História As consequências - Capítulo 8


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Categorias Chaz Somers, Christian Beadles, Justin Bieber, Kylie Jenner, Ryan Butler
Personagens Justin Bieber, Kylie Jenner
Visualizações 90
Palavras 2.279
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Distantes


POV VALERIE VANCE

A porta se abriu e nos deparamos com uma mulher de meio metro com uma expressão irritada estampada no rosto. Ela olhou seu filho da cabeça aos pés e então abriu um sorriso imenso enquanto o puxava para um abraço

Ela era linda. Menor que eu. Branca e com longos cabelos pretos. Seus olhos eram claros e seu sorriso era maravilhoso, lembrava até o do Justin quando ele ria espontaneamente

-Me deixaram esperando –ela disse e Justin se desculpou –Você deve ser a Valerie –disse me olhando e eu concordei tímida –Você é mais bonita do que Justin descreveu

Eu fiquei totalmente sem graça e vermelha, o que fez os dois rirem e mostrarem tamanha semelhança no sorriso.

Ela me abraçou e então entrou dentro do apartamento

-Nunca tive um vôo tão ruim, nem quando eu estava grávida do Justin eu tive vôos tão ruins quanto o que tive agora -ela dizia rápido

Ela foi até o quarto de hóspede e colocou suas malas lá dentro, sem parar de falar nem se quer por um minuto. Ela falava rápido e sua voz era fina, um pouco estridente e complicada de se entender.

-Depois você se acostuma -Justin disse para mim -Ela gosta de falar

Eu ri e neguei com a cabeça, logo senti uma mão em mão em meu pulso e então a voz da pattie dizendo “vamos nos sentar no sofá e conversar”

-Eu não quero ser intrometida... -ela começou a dizer, mas foi interrompida pelo Justin

-Fale a verdade, mãe - ele disse – Você quer sim

-Não assuste a garota, Justin -ela disse e então rimos -Enfim... como você está ultimamente?

-Estou muito bem -respondi – Ainda é recente, então não estou tendo sintomas nem nada

-Parecem estar falando de doença – Justin disse se sentando ao meu lado, um pouco mais próximo do que o necessário

Pattie riu e então voltou a fazer perguntas sobre a gravidez. Foi fácil até a hora que subitamente deixou de ser.

No começo ela só perguntou sobre o bebê. Sobre os sintomas da gravidez, sobre tamanho de barriga, tamanho de bebê e tudo mais, porém, de uma hora para outra ela perguntou sobre meu relacionamento com o Justin, e foi ai que ficou difícil

-Como está sendo para vocês essa vida de casados? – perguntou rindo – Morando juntos, namorando e prestes a ter um bebê?

Eu definitivamente odiava mentir. Minhas mãos soavam e meu coração acelerava, desconfiava até que o meu cérebro parava por alguns minutos, como se isso fosse possível

Assim que ela perguntou, automaticamente mudei de expressão e então rapidamente olhei para o Justin, esperando-o responder a pergunta da sua mãe

-Estamos nos acostumando -ele disse -Nós nos amamos, então não está sendo tão difícil quanto parece

A pattie sorriu com a resposta do filho, como se estivesse orgulhosa por seu filho me amar e ter um bebê. Se ela soubesse a verdade, nunca sorriria dessa forma

-Foi amora primeira vista? – perguntou me olhando

-Hm, f-foi – falei nervosa – Assim que eu o conheci já sabia que gostava dele... chega ser engraçado de se dizer

Parece que falei o que ela quis ouvir, pois logo assim ela sorriu ainda mais e acariciou a minha perna.

Justin pediu duas pizzas, mesmo a mãe dele insistindo em fazer comida. Ela insistiu tanto, que Justin acabou concordando com aquilo, porém era tarde demais para cancelar a pizza, então deixaríamos guardada e comeríamos depois.

Eu e Justin ficamos sentados no balcão enquanto conversávamos e víamos Pattie fazendo a janta. De vez em quando ela perguntava sobre a gente, como estávamos, quando tínhamos começado a namorar e se já tínhamos assumido para todos os amigos.

As vezes Justin fazia carinho em minha mão e colocava o braço em volta do meu ombro, para que sua mãe não desconfiasse de nada. Ela soltava comentários como “vocês são fofos” “tão lindos” e “parecem apaixonados

Estar ali naquela situação era agoniante para mim. Eu não me sentia bem estando ali mentindo e fingindo ser quem não sou.

Eu queria respirar ar fresco. Queria fugir dali

Para a minha sorte Justin foi mexer no seu celular e percebeu que estava desligado e assim o entregador de pizza não poderia avisa-lo quando chegasse

Eu disse que iria descer para esperar a pizza la na recepção do hotel. Pattie me repreendeu, dizendo que Justin podia ir esperar, pois eu estava gravida e tinha o direito de não fazer coisas chatas. Eu ri, mesmo assim insisti em ir

Eu insisti tanto que os dois acabaram concordando com aquilo. Eu peguei meu celular e desci de elevador, dois minutos depois eu já estava sentada no sofá da recepção, aliviada por estar longe deles e do apartamento

Não me entenda mal, eu não os odiava, eu apenas odiava der posta naquela situação. Odiava ter sido praticamente obrigada a mentir e fingir um relacionamento que não existe. Odiava ter que enganar a mãe do Justin e consequentemente brincar com seus sentimentos

Eu estava tendo alguns minutos de alívio fora daquele apartamento, pois aqui, longe da pattie eu posso ser eu mesma.

Estava viajando em meus pensamentos quando o Oliver se sentou do meu lado e falou com sua voz suave e risonha

-Vai morar na recepção? – zoou – Não me diga que gosta tanto desse hotel assim

-Idiota – eu disse rindo e ele riu também

-O que faz aqui? – perguntou

-Estou passando um tempo na casa de um amigo – respondi

-Amigo? – perguntou arqueando sua sobrancelha

-É – respondi rindo pelo nariz – Só amigo

Ele concordou e então ficamos quietos por algum tempo, até que ele cortasse novamente o silêncio

-E o que faz aqui em baixo com essa cara de triste? – perguntou

-Não estou triste – respondi – Estou aliviada em estar aqui

-Não gosta do amigo? – perguntou – Desculpa, estou fazendo muitas perguntas – ele riu

-Não tem problema – eu ri – Eu gosto dele, só não gosto de ter que fingir ser uma coisa que não sou para sua mãe

-Então não finja – respondeu

-É mais complicado do que parece – disse

Nesse momento as pizzas chegaram, então eu rapidamente levantei para as pega-las. Eu paguei e então coloquei as pizzas na mesinha de centro da recepção e voltei a me sentar no sofá enquanto respirava fundo

-Não vai subir com as pizzas? – perguntou

-Vou esperar mais um pouco – respondi – Tomar coragem para voltar a minha personagem

Ele gargalhou, o que me fez rir, pois sua risada era engraçada.

-E você, está fazendo o que aqui em baixo? – perguntei

-Esperando minha pizza

-Vamos comer essa comigo – eu disse abrindo uma pizza

Ele aceitou, então começamos a comer e conversar. Eu descobri sua idade, de onde veio e o nome dos seus irmãos.

Ele tinha 26 anos, nasceu no Canadá e tinha três irmãos: dois meninos e uma menina. Ele também descobriu isso de mim.

Ele era bem engraçado e me fez rir durante todo o tempo. A conversa foi tão boa que comemos uma pizza inteira e nem percebemos o tempo passar. A pizza do Oliver já tinha chegado quando Justin começou a me ligar

Eu recusei suas três ligações, então ele me passou mensagem

Já se passaram 40 minutos. Onde você foi?

Minha mãe está desconfiando do seu sumiço

Suba logo

-Oliver, eu tenho que subir – respondi me levantando – Qualquer dia nos vemos de novo?

-Sim, claro! – respondeu – Salva meu número, pode ser?

Eu concordei e então dei meu celular para ele. Ele salvou seu número com o nome de Ollie, o que me fez sorrir pelo apelido fofo. Eu disse que passaria uma mensagem para que ele saltasse meu número e ele disse que esperaria

Oliver disse que ainda tinha que falar com o Call, então nos despedimos e eu subi sozinha de elevador. Antes de entrar no apartamento eu respirei fundo umas cinco vezes, então bati na porta e logo fui atendida pelo Justin com uma cara não muito boa

-Eu pedi duas pizzas –foi a primeira coisa que ele disse

-Eu sentei para conversar com uma amiga e acabei comendo uma pizza com ela –respondi em um tom mais alto para que sua mãe também escutasse –Eu perdi a hora. Desculpa

-Tudo bem –ele respondeu suspirando

Sua mãe estava sentada no sofá enquanto revirava sua bolsa atrás de algo. Eu fui até a cozinha e coloquei a pizza em cima do balcão, eu pensei trocentas vezes em ir direto para o quarto, mas eu seria muito mal educada se fizesse isso, então eu respirei fundo mais algumas vezes e fui juntar a eles no sofá

-Eu sei que o primeiro presente deve ser dos pais, mas assim que Justin me disse da gravidez eu fui direto comprar isso –ela disse assim que me viu

Ela me entregou uma caixinha branca com uma fita vermelha. Eu abri a caixinha e vi uma minúscula pulseira com pedrinhas de diamantes.

Era linda, chique e visivelmente cara demais

-É linda –eu disse sorrindo –Mal posso esperar para ver o neném usando-a

-Vocês já escolheram o nome? –perguntou

-Não tivemos tempo para pensar nisso ainda –Justin respondeu por mim

-Não sejam tolos –ela disse –Tem que escolher logo. Minha mãe sempre dizia que os pais só se apegam ao bebê depois que escolhem o nome

-Não sabemos nem o sexo do neném ainda –eu disse –Ainda acho cedo para decidir isso. O nome é algo importante pra ser decidido assim na pressa

-Verdade. Desculpa, é que estou ansiosa –ela disse –Sua mãe também deve estar, né?

-Minha mãe ainda nem sabe –disse no automático e Justin tossiu de nervoso

-Como assim? –pattie perguntou curiosa

-A mãe dela é ocupada –Justin respondeu –Preferimos contá-la pessoalmente. Estamos só esperando ela ter um tempo

-Sua mãe trabalha em que? –ela perguntou

Eu fiquei visivelmente incomodada com sua pergunta. Eu odiava falar sobre a minha mãe e sobre ela ser uma pessoa famosa

Eu não sabia como Pattie reagiria a isso. Ela parecia der uma pessoa bastante tradicional. Então, eu comecei a tentar arranjar milhões de desculpas para que eu falasse

Justin percebeu o meu incomodo, então se intrometeu

-Ai mãe, bora dormir –ele disse se levantando –Estou tão cansado pra ficar conversando atoa

-Não é atoa –ela disse –Estou conhecendo a mãe do seu filho, sua namorada

-Amanhã temos o dia todo para conversar –ele disse esticando a mão para que eu pegasse

Segurei a sua mão e então ele me levantou. Demos boa noite para a Pattie e então entramos dentro do quarto, de mãos dadas feito um casal de verdade

Assim que entramos no quarto largamos as mãos e fechamos a porta.

-Ela é legal –disse no intuito de cortar o clima ruim

-Ela tenta ser –ele disse pegando uma toalha e me entregando

Eu apenas concordei com a cabeça e então peguei a toalha e uma roupa de dormir: calça de moletom e uma blusa de alcinha. Fui com minhas coisas para o banheiro e então tomei um longo banho quente e relaxante.

Eu esqueci todo o meu discurso de “economize água” e tomei o banho provavelmente mais longo da minha vida.

Passei o hidratante em meu corpo e depois coloquei a roupa. Assim que eu sai do banheiro o Justin logo entrou para tomar o seu banho.

Eu liguei o ar-condicionado e fechei as cortinas. Deitei em sua cama e me cobri com o imenso e grosso cobertor. Eu fui bem para o cantinho da cama, para que Justin conseguisse dormir ali sem que nos encostássemos e ficasse um clima estranho

Cerca de 20 minutos depois o Justin saiu do banheiro apenas de bermuda enquanto secava seus curtos cabelos com a toalha. Ele era lindo. Lindo e estupidamente cheiroso

Me perdi em meus pensamentos e só voltei a mim mesma quando ele pegou um travesseiro e jogou no chão, junto com mais dois cobertores

-O que está fazendo? –perguntei

-Eu vou dormir no chão –ele disse –Não quero que fique desconfortável e ache que estou me aproveitando da situação

-Não seja idiota, a cama é sua –eu disse– E ela é bem grande, dá para dormirmos sem nos encostar

-Tem certeza? –perguntou

-Tenho –respondi dando de ombros

Ele assentiu e então jogou o travesseiro de volta na cama e guardou os cobertores

-Eu sou meio espaçoso, mas vou tentar não encostar em você –ele dizia enquanto se ajeitava em baixo dos cobertores –Caso eu encoste você pode me empurrar e se for o caso até me jogar da cama porque sua voz é fina e suave então você não vai conseguir me acordar

-Minha voz não é fina e suave –falei com um tom quase indignada

-É sim –ele respondeu rindo –Não é uma coisa ruim, relaxa

Eu dei de ombros e então ele se virou para o lado e desligou o abajur. Eu não conseguia dormir totalmente no escuro então liguei o abajur do meu lado da cama na menor capacidade de luz que era possível, para apenas não ficarmos totalmente no escuro

Eu virei para o lado oposto ao que Justin estava e confesso que fiquei praticamente a madrugada toda ouvindo o barulho da sua respiração. O único barulho presente naquele imenso quarto

Justin se controlou a noite toda. Em nenhum momento se jogou para cima de mim ou tentou me abraçar como um ato automático e inconsciente. Ele ficou o tempo todo na dele e eu na minha, menos os nossos pés

Não sei bem em qual momento isso aconteceu pois estava perdida de mais entre meus pensamentos, mas quando me dei por mim nossos pés estavam encostando um no outro. Para ser mais específica, estavam entrelaçados, porém, apenas os pés

 Foi assim que dormimos, com os pés entrelaçados mas com os corpos distantes um do outro



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