História As botas do capitão - Capítulo 5


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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Levi Ackerman "Rivaille", Mikasa Ackerman
Tags Rivamika
Visualizações 110
Palavras 1.936
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais uma lunaticidade que chega ao fim.
Coloquei referência à Hanji x Sasha pra lembrar vocês de lerem Tentação, da @sra_Smith.

Espero que tenham gostado❤
Me deixem saber o que acharam da história!
Bjos e até a próxima ou as trocentas hj penduradas. Vou terminar todas, prometo hahaha

Capítulo 5 - Final


A situação era inesperada e levemente desesperadora; há poucos minutos festejava ficar longe dele e agora estava literalmente presa com o capitão durante uma semana inteira.

Ele parecia não se dar conta do absurdo, porque seus braços já estavam em volta dela e quando se beijaram, Mikasa travava uma verdadeira luta tentando decidir qual seria o correto naquela situação.

Sua cabeça argumentou que ao término dessa semana, doeria mais do que podia suportar. Só que suas mãos mandavam aproveitar a sensação dos músculos do capitão o máximo que podia; a razão dizia para se afastar, a língua desobedeceu e aprofundou o beijo, e quando Levi pressionou seu centro com a perna ela apenas suspirou vencida.

Depois teria que ter uma séria conversa com seu corpo traidor; no entanto, agora só aproveitaria o momento.

Tanto, que quando ele se separou, ela se desvencilhou e o pressionou contra a porta do estábulo, beijando-o de novo.

O capitão bateu as costas na madeira e soltou um grunhido; odiava se sujar, a pirralha devia saber disso. Ao mesmo tempo, isso o incomodava cada vez menos quando seus dedos adentraram a camisa da moça.

Se não tomasse controle da situação, toda a encenação da missão seria desperdiçada: acabaria por tomá-la na porra de um estábulo.

- Mikasa – ela simplesmente não parava, e se viu obrigado a jogá-la sobre os ombros – precisamos de um banho.

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Foi exatamente assim que começou sua obsessão com o capitão: quando a pegou enquanto perseguiam Annie. Agora, no entanto, sabia exatamente o que o homem provocava nela, e quase lamentou quando a colocou no chão.

Quase.

Porque tão logo seus pés tocaram o solo o agarrou novamente, como se ele pudesse simplesmente desaparecer a qualquer momento. Na verdade, depois dessa semana seria como se tivesse desaparecido.

As mãos dele abandonaram sua pele e a oriental os sentiu trabalhando em sua camisa, depois passeando na pequena abertura formada pela peça desabotoada.

Levi tentava subir a escada sem muita convicção, parando quantas vezes foram necessárias para atender a boca cada vez mais atrevida dela e só persistindo por pura força de vontade de levá-la pra cama, cada vez mais fraca a cada peça de roupa que deixavam pelo caminho.

Os corredores, escadaria e até mesmo o estábulo pareciam cada vez mais apropriados.

Finalmente chegaram ao quarto e ele já tinha desistido da ideia do banho. Sentiu o corpo dela tenso ao tocar a cama.

- Confia em mim...

- Com a minha vida.

Saiu sem que planejasse, apenas uma verdade. E fez Levi sentir o peso da responsabilidade do que estava fazendo.

Quis ser capaz de desistir; ela merecia alguém que fosse realmente disponível, pudesse dar um relacionamento e normalidade à garota.

Como capitão  do exército, era o homem mais exposto em batalha; só a ideia de machucá-la mesmo que sem querer o deixava doente.

Mas a prisão dos braços dela era tão doce... Queria se prender cada vez mais.

Podia sentir seu nervosismo; não queria que ela ficasse por obrigação.

- Se quiser podemos ir embora.

- Não!

Mirou os grandes olhos escuros e viu medo neles, mas não pelo que estava por vir, mas sim de que ele desistisse.

Se ela soubesse o quanto já o tinha conquistado...

Tinha fome de conhecer cada curva daquele corpo, mas nenhuma pressa.

Mikasa arfava e seu peito subia e descia sobre a cama, conforme as mãos dele passeavam.

A beijou sem pressa alguma, até que se acalmasse. E então sussurrou contra seus lábios, olhando-a fixamente.

- Posso?

A oriental se  arrepiou apenas com a ideia. Puxou seu cabelo para que o visse bem, e pediu.

- Me mostra.

- Com prazer.

Pressionou sua entrada, prestando atenção nas sobrancelhas franzidas, os dentes pressionando os lábios, nervosa pela expectativa.

Acariciou seu corpo inteiro, vendo sua tensão se desfazer, o corpo dela ondular sob o seu.

Se afundou em seu calor, beijando seus olhos fechados, sua boca, seu rosto inteiro, se deliciando com as unhas cravadas em suas costas – a primeira vez que ela arranhava alguém.

Subitamente, pareceu imperativo que ele fosse também a última pessoa a tê-la.

A única.

Ela já era também a única para ele – percebia agora que sempre foi.

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Levi a acariciou delicadamente, a mão quente demais na sua  pele quase competindo com a temperatura da água na banheira, regendo um ritmo lento e tão suave que dava tempo para pensar no quão ferrada estava por gostar tanto da sensação.

Abaixou os olhos, tímida.

Adorava essas nuances dela, ir descobrindo devagar seus limites e desejos. A oriental sempre surpreendia.

- Fecha os olhos. Vou cuidar de você.

Ela obedeceu e sentiu um beijo suave no pescoço, uma sensação muito desconhecida de todas as outras e muito, muito melhor: não era apenas o pulsar imperioso de uma vontade física, mas sim uma ligação muito mais profunda.

Levi a acomodou em seus braços e a morena relaxou, deixando o corpo pender sobre o dele.

Era gostoso e íntimo.

As mãos de Levi eram pesadas e urgentes, ela bem sabia; mesmo assim, seus movimentos eram leves e se esforçou pra não pensar que eram também carinhosos.

- Quero minha sanidade de volta, Mikasa.

A confissão baixa e perturbada foi seguida de um suspiro conformado.

E então ela soube que ele estava tão perdido quanto ela. Talvez até mais; pesava em seus ombros a responsabilidade pela situação. Virou-se em seus braços, e pela primeira vez viu fragilidade nos olhos claros.

Ele afundou o rosto entre seus cabelos.

- O que eu faço?

Não sabia responder; o abraçou e acariciou os fios negros, e depois apoiou o rosto em seu pescoço.

- Esquece tudo essa semana. Consegue?

Se tinham apenas aquela semana, não queria perder tempo com preocupações de um fim inevitável.

- Seu desejo é uma ordem pra mim, Mikasa. Já devia saber disso.

Mal terminou de falar, e seus lábios já passeavam indecentes pela beleza nua da oriental.

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Ela sentou no seu colo, ainda comendo a manga. O sumo escorreu por seu queixo, pingou sobre os seios.

Chupou a tez clara, refazendo o caminho do sumo que deixava sua pele mais doce.

Levantou com ela no colo e a colocou sobre a mesa, rasgando a blusa e atacando com ferocidade sua pele.

As mãos de Mikasa em seu cabelo o guiavam para baixo.

Estavam ainda no segundo dia e o único treino que cogitava fazer no resto da semana envolvia Mikasa nua e gemendo.

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Estava quase dormindo quando sentiu os dedos dela passearem por seu abdômen.

Era já o quarto dia, e sinceramente se questionava se alguma outra pessoa além do melhor soldado da humanidade aguentaria o tranco.

Se isso não era prova do quão perfeitos eram um para o outro, não sabia o que mais seria.

Mas não daria isso a ela agora. A pirralha insolente e fogosa precisava aprender que ele não era fácil.

Resmungou e virou na cama, mas as carícias continuaram em suas costas, incendiando seu corpo.

Virou novamente para cima e tentou puxar o cobertor.

Sentiu um peso e abriu os olhos para encontrar a garota sobre si.

- Capitão...

A fitou incrédulo. Porra.

Precisava dormir, precisava muito mesmo. Pensou em pedir – em implorar – que ela o deixasse descansar um pouco, mas sem que soubesse exatamente como, suas mãos já apertavam as coxas da garota e ela já deslizava sobre ele. Completamente duro.

A diaba possuía alguma espécie de acordo secreto com o corpo dele, pois apenas isso explicaria como já estava tão pronto.

Quando disse que o desejo da moça era uma ordem, nem ele sabia o quanto as palavras eram verdadeiras.

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- Mikasa... Pode ser melhor.

A voz mal saía devido a respiração entrecortada e arfante.

No último dia no castelo, Levi só tinha uma certeza: não seria capaz de acabar com o que estavam tendo.

- Você tá mentindo!

A expressão incrédula e espontânea dela divertiu o mais velho.

- Juro.

A oriental se virou em seus braços, encarando o azul.

- Como?!

- Fica comigo.

- Estou com você.

- Quando a gente voltar. Gosto de você.

A proposta parecia boa demais pra ser verdade, e a oriental apertou ao olhos com força tentando não pensar no quão impossível era.

Por um momento pensou que o silêncio dela representava uma recusa. Contudo, a oriental se aconchegou ainda mais em seus braços e deu um beijo em seu rosto, antes de pedir.

- Me mostra.

 

---

- Preciso fazer um comunicado.

Erwin e Hanji fitavam intrigados o capitão ligeiramente nervoso.

- Comunicado?

- Sim. Não existe forma de mudar minha decisão, só me resta comunicá-la.

- Fale.

- Eu e Mikasa estamos juntos.

- Levi, isso é...

- Um comunicado. Sem negociação. Estamos juntos, dentro da Tropa, ou fora da Tropa.

Erwin ponderou um tempo, entendendo subitamente o que aquilo significava:

- Você tá apaixonado!

O homem corou violentamente com a exposição, mas não tinha outra alternativa que não confirmar a veracidade da afirmação.

- Sim.

- Por isso você tá tão burro!

A cara de poucos amigos do subordinado não o intimidou.

Bem, as olheiras horríveis sob os olhos do capitão tinham sumido. E ele nunca mais tinha tentado incendiar o quartel.

Além disso, não podia se dar ao luxo de perder seus dois melhores soldados.

Levi era um subordinado leal e absolutamente comprometido com suas ordens; se estava colocando as coisas dessa maneira, sabia que iria até as últimas consequências.

- Bem... Se não tem outro jeito. Mas que fique entre nós. Não queremos que toda a tropa comece a se pegar pelos cantos do quartel. Você é um exemplo!

Hanji bateu palmas e sorriu feliz, um sorriso lunático e assustador.

- Falando nisso, Erwin... Bem, já vimos que o envolvimento entre dois soldados não é assim tão ruim né?...

O loiro pressionou os dedos no cenho franzido, a cabeça subitamente latejando antevendo um grande problema pela frente.

- Não, Hanji. Vimos que o Levi se envolver não é um problema, por que ele é focado, responsável...

O capitão sentiu vontade de rir com a forma didática e paciente com a qual o comandante explicava a situação para a tenente.

No entanto, seu sorriso morreu nos lábios quando ela abriu a boca.

- Mas eu nem coloquei fogo no quartel!

Que grandessíssima dedo duro!

- Desde quando vocês estão juntos?!

A cara de compreensão de Erwin ia cedendo espaço à cara de comandante traído.

- Levi, me ajuda!!!! A Sasha também não vai dar trabalho, tenho batata o suficiente!

Os dois homens esbugalharam os olhos. A soldado mais lunática estava de rolo com a tenente tresloucada.

Como isso poderia dar certo? Mas o pedido de Hanji o fez lembrar que devia uma – e bem grande – a ela.

Limpou a garganta pensando no que dizer.

- Erwin, pensa comigo. Agora a Hanji vai ser mais cuidadosa com os titãs, já que vai ter pra quem voltar.

- Pensar?! Eu sou o único que pensa nessa sala!

Bem, era verdade, e por isso os subordinados aguardaram a explosão do superior passar.

Mas realmente, o capitão tinha razão. Talvez Sasha fosse o juízo que a tenente precisava.

Suspirou pesadamente antes de concordar.

- Que seja o que Ymir quiser!!

---

Levi tirou as botas e as colocou meticulosamente alinhadas ao lado da poltrona.

Então, as pegou e as colocou novamente.

Que burro. Quase perdeu uma oportunidade.

Se dirigiu à porta e chamou um cadete.

- Avise a soldado Ackerman que preciso de ajuda.

Fez a cara mais assustadora que conseguiu, pra garantir que o coitado não se oferecesse.

Quando o rapaz sumiu no corredor, sentou-se na poltrona e esperou.

Feliz.



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