História As cartas de suicídio de Benjamin Karten - Capítulo 5


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Categorias Histórias Originais
Tags Depressão, Drama, Original, Suícidio
Visualizações 38
Palavras 314
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Lírica, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Quinta carta


28 de fevereiro de ano nenhum

Lugar nenhum - Terra de ninguém

“Escrevo agora sentado na beirada de uma estrada, segurando os papéis em mãos com firmeza para que não voem por conta do forte vento.

É bom respirar assim, um ar puro, perto das árvores e sentir a terra que está perto. Amito que estou admirando a paisagem, admirando até mesmo o sol, a maior estrela do universo do qual eu optava por fingir que não existia. Quando era noite eu pensava como se meus ossos estivessem quebrados, como se nada aqui dentro estivesse bem. Seria uma tela rasgada ao meio? Deixada apenas aos fiapos cheios de tinta azul?

Mas, dessa vez, acho que dessa única vez, eu vi o sol nascendo e senti a necessidade de querer que meus ossos fossem coloridos. Se eu era uma estátua cheia de buracos enferrujados dessa vez eu queria ser uma medalha de ouro polido, resplandecer e ser admirado, provocar suspiros, ouvir melodias de vozes curiosas, eu necessitava do novo.

Lembro-me de uma vez em que fui o ganhador do concurso de artes e talentos; era uma tela simples, uma garota, bonita, esbesta e saudável, observando uma biblioteca cheia de livros, do topo ao chão, do primeiro ao último centímetro, em mãos ela segurava um crânio.

Minha professora disse “Para que conheça o sucesso primeiro atinja o fracasso e lhe prove o gosto amargo da perda, depois admire o sabor doce da vitória, assim não serás tão arrogante”. Acredito que de certo modo ela estava correta, mas eu era um pouco arrogante.

Após aquele dia eu fiquei feliz pelo resto da semana, e acreditei que pudera ser feliz pelo resto da vida se quisera, mesmo que as coisas fossem difíceis eu só precisaria pintar minhas ideologias entre o meu fracasso e pequeníssimas vitórias. Eu só precisaria estar em meus melhores dias e sentir meus ossos serem pintados por lágrimas alaranjadas e esverdeadas”.


Notas Finais


Sobre a pintura; a garota significa a vitória e o crânio a derrota.


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