História Ás 3:00 da manhã - Capítulo 2


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 2
Palavras 1.138
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Lemon, LGBT, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Cross-dresser, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura sz

Capítulo 2 - Estou louco


A quem estou tentando enganar? Eu definitivamente não nasci pra isso. Está escrito na minha testa, nunca servirei para uma coisa como essas.

Sequer me importa se toda a minha família é composta por verdadeiros "ratos da função". Essa Merda nunca, nunca, nunca vai fazer sentido pra mim.

Qual é a graça de trabalhar na porra de um escritório? Qual é a graça de servir a um chefe? Qual é a graça de resolver o problema dos outros?

Infelizmente, embora eu absolutamente me recuse a ser um engravatado merdinha, o sistema diz que essa é a forma de vencer na vida, e não tenho escolha a não ser aceitar o que me foi imposto.

É por isso que estou acordado agora, em plenas 3 da manhã, tentando lidar com a insônia que o estresse daquele lugar me causa. Se eu apenas pudesse jogar uma bomba e explodir todo o prédio… Nossa, como isso me faria feliz.

Entretanto, em quanto esse tipo de coisa é ilegal, o que me resta é mexer no celular pra ver se o sono bate, afinal, não há nada mais entediante que ver as pessoas tentando elevar seu próprio ego nas redes sociais.

Rolando as páginas do Facebook, me deparo com um post: "VOCÊ SABIA? Boatos dizem que ás 3 da manhã, o demônio abre os portões do inferno para que as criaturas malignas subam e infernizem as almas atormentadas da terra. Se eu fosse você, tentaria dormir agora mesmo".

Pff… Esse é o tipo de idiotisse que me faria rir por horas em um dia de bom humor. Me impressiona a forma como as pessoas acreditam em qualquer historinha pra preencher o vazio existencial.

Quando olhar publicações e discussões políticas na internet já estava se tornando ainda mais cansativo do que já é normalmente, larguei o celular na cômoda e fechei os olhos para tentar relaxar.

lmpossivel.

Eu sentia como se meu travesseiro fosse de pedra.

Prestes a pegar o celular mais uma vez, ouvi uma voz irreconhecível. Não consegui deduzir de onde ela vinha, então conclui que era ilusão da minha cabeça, causada pelo sono.

"Você parece estar sofrendo…", ela dizia.

Hm?

"Isso é tão triste...", continuou.

-Pronto, agora me dei pra ficar esquizofrênico! -Resmunguei sozinho, me revirando na cama.

"Você não está esquizofrênico. Abra os olhos."

Admito, não sou de acatar ordens, mas aquilo estava me deixando um tanto curioso, então o fiz.

Observando desconfiadamente, não vi nada além do próprio quarto como sempre esteve.

-Não to vendo porra nenhuma. -Avisei.

-Á sua direita. -A voz respondeu, o que me fez instintivamente olhar para o lado.

O que eu vira fora uma figura de chifres longos e pretos, pele acinzentada, cabelos cacheados e azuis. Ela me encarava como um bicho curioso.

Balancei minha cabeça, certo de que estava delirando, tão cansado que via coisas.

O observei novamente, desta com ainda mais atenção aos detalhes. A parte dos olhos que era pra ser branca, possuía uma branda escuridão, em quanto a pupila em apenas um dos olhos era clara feito gelo, e a outra parecia perdida no meio do preto.

-Estranho. -Murmurei.

-O que é estranho? -A criatura sussurrou de volta.

-Você. Estranho pra caralho.

-Sinto muito.

Suspirei esfregando os olhos, na expectativa de que aquela imagem fosse embora.

-Vai acabar os irritando assim.

-E o que você sabe sobre isso? É apenas uma viagem muito louca na minha cabeça! -Exclamei em tom de irritação.

-Eu não sou não! -Teimou a criatura.

-É sim, porra.

-Não! Eu sou um demônio!

-Demônio cinza? -Debochei.

-Ah, pronto. Você é desses que só acredita naquela historinha da bíblia, do Satan que pune as pessoas ruins em um lugar cheio de fogo, onde todos são vermelhos. Tão sem sentido, se ele é o rei da maldade, por que puniria pessoas más?

-Eu sei lá, ué. Não. Eu não acredito em nada disso. -Me opus.

-Um ateu? -Questionou.

-Como quiser chamar, pra mim as pessoas apenas inventam essas coisas pra não ter que lidar com a realidade.

-Então por que eu estou aqui?

Ao ouvir sua pergunta, fiquei quieto por um instante, pensando na resposta.

Por que ele estava ali? Que porra era aquela? Eu devo estar ficando louco…

-Chega. Não vou discutir com uma mera ilusão. Ainda tenho um pouco de sanidade.

-Já disse que não sou uma ilusão! -Agora, a criatura parecia ter se zangado.

-Se você é um demônio, por que não é feio, assustador e o caralho a quatro?

-Por que eu não quero! -Bufou, revirando os olhos. -Espera, você me acha bonito?

-Sim, ué.

Agora, ele quem ficou quieto por um momento, o que me fez ver graça.

-Um demônio tímido? -Debochei mais um pouco.

-Calado! -Cruzou os braços. -Vamos começar de novo. Com se chama?

-Por que eu devo dizer isso pra você? -Desconfiei.

-O que acha que vou fazer com seu nome?

-Sei lá, colocar em uma lista infernal?

-Não existe lista infernal. Vamos atrás das almas mais frágeis e atormentadas. -Explicou.

-Ata. Eu sou frágil? -Ri em tom de ironia. Impossível levar isso a sério!

-Sim. E atormentado também.

-Você é um ótimo piadista!

-Eu pareço estar fazendo graça? -Ele me olhou sério, o que me fez calar.

O silêncio estava prestes a tomar de conta, quando a criatura estendeu a mão.

-Me chamo Alen. -Disse.

-Alien?

-Alen.

-Certo, Alien. Eu me chamo Stan.

-É um prazer atormenta-lo, Stan. -O demônio sorriu.

-Se você diz… Embora pareça que eu quem estou o atormentando. -Sorri de volta.

-Um mero humano como você não pode me abalar.

-Se você diz, Alien.

-Meu nome é Alen! Alen! Não Alien! Sem o I. -Ele estava ainda mais zangado.

-Ahhh. O que disse? Um mero humano como eu não pode te abalar? -Brinquei.

-Não estou abalado.

-Não é o que parece.

-Você não sabe de nada! -Afirmou.

-E o que você sabe? -O questionei.

-O quão fodido você está.

Sua revelação me fez arregalar os olhos.

-Fodido? -Ri de nervoso. -Como assim?

-É, Stan. Acha que o diabo não vê quando você abre embalagem de comida dentro do super mercado, come e sai sem pagar?

-Haha, engraçado. Mas eu não faço isso.

-Não é o que diz o seu histórico.

-Escute aqui, ninguém sabe disso e é bom que continue assim! -Me armei.

-Ei, calma, calma. -Ele riu. -Quem está atormentado agora?

-Putz, Alien. Você me pegou mesmo, hein! Sequer vou dormir essa noite!

-Tecnicamente, você já não dormiu essa noite.

Foi quando ele disse aquilo que me dei conta: Já eram quase cinco da manhã.

-Merda! Preciso levantar daqui a menos de uma hora! -Suspirei.

A criatura me olhou por longos segundos, antes de se posicionar.

-Irei deixar você em paz, mas só por hoje… -Determinou.

-Tanto faz. Não preciso de você pra a minha vida ser um inferno. -Dei de ombros.

-Nah. Te garanto, o inferno é muito melhor que a sua vida!

Antes que eu pudesse responder, Alen desapareceu em minha frente.

Nunca pensei que uma mera ilusão pudesse ser tão engraçadinha.



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...