História Arus - Capítulo 3


Escrita por: e unleash

Postado
Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Allura, Coran, Hunk, Keith, Lance, Matt, Pidge Gunderson, Takashi "Shiro" Shirogane
Tags Broganes, Klance, Laith, Restaurant!au, Slowburn
Visualizações 159
Palavras 1.551
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Fluffy, Lemon, LGBT, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


miss us? rs

Capítulo 3 - Estranhamente observador


O cubano abriu a porta da entrada e passou por ela, fechando-a cuidadosamente em seguida. Lance ainda morava com seus pais e seus muitos irmãos, mas sempre fora mais próximo de sua avó, que morava em Cuba. Ele havia começado a trabalhar porquê queria comprar um apartamento para morar sozinho. Conseguia ir pra casa à pé, morava relativamente perto do Arus. A caminho de casa, pensou a respeito da reação de Pidge e Hunk quando disse aquilo sobre Keith. "O que eles estavam pensando?". Ao chegar em casa, sacudiu a cabeça, como se conseguisse dispersar seus pensamentos assim.

 

 

Enquanto isso, fechando o restaurante, Pidge estava com uma pulga atrás da orelha, tudo bem que Keith já era naturalmente apressadinho, mas aquilo havia sido estranho 'pra caramba, com isso em mente, ela terminou rapidamente o que tinha que fazer e discou o número do garçom.

Não demorou muito até que o garoto atendesse um tanto quanto ofegante, parecendo cansado:

 

Pidge? Tudo bem? — Keith questiona e é possível ouvir um barulho abafado de fundo, como se tivessem várias pessoas conversando.

 

— Lembra quando eu disse que você ia ficar me devendo uma? Então, quero saber porque estava saindo correndo do restaurante, sou curiosa, você sabe como é. — Pidge sabia que Keith não estava vendo, mas ela disse isso dando de ombros.

 

Ah... — Keith parecia estar considerando as coisas — Tudo bem. Mas não conte isso 'pra ninguém por agora.

 

Pidge deu um sorriso satisfeita antes de voltar a falar com o amigo.

 

— Fechado.

 

 

                           (...)

 

— Matt, você 'tá aqui de novo escrevendo esse livro idiota que nem sequer nome tem? — comentou Pidge indo para a mesa em que estava seu irmão.

 

Matt é escritor e todas as suas obras até agora foram fracassos completos. Alto, loiro e com olheiras chamativas, o irmão de Pidge vinha constantemente ao restaurante apenas para comprar uma simples xícara de café.

 

— Ah oi, Pidge — cumprimentou Matt, sorrindo — Já te disse, irmã. Eu tenho certeza que esse vai ser um sucesso!

— Você disse isso dos outros também.

— Mas agora é diferente, eu sinto isso!

— Matt...

— Pidge, eu tenho certeza. Confia em mim.

Matt encerra discussão ainda sorrindo e agora se encontrava olhando para a cena atrás de Pidge. Um homem alto, de cabelo preto e olhos escuros profundos havia saído da cozinha e estava sorrindo para todos ao seu redor. Em seu crachá, lia-se seu nome: Takashi Shirogane.

O homem passou a se aproximar, aparentemente para cumprimentar Pidge.

—Oi, Shiro —disse a caixa.

— Shiro! É bom te ver, cara! — Matt diz animado. Shiro o estende a mão e eles se cumprimentam.

— Matt, fazia um tempo que você não aparecia, muito ocupado? — Shiro pergunta parado ao lado de Pidge, sorrindo simpático.

— É, eu estou, mas resolvi dar um passada aqui. — Matt diz retribuindo o sorriso que lhe fora dado e coçando a nuca.

— Espera aí — Pidge interrompe — Desde quando você é tão simpático assim? — a garota diz olhando fixamente o irmão.

— Eu sempre sou simpático, Pidge! — Matt coloca as mãos no peito dramaticamente, como se estivesse ofendido.

 

 

                          (...)

 

— Matt? — chama Keith, com o pedido de Matt em mãos, fazendo o escritor se assustar e virar rapidamente para o garçom. Keith pegou o pedido da bandeja e o colocou na mesa, recebendo um "Obrigado" meio sem jeito do cliente. — Como 'tá indo com o livro?

— Ah, tá bem.

— Matt, eu fiquei aqui alguns minutos parado esperando 'pra te entregar o pedido e você 'tava olhando pra tela do notebook sem escrever nada.

— É? — Matt riu, sem graça — Eu só 'tô sem ideias pra um casal. Enfim, como estão as coisas no seu trabalho?

— Boas, exceto pelo outro garçom. Ele me atrapalha e acredita que somos arqui-inimigos sendo que eu não ligo 'pra isso, só quero fazer o meu trabalho. Ele parte na minha frente 'pra atender as mulheres e eu definitivamente odeio isso. Ele é completamente insuportável — responde Keith, irritado.

— Entendi — responde Matt ao dito pelo garçom, tomando um gole do café que havia pedido. O garçom passou a caminhar em direção ao balcão para continuar entregando os pedidos.

 

Matt olhou animado para o notebook a sua frente e voltou a escrever. Havia tido, enfim, uma inspiração.

 

— Obrigado, Keith. — Disse em baixo tom, sorrindo.

 

                           (...)

Lance estava cabisbaixo nesse dia especificamente, ainda sorria entregando os pedidos aos clientes e desejando educadamente que voltassem ao estabelecimento quando quiserem.

Mas havia algo diferente, até Keith que parecia nunca perceber esse tipo de coisa, havia notado algo estranho. Porém, se engana quem pensa que o garoto realmente não prestava atenção aos detalhes quando na verdade era um grande observador.

Lance não tinha entrado a frente de Keith para atender nenhuma moça, por mais que fosse estonteante de bonita, e isso era literalmente o cúmulo da estranheza do dia.

Houve um momento em que ambos foram ao balcão pegar pedidos e acabaram trombando um no outro, Lance olhando os próprios pés, e Keith agradeceu mentalmente por não estarem com os pedidos em mãos ainda. O de cabelos pretos estranhando que Lance não havia desferido nenhum xingamento a si ainda, e sim um desculpa baixo, quase inaudível se não estivessem perto.

— Lance — Keith chamou o cubano, um pouco incerto — Você tá bem, cara?

— Tudo certo, buddy. — Lance disse depois de alguns segundos, forçando um sorriso. Logo depois pegando um pedido e se dirigindo às mesas novamente. O coreano arqueou a sobrancelha esquerda.

Antes de pegar os pedidos, Keith se escorou para falar com Pidge.

— Lance não está mais estranho que o normal hoje? — disse quase sussurando.

— Eu também percebi que... — Pidge começou, logo parando para esboçar um dos seus sorrisos irônicos — Hmm, você está preocupado com o Lance?

— Pidge! — Keith a repreendeu — Não é tempo para suas piadinhas. — Ele disse, não realmente se irritando ainda. — Ah, que seja.

                         (...)

Quando o restaurante estava perto de fechar e quase completamente vazio, Lance foi falar com Pidge.

— Oi. — Ele disse baixo e suave.

— Oi, ah, Lance, é você. Não tinha visto você chegando. — Ela diz ajeitando os óculos e levantando a cabeça para olhar o amigo. — Está estranho hoje, até Keith comentou. O que 'tá rolando? — A garota o pergunta, preocupada.

— São só saudades de casa, Pidge, sabe? Faz tanto tempo que estou longe de lá, da praia, as ondas, o cheiro do mar e... — Lance dá um suspiro antes de continuar — Da minha avó, eu sou muito próximo dela e faz muito tempo mesmo, sei lá, acho que isso me deixou meio aéreo e— Como assim até Keith comentou? — Pergunta erguendo ambas as sobrancelhas, um pouco desacreditado.

— Pois é cara, fiquei até surpresa quando ele veio me falar. Keith é mais observador do que pensamos que ele é, né.

Lance para para refletir por um momento se deveria realmente se importar com Keith mostrando algum tipo de preocupação consigo, até dar de ombros e perceber que, apesar da rivalidade instalada, continuavam sendo companheiros de trabalho, sendo assim, era mais que normal notar algo de diferente em alguém que se convive todos os dias.

Ainda assim, o cubano não podia enganar sua própria mente. Sabia que não era somente isso. Pelo menos momentaneamente, iria se contentar com essa ideia, afinal, o outro garçom poderia apenas ser alguém atento às pessoas ao seu redor. Sua personalidade poderia fazer jus a essa característica, não é?

                            (...)

Quando os funcionários do estabelecimento pensaram finalmente poderem descansar os ombros ao final do dia, o sino da porta toca, indicando uma nova pessoa adentrando o estacionamento.

Um rapaz alto, não aparentava passar dos 30 anos, e se passasse, seria impressionante o quão conservado estava. Olhava todos de cima, com um ar superior, só não podia-se dizer olhar pois o mesmo trajava óculos escuros, sem mencionar seus cabelos compridos e extremamente bem cuidados.

Dirigiu-se até o caixa, onde se instalava Pidge, Lance e Keith, que estavam conversando de modo casual, já que o movimento estava escasso, sobravam no máximo três mesas.

— Eu posso falar com Shiro? O gerente de vocês. — A voz grave do homem se fez presente.

Pidge não entendeu muito bem porque esse cara havia chegado quase no fim do expediente, pedindo para falar com seu gerente. Nenhum deles ali tinha pego a ideia muito bem, para serem sinceros. Lance foi o único a tomar a iniciativa e apontar com o indicador onde ele deveria se dirigir para chegar a sala de Shiro.

O homem caminhou rapidamente pelo restaurante, em direção a sala do gerente. Se aproximando da porta, parou por alguns segundos para arrumar seu cabelo e ler o que estava escrito na porta: Gerente, em branco. Logo abaixo, "Takashi Shirogane". O rapaz abriu a porta rapidamente. Sua reputação lhe permitia fazer isso, afinal. Com a cabeça erguida, tirou seus óculos sorrindo de canto.

— Olá! — Cumprimentou o homem. Estava estranhando a decoração do ambiente, era simplista se comparada ao interior do restaurante. — Minhas fontes me recomendaram esse lugar. Aqui, meu cartão. — Disse o homem de cabelos sedosos, ainda com ar de superioridade, retirando um cartão do bolso de seu terno e entregando ao gerente.

Confuso com a situação, Shiro leu o cartão que foi entregue a ele e rapidamente entendeu o que estava havendo. O homem que estava em sua sala era um fotógrafo, do tipo que cobrava caro. Esperando a proposta do homem, o gerente disse o nome que estava no cartão:

— Lotor?


Notas Finais


o governo dos Estados Unidos ta vendo vcs lendo e não dando fav
boa noite sonhem com klance e não com o fiasco da season7


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