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História As cartas de gerard way - Capítulo 22


Escrita por: the_boogrew

Notas do Autor


GENTE estava com bloqueio criativo, mas ja estamos na reta final, vou tentar escrever mais rapido para ter conexão sentimental eu até chorei com esse cap mas nao contei a ninguem, ok?

Capítulo 22 - As despedidas nunca vão embora.


 

No final das contas, Ray só se expressou mal, ele não tinha morrido ele só ia se mudar.

 

— você queria me matar do coração? qual seu problema? — falava s/n sentada na cozinha do seu irmão bebendo água 

 

— beba água devagar, vai engasgar — ele riu — eu só vou me mudar

 

— mas agora? eu vou voltar a morar aqui

— Eu sinto que você precisa de um tempo para se descobrir, e se despedir do internato vai ser difícil, já pensou sobre? 

— Não vai ser difícil, está me chamando de fraca de graça por algum acaso? — ela terminou o copo de água gelada e sentia seu fôlego voltando depois de ter chorado 

— longe de mim fazer isso, mas você ficou muitos meses, enfim, eu irei para cidade do lado, uma hora daqui, pode pegar a van de Gerard aos fins de semana

— eu não sei dirigir — os dois se olharam por alguns segundos, fingindo que conseguiam falar sério  — eu vou sentir saudade, é meu último ano na escola, imagina, a garota que mora com o namorado chegando depois de ser internada

— nossa que drama — disse Mikey entrando na cozinha, tinha a voz baixa e era sempre silencioso, mas era como se sempre soubesse completar a frase de Raymond.

— eu vou pedir para o Gerard me levar, eu preciso pegar as coisas na Red Rock. — a garota apenas deixou a cozinha, era estranho ainda a sensação de ser uma família, e ela não tinha tanta intimidade com Mikey para que ele simplesmente falasse aquilo.

— espera — disse Ray — eu posso te levar, preciso ir lá encerrar o pagamento

— você pega as chaves, eu pego a coragem.

 

Raymond era uma das maiores inspirações da garota, mas ainda era estranho ver ele dirigindo, não sabia se conversava com ele ou se tentava imaginar quando ele foi de um adolescente inconsequente até um adulto que trabalha e dirige, quando ela se tornou uma pirralha? quando eles cresceram? quando tudo se tornou tão vazio?

— você está bem? — a voz dele foi a primeira a preencher o carro vazio 

— sim — ela mexeu a cabeça tentando voltar ao momento presente — eu tenho que estar bem, afinal é tudo que eu sempre quis nos últimos meses

— mas você sabe que, você não precisa se obrigar a ser feliz, está tudo bem não estar bem mesmo que isso seja seu sonho — ele era calmo ao falar e isso espantou os ouvidos que não sabiam que daquela boca saia tanto sol do coração.

— eu juro, estou bem, só é estranho, eu almejei isso porque achava que ia apodrecer lá — agora o irmão teve que rir, deixando a garota confusa — do que você tá rindo? — ela disse sem conseguir manter uma expressão séria 

— você achou que apodreceria lá? sério? eu nunca fui cruel com você — ele falava em um tom amigável, e olhava meio incrédulo para ela mas com um sorriso no rosto 

— foi mal — ela ria como se aquele fosse o melhor momento de sua vida — cuidado a estrada, estamos chegando.

 

Eles tinham algum talento desconhecido, de transformar conflito em piadas, era natural e tão sutil quanto uma pétala pairando no ar.

 

ao entrarem na Red rock rock, a garota começou a ver todas aquelas garota de volta, com exceção de cassandra que deixou o local no feriado, s/n tinha atrasado a volta em alguns dias mas nao ia poder ignorar para sempre, avistou Marin de longe e sentiu seu estômago revirar, nao sabia o que era o certo, e nunca tinha se tocado como elas eram verdadeiramente amigas, a garota loira achou os olhos preocupados de s/n e se fixou neles, mas antes que qualquer passo fosse dado, ela ouviu uma voz 

— podemos conversar, por uma última vez? — Era Mrs. Halloran, com todas as suas letras, aquela voz era dele, estava cravada na mente e ecoava

                                                     (...)

 

— Quando eu recebi a ligação do seu irmão, eu achei que doeria menos —o homem era sincero, estavam os dois sentados naquela tradicional sala, agora parecia mais informal; melhor.

— doer? achei que você não tinha direito a falar desses sentimentos para mim

— eu abri uma exceção, não posso mesmo, mas eu confio em você, eu vou sentir falta do seu mau humor, das consultas em silêncio que você só esperava o horário de sair daqui — a voz dele falhou até que ela notasse que ele estava para chorar 

— sabe Eddie, eu também vou sentir sua falta, falta dos seus conselhos, da sua voz baixa quando eu estava triste, do jeito que você percebia que as coisas não estavam fáceis, eu na verdade nao sei o que fazer, eu sei, que a conversa não precisava desse rumo, mas eu nao sei o que fazer, eu só me sinto perdida, eu preciso de você 

— não, você está indo embora porque não precisa mais de mim, eu não sou sua salvação. você que é sua salvação. eu só te ajudei a ver 

— Isso vai doer né?

—vai mesmo, eu poderia entrar nas suas piadas e brincadeiras, afinal eu sou um homem de 20 e poucos anos, mas eu vou sentir a sua falta, eu nunca conheci ninguém como você, garota — nenhum dos dois poupou as lágrimas, s/n tomou coragem e abraçou ele, por vontade própria, era um abraço forte, apertado 

— uma vez eu li um artigo sobre a intensidade dos abraços — Eddie lia muito no tempo livre, mas isso às vezes podia atrapalhar as coisas 

— deu com seus artigos, não sou sua paciente, estou te abraçando forte porque eu vou partir, e as despedidas já me quebraram muito

— obrigado

— não sou eu quem deveria dizer isso?

— você me ajudou sem nem perceber, obrigado por não tentar ser alguém que eles queriam que você fosse, agora vá, sua amiga está na porta, eu sinto isso — ele disse se soltando do abraço como se afastasse ela o mais rápido, quando ela estava na porta achando a situação engraçada avistou Marin, pode enfim relaxar, suspirou com alívio e sorriu mostrando os dentes porque ali era seguro.

— você voltou — Marin estava esperançosa, mas a expressão de s/n tentava indicar que não era exatamente isso que estava acontecendo, com o lábio empinado para o lado, olhou nos olhos da amiga, sentindo mais lágrimas mas encostou em seu ombro por fim 

— eu estou indo.

 


Notas Finais


obrigada por ler


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