História As Aventuras da Ladra e do Deus - Capítulo 13


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Categorias Mitologia Nórdica
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Asgard, Aventura, Baldur, Deuses, Drama, Loki, Midgard, Mitologia, Odin, Original, Personagem Original, Ragnarok, Romance, Runas, Sigyn, Thor, Tyr, Vikings
Visualizações 32
Palavras 1.569
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Hentai, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir culturas, crenças, tradições ou costumes.

Capítulo 13 - Acordo


Fanfic / Fanfiction As Aventuras da Ladra e do Deus - Capítulo 13 - Acordo

Tyr entrega uma grossa estaca de madeira que mal de fecha nos finos dedos da humana e ela parece contente com isso, sorri sugestivamente para Baldur e o mesmo faz uma careta confuso. Não visitei Helheim após aquele dia então não posso ter certeza do que fizeram durante todos esses invernos, mas Baldur seria um tolo se não tomasse aquela humana para si e acreditei que realmente o fizesse ao vê-los dormindo abraçados sob uma macieira, mas quando Lynae despertou e me reconheceu, seus olhos brilharam como duas safiras, então eu soube que seu coração ainda me pertence, o que me é de grande alivio. Avisei Odin sobre o retorno de Baldur e assim que o mesmo sugeriu uma possível vingança eu concordei, sabendo que Lynae o impediria de alguma forma, apenas não esperava que fosse desta forma... Matando Sigyn. Claro, eu conhecia os planos de Odin, sabia que ele desejava unir-me a humana e para isso Sigyn precisaria abdicar-se da união, mas eu esperava poder tê-la secretamente assim como fazia com a mesma. Talvez isto também esteja nos planos de Odin e ele é capaz de criar um ser de puro fogo como Lynae após a morte de sua família, apenas para satisfazer seus propósitos.

Sigyn aceitou morrer pelas mãos de Lynae para que eu não morresse  e eu sei que jamais faria o mesmo por ela, mas acho sua atitude digna de seu titulo como deusa. Fiel a mim até a morte. A deusa deixa sua cadeira e aproxima-se da humana, que mantem o olhar sério e os braços cruzados.

- Imagino que não será breve – Sigyn diz amargamente – ao menos arranquei de você tudo o que tinha e isso me basta. Morrerei feliz, sabendo que livrarei meu amado do fim e que minha morte não curará sua dor. Você não terá a mesma paz que eu.

- Paz? Oh... – a humana sorri da forma mais sádica possível para aqueles lábios rosados – Estou em paz, doce Sigyn... Minhas irmãs e mãe estão em um lugar melhor e os demais desfrutam de Valhala. O que eu faço agora... – atinge a coxa da deusa, fazendo-a cair de joelhos aos gritos, então entrelaça seus dedos nos fios loiros da nuca de Sigyn, forçando-a a encara-la – É por diversão. E seu amado... Será meu.

As cenas seguintes são grotescas, metade da bancada não consegue assistir os primeiros minutos e apenas Tyr chega ao final sem desviar os olhos. Lynae mutilou Sigyn das piores formas imagináveis, a estuprou por todos os orifícios a obrigando a olhar para cada um e quando a deusa se recusou aos prantos Lynae usou o lado pontiagudo da estaca para cega-la, então arrancou-lhe as orelhas, estourou os tímpanos com as próprias mãos, tirou-lhe os membros e quebrou-lhe o maxilar tentando arrancar as cordas vocais. Sigyn sofreu com o restante da tortura sem poder ver, ouvir ou falar, sequer gritar ela podia, apenas sentir o que lhe era feito e contorcer em dor o que lhe restava de corpo. Confesso que minhas expectativas para com a humana eram altas, mas aquilo... Ia além do imaginável, era doentio, era imperdoável... E se não fosse minha esposa ali, eu acharia incrivelmente excitante.

- Basta! – Odin ordena e quando volto meu olhar ao centro do salão encontro Lynae ajoelhada sobre o corpo de Sigyn, atacando a cabeça irreconhecível – Humana!

- Ladra – a chamo sem elevar o tom de voz e tenho sua atenção de imediato, desagradando Odin. Lynae levanta-se ofegante, agarra os fios loiros ensanguentados da deusa e ergue o corpo, que devido ao crânio esmagado acaba por desprender-se com o peso, fazendo-a segurar apenas parte da cabeça em minha direção.

- Brinque comigo outra vez e terá um destino pior que este – Lynae avisa antes de virar-se para Odin – Agora podemos conversar sobre o que pretende.

- Creio que seja tudo por hoje, vejo que está exausta e sinceramente... Eu não esperava por isso, pobre Sigyn – Odin comenta, encarando o corpo desfalecido e desfigurado – Descansaremos esta noite e amanhã teremos uma longa conversa sobre nossos destinos. E Loki...

- Sim? – franzo o cenho.

- Leve Sigyn, será seu ultimo ato como companheiro dela.

Eu definitivamente não desejo falar sobre a cerimonia de Sigyn, então passado o evento, já durante da madrugada, saio para evitar qualquer abordagem dos outros. Acabo distante, quase na extremidade de Asgard, naquela arvore onde avistei Baldur próximo demais da ladra. Se isso me causou ciúme? Hunf, claro que não. Claro, não é? Não, eu senti ciúme. Talvez eu jamais houvesse sentido tal coisa por sempre vê-la com outra mulher, talvez o pensamento luxurioso de que eu pudesse ganhar duas mulheres ao invés de uma só me agradava, além da certeza de que eu possuía algo que a taverneira não poderia dar-lhe. Mas com Baldur é diferente, ele é um homem, forte, não tão belo quanto eu mas possui sua graça, além disso, meu rival – é doloroso assumir, mas grande parte do ciúme que sinto pela ladra deve-se ao fato de Baldur ser um oponente digno.

Eu a via como um passatempo desde um dia qualquer onde eu passeava por Midgard e tive um anel furtado por pequeninas mãos infantis, ela não deveria passar dos sete anos e era rápida como um adulto, tão adorável. Então ela cresceu e eu simplesmente não consegui tirar os olhos da ladra, passei um ano em Midgard para tê-la, quando consegui... Foi quando consegui que notei algo de errado, não era mais uma vontade saciada no ato, eu a queria mais, outra vez, então outra, mais uma e para toda a eternidade, sem fim dos tempos, eu não desejava nada além dela em meus braços e que nada nos impedisse daquilo. Apavorado com aqueles sentimentos que eu não deveria sentir por ela e nem por ninguém, não retornei mais a Midgard e então, anos depois, Odin a viu em um de seus sonhos, interrogou-me interessado na ladra e não tardei a notar que tê-la ao meu lado serviria de arma contra o pai de todos. A procurei em Midgard e vi progresso em seu interesse por mim até Sigyn arruinar meus planos... Bem, ela pagou por isso e sinceramente, não sinto por sua morte.

- Ainda me pergunto por que Odin simplesmente não mata a mim e a meus filhos? – indago aos ventos, deitado sob uma macieira.

- Já pensou que Odin pode desejar o Ragnarok? Ou apenas ser tolo o suficiente para acreditar que pode detê-lo sem matar criaturas que lhe são uteis?

Eu havia notado a presença da ladra há certo tempo, mas imaginei que ela permanecesse ali em silencio. Esqueço-me de sua curiosidade irritante... Ela surge do outro lado do tronco da arvore e senta-se a uma distancia segura.

- Você passou cem invernos em Hel, pensei que fosse dormir por dias – comento, desviando do assunto.

- Meu corpo esteve descansando por cem invernos, não dormirei tão cedo – ela responde calma demais para o meu gosto – mas Baldur falou sobre não despertar nos próximos dias.

- Hum...

- Tyr quer me desposar, disse que está disposto a mata-lo para isso.

- Deixe-me adivinhar, você o jurou de morte caso me ataque.

- Ao contrario, eu disse que avaliaria o pedido e caso o aceitasse... Eu mesma mataria você – conta, atraindo minha curiosidade – mas foi apenas um flerte, não aceitarei. Além do mais, mata-lo vai contra o que Odin deseja.

- Você parece ter compreendido o plano de Odin melhor que todos, ou não teria o desafiado daquela forma, conheço o proposito de cada gesto seu e você não ousaria enfrentar algo grande demais se não soubesse como fazê-lo, somos iguais nesse ponto... E em muitos outros. Então conte-me.

- E por que eu contaria a você? – franze o cenho.

- Veio aqui por uma razão, não? Tenho duas hipóteses, ou veio aqui para contar o plano e selar um acordo que favoreça ambos, ou veio pois sente falta de ter-me dentro de você. Qual se prova real?

- Ambas – está bem, eu não esperava por essa. A ladra se aproxima e senta ao meu lado,  encarando uma maça no alto da arvore – Ele deseja o Ragnarok, mas não da forma como vê. Se ele quisesse apenas impedi-lo de iniciar o fim dos tempos não moveria Olrun e Tyr para me treinarem, ele quer uma guerreira párea para um deus.

- Eu.

- Exato, trocando os rivais e colocando-me contra você ele sobreviveria, seria absoluto no novo mundo... E eu odeio saber que minha família foi usada para este propósito. Então, ele não acontecerá.

- Pretende evitar o fim dos tempos? Olhe... Eu já disse a Sigyn e... – começo a explicar, mas a ladra toma meu rosto em sua mão de forma grosseira e possessiva, forçando-me a encarar sua expressão séria.

- Não repita esse nome – avisa antes que eu inverta a situação, imobilizando-a contra a arvore – ela está morte, está em Hel! Não há mais por que falar da maldita que sentenciou minha família a morte por puro ciúme! Repita o nome dela outra vez e o farei desejar encontra-la em Hel, já que não posso manda-lo para lá...

- Não me leve a mal, eu adoro ser dominado... Mas não nessa situação – digo em um tom malicioso – agora conte-me seu plano,  ele parece promissor e eu tenho fé em nosso acordo. E não se preocupe com minha falecida companheira, você sempre foi mais valiosa... Minha pequena ladra.


Notas Finais


Pey!
Depois dessas duas bombas darei um tempinho porque esse é o mês do meu aniversario, talvez eu publique um cap lá pro meio do mês, mas nada garantido.
Mas não desista! As coisas estão começando a pegar fogo e ele não vai apagar até o final!


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