História Às Cegas - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias K.A.R.D
Personagens B.M, J.Seph, Jiwoo, Somin
Tags Bmin, Jwoo, Krystal, Romance
Visualizações 206
Palavras 1.222
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Quem foi que teve a ideia de fazer todas as matérias de exatas em um único dia?
Vocês tão vivos depois do Enem? Porque eu não to :')
Eu demorei né? Me desculpem por isso, mas acho que alguns de vocês devem estar passando pela bagunça de fim de ano também, não sobra tempo pra mais nada aaaaaa x.x
Aliás...
Gente, como assim nós batemos 100 favoritos? Eu não acreditei quando eu vi, vocês não sabem como fizeram de mim uma autora feliz <3
Espero que me perdoem pela demora e boa leitura~
GoGo~

Capítulo 11 - Coisa de casal?


“Namorar” não passava nem perto da lista de coisas que Somin fazia com frequência. Comer, dormir, ler... Isso sim, mas relacionamentos... Ai.

Por causa disso, ela acreditava que existia uma forma certa de namorar, um conjunto de atitudes que são padrão para qualquer relacionamento amoroso e que se não fossem seguidas, não era namoro, simples assim.

Por exemplo, ela achava que existia muita diferença entre um namorado e um amigo. Achava que não dava pra ter o mesmo tipo de atitude com os amigos e com o companheiro. E isso era meio preocupante, porque Somin estava sim apaixonada por Matthew, mas ao mesmo tempo ela o via como seu amigo. Misterioso sim, mas um amigo.

A grande assombração era: E se as coisas mudassem muito depois que eles começassem a namorar? E se todo o fascínio, o interesse que um sentia pelo outro desaparecesse?

Mesmo cheia de incertezas, ela mergulhou de cabeça na ideia, porque sabia que não teria forças para tentar colocar limites ou até mesmo não tentar nada.

Somin nunca, nunca ficou tão feliz por ter errado tão feio em uma suposição.

Ela descobriu que namorar era tipo... Muito gostoso. Tinha alguns contratempos e às vezes uma discussão perdida aqui e ali? Lógico, todo relacionamento tem, mas seria uma mentira das cabeludas se ela dissesse que atrapalhava de alguma forma nas lembranças dos momentos bons.

E a parte de perder o interesse? Pff... Somin sentia até vergonha de ter cogitado algo assim. Matthew continuava tão interessante quanto sempre fora, e com o tempo Somin veio a perceber, inicialmente com alguma surpresa, que ela também era interessante para ele. E era muito bom, de forma que ela ainda não tinha encontrado uma forma de colocar em palavras.

O primeiro passo do namoro foi que Matthew contou à Somin tudo que ela queria saber sobre ele. Ela descobriu que ele estava prestes a terminar o colegial, gostava de rap (até mesmo se arriscava a tentar alguma coisa de vez em quando). Gostava também de observar as pessoas e assim como Somin, gostava de ler.

Ela conheceu a casa e os pais de Matthew, simpáticos e alegres, e ela logo percebeu que eles já a conheciam pela boca do filho, que não fez questão de esconder dela que havia várias vezes, falado sobre ela para os progenitores. Foi um almoço bastante agradável e ela já se sentia parte da família. Não foi diferente com os seus próprios pais, Somin teve, inclusive, que brigar com o pai para conseguir a atenção do namorado de volta, mas ela estava genuinamente feliz com a aprovação que veio dos dois lados.

Os dois não eram as pessoas mais fantásticas do mundo, quando se conta uma história de amor, você imagina alguma coisa épica, um acontecimento surpreendente, mas com Somin e Matthew, nada disso acontecia, eles iam ao cinema, às vezes jantavam fora, passeavam juntos, chamavam Jiwoo e Taehyung para um encontro de casais, estudavam juntos e se ajudavam mutuamente em matérias que pudessem ensinar um ao outro com mais facilidade. Em algumas vezes ainda, eles dormiam na casa um do outro, mas sempre com a autorização prévia dos pais e a promessa de que acontecendo algo ou não, eles seriam responsáveis, o que trouxe um rubor às bochechas de ambos.

E só, essa era a vida de casal deles.

Mas claro, tinha os detalhes.

Matthew já havia dito que gostava de observar as pessoas, mas Somin não sabia que ele era tão bom nisso, ou que o fazia com tanto empenho. Ela ainda não tinha se acostumado com a forma como ele a observava quando ela estava lendo ou estudando.

Ele olhava em outros momentos também, claro que olhava, mas era durante essas duas atividades que ela sentia, pra valer, o olhar dele pesar, tornar-se de uma intensidade que ela se remexia um pouco, engolia em seco ou até mesmo estremecia quando os olhos dele encontravam com os dela.

Matthew disse que era interessante.

-Eu queria saber por que você faz isso. –Ela o questionou em uma tarde em que estavam os dois sozinhos na biblioteca da escola e Matthew esperava pacientemente que Somin terminasse os exercícios de inglês-. Eu tenho certeza que você pode passar o seu tempo de forma mais interessante do que isso.

Somin pode ter soado um pouco grossa, mas ela já estava se estressando com os exercícios, ele resolvia com tanta facilidade e ela precisava de pelo menos cinco minutos para entender cada um. E não ajudava nada que os enunciados ora estivessem em coreano, ora em inglês, pediam a resposta em coreano, e depois pediam em inglês.

Já era fim de tarde e era o primeiro dia razoavelmente quente que eles tinham em quase duas semanas de céu fechado e chuvas fortes durante a noite.

Somin resmungou, deixando que a caneta caísse pesadamente sobre o caderno aberto. Ela estava pensando seriamente em jogar a caneta pela janela, mas provavelmente erraria, porque sua mira nunca foi das melhores.

Matthew se limitou em uma risadinha e fazer um gesto com a mão.

-Vem cá Min. –Ele virou para a janela, mas Somin sabia que a atenção continuava nela, a mão estendida-.

-Pra que? –Ela perguntou, mas já estava indo em direção a ele-. Eu preciso terminar os exercícios antes que fique tarde demais e a professora vai ficar brava comigo se eu não terminar a tempo-.

Era uma preocupação perfeitamente válida, mas ela foi soprada para longe como vento quando Matthew pegou sua mão e a puxou para que observasse a paisagem. Ele ficou por trás dela e a abraçou pela cintura.

-Olha isso Min. –Ele disse baixinho contra o ouvido dela-. É por isso que às vezes é bom simplesmente parar e observar.

E Somin entendeu o que ele quis dizer.

Todos os dias ela ia pra escola, e quase todos os dias ela ia pra biblioteca, não era novidade nenhuma para ela.

Mas observar, observar de verdade... Isso sim era novidade.

Exceto por alguns poucos alunos e funcionários, não havia pessoas circulando pelo pátio principal, tudo estava silencioso e vazio, tão diferente da bagunça com a qual ela tinha se acostumado.

Não dava pra explicar, mas sim, ela via as coisas de uma perspectiva diferente. Era meio... Romântica.

-Eu amo você. –As palavras apenas saíram fáceis, fluidas, tão simples quanto dizer um bom dia-.

-Eu também amo você. –Ele beijou a têmpora dela com carinho e Somin fechou os olhos-. Muito.

-Mas eu continuo sem saber por que você me olha tanto quando eu estou lendo ou estudando.

-Você faz caras engraçadas, principalmente quando para de olhar em volta e se concentra totalmente na leitura.

-Eu faço isso?

-Sempre. Você não deveria se preocupar sempre com o tempo, relaxe.

Somin ficou em silêncio. Parecia que Matthew sempre tinha uma nova forma de surpreendê-la. E assim ela realmente se permitiu esquecer-se do tempo e ficar ali, quietinha nos braços de Matthew, apreciando os pequenos detalhes das coisas que ela via quase sempre, mas que pareciam estar sob uma nova perspectiva.

Ela sorriu tanto que os olhos quase se fecharam. Então essas eram as coisas de casal? Tornar-se uma amiga e namorada?

Ela não se importaria de continuar assim com Matthew por muito tempo. Era melhor do que ela poderia ter imaginado. Estava bom assim. Ela desejou que aquela felicidade nunca lhe escapasse.


Notas Finais


BMin é um casal tão fofinho né? Morro de amores com esses dois <3
Eu imagino que Às Cegas está chegando em reta final, já to um pouquinho triste...
Muito obrigada por todo o apoio que vocês estão me dando! Parece que foi ontem que postei essa fic cheia de inseguranças e agora já somos mais de 100 favoritos! Eu adoro vocês, muito obrigada novamente por apoiarem o meu trabalho!
XOXO~


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