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História As Borboletas não sabem sobre si - Capítulo 4


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Notas do Autor


Olá, como estão? Imagino que em casa devido ao corona, então enquanto a vida não volta ao normal, segue mais um capítulo.

Se cuidem, lavem as mãos e evitem sair de casa!

Obrigada a todos os favoritos e comentários.

Boa leitura

Capítulo 4 - Capítulo 4


O grupo de amigos se encontrou na saída da cidade, continuando assim a viagem. A paisagem foi sendo alterada perante os olhos de todos, árvores cada vez maiores erguiam-se diante deles, o céu azul, perfeito, brincava com as poucas nuvens dispersas pelo ar. Seria o momento perfeito para Lynn tirar algumas fotografias, mas sua mente simplesmente esqueceu tudo ao seu redor, apenas para prestar atenção em Lysandre e Isabel.

A jovem loira por diversas vezes colocava a mão em seu ombro para falar, dava risadas altas, enquanto Lysandre permanecia em silêncio, não parecendo se incomodar com a espontaneidade da garota, imaginou que ele já estava acostumado a isso.

- Lynn, você está bem? - Lysandre observou que ela possuía um olhar incomodado pelo retrovisor.

- S-sim, estou bem. Obrigada. - Respondeu virando seu olhar para a janela.

“Ótimo, pareço uma criança emburrada agora, muito bem Lynn, você vai longe assim”

Lysandre percebeu que Leigh sinalizou que iria parar o carro em um pequeno posto de gasolina, Rosalya provavelmente pediu para descer, sem demora ele seguiu o irmão, parando ao seu lado no restrito estacionamento.

Rosalya foi em direção a Lynn, chamando a amiga para acompanha-la até o banheiro do local, os outros três seguiram para a loja de conveniência instalada logo ao lado.

- Então, como está indo? - Rosa perguntou com um sorriso no rosto.

- Está tudo bem...- A jovem artista sabia que essa resposta provavelmente não havia convencido em nada a amiga.

- É por causa de Isabel não é?

- Você por acaso tem bola de cristal? - Questionou surpresa.

- Não... Mas eu te conheço muito bem. – Riu do comentário.

Ambas estavam agora no banheiro, era simples, porém organizado e limpo.

- Não sei o que está acontecendo comigo. Eu nunca imaginei que me sentiria assim ao rever o Lysandre. - Disse sincera, mais do que nunca ela precisava dos conselhos de Rosa agora.

- Você ainda sente algo por ele? - Questionou marota.

- Não sei dizer o que é, se é algo bom ou ruim, apenas sei que me deixa transtornada, talvez me sinta culpada por ter terminado daquela forma.

- Não se preocupe tanto, vocês eram muito jovens na época que começaram a namorar, é normal que o relacionamento não tenha durado muito, não se culpe tanto. Quanto a Isabel, já a vi em algumas ocasiões, ela pode ser enxerida ás vezes, mas não me parece má pessoa.

- Você é uma ótima psicóloga. - Lynn respondeu referindo-se a profissão da amiga.

- Sou ótima amiga... Isso sim. - Afirmou convencida.

Enquanto Lynn e Rosalya voltavam para se encontrarem com o grupo, Lynn encontrou um pequeno bloco de notas no chão do estacionamento, reconhecendo de imediato a letra.

*********

Lysandre aguardava pacientemente do lado de fora, enquanto Leigh e Isabel compravam alguma coisa para comerem. Ele sentia-se confuso com toda aquela situação.

Não podia negar que desde o momento em que colocou os olhos em Lynn novamente um desejo de tê-la por perto, de tocá-la, tornava-se cada vez mais recorrente em seus pensamentos. Ela era atraente, não podia negar e havia sido alguém muito especial para ele.

Estava divido, tinha medo de que ao se reaproximar demais da garota, esse sentimento nunca mais o abandonasse, já havia sido difícil da primeira vez, não tinha certeza que se arriscaria uma segunda. Se a distância havia sido um problema naquela época, por que deixaria de ser agora? De um jeito ou de outro, a vida parecia disposta a separá-los e Lysandre já não sabia se valia a pena lutar contra o que parecia óbvio. Contudo, todas as suas dúvidas pareciam se dissipar ao avistar Lynn e Rosa rindo descontraidamente enquanto seguiam em sua direção.

Rosa entrou no estabelecimento, enquanto a amiga parou em frente ao jovem prateado que parecia absorto em seus pensamentos.

- Lysandre, acho que isso é seu.

- Meu bloco de notas...

Ela parecia segurar o riso e ambos acabaram caindo na gargalhada. Foi inevitável não lembrar da época da escola.

- Alguns hábitos nunca mudam. - Ele respondeu sorrindo. - Obrigado.

- Você ainda escreve nele? - Ela perguntou tentando continuar o clima descontraído.

- Eu gostaria de escrever um livro de poemas um dia desses, então sempre que algo me ocorre eu acabo anotando, é um velho costume que ainda levo comigo.

- Isso é simplesmente incrível.

Interrompendo a pequena conversa Leigh apareceu do lado de fora.

- Já estamos prontos, podemos ir.

Deixando o assunto de lado, todos seguiram para o estacionamento, continuando a viagem, não estavam muito longe do destino final e isso deixou Lynn aliviada. Ela percebeu no decorrer do caminho os olhos coloridos de Lysandre a sondando pelo retrovisor.

“O que ele está pensando afinal?”

A jovem artista percebeu um pequeno ponto branco ao longe, estavam agora em uma estrada de pedras, longe da cidade. Tentou identificar o que poderia ser e ao se aproximar notou que ficava cada vez maior. Então ela finalmente percebeu que aquele deveria ser o destino final, a fazenda dos irmãos. Ficou abismada com o tamanho do local. A casa principal possuía dois andares, um enorme celeiro era visto do lado direito, era cercado por árvores, impedindo que o calor se instalasse no local.

Assim que ambos os carros pararam, Lynn desceu encantada, era bonito e aconchegante, saído direto dos livros de romances de época.

- Bem-vinda. - Lysandre a recepcionou, enquanto seguia para o porta malas, no intuito de pegar sua bagagem, enquanto Leigh auxiliava Rosalya. - Vamos, vou te levar para o seu quarto.

Pacientemente Lynn seguiu o jovem prateado, adentrando a residência. Subiu a pequena escada se dirigindo para o segundo andar, parando em frente a porta do último quarto. Lysandre pegou um conjunto de chaves e abriu a porta, levando as malas para dentro, permitindo que ela visualizasse o cômodo.

Era limpo e arrumado, uma cama de casal com os lençóis recém trocados, um pequeno guarda roupas de madeira, uma penteadeira e uma pequena poltrona se encontravam no local. O quarto possuía duas grandes janelas com cortinas brancas impecavelmente dispostas. Podia observar próximo a janela uma árvore com flores brancas, balançando na direção do vendo. Ela se aproximou pegando uma pequena florzinha na mão.

- É tão bonito. - Disse, quase se esquecendo de que não estava sozinha.

- É uma magnólia branca, era a preferida da minha mãe. - Lysandre a informou, enquanto sem perceber um semblante triste se formava em seu rosto.

Nesse momento a jovem começou a se questionar onde a mãe do rapaz estaria. Sabia que seu pai havia falecido pouco tempo após sua partida, mas Rosa nunca comentou sobre a mãe dos rapazes.

- A sua mãe ainda mora aqui? - Ela questionou inocente.

Lysandre achou que já havia superado esse assunto, mas aparentemente nunca ficaria mais fácil. Respirou fundo, antes que pudesse responder.

- Poderia me acompanhar até o jardim? - A convidou.

- Claro, vamos.

Ambos fizeram o caminho reverso, Lynn percebeu que Rosa e Leigh já havia se instalado em um cômodo no andar de baixo e que Isabel já havia sumido. Então ela apenas seguiu o rapaz.

Lysandre se dirigiu para os fundos da casa, passando por um pequeno caminho de pedras, poucos minutos depois Lynn percebeu que do chão brotavam pequenas flores coloridas. Atravessaram uma pequena cerca, o local possuía aquela árvore de flores brancas que ela havia visto agora a pouco e logo abaixo da sombra pode ver duas lápides dispostas lado a lado.

- Minha mãe faleceu pouco tempo depois do meu pai.

Lynn colocou a mão nos lábios, sentiu seus olhos arderem pelo choro, como ela nunca soube disso? Sentia-se a pior pessoa do mundo, mesmo que não fossem mais namorados, ainda eram amigos, ela poderia ter feito algo por ele. Imaginou em quanto sofrimento ele teve que suportar de uma única vez, sentiu a culpa batendo com força em seu estômago. Ele deveria odiá-la.

- Eu... Eu...- Tentou falar segurando o choro. - Eu sinto muito.

Lysandre a olhou abismado, não esperava essa reação por parte dela.

- Está tudo bem. - Respondeu tentando acalmá-la.

- Eu sinto muito por tudo. - Pedia enquanto tentava secar as lágrimas, virando o rosto para que ele não a visse. - Eu sinto muito Lysandre...

E então de repente ele entendeu a que ela estava se referindo. Ela pedia desculpas por deixá-lo. Ele tentou por diversas vezes sentir raiva dela, mas a verdade é que Lysandre jamais poderia odiá-la. Ele simplesmente não conseguia. Gostava dela, havia feito tão bem a ele tantas vezes que simplesmente não podia repudiá-la por apenas um único ato. E subitamente sentiu aquele aperto em seu peito novamente. Ela estava tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe dele. Questionou-se se poderia alcançá-la e antes que pudesse pensar com clareza seu corpo agiu sem sua autorização.

- Lynn...

Ela o encarou se perdendo em seu olhar, o rosto inchado pelo choro, a boca avermelhada, as mãos deles secaram as lágrimas dela, enquanto ele matava a saudade de seus lábios.


Notas Finais


Deixem a opinião de vocês, é muito importante.

Até!


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