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História As Aventuras De Autorapool - Capítulo 14


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Capítulo 14 - Sei Lá Tô Cansada


— Tudo bem, eu não queria perguntar mas... Minha curiosidade é maior. — Michele disse colocando sua bandeja na mesa, e se sentando conosco. A morena apoiou os cotovelos na mesa, e nos encarou, franzindo o cenho. — O que houve com vocês?

— Bom, eu me envolvi em uma briga com uns caras, nada demais... — Peter murmurou e deu de ombros. Seu olho esquerdo havia um enorme roxo, como se tivesse levado um murro de um lutador de MMA.

MJ balançou a cabeça, compreendendo a situação. Então seu olhar recaiu sobre mim.

— E você?

— Depende... Você está me perguntando de qual ferimento exatamente?

— Tem diferença?

— Bom... — murmurei, enumerando nos dedos. — Minhas pernas estão cortadas porque um urso me arrastou pelo afasto, apenas porque peguei o mel dele... Meu rosto tá roxo, porque a Meraxes, sem querer, me deu um murro. Minhas costas estão roxas porque uma vaca me deu uma patada... Acho que só.

Michele me encarou, com uma expressão de interrogação, mas logo suspirou, gesticulando com a mão.

— Deixa pra lá. Nem vou perguntar como isso aconteceu, porque isso não faz sentido... Mas, porque drogas teu pescoço tá todo roxo?

Suspirei, bebendo um gole do meu Toddynho comprado ilegalmente na Alemanha. Fiz uma expressão pensativa, e memórias invadiram minha mente.

Era um lindo sábado. O sol estava se pondo, e o céu estava em lindos tons de rosa e laranja.

Eu e Wade estávamos deitado no chão, a beira de um rio. Havíamos acabado de sermos atacados por galinhas selvagens, logo após parando em uma floresta, onde vivia um gnomo cheirador de pó de unicórnio tentou nos assaltar.

Depois de uma longa discussão com o espírito ladrão de presilhas que assombrava a floresta, e de Wade ter tacado sal no fantasma, o matando, finalmente tivemos um tempo de ficar deitados no chão, conversando coisas aleatórias, sem se preocupar com a hora, ou com o amanhã Aliás, por que se preocupar com o amanhã, se ele acaba depois de amanhã?

— Sabe... Quando eu era criança, minha mãe sempre me levava para floresta e lagos, onde a gente ficava apenas deitadas na grama, conversando sobre várias coisas e xingando o meu pai por trás das costas. — comentei enquanto observava o céu. Lembranças da minha infância invadiram minha mente, me fazendo sorrir.

— Sua mãe parece ser legal. — o mercenário disse, com sua costumeira empolgação. — Onde ela está agora?

Hesitei um pouco, mas respondi:

— Ela está no céu agora.

— Ah... — Wade murmurou, e então pigarreou. — Sinto muito...

— Que?! — o encarei confusa, mas logo entendi. — Ah não! Ela não morreu! Só virou pilota de helicóptero.

— Ata pô! Enfim... Posso te perguntar algo?

Virei o rosto, e encarei Wilson, que estava deitado ao meu lado, com uma mão embaixo da nuca. Sua face como sempre, estava coberta pela máscara vermelha, que ele não tira nem para lavar.

— Claro. O que?

Ele virou o corpo, se aproximando de mim, e apoiando o cotovelo na grama. Seu olhar me analisou de cima a baixo, e ele chegou ainda mais perto, aproximando seu rosto do meu.

— Você tem medo de aranhas?

Franzi o cenho, confusa com a pergunta repentina. Tudo bem. Ele é o Deadpool. Aleatoriedades combinam com ele.

— Tenho... Porquê?

— Por nada não. — ele afirmou, e deu de ombros, como se não fosse nada demais. — É que tem uma aranha subindo pela sua perna.

— Ata.

Minha mente deu tela azul e, lentamente, abaixei o olhar, vendo que uma aranha mutante estava agarrada em mim. Dei um grito histérico, e me levantei em um pulo, assustando Wade. Porém, acabei tropeçando, e caindo dentro do rio. Enquanto me debatia tentando fazer com que a aranha me soltasse, vi o Aquaman jogando xadrez com a Ariel. A aranha me soltou, e eu suspirei aliviada, porém como estava dentro da água, comecei a me afogar.

— Continue a nadar. Continue a nadar. — Dory apareceu cantalorando, enquanto eu me debatia dentro d'água, sem conseguir respirar, me virei, e vi os carregadores de caixão dançantes nadando em minha direção.

Consegui nadar até a margem, e respirei fundo, reunindo todo o ar possível. Encarei o mercenário que rolava no grama rindo feito uma vaca com dor de garganta. Revirei os olhos, porém senti algo tocar minha perna, e me puxar para dentro d'água novamente.

Dei um chute na barriga da Ariel que queria me matar, porém ela pegou uma enguia elétrica, e enrolou no meu pescoço, tentando me matar sufocada, enquanto eu tomava vários choques.

De repente, Ariel me soltou bruscamente, após ter levado um soco na cara desferido por Wade, que entrou dentro d'água. Ariel, o olhou com sangue nos olhos, vindo para cima de Wade mas, antes de qualquer coisa, a Dory pulou em Ariel, tentando mata-la.

— ... Um maluco tentou me enforcar. — falei por fim, omitindo quase todo o flashback.

Michele me olhou desconfiada, mas eu dei de ombros, enquanto voltava a beber meu Toddynho, e observava os alunos enfeitando o refeitório, colocando uma faixa pendurada na parede.

— A saia da Liz é nova? — Peter questionou com o cotovelo apoiado na mesa, enquanto praticamente babaca na garota que estava tentando colocar a faixa no teto.

Dei de ombros, torcendo internamente para a jovem acabar perdendo o equilíbrio e caindo o que, (in)felizmente, não aconteceu.

— Sabia que o baile tá chegando, né? — Need questionou, e só então notei que ele havia chegado, e se sentado conosco. — Vocês vão vir com quem?

— Liz... — Peter murmurou, com a baba escorrendo pelo rosto, como se estivesse em um transe. Michele rolou os olhos, e me encarou. Dei de ombros.

— Se eu não reprovar de ano...

— O que é impossível. — meus três amigos falaram juntos.

— ... Eu provavelmente já vou preparar as minhas desculpas para eu faltar ao baile... Ou vou vir sozinha, apenas para comer. — informei, ignorando o comentário deles.

— Por que você não chama aquele seu amigo para vir com você... — Michele propôs, fazendo uma expressão pensativa. — Wade, não é o nome?

— Ele não é vilão? — Need interrogou de cenho franzido.

— Ele é anti-herói.

— Dá no mesmo.

— Não dá não.

— Enfim... — Michele retomou a palavra, tentando evitar uma discussão. Seu olhar recaiu em mim novamente. — Por que não chama ele?

— O Wade? Até parece! — dei risada. Era mais fácil eu ser atacada pelo Fofão novamente do que o Deadpool aceitar vir em um baile idiota, de uma escola idiota, com alguém idiota como eu. Chamar ele com certeza estava fora de cogitação. — Ele não iria querer vir... Não parece ser o tipo de coisa que ele faria.

— Não custa nada tentar chama-lo.

Dei de ombros, para encerrar o assunto. Com certeza Wilson não viria se eu pedisse. Depois de um tempo, meus amigos se levantaram e saíram, indo para a sala de aula. Decidi esperar mais um pouco, pois eu sabia que a próxima aula seria prova e eu estaria ferrada, então peguei meu celular para conferir se tinha algum jeito de pegar resposta online. Suspirei.

Escutei passos se aproximando, e levantei a cabeça, no mesmo instante que um garoto de aparência familiar, cara de burguês metido, usando um boné, e mochila, surgiu na minha frente.

— Oi, tem alguém sentado aqui?

— Tá vendo alguém aqui sentado? — retruquei, desviando rapidamente o olhar do telefone para o encarar.

— Não? Posso sentar? Não? Vou sentar. — o garoto disse, jogando a mochila, e se sentando na cadeira. — E aí, como cê tá? Tudo bem?

— Estava melhor sem você aqui.

— Então... Já tem alguém pro baile?

— Nem vou vir pra essa droga!

— Ainda não? Que estranho...

— Por que é estranho?

— Não calma não é porque você é feia não! Ah propósito... Você é muito linda!

— Você precisa de óculos.

— Eu vim aqui te perguntar, porque eu já sabia que ninguém ia te chamar...

— Como é?!

— E eu quero te perguntar... Aceita ir pro baile comigo?

— Não.

— Sim?

— Não!

— Te pego as oito! — o garoto disse se levantando, e saiu de perto de mim.

Fiquei com uma cara de paisagem, tentando entender o que aconteceu. Observei o garoto ir até outra mesa, e se sentar na frente de outra garota, dizendo:

— Oi, tem alguém sentado aqui?

— Pelo amor dos balões vermelhos de Pennywise! Nem a briga com o Fofão conseguiu ser mais bizarra que esse tiktoker! — exclamei, fazendo o sinal da cruz, e me levantei, indo para a sala de aula.

Depois de enfrentar a fúria da professora, e ter que me explicar (inventar uma desculpa no caso) sobre o meu atraso, me sentei em meu lugar. Enquanto a professora —  incorporada pelo espírito maquiavélico do maldoso Fofão — distribuía as provas, eu rezava a Odin para enviar algo, ou alguém, para interromper a aula.

Acho que Odin me ouviu, pois de repente, três escorpiões carnívoros que antes jogavam Dominó com uma barata no canto da sala, pularam na professora, a arrastando para fora do local.

Todos os alunos se entreolharam por um milésimo de segundo, antes de levantarem e saírem correndo animados por terem se livrado de mais uma prova.



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