História As aparências enganam ( Imagine Park Jimin ) - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Agressão, Imagine, Jimin, Longfic, Romance, Sadismo, Violencia, Você
Visualizações 114
Palavras 3.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olha é o seguinte

Essa é muito minha fanfic linda
Caramba
O Jimin tá muito amor aqui
Mesmo não parecendo no começo

Dêem MUITO amor a essa fanfic
MUITO Mesmo
Eh isto

Eu estava com muito desejo de att hoje, e att. Mas domingo tem de novo 💕

Capítulo 2 - I - Panquecas


I - PANQUECAS

O calor invadia o seu corpo, ela estava sendo aquecida por uma lareira de tijolos que ela tinha em frente a cama onde ela se encontrava deitada, em cima de seu corpo tinha um lençol de algodão grosso. Mesmo que ela estivesse se aquecendo, o frio em sua pele era grande, ela soava e tossia, não sabia exatamente como estava a temperatura de seu corpo, mas ela poderia ter uma peneumonia a qualquer momento.

Seus olhos pousaram sobre o homem ao seu lado, que molhava o pano no balde de água e passava na testa da garota, ela não se assustou, apenas fechou os olhos e tentou relaxar, mesmo sentindo algo pontudo dentro de si.

- O que é isso? Sinto algo, dói! – Ela sussurrava para o garoto, que arqueou uma sobrancelha e comprimiu os lábios, soltando um suspiro logo após, ele retirou a agulha que ainda tinha em seu pulso – a única que ela não tinha tirado – e a jogou fora, deixando a garota aliviada.

- Quem é você? – Sua voz era potente, ela tinha um timbre grave que fez a garota tremer internamente, ela ainda tinha medo.

- Eu... – Ela tremeu, aqueou os olhos e o encarou – _______, e você?

- Eu ainda não terminei com minhas perguntas. – Ele colocou o pano sobre a testa da garota e bufou – Por que estava tão machucada?

Ela piscou, e se sentou na cama olhando para a lareira em sua frente, buscando não chorar. Ela apertou por dentro o lençol grosso, e tossiu baixo mais uma vez, o garoto ainda a observava, tendo convicção que não sairia dali sem saber da vida daquela garota, afinal, ela estava na sua casa.

- Eu caí. – Ela apenas soube responder aquilo, e ele, não soube aceitar que aqueles ferimentos poderiam ser apenas uma queda.

- Está mentindo. – Ele disse firme.

Em anos era a primeira vez que Park olhava e falava com alguém por mais de dois minutos. Era como se ele desconfiasse de tudo e todos que apareceram em sua frente, já que todos faziam isso com ele, ele tinha o direito de fazer com os outros também. Sua mãos foram para o pano na testa da garota, o arrancando dali, deixando as gotas frias caírem sobre os olhos dela.

- Eu estou falando a verdade. – Ela deu um mínimo sorriso, pensando que Park poderia relevar as palavras dela.

- Okay. – Ele jogou com força os pano dentro do balde, fazendo as mínimas águas caírem para fora do mesmo, batendo na pele ardente da menina. – Se não vai me contar o porquê de estar assim, pode pegar suas coisas e ir embora.

Ela arregalou os olhos, não achava que o homem que lhe ajudara, lhe mandaria embora assim, daquela maneira rude. Ela sentiu os olhos marejados e pulou da cama, caindo no chão por fraqueza. Park virou os olhos e observou sério a garota jogada no chão, tentando rastejar para chegar aos seus pés.

- Por favor... – Ela segurou da ponta da cama e o encarou de longe.

- O que está fazendo? – Park olhava para cima de seus ombros, desviando o olhar daquela garota, que tanto o enfrentava.

- Olhe, eu posso limpar o chão, ou às paredes! – Ela disse baixo, vendo ele franzir a testa, fazendo os fios loiros caírem sobre seus olhos – Posso cozinhar, ou até mesmo lavar suas roupas! Mas não me mande embora!

- Por que está dizendo isso? Apenas quero que vá embora. – Ela voltou a rastejar no chão, perdendo o equilíbrio das pernas fracas – Ah, por Deus. – Ele colocou o balde no chão e pegou nos braços da garota, a colocando de volta na cama, vendo ela piscar pesadamente. – Okay senhorita _______. Lhe deixarei aqui por uma noite, nada mais que isso.

- Eu posso mesmo cozinhar ou limpar se for o seu desejado! – Ele riu baixo, baixo demais para _______ quase não ouvir – Minhas panquecas são realmente ótimas. – Ele assentiu – E então, vai aceitar?

- Não vou deixar você fazer isso, está mal demais para sair da cama – ele suspirou e se pôs de pé – está mal demais até para andar. – Ele deu as costas para ela chegando a porta – está quase virando uma moribunda.

Ela não escutou, pois tinha dormido – ou desmaiado.

Era manhã, e o sol estava quente como Park não sentia a meses. O sol sempre era frio, e o tempo nunca estava bom para plantar, mas hoje era diferente, o começo da primavera alegrava ao Jimin. Ele pegou a enxada e arregalou as mandas da camisa vermelha – quase vinho – e ajeitou o chapéu curvado na cabeça. O cabelo loiro caía um pouco sobre os olhos negros, e alguns dos fios grandes ficavam sobre a bochecha. Ele andou até a terra arada e passou a cavar e logo após jogando as várias sementes dentro do buraco feito.

Tudo estava calmo do lado de fora, mas de dentro era tudo uma destruição. _______ não sabia nem como ligar o forno, suas pernas não estavam tão dormentes como antes, mas ela às vezes não conseguia se manter de pé. Jimin sorrateiramente deixou moletas feitas por ele encostadas na cabeceira da cama enquanto ela dormia, na mente de Jimin ele não deveria deixá-la ali, mas em outro lugar algo implorava para ela permanecer dentro dali, o fazendo companhia.

- Isso está errado! – Ela gritou, vendo a massa das suas tão famosas panquecas queimarem – Não, não, não! Elas não deveriam fazer isso, eu fiz tudo certo... Não fiz?!

- Não, não fez. – Jimin disse por trás dela, olhando-a, enquanto estava soado e sujo de areia. Ele andou até ela e abaixou o fogo que ela tinha colocado no máximo, ela segurou em uma das moletas e viu ele jogar a massa no lixo, e logo depois a frigideira na pia – Está tentando queimar minha casa? – Ela olhou para baixo, e sentiu os batimentos cardíacos acelerarem. Era nessas horas em que um tapa bem dado vinha de Berry contra seu rosto – Estou perdendo a confiança senhorita _______.

- Me desculpe! Juro que não farei novamente, eu apenas tentei... – Ela estava tremendo.

- Hey, acalme-se, apenas brinquei com você. Não te deixarei sair daqui enquanto não melhorar, tudo bem? – Park sentiu-se mal ao ver a garota em sua frente quase chorando, sentindo-se culpada por ter queimado a sua frigideira e a massa da panqueca.

- Me perdoe, de verdade! – Ela tentou se curvar, mas tropeçou e caiu no chão morno, Jimin riu baixo, colocando as mãos sobre a boca tentando abafar o riso que constrangia a menina caída, ela tentou se pôr de pé, e conseguiu, mas fuzilou o garoto com o seu olhar. – Por que está rindo de mim?!

- Calma senhorita, apenas achei engraçado lhe ver dessa maneira! – Ele se ajeitou perto da bancanda e pegou uma frigideira limpa, despejando a massa das panquecas dentro da mesma – É assim que se faz panquecas, com o fogo baixo.

Ela não respondeu, apenas o observava seria, mas aparentemente também sem reação alguma, era como se procurasse algo nele, e quando seus dedos estalaram ela tinha descobrido o que ela tanto procurou.

- Park Jimin. – Ele parou de mexer nas panquecas, olhando para o azulejo em sua frente – Você é Park Jimin, não é? – Ela permaneceu quieta, esperando uma resposta dele.

- Sim, algum problema? – Ele disse ríspido, com voz grossa e baixa. Ela arregalou os olhos e negou rapidamente, estendendo uma das mãos logo após. – O que está fazendo? – Ela quase encostou nele, mas o seu corpo impulsionou para trás, fazendo a garota rir.

- Te cumprimentando da maneira correta! – Ela sorriu, fazendo os olhos quase fecharem. – Não ache que eu vou fugir daqui por saber quem você é, Jimin. – Ele se mantinha sério, quase assustando a garota.

- Não me chame pelo nome, por favor, você mesma disse que trabalha para mim. – Ele riu baixo – Mesmo que não consiga fazer o seu trabalho.

Ela cerrou os punhos.

- Eu posso fazer meu trabalho sim! – Ela jogou as moletas no chão e chegou perto de Park, arrancando a colher de sua mão e tentando virar a massa da panqueca.

- Espere, não faça assim... – Ela virou, e quando perdeu o equilíbrio a massa quente e mole foi contra seu pulso surrado. Ela sentiu as lágrimas chegando em seus olhos com força, suas pernas desequilibram e ela caiu com as costas contra a bancada de madeira, ela olhou para Park com os olhos já lotados de águas, ele suspirou e se agachou, puxando delicadamente o braço dela – Eu disse, não disse?

_______ parecia uma criança pequena, ela chorou e ofegou, passando a segunda mão pelos olhos. Aquilo ardia como o inferno, e ela podia sentir isso duas vezes mais – afinal, a massa quente tinha ainda feridas abertas nos pulsos, por conta de sua grande idéia de arrancar as agulhas dos braços. Jimin se levantou, fazendo ela se assustar, ele procurou alguns dos únicos equipamentos de primeiro socorros e o trouxe para perto da garota. Ele se agachou, pegou o braço novamente e cuidou do mesmo.

- Pensei que você era... – Ela não completou a frase, pois os olhos do garoto estavam terrivelmente sobre si.

- Um monstro, como todos falam de mim? – Ele riu irônico, e a garota olhou para o chão.

- Não acho que você é um monstro. – Ele se achegou perto da menina e riu.

- Não tire conclusões precipitadas, senhorita _______.

_______ tinha o braço enfaixado e segundo ela, tudo estava bem, ela pegou a vassoura e o balde com água – mesmo tendo sofrido muito para conseguir carrega-lo até alguma sala dali – ela abriu a porta amadeirada escura e abriu a boca em um “O” ao ver os milhares de livros naquelas prateleiras.

_______ era estudante de filosofia, ela adorava ler, era sua primeira paixão. Ela nunca tinha muita coisa por causa de Berry, ele dizia que já que ela não trabalhava ela não precisava de livros. Os únicos que ela tinha era os que a mãe dela lhe dava de natal, ou de aniversário. Os seus romances preferidos sempre eram aquele que a garota encontrava o seu amor verdadeiro por acaso, em uma viajem ou em uma praça, eles se tornam amigos e são felizes para sempre. Ela sonhava em ter esse romance também, ter um homem para amar a ela – dessa vez, de verdade.

- O que está fazendo aqui? – Jimin entrou dentro da sala, vendo a garota dar um pulo de onde estava, se levantando e colocando o livro em cima da mesa rapidamente.

- S-senhor Park! – Ela deu um sorriso levemente forçado e apertou os dedos uns contra os outros, os deixando enlaçados – Eu vim... – Ela não tinha a mínima ideia do que iria dizer, ela apenas tinha entrado ali por acaso – Limpar os livros!

Ele arqueou uma das sobrancelhas.

- Qual livro pegou? – Ele perguntou, o livro que estava em cima da mesa e olhou para sua capa, sorrindo logo após – Filosofia? Gosta disso? – ela assentiu, comprimindo os lábios rapidamente. – Uau, não sabia que gostava disso, quer dizer, não passava por minha mente.

- Às vezes as aparências enganam senhor Park.

Ela tinha toda razão, as vezes, a aparência poderia enganar – E o Jimin sabia muito bem disso.

A tarde ainda caía sobre os olhos do garoto, que ainda insistia em plantar novas sementes para colhê-las antes do verão. Ele jogava as sementes dentro do buraco de areia e suspirava – ele tinha toda a razão em achar aquilo cansativo – mas fazer o quê, aquilo era sua fonte de vida.

Por outro lado, ______ estava praticamente de castigo, estava sentada em uma cadeira na sacada da casa de tijolos olhando Jimin plantar. Ela não sabia como o encarar, afinal, as histórias quais ela escutava eram sempre horrendas e assustados demais. A que fez ela perder o sono por várias noites, foi a que um garoto da sua faculdade lhe contou:

 

“Park Jimin era um sádico, que na verdade se alimentava de carne humana para sobreviver. Sua mulher não foi morta em um incêndio, não mesmo, ela foi devorada por ele enquanto dormia, mas antes de terminar tudo e queimar os restos, ele retirou o bebê de dentro da barriga, e o comeu também. Ele matou seu próprio filho”.

 

Ela balançou a cabeça, aquilo era demais para relembrar assim. Ver o rosto singelo e ouvir a doce voz de Park a fazia repensar se tudo que diziam dele era realmente real. Iria fazer uma noite que ela estava ali, e Park nem pensava em a mandar ir embora – ele tinha gostado de sua presença, fazia tempos desde que ele conseguia se sentir “normal” novamente. Ela apenas pensava em como seu marido louco poderia estar a procurando agora – ou transando com mais uma vadia –, ela olhava para os céus e sorria alegre, ela tinha se livrado de Berry – temporariamente.

O suor de Jimin caía por suas luvas, e sua respiração pesava com força. Ele pedia a tudo que era mais sagrado, que aquele sol quente não batesse mais em sua pele com tanta agressividade, ele estava pelando. Os passos altos se ouviu de longe, quando _______ pisou nos arbustos e sem querer quase tropeçou. Jimin a encarou e viu as pernas fracas dela se movimentando lentamente para chegar onde ele estava.

- O que está fazendo aqui? – Ele estava ofegante, agachado, olhando para ela de baixo.

- Pensei que precisaria de ajuda, posso? – Ela estendeu as mãos para o regador e ele hesitou.

- Acho melhor voltar para dentro. – Ele disse a ela, anunciando que não a queria perto, e ela entendeu aquilo mas continuou parada – Eu disse que...

- Ouvi o que disse senhor Park. – Ele estalou a língua no céu da boca – Mas, vou lhe ajudar.

- Se você cair, não vou te ajudar. – Ela riu.

- Sei que vai. – Ela sorriu.

Jimin andou para frente, tentava se livrar do corpo molenga da garota, mas quando mais ele andasse parecia que mais perto ela chegava, era como um fantasma. Ela parou atrás de si, arfando enquanto inclinava a coluna para frente, espreguiçando-se.

- Isso é realmente cansativo! – Ela riu.

- Eu sei disso.

Estava no pôr do sol, Jimin estava dessa vez agachado sem deixar que os joelhos da calça sujassem com a terra. Ele tocava em algumas plantas que estavam ali, já crescidas, pensando em como a garota chegou ali.

- Quem te machucou? – Ele não a encarou, não tinha tanta coragem quando pensava.

- Não quero falar sobre isso senhor Park. – Ela deu as costas, pronta para ir embora, mas não esperava que os braços fortes segurassem os seus, a trazendo para perto.

- Você trabalha para mim senhorita _______, me deve uma explicação. – Ele puxou o pulso dela com rudez, fazendo ela quase chorar por ainda sentir dor, ele olhou para as marcas roxas e as fraturas que tinham ali – o seu corpo era repletas delas. – Eu não fiz isso, e acredito que você também não, então, quem foi?

Ela tentou puxar o braço, mas Park continuou a segura-la com a força que ele tinha. Ele a machucava, mas nada se comparava a Berry, que sempre a tentava matar – Park apenas queria saber, o que qualquer um que a visse também queria. Ela olhou para baixo e deixou as pequenas gotas de água salgada cair, como a chuva que tinha passado a dias.

- Eu caí senhor Park, eu lhe juro! – Ela o encarou, seus olhos gritavam para que a verdade saísse de dentro dela e alguém lhe dissesse que nada do que aconteceu, foi realmente culpa dela.

- Por que correu daquela maneira quando me viu? Parecia assustada com algo. – Ela negou.

- Eu imploro senhor Park! – Sua voz estava quase sumindo – Não vamos falar sobre isso, está bem?! – Ele soltou o braço e caminhou lentamente para longe de Jimin, ele retirou a luva e colocou-as dentro do bolso, olhando para os roxos em todo o corpo da garota.

- Hey senhorita _______! – Ela se virou, com algumas lágrimas paradas em sua bochecha e lábios encharcados – Você tem toda a razão, as aparências enganam.

[...]

Era noite, e o jantar eram: Panquecas.

Jimin não tinha muitas coisas dentro das prateleiras ou nos armários, ele apenas tinha arroz e feijão – que ele mesmo colheu –, os macarrões já estavam vencidos e algumas das frutas estragadas. A única coisa que restava de bom, eram as panquecas. _______ olhava para o garoto em sua frente, comendo quieto como se ninguém estivesse ao lado dele – ou em sua frente, como era o caso.

- Então – Ela começou – como foi seu dia? – Ele franziu o cenho e jogou o talher dentro do prato de porcelana, fazendo um barulho ecoar pelo cômodo.

- Você passou o dia ao meu lado, e me pergunta isso? – Ela sentiu as bochechas corarem de repente, ele tinha toda a razão, mas fazer o quê, ela não tinha nada para falar com ele.

- E-eu sei, mas gostaria de saber como está. – Ela disse baixo, ele olhou para os lados e ficou sua mente no barulho da porta se batendo por causa do vento forte.

- Não nos conhecemos, acho que não podemos ter esse tipo de...

- Intimidade. – Completou ela.

- Isso. – Ela sorriu fechado, voltando a mexer a comida com a ponta dos garfos.

O silêncio tinha se estendido novamente, e novamente Jimin voltou a comer a comida sem nem olhar para a garota em sua frente, parecia que para ele ela não existia. Ele suspirou várias vezes e fez com que ela sentisse uma agonia dentro de si – Berry nunca a cumprimentava, ou ao menos falava com ela quando jantavam.

- Foi o meu marido. – Ela disse, olhando bem no fundo negros dos olhos de Jimin, que a observou confuso.

- O que foi seu marido? – Ela olhou para as mãos, que estavam encostadas no tecido sujo e verde da camisola hospitalar.

- Ele fez isso em mim. – Ela se referiu as feridas e machucados.

- Ele te batia? – Ela assentiu em silêncio – Então, foi por isso que correu?

- Sim.

- Por que não foi para a casa de um amigo, ou ligou para seus pais? – Jimin a encarava, pronto para pegar cada detalhe e o transformar em um quebra-cabeça.

- Eu não tenho amigos aqui, desde que nos mudamos Berry nunca me deixava sair. – Ela o encarava seria, aquilo estava doendo mais que seus ferimentos, cada lembrança e cada fala faziam seu coração doer – Meus pais estão fora do país, são missionários de alguma religião aí.

- Então, não pode se comunicar com eles, porquê não sabe onde eles estão? – Ela assentiu – E está tão desesperada que aceitou até mesmo a minha ajuda, a ajuda de Park Jimin?

- Eu não tenho medo de você Jimin, tenho medo do homem que me machucava por apenas estar respirando. – Ele soltou a colher e entrelaçou os dedos, apoiando o queixo neles.

- Pretende ficar aqui para se proteger, então? – Ele cerrou os olhos.

- Sim, aqui é o único lugar onde ninguém vai procurar – ela sorriu baixo – muito menos o Berry.


Notas Finais


Berry

Eu: Grr


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