1. Spirit Fanfics >
  2. As Aparências Enganam - Imagine Sehun >
  3. Capítulo 14

História As Aparências Enganam - Imagine Sehun - Capítulo 14


Escrita por:


Notas do Autor


Olá! Como estão? Espero que tudo esteja bem!

Trago aqui o penúltimo capítulo da nossa trama. Espero que gostem!

Boa leitura!

Capítulo 14 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction As Aparências Enganam - Imagine Sehun - Capítulo 14 - Capítulo 14

 Continuo encarando aquelas fotos e arquivos, boquiaberta.

Um estrondo me faz recuperar a consciência. Sehun jogou tudo que estava em cima da mesa no chão e virou a mesa. Ele pega um abajur e joga no chão, fazendo o objeto se despedaçar. 

- Chegamos! - Mamãe anuncia lá de baixo.

Meu olhar de espanto vai diretamente à Sehun, que pega a pasta da minha mão e já está descendo as escadas como um furacão.

- O que é isso? - Ele joga a pasta na mesinha de centro da sala de estar. 

Seu tio nem pega a pasta, já sabendo exatamente do que se trata.

- O que estava fazendo no meu escritório? - Si Woo pergunta sério e Sehun solta uma risada sádica.

- É isso que você quer saber? - Ele encara o tio com sangue nos olhos.- O que eu quero saber é a razão de ter mentido pra mim a vida toda.

- Não é o que parece, Sehun. - Si Woo parece preocupado.

- Mesmo? Por que o que parece é que meu pai está vivo. - Sehun dá um riso fraco.- Engraçado né? Já que segundo você, meus pais morreram em um acidente de carro, quando eu tinha um ano de idade. - As lágrimas escorrem por seu rosto, fazendo meu coração se partir em um milhão de pedaços.

- Sehun... - Ele tenta se aproximar, mas Sehun dá um passo para trás.

- Você acha que isso é uma brincadeira? Acha que a minha vida é uma brincadeira? - Sehun está fora de si e reverbera, fazendo sua voz ecoar por toda a extensão da casa.- Desde que me entendo por gente eu penso que sou órfão. Acha que isso foi fácil?!

- Eu te dei tudo do bom e do melhor, Sehun! - É a vez de Si Woo gritar.

- Como se a porra do seu dinheiro suprisse o amor de um pai e de uma mãe, caralho! - Sehun grita ainda mais alto, desarmando Si Woo.- Vai me dizer que minha mãe também está viva? 

- Sua mãe... - Si Woo começa, mas Sehun o interrompe.

- Não fala nada. - Fala calmamente.- Tudo o que sair da sua boca agora, para mim será mentira, assim como toda a minha vida foi. Uma grande mentira.

Sehun sobe as escadas correndo sem dizer uma palavra.

- Sehun, se acalme. - Mamãe pede.

- Você sabia disso? - Pergunto incrédula.

- Sabia... - Mamãe abaixa a cabeça e meus olhos só faltam pular da cara.

- Como você pode esconder isso dele?! - Reverbero.

- Essa decisão não cabia à mim, S/N! - Ela bate o pé.

- E cabia a quem? Ao Si Woo? - É a minha vez de rir.- Essa decisão não cabia a nenhum de vocês dois! 

- Vamos, S/N. - Sehun desce as escadas com pressa, segurando apenas as chaves do carro.

- Aonde você está indo, Sehun?! - Si Woo fala com ele, que já está na porta da frente.

- S/N, não ouse... - Mamãe me encara furiosa.

Ignoro e seguro a mão de Sehun, que me puxa porta a fora.


(...)

Sehun aluga um quarto de hotel e vamos até ele. O quarto é imenso, fato. Mesmo que Sehun esteja magoado, ele ainda não está no fundo do poço.

Em todo o caminho, nem uma palavra foi proferida. Prefiro não ser a primeira a falar, porque quero respeitar o tempo de Sehun para processar tudo isso. Me surpreendeu ele me trazer junto. Achei que iria querer ficar só.

Me sento na cama e Sehun vai em direção à uma porta, que julgo ser o banheiro. Ele nem se dá o trabalho de fecha-la, me dando a visão de seu corpo nu, quando ele termina de se despir.

Resolvendo me juntar a ele, vou até o banheiro e tiro a roupa. Sehun nem nota a minha presença, já que está de costas para mim, com a cabeça apoiada na parede, apenas deixando a água escorrer pelo seu corpo.

Entro no box e fecho as portas de vidro. Pego o sabonete líquido que ali estava e passo nas costas de Sehun, esfregando com uma esponja. Continuo até que Sehun se vira e gruda nossos lábios com força. Sua língua pede permissão e invade minha boca, se entrelaçando com a minha. 

Naquele beijo não existia maldade alguma, apesar do modo em que estamos. Nos separamos e terminamos nosso banho.

Já vestidos, nos deitamos na cama, um de frente para o outro.

- Meu tio sempre disse que meus pais tinham morrido em um acidente. Cresci pensando que era um órfão e que ele era um grande herói, por ter largado tudo para me criar. - Sehun sorri com pesar.- Agora nem sei mais.

- Sabe que terá que conversar com ele, não é? - Acaricio suas bochechas com meu polegar.

- Sei... - Ele me puxa para mais perto e me abraça com força.- Mas por enquanto só quero dormir.


(...)

Abro os olhos lentamente e demoro a entender onde estou. Quando me dou conta do que houve noite passada, procuro Sehun em todos os cantos do quarto, mas não o encontro.

Minhas dúvidas são respondidas quando ouço o barulho da porta se abrindo. Sehun entra por ela com um enorme sorriso nos lábios, segurando dois copos de café e um saco de papel pardo.

- Bom dia! - Ele sorri de orelha a orelha e me belisco para ter certeza de que acordei e que isso não é um sonho.

- B-bom dia. - Respondo desconfiada e ele rouba um selinho meu.

- Trouxe muffins. Coma. - Ele me entrega a sacola e um dos copos de café.- Temos que ir à alguns lugares.

- Ok... - Pego a sacola e como.

Quando terminamos, pagamos o quarto e vamos até o carro de Sehun. Ele segura o volante com uma mão e desenha circulos em minha coxa com a outra. Estou achando tudo isso muito estranho, mas prefiro não questionar. 

O caminho todo é preenchido pela doce e rouca voz de Sehun cantarolando e sorrindo como um bobo. 

Sehun para o carro em um estacionamento e fico ainda mais confusa. Jurava que estávamos indo para casa, que ele conversaria com seu tio, mas estava enganada.

- S-sehun... - Chamo por ele, que me puxa, já atravessando uma das ruas movimentadas de Seul.

- Sehun?! - Ele me encara com os olhos esbugalhados.

- É o seu nome não é? - Arqueio as sobrancelhas.

- Para você sou oppa! - Ele dá uma piscadela, me fazendo sorrir.- Sei o que vai perguntar e peço para que não pergunte. Ao fim do dia vamos resolver tudo. - Ele beija a ponta do meu nariz e volta a me puxar pelas ruas.

Por fim, chegamos ao maior shopping center de Seul. Sabe aquele tipo de shopping que tem TODAS as lojas? As de grife e as de departamento? Esse é o shopping em que estamos.

- Está pronta para o nosso primeiro encontro? - Ele me olha sugestivamente.

- Agora?! - Pergunto espantada.

- Sim. - Sehun dá um de seus sorrisos maravilhosos que fazem meu coração derreter.- Já foi em um encontro?

- Já. - Sorrio em resposta.- Por quê? Você não?

- Encontros que foram feitos para filmagens de filme contam? - Ele arqueia uma sobrancelha.

- Não. - Aperto os olhos.- Sem trapaça.

- Então não. - Ele ri.

Andamos de mãos dadas pelos corredores até que Sehun para em frente à uma loja muito conhecida por toda a Coréia.

- Nunca entrei em uma loja dessas também. - Ele aponta para ela.

- Uma loja de departamento? - O encaro espantada, que assente freneticamente.- Vamos.

O puxo e ele olha em volta com os olhinhos brilhando.

- Só tem roupas simples. - Sehun comenta, ainda olhando em volta.

- Só compro roupas aqui. - Digo e ele me olha de cima a baixo.

- Mas disso eu já sabia né. - Fala em tom de desprezo e bato em seu ombro.

- Qual o problema em ser simples, hein?! - Mostro toda a minha fúria, fazendo Sehun rir.

Continuamos explorando a loja. Sehun vem correndo, com duas camisas pretas nas mãos.

- Olha isso! - Ele exclama todo animado.

Uma tem a circunferência de um coração quebrado, mas só uma metade. Posicionada no canto esquerdo da blusa. É pequeno e simples. Percebo que a outra blusa é a mesma coisa, mas com a outra metade do coração e já sei o que ele quer.

- Quer que eu use isso, não é? - Pergunto entediada.

- Só acho que se vamos fazer, devemos fazer direito. - Ele dá de ombros e dá mais um de seus sorrisos, o que torna impossível dizer que não.

Vamos ao caixa e Sehun mexe em todos aqueles objetos que ficam rodeando a fila. Ele pega uma garrafinha do Harry Potter e me mostra todo alegre.

- Vou levar isso. - Anuncia.

- Eles só deixam isso aqui pra que você fique tentado a comprar. - Aviso.

- Deu certo. - Sehun diz e reviro os olhos.

- Nem sabia que você assistia filmes em que você não participa. - Coloco a mão na cintura e o encaro.

- Gosto de Harry Potter. - Admite.- Me chamaram para fazer uma versão coreana, mas não acho que eu ficaria bem usando aqueles roupões. 

- São capas. - O corrijo e ele dá de ombros. Esse cara não tem jeito.

Depois de nos vestirmos, saímos em busca de um almoço. Sehun queria me levar em um restaurante chique, mas insisti que fôssemos no Mcdonalds, já que isso era um encontro. Comemos e partimos para o cinema.

Optamos por Frozen 2, já que eu insistia em querer ver a continuação da primeira parte. A sessão terminou com nós dois abraçados e chorando por conta da parte tensa da trama. 

Estamos à caminhando pelo shopping novamente, quando Sehun para em frente à uma máquina de pegar bichinhos.

- Eu quero pegar um bichinho para você. - Comunica, já colocando uma moeda na máquina e falhando miseravelmente.- Não saio daqui sem conseguir. Se peguei um na gravação de "De repente amor: parte 3", posso pegar um para você. - Diz, colocando mais uma moeda e ficando vidrado no vidro.


Cinco rodadas depois...

- Vamos, Sehun. Já escureceu e a máquina de "De repente amor: Parte 3" estava claramente viciada para que você pegasse na primeira tentativa. - Sacudo seu corpo e ele continua com os olhos vidrados na máquina.

- Que ódio! - Ele reverbera.- Vou ir no SAC! Vou comprar um bicho desses. Vou comprar a máquina! - Ele ia saindo, mas o seguro.

- Posso tentar? - Pergunto e ele assente.

Coloco uma moeda e consigo, na primeira tentativa, pegar um Patrick, do Bob esponja. Sehun me olha com os olhos esbugalhados.

- Como... - Me encara boquiaberto.

- Minha avó já foi viciada em jogos de máquina. Aprendi algumas coisas. - Dou uma piscadela e saímos.


(...)

Sehun para o carro em frente à casa de vovó e o encaro, sem entender.

- Por que estamos aqui? - Me volto para ele.

- Preciso conversar com o meu tio. - Ele dá um sorriso de canto.- Obrigada pelo dia de hoje. 

- Já pode me responder a razão? - Arqueio uma sobrancelha.

- Sabe... - Ele começa e acaricia minha bochecha com o polegar.- Depois que descobri que meu pai está vivo e que meu tio mentiu para mim a vida toda, enquanto eu estava naquele chuveiro, pensando que tudo na minha vida estava do avesso, você chegou e começou a me esfregar. Foi aí que percebi que algo não tinha mudado e que tinha alguém comigo naquele momento. - Meus olhos se enchem de água e sorrio, recebendo seu sorriso como resposta.- Quis ter um dia legal com você, que foi meu porto seguro no momento em que mais precisei.

Dito isso, ele me dá um beijo demorado e segue seu caminho depois que saio do carro.

Tudo o que eu espero agora, é que tudo dê certo e que Si Woo tenha uma ótima razão para ter feito o que fez.


Notas Finais


Veremos qual será a justificativa. Vocês perdoariam? O que acharam do encontro de S/N e Sehun?

Espero que tenham gostado!

PELO AMOR! Se vocês conhecem ou sabem fazer capa, ME MANDEM UMA MENSAGEM!

Até a próxima💕


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...