História As Arabella - Capítulo 1


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Arabella, Drama, Fantasia, Romance
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Palavras 1.617
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Turn your magic on


To me she'd say, everything you want is a dream away, under this pressure, under this weight, we are diamonds. - Adventure Of A Lifetime, ColdPlay.*

Arabella sempre olhava tudo como se fosse a primeira vez, uma garota que podemos considera-la artística. Não como aqueles que tocam vários instrumentos, que cantam como pássaros na manhã de um dia comum. Arabella era artística como o sol que se põe em um belo horizonte e as pessoas logo percebiam isso.

A caminho do seu novo lar, uma nova escola. Esse era o tipo de lugar onde as mães deixam os filhos quando não se importam mais, era o que ela pensava enquanto via as árvores passarem rapidamente diante do vidro do carro.
Sua mãe que estava sentava ao seu lado, a olhava, Arabella a ignorava mesmo vendo o sofrimento em seus olhos. Mith, uma velha senhora de cabelos castanhos tinha a guarda da garota desde que a encontrou em sua porta e sempre a amou e cuidou dela como uma filha, mesmo quando o seu marido dizia injustamente males sobre a menina. Por que agora? Arabella questionava mentalmente, depois de 16 anos estando com a velha mulher, o que a fez se cansar à ponto de desistir da garota?
 

Arabella nem mesmo chegou a questionar, na mesma manhã de inverno quando Mith entrou em seu quarto, ela logo percebeu que algo estava diferente, pensou logo que a briga que a mulher tivera com o marido havia derrubado o seu humor. Sem sorrisos, sem bom dia. Mith chamou o nome de Arabella secamente, a convidou para o café da manhã normalmente e a garota a ajudou com os serviços da casa, levou cerveja para o velho homem e fez seus deveres. Arabella estudava em casa desde os dez anos, quando sofreu muito ao ir para a escola pela primeira vez. Mith sempre a protegeu de todos. A mulher era uma verdadeira mãe para a garota.

Mas o que havia acontecido?

Mith chamou Arabella em seu quarto, pediu-a para arrumar as malas, agora ela iria para uma escola de verdade. Era da vontade de Arabella conhecer novas pessoas, de sua idade, com quem pudesse conversar, por isso, não reclamou.
É apenas uma visita, pensava. Mas ali, naquele carro indo para aquela pequena cidade onde se via diversas propriedades rurais, sua mente ainda permanecia naquela casa, onde Mith a abraçava nas noites em que chovia e trovejava, mesmo que nenhum medo desde tipo possuía Arabella. O que fazia a garota rir antigamente era o fato de que Mith com seus 60 anos tinha medo de trovão.

-Chegamos. -A mulher anunciou assim que estacionou. Ambas desceram do carro e se dirigiram para o portão de entrada.
O porteiro confirmou a legitimidade do cartão de entrada de Mith que logo anunciou que precisava ir embora. Não é a primeira vez que me deixam, pensou Arabella lembrando da história que Mith contava sobre como a achou, a mulher nunca escondeu a verdade da sua filha adotiva, ela tinha o direito de saber. Foi o que sempre pensou a velha senhora e ali na frente daquele portão, evitava pensar que estava cometendo um erro, Arabella não poderia saber o que estava acontecendo.

Ao tirar as bagagens do porta-malas, Arabella se limitou à apenas um abraço, se sentia magoada pela falta de informação que recebia da mulher. Mith deu um sorriso de canto, aquele que Arabella não havia visto desde que acordara, porém, diante daquela situação ela não conseguia retribuir. A velha senhora entrou no carro e seguiu pela mesma via com a qual tinha passado para chegar.
Arabella seguiu o porteiro.

Não é tão ruim, pensou enquanto andava pela calçada. A escola era a maior que a garota já tinha visto. Havia um grande prédio que seguia até o limite do terreno com grandes alas, todas tinham cores diferentes que eram agradáveis ao olhar.
Antes do prédio tinha pequenas casas que faziam corredores estreitos para a caminhada até a escola por onde passava vários estudantes. O porteiro levou a garota até uma das pequenas casas. Todas eram numeradas como as casas de um bairro qualquer. O homem bateu na porta de número vinte e quatro, rapidamente uma garota de olhos claros abriu a pequena porta.
O porteiro se afastou sem dizer uma única palavra deixando Arabella nervosa por não saber como se socializar.

 - Oi - Disse levando a mão ao pescoço, demonstrando o seu nervosismo. A garota que estava parada a sua frente, sorriu doce e se afastou para Arabella entrar.

- Eu estou te esperando desde cedo, me disseram para arrumar tudo. - Abriu os braços, mostrando o quarto que tinha roupas espalhadas por todos os cantos. - Como você pode perceber, eu não consegui.

Arabella riu, percebeu que talvez aquele lugar não seria ruim se tivesse mais pessoas como aquela garota.

-Sou Arabella.  - Estendeu a mão em direção a garota que balançou a cabeça, rindo e puxou Arabella para um abraço. - Arabella Campbell, prazer.

- Sou Alice - Se assustou com uma pedra que foi jogada em sua janela. - Alice Rizzo... e aquele é o Matteo, o problema.

Pela pequena abertura da janela, Arabella pode ver um garoto alto e moreno que passava batendo em todas as janelas. A garota logo pensou que aquela escola não parecia ser igual a dos filmes. Alice mostrou todos os cômodos da pequena casa onde a partir dali, seria o novo lar de Arabella.

- Aposto que você quer conhecer a escola. - Arabella concordou com a cabeça e Alice deixou as roupas de lado para acompanhar a garota.

- A primeira coisa que você precisa saber é que não deve falar com ninguém, nem olhar para as pessoas e muito menos toca-las. -Riu com a cara que Arabella havia feito com a confusão que passou diante dela. - Estou brincando, aqui é só uma escola como todas as outras mas é sério, não toque no Matteo, ele vai te atormentar até você odiá-lo.

Andaram por todos os corredores até que já estavam tão próximas ao prédio que a garota já podia ver as escadas do interior do lugar. Várias pessoas corriam e esbarravam uns nos outros, atrasadas. Arabella não pôde evitar de pensar que gostaria de contar tudo sobre aquela escola para Mith. Sobre como já se podia ver a grama, avisando que a chegada da primavera já estava próxima; sobre como as árvores alinhadas e apontadas para o leste quando o vento soprava dava uma visão mais bonita para o lugar. Arabella pensou sobre quantos belos ângulos conseguiria capturar com a câmera que havia ganhado de Mith em seu aniversário; contaria para a mulher o quanto foi bem recebida por Alice e o seu bom humor, porém, a velha senhora não estava ali e não sabia quando voltaria a vê-la, o quão triste é ter algo para contar mas ninguém para ouvir? Questionou a si mesma. Era nova ali, acabara de chegar e já sentia a solidão. Enquanto concordava com o que Alice a mostrava, mesmo sem estar com a atenção voltada para ela. Arabella pensou. Pensar. A garota já possuía o hábito de pensar demais e falar menos. Ela sabia que nada passava despercebido diante de seus olhos, sempre gostou disso.
Voltou parte de sua atenção para Alice que já tinha uma nova companhia, Matteo. Conversava animadamente com o garoto que de alguma forma, Arabella sabia que era legal, até podiam se tornar amigos um dia, pensou.

- Esta é Arabella, acabou de chegar. - Disse Alice enquanto tinha os braços nos ombros de Arabella.

- Arabella, hum? Sou o Matteo Hernandez. - Não a abraçou como Alice, apertou sua mão e sorriu. Arabella anotou mentalmente que já havia tocado o garoto, coisa que Alice disse-a para não fazer e riu com o pensamento. - Posso te mostrar a escola agora, se você quiser.

- É a minha vez, Matt. Você ficou com o garoto de Nova Gales. - Empurrou de leve o garoto que fez um movimento com a mão, sussurrou "louca" e se retirou. - A propósito, de onde você é?

- Sou do lugar em que só é bom quando você mora em outro lugar. - Alice parou e mudou suas feições parecendo analisar, Arabella riu com a cara que a garota havia feito. - Califórnia.

- Mas lá tem as melhores praias! - Disse e continuou a andar em direção ao prédio. Era sem dúvidas a escola mais bonita que Arabella já havia visto, cada ala tinha cores diferentes, todas estavam cheias. Algumas pessoas estavam sentadas na grama, todos ali pareciam estar divididos em grupos, não havia nenhuma pessoa sozinha o que fez Arabella sentir um frio na barriga ao pensar se também teria um grupo de amigos com quem pudesse conversar nos tempos livres. Nunca havia feito isso, tudo que ela sabia sobre ela mesma, Mith também sabia, nenhuma palavra ou dúvida era deixada fora do alcance da senhora; já o seu marido, Arabella duvidava que o homem sabia a sua idade, sempre estava de frente para a TV, sabia tudo que se passava diante da pequena tela mas era um completo desconhecido na sua própria casa.

Todos que passavam por Arabella acenavam, a garota acenava de volta, mesmo tendo uma grande extensão, a escola parecia pequena pois todos cumprimentam todos. Queria realmente conhecer a todas aquelas pessoas com sorrisos fáceis, que passavam felizes como se nada os preocupassem. Ela queria ser assim, talvez devesse aproveitar o lugar. Mith não poderia deixá-la ali para sempre. Uma hora se lembraria que tem uma filha a milhares de quilômetros.
Arabella ainda não tinha visto tudo mas tinha uma mera impressão de que ali era onde sempre quis estar.


Notas Finais


* Ela dizia para mim, tudo que você quer está a um sonho de distância, sob esta pressão, sob este peso. Nós somos diamantes. - Adventure Of A Lifetime, ColdPlay.


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