo os Anhangás, espíritos que depois de mortos, vagavam pela Terra atormentando os vivos. Chanyeol cresceu em meio aos guerreiros daquela tribo, sendo desprezado pelo pai e pelos demais índios por ser considerado o enviado do Deus Anhangá, o Deus das trevas e do submundo, cuja a aparição era sinal de má sorte e desgraça.

Mas o fato de ser desprezados por todos em sua tribo não o desanimou, muito pelo contrário, o curumin Chanyeol se tornou um grande e esforçado guerreiro daquela tribo. Quando criança, auxiliava na caça de animais, chegando a capturar uma onça sozinho aos seus oito anos de idade, surpreendendo até mesmo o cacique dos Tabajaras. Chanyeol era um rapaz forte e viril que defendia com unhas e dentes a mesma tribo que o desprezara desde pequeno dos índios invasores de tribos rivais.

Já na tribo dos Potiguaras, o poti Baekhyun cresceu regado de muito amor. As índias daquela tribo o viam como próprio filho. Baekhyun era uma criança meiga e prestativa que trazia uma sorte grande tanto nas batalhas daquela tribo quanto na caça. Cresceu em meio aos pajés e ao xamã dos Potiguaras e com isso, aprendeu a curar as pessoas por meio de raízes de plantas e ervas medicinais, além de auxiliar os demais pajés nos diversos rituais daquela tribo.

Na medida em que Baekhyun crescia e adquiria conhecimento, foi se tornando um experiente pajé, apesar de ter apenas 24 anos, além de ter uma intuição e poderes vistos como sobrenaturais pelos índios e até mesmo pelo próprio Xamã ZiTao. O jovem poti estava destinado a ser o sucessor do xamã naquela tribo por conta de toda sua sabedoria. Ninguém, além do xamã de olhos negros, sabia de onde vinha todo aquele poder espiritual que o jovem poti tinha. Ninguém desconfiava do fato do pequeno poti sair da tribo nas noites de lua cheia e só voltar no dia seguinte como se nada tivesse acontecido. Nem mesmo o melhor amigo e quase irmão de Baekhyun, o forte guerreiro dos Potiguaras, Jongin.

Quando o vento dos Deuses muda a rota do destino, ninguém na Terra é capaz de alterar o curso da vida. Foi naquela densa mata em que um amor proibido entre tribos rivais floresceu como a mais bela flor da floresta. E nenhuma criatura terrena conseguiria fazê-la murchar e morrer. O destino estava traçado: ficariam juntos nem que fosse necessário renegarem as próprias vidas para que a semente daquele amor intenso crescesse e acabasse com todo aquele conflito sem propósito onde os dois lados saíram perdendo.


Notas Finais


Lembrando que eu ainda não revisei e provavelmente acontecerão várias alterações.

Pajé é a pessoa que conduz rituais xamanicos, invoca espíritos, participa de trabalhos de cura. Se não me engano, pajé e xamã são a mesma coisa. Posso estar enganado.

No livro Iracema fala um pouco da treta queos tabajaras e potiguaras tinham. Os potiguaras eram conhecidos como "camarões", se não me engano.

O nome da fanfic remete a lenda do Aruanã, um peixe que às vezes subia às margens do rio pra contemplar a vida humana. Peixe este que desejava muito ser humano e ao pedir com tanta convicção a Tupã, Tupã transformou aquele peixe num guerreiro.

Prestem atenção no Baekhyun.

A fic não vai passar de 5 capítulos. É isto.

Comentem!!! Até a próxima!


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